Aquela coisa dos Charming
1 Capítulo 1
Notas iniciais
- Emma, nós precisamos descobrir quem nos lançou essa nova maldição! – Snow disse abraçando a filha pela quadragésima vez.
- Eu sei, eu sei e nos vamos descobrir.
- Você já deve ter uma ideia de quem é a primeira suspeita. – David disse passando o braço por sobre os ombros da filha. – Não é?
- Regina? – Emma disse sentindo uma pontada no peito. – Eu não...
- Só pode ter sido ela. – A mãe da loira disse pensativa. – O que será que ela quer com isso dessa vez?
- Nós vamos investigar Mary Margaret, mas agora que tal nos jantarmos todos jutos e esquecer nem que seja por uma noite essa maldita maldição?
- Grannys? – Snow sugere.
A vontade de Emma era sair correndo dali, correr até o outro lado da cidade, poder ver certa outra pessoa, uma pessoa que ela só ia precisar ver por poucos segundos e a aquele aperto no seu peito, a sensação de formigamento nas mãos iria passar. Ou pelo menos ela esperava que fizesse passar. Mas eram seus pais, ela não podia dar um bolo neles logo no primeiro dia que ela havia voltado.
- Claro! Parece ótimo. – Ela disse
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- Você quer chocolate quente mãe? – Henry perguntou quando ela tentou passar sorrateiramente pela cozinha, claramente sem sucesso.
- Não garoto, obrigada. – Ela continuou seu caminho até a porta rezando para que ele não perguntasse nada.
- Você sabe onde a Mary Margaret guarda o... aonde você vai mãe? – ela xingou mentalmente quando ouviu a pergunta do filho.
- Eu preciso ver uma pessoa Henry.
- Já é mais de meia noite mãe!
- E você já devia estar na cama garoto! – Emma diz conseguindo finalmente sair e assim que ela pisa o pé fora de casa ela sente o fogo tomar de conta de todo o seu corpo, e não consegue conter a vontade de correr, a ansiedade lhe consome e ela pisa o pé no acelerador dos eu fusca amarelo com força.
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Desde que ouvira as noticias Regina não havia parado quieta. Pensou em várias possibilidades, ensaiou várias falas, respirou fundo tomando coragem para sair de casa várias vezes, mas nada lhe foi suficiente para manter a calma, suas pernas não a obedeciam desde que ela soubera que Henry e Emma estavam de volta a cidade.
Primeiro ela ficou chocada e confusa e levou algumas horas para que ela se recuperasse e decidisse que deveria ir atrás de Henry, a saudade que ela tinha do seu filho a fazia chorar sempre que se lembrava dele. Regina estava prestes a sair de casa e ir de encontro ao seu filho quando se lembrou que Emma estaria com ele e pensou que seria melhor uma abordagem quando ela já tivesse conversado com Emma, ou pelo menos encontrado com ela.
A morena estava sentada no sofá zapeando de um canal para o outro, sem prestar realmente atenção no que passava na tela a sua frente, já era bem tarde da noite e tudo que ela conseguia prestar atenção realmente era a sensação de calor dentro do seu peito e o formigamento nas mãos, normalmente ela só sentia isso quando Emma estava por perto, era como se fosse um EmmaRadar e já que ela estava na cidade era perfeitamente normal que o EmmaRadar estivesse apitando apesar de que elas provavelmente estavam significativamente longe, a julgar que a casa dos Charmings era do outro lado da cidade.
Então ela ouviu batidas na sua porta e ela quase teve um ataque cardíaco, Regina pulou do sofá com o susto, enquanto andava até a porta ela podia sentir seu coração quase sair pela boca, olhou as palmas de suas mãos e elas estavam vermelhas, isso só podia significar uma coisa. Regina abriu a porta da sua mansão...
- Emma! – Ela exclamou num sussurro, e instantaneamente seu coração se acalmou.
- Oi. – A loira respondeu de forma tímida com o leve sorriso.
- Como? Como você veio parar aqui?-A prefeita balançou a cabeça parecendo confusa. — Como você se lembrou?
- Pra começar eu estava esperando outro tipo de reação da sua parte. Não vai nem me chamar para entrar? – Regina se afastou da porta dando espaço para a loira entrar na casa. Ela pode sentir aquele cheiro peculiarmente rustico que Emma tinha quando entrou.
- Então, você já deve estar sabendo que ninguém se lembra de nada. – A morena disse se curvando sobre o pequeno bar que ela mantinha no hall da casa e colocando duas doses de whisky, logo depois oferecendo uma para a sua visitante.
- É, estou. – Ela pegou o copo com o liquido alcoólico dentro. — Tem essa nova maldição que apagou a memoria de vocês e fez o ultimo ano ser só um buraco negro.
- Imagino...- Regina passou pela loira a guiando para o sofá da sala. – que o motivo da sua visita, tão tarde da noite tenha a ver com sua investigação.
Emma sentiu o cheiro de maçã misturado ao de whisky que emanava da prefeita, e ela respirou fundo tentando grudar aquele cheiro na sua mente.
- Antes que você pergunte Miss Swan, não fui eu que lancei essa maldição. – Emma a olhou franzindo a testa. – Não precisa usar seu superpoder em mim Swan, eu estou falando a verdade. – Regina sentou-se no sofá da sala onde a televisão permanecia ligada e Emma fez o mesmo.
- Você sabe que eu não preciso me esforçar tanto assim pra ler você Regina. – Ema se aproximou dela. – Essas memorias eu sei que a maldição não apagou. – Ela permanecia a olhar a morena com a testa franzida, arqueando as sobrancelhas.
- Então você sabe que não fui eu. – Regina olhou nos olhos verde de Emma, eles estavam escuros. – Para de me olhar desse jeito Emma.
- Eu senti a sua falta. – A loira disse repousando seu copo na mesa de centro.
- Você nem lembrava as minha existência. – Regina tomou um grande gole do whisky -E você não respondeu minha pergunta.
- Gancho me deu uma poção que me fez lembrar de tudo Regina, e sabe o que foi a primeira coisa que eu lembrei? – Emma perguntou se aproximando ainda mais e tirando o copo da mão dela e colocando ele do lado do seu na mesa de centro, a morena apenas esperou uma resposta. – De nós, de você, e quando você abriu a porta eu tive certeza de que aquele vazio que eu sentia era você que me faltava, que a alegria que eu senti em Nova York não chegou nem perto das que eu já tive com você Gina. – Regina sorriu ao ouvir as palavras de Emma.
- Eu soube que você ia se casar. – Emma gargalhou quando ouviu o ciúme claro e evidente na voz da morena a sua frente.
- Meu Deus Regina! – Os olhos de ema brilharam marejados. – Eu senti mesmo a sua falta, até desse seu ciúme! – A loira a puxou para seu colo com apenas um simples movimento de braço.
Regina sempre ficou tão impressionada com a força bruta de Emma e sempre achou extremamente sexy todos aqueles músculos levemente definidos que a loira tinha que sequer resistiu em sentar no colo de Emma com uma perna de cada lado da cintura dela.
- Eu não me lembro se senti sua falta Senhorita Swan. – A morena respondeu com o rosto tão perto que ela podia sentir a respiração quente da outra batendo em seu pescoço.
- Eu aposto que você sentiu. – A loira disse colando sua testa na de Regina e logo depois beijando a buchecha dela, limpando uma lágrima que já fazia caminho pro ali. – Eu voltei meu amor. Eu voltei.
- Talvez aquela coisa dos Charming de, eu sempre vou te encontrar, seja mesmo verdade. – Regina disse com a voz tremulante enquanto lágrimas deslizavam pelas sua bochechas.
- Talvez seja mesmo.
- A salvadora voltou! – Regina disse baixinho abraçando Emma e escondendo seu rosto no pescoço dela.
A loira se afastou um pouco apenas o suficiente para segurar o rosto de Regina e poder olha-la nos olhos, naqueles olhos chocolate que tanto lhe fizeram falta.
- Sua salvadora. – E então acabou com a distancia entre elas colando seus lábios aos dela.
Regina colocou as mãos sobre as de Emma e fez carinho com os polegares, as tirou dali e as realocou em sua cintura para logo depois agarrar o pescoço de Emma, como se ela quisesse ter certeza que ela não iria a lugar nenhum. A loira acariciou a cintura da prefeita, sentindo o toque suave do cetim e colocando em sua lista mental mais uma coisa que ela havia sentido falta.
- Eu senti falta de você amor. – Regina disse quando elas se separaram em busca de ar.
Instantaneamente Emma se levantou, ainda com Regina em seu colo que por sua vez entrelaçou as pernas na cintura da salvadora.
- Emm...- Regina chamou- Emma...- Regina suspirou e chamou mais uma vez enquanto a loira, beijava, chupava e mordia seu pescoço. – Amor. – Como se ela tivesse chamado pela primeira vez Emma respondeu.
- Hum? – Emma gemeu sem tirar a boca do pescoço de Regina e parando no meio da escada, a encostando na parede e fazendo pressão sobre o corpo da morena com o próprio.
- Eu amo quando você não me responde quando eu te chamo pelo teu nome amor.
- É? – Emma perguntou de forma provocativa enquanto desabotoava os botões da camisa social que Regina usava.
- É. – Ela suspirou. – Mas nós temos uma maldição para quebrar lembra?
- Storybrooke. – Ela puxou a camisa de Regina deslizando sobre os braços dela. – Pode aguenta uma noite sem a salvadora e a prefeita.
Antes que Emma pudesse se dar conta Regina já havia tirado a jaqueta de couro e a regata que ela estava usando. A prefeita passou as mãos pelos ombros largos da mulher a sua frente, a puxou para mais perto colando seus corpos e mordeu a clavícula da loira fazendo-a gemer de desejo e dor ao mesmo.
Clavícula era oficialmente o lugar preferido de morder da Regina, desde o dia que ela mordeu Emma e acabou deixando uma pequena marca que ainda estava ali. Emma a levantou a fazendo abraçar sua cintura com as pernas mais uma vez e Regina a beijou com voracidade enquanto se deixava ser carregada para o próprio quarto.
Regina gemeu quando as unhas de Emma desceram pelas suas costas, ela jogou a rainha na cama e ficou em pé na frente dela apenas por tempo o suficiente para tirar o próprio sutiã e admirar a morena que estava deitada a sua frente pronta pra ser completamente sua.
- Deus! Eu devo ter sofrido tanto sem você nesse ano Emma!
Notas finais
=*
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