Aquele Sonho
1 Capítulo 1 - O Começo
12 de Outubro
10:14 p.m.
–Está boa a janta?
–Deliciosa! Kevin, essa foi uma das melhores que já comi.
–Que bom você gostou Ally.
Alguém entra sorrateiramente deixando a porta aberta no hall. E tenta passar da sala de jantar onde estava o casal que deliciavam a comida. Mas a pessoa derruba, sem querer, a escultura no chão e a levanta de volta.
–Thomas? É você? Voltou cedo. — Disse Ally.
–Droga, sim. Sou eu, mãe. Não quis atrapalhar vocês, vou subir e dormir no meu quarto. Boa noite. — Disse frustrado sem mostrar a sua cara.
–Boa noite. — Disseram os pais, ficando preocupados.
10:49 p.m.
O casal deixa a louça na pia e vão para a cama.
–Que frio aqui, a casa toda está fechada, ou não?
–Vai ver que é o termostato, vou lá checar.
–Volte logo amor.
Kevin vê o termostato e percebe que está na temperatura certa, ele vai até o hall para certificar se a porta está trancada, e no caminho é esfaqueado no pescoço por uma sombra de forma de pessoa.
11:01 p.m.
–Amor, cadê você? — Ally vai até o corredor procurando seu marido e o encontra ensanguentado no seu tapete favorito.
–Kevin? — Choraminga a sua mulher, deitando ao seu lado.
E a mesma pessoa acerta a sua faca nas costas de Ally e ela não resiste, cai em cima de Kevin.
12 de Outubro
06:14 a.m.
–Argh! — Thomas acorda suado e com mau pressentimento em relação ao seu sonho da morte dos seus pais. Mas sabia que era somente um sonho e não precisava se preocupar com isso, e sim aquela festa que iria ter à noite. A família Harrington estavam morando em Portland, Maine. Mudavam em vários lugares devido de um problema, o qual o Thomas não sabia, e os seus pais não contavam o porquê. Ele tinha cabelo castanho e curto, olhos marrons e era parecido aos seus pais. Depois de se arrumar no quarto bagunçado, vai até a cozinha e encontra seus pais fazendo café-da-manhã. Aliás, eles são bons cozinheiros e trabalham numa empresa chamada D.N.U., uma empresa que trabalha em genéticas.
–Pai, empresta a chave do seu carro? Já que hoje é o seu dia de folga.
–Com uma condição, eu o quero de volta sem um arranhãozinho. — Confiando-lhe, dá a sua chave ao seu filho.
–Valeu! Eu vou voltar à tarde, pois como vocês sabem, tenho uma festa à noite.
–Volte com cuidado querido. – Diz, preocupada, Ally.
Quando Thomas sai, vê uma sombra atrás de uma árvore do seu vizinho repugnante, achou que era ele adormecido ali e entrou no carro ignorando.
10:27 a.m.
–Ei Thomas! Vai à festa da Crystal? — Disse Kyle, melhor amigo de Thomas. Tinha cabelos enrolados e pretos, mesma idade que o Thomas, com 16 anos, e estava um pouco acima do peso e tinha um humor sempre extrovertido.
–Claro que sim. Eu nunca iria perder essa festa. — Thomas quase corando.
–Então...? Vai convidar ela para sair ou não? — Falou Kyle e todos à sua volta escutaram, estranhando-os.
–Shiiu, fala mais alto que a mãe da Crystal não ouviu.
–O que tem a minha mãe? — Disse Crystal, amiga de Thomas que o ajudou a conhecer e a primeira pessoa que acolheu na escola, ela tinha cabelos loiros, olhos azuis e era popular na escola, desconfiada nos garotos ao falar da sua mãe, juntamente com a sua amiga, parecia com aquela cantora rapper, a Nicki Minaj, sendo apelidada de "Nicky".
–Hm, estávamos dizendo que ela é uma pessoa bondosa que ajuda nas pessoas que não tem condições de comida. — Thomas disse muito nervoso.
–Ora, é muita gentiliza sua! E você vai comparecer na festa hoje?
–Claro!
–Você vai ir Nicki? — Disse o amigo chegando perto dela.
–Sai pra lá. – Respondeu ela.
Quando elas voltam para a sala, Kyle diz:
–Ela me ama né?
E ri o Thomas. Passou o tempo, a aula terminou e os dois vão para a festa.
9:58 p.m.
Ao entrar na casa de Crystal, os pais dela estavam viajando para Camboja que ajudando os pobres, estava quase lotada de jovens bêbados e namorando. Os dois amigos não estavam aí para beber até os alcances deles, e sim ficar com a pessoa que gostavam.
–Cara, a festa está bombando! Vou procurar o meu amor da minha vida.
–Boa sorte Kyle!
Desaparecendo no meio da multidão, Thomas está sozinho e procura pela Crystal, empurrando, delicadamente, as pessoas que estavam a sua frente. Infelizmente, a polícia chegou ali para acabar a festa, e os adolescentes fogem à loucura para que não sejam capturados. Thomas pega seu carro e acelera de volta para casa.
10:15 p.m.
Chegou em casa, abriu a porta do hall sem fazer barulho para não acordar os seus pais, mas não consegue enxergar no escuro e derruba a escultura da sua mãe que comprou em Hong Kong. E levanta a escultura.
–Thomas? É você? Voltou cedo. — Disse Allison.
–Droga, sim. Sou eu, mãe. Não quis atrapalhar vocês, vou subir e dormir no meu quarto. Boa noite.
–Boa noite. — Disseram os pais, ficando preocupados.
Thomas sobe ao quarto, começa a lembrar de alguma coisa e dorme sem dificuldade. Uma hora depois, ele acorda dizendo:
–Oh-oh! — O jovem esquece de uma coisa.
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