Aquela Garota Que Olhava Pela Janela
1 Capítulo 1 - O Início de Uma Nova Vida
Notas iniciais

Meu nome é Marcelly, possuo 15 anos. Minha mãe morreu em um acidente trágico quando eu tinha apenas 4 anos. Meu pai, Carlos, mora agora em Miami com sua nova esposa Charlotte. Só visitei ele uma vez em seu aniversário, quando eu tinha 12 anos. Depois disso, nunca mais o vi.
Moro em um pequeno apartamento com a minha tia em uma rua esburacada. Perto do meu apartamento havia um campo meio sem tratamento, mas era perfeito pros meninos jogarem bola. Como minha tia trabalha fora, fico com o apartamento inteiro só pra mim. O que eu gosto de fazer? Olhar os meninos jogando por uma pequena janelinha da sala. Pode parecer chato, mas a única coisa que eu sei fazer são coisas chatas e bestas. Daqui a 2 dias começarão minhas aulas em minha nova escola. Ai, que nervoso! O pior é que um dos jogadores do campinho vão estudar na minha turma. O nome dele é Gabriel. Aii... ele é um anjinho que caiu do céu... Será que eu consigo marcar um encontro com ele? Não sei... do jeito que eu sou "destrambelhada" acho que ele nunca vai me notar... Bom, eu já vou dormir! Meu nome é Marcelly e você já conhece a minha história.
UM DIA ANTES DAS AULAS COMEÇAREM
"Quack, Quack, Quack" — Despertou meu despertador de patinho ás 08:30am. Como minha tia trabalhava cedo, ela sempre deixava um bilhete dizendo onde o meu café da manhã estava e blá blá blá. Dessa vez estava escrito:
''Marcelly, deixei panquecas no forno pra você.
Se preferir, deixei 2 reais pra você comprar pão na padaria.
P.S: Não esqueça de dar banho no Peppito.''
ASS: Tia Vanda
– GRR!! — Eu disse. Detestava dar banho no Peppito, que era o gato da minha tia. Ele nem deixava sequer passar shampoo nele. Sempre saía arranhada e até sangrado. ''Dessa vez estarei preparada!'' — Eu pensei. Coloquei uma camisa de manga apesar de estar um calor infernal, e um par de luvas de borracha. Coloquei uma calça comprida e levei, (no caso se ele tentasse me atacar) um espirrador d'água. Fui para o quintalzinho do prédio onde sempre dava banho em Peppito.
Gabriel, o garoto que eu estava a fim, desta vez estava jogando bola na rua em frente ao meu prédio. Fiquei toda vermelha ao olhar pra ele que quando ele me olhou, percebeu isso. (Acho que foi de propósito), Gabriel chutou a bola em direção ao portão de meu prédio que passou por cima. A bola caiu em cima de minha cabeça e de Peppito. O gato deu um berro que pulou o muro da casa vizinha. Gritei em um desespero:
– Peppito!! Não!!
O garoto olhou para mim sem reagir.
– Olha o que você fez, seu idiota!! — Olhei pra ele com toda a raiva do mundo, apesar por não conseguir brigar com ele por ser muito bonitinho.
Ele olhou quase no fundo dos meus olhos e disse:
– Me desculpe. — Disse ele em um tom adorável. Soube que você iria estudar no mesmo colégio em que eu estudo e que era a nova vizinha. Vim te dar as boas vindas, mas não consegui controlar a bola por conta de sua beleza.
Ele me deixou vermelha como um tomate. ''Como ele pode me achar bonita mesmo com essa camisa horrorosa e essas luvas bregas?'' — Eu pensei.
– E-essa casa não tem cachorro, tem? — Disse eu tentando mudar de assunto.
– Oh não, só tem uma poodle bem pequena. Não vai fazer nada de mal com ele. Só aconselho você a tomar cuidado, na casa ao lado há 3 pitbulls de um rockeiro esquisito. E eles quase não ficam amarrados em suas coleiras.
– MIAAAAAAUUUUUU!! — Ouvi um miado de um gato em apuros.
– PEPPITO!! NÃO SE PREOCUPE, EU JÁ TÔ INDO!! — Disse eu em um tom heroico. Corri até a casa preta do "rockeiro esquisito". Olhei pelas grades do portão e vi Peppito em cima de um latão velho enquanto os cachorros tentavam avançar nele.
'PEPPITO!!!'' — Gritei em desespero. Olhei para todos os cantos da casa e vi que todas as janelas e portas estavam trancadas. Fique em dúvida pensando se eu pulo ou não o muro. E o pior, é que os cachorros ferozes não estavam amarrados em suas coleiras, como Gabriel disse anteriormente. Nenhuma ideia me vinha pela cabeça então eu chorei de nervoso, quando Gabriel tocou em meu ombro e disse suavemente:
– Calma, eu ajudo você.
– G-Gabriel?!
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