Aquela Garota
6 Los Condenados
Notas iniciais
Nós conversamos lá em baixo, aproveitem a leitura, que veio muuuuuuuito atrasada.
5. Los Condenados
– Pronto, mãe. — falei, guardando a ultima coisa que ela trouxe do mercado. Olhei para Renée, que me encarava de uma forma estranha. — O que... Foi? — perguntei.
Ela soltou um suspiro e negou com a cabeça. Estranha essa sua reação, porque minutos atrás ela estava animada falando sobre o seu dia de trabalho e das pessoas que irritaram ela, até a mulher que caiu da cadeira por causa do vestido logo de verão ter se enroscada no pé. E agora Renée estava assim, triste e calada.
– Não é nada, querida. — murmurou, se aproximando do pote de biscoitos que ficavam em cima do balcão. — Estou apenas... Pensando.
Ela se sentou em cima do balcão e continuou comendo. Sem entender nada, eu me aproximei dela e também peguei um biscoito, dando uma mordida e olhando para a parte dos fundos. A cozinha tinha uma enorme porta de vidro de correr, e muitas das vezes Emmett bateu a cara ali por ser burro o suficiente para não perceber que estava fechada. A piscina que ficava atravessa ali estava brilhando com o resto do sol que ia embora, pequenas luzes amareladas pareciam cristais. A grama verde também ganhava um tom meio dourado e um brilho jade. Dava para ver a sombra que a arvore fazia ali, e com o vento que soprava, o balanço velho de pneu ranger. Fora Charlie quem construíra para nós antes de ir embora, e ficara ali. As duas pequenas mesas redondas e com tampo de vidro ficavam perto da sombra da árvore, e as espreguiçadeiras perto da piscina. Nossa casa era realmente bonita, e tudo com o gosto de Charlie e Renée. Apesar de mamãe ter ficado magoada com o que papai fez, ela deixou todos os detalhes dele ficar ali, não mudando nada. Era algo tão dos dois que se mudassem, não teria mais aquela coisa aconchegante que todo lar tinha.
– Eu não sou uma péssima mãe, sou? — Renée perguntou do nada e eu franzi as sobrancelhas. — Bella, eu parei para pensar e vi em quantas coisas errei. Errei com a minha filha e com o filho da minha irmã. Eu não soube cuidar de vocês, e olha onde tudo chegou! Eu sendo mãe solteira com dois adolescentes sem limites que eu não soube dar quando eram crianças e comecei atrasada, lhe dando castigos agora. Eu não sirvo pra ser mãe... — ela suspirou e comeu mais um pedaço do biscoito.
Fiquei olhando para Renée, vendo que ela não estava brincando com toda aquela deprimência.
– Não fala isso, Dona Renée! — engrossei minha voz, colocando autoridade ali. Parei na frente dela. — Você é uma mãe maravilhosa e nós que somos... Nós! Não se culpe por sermos idiotas. Isso tudo que você está fazendo é certo, e não tem nada demais em colocar castigos. É o certo. Agora largue dessa bobeira e vai marcar seu encontro com aquele amigo de trabalho. — ela me encarou de boca aberta. — Não tente negar, eu sei de tudo.
Renée me encarou e depois sorriu, me dando um abraço. Eu sabia que toda essa tristeza e mudança de humor era apenas cansaço, pois toda vez que Renée trabalhava muito ela parecia uma louca bipolar. Já estava acostumada a tudo isso.
– Bem... — me afastei dela e roubei mais um biscoito. — Já que mudamos nosso humor, eu tenho uma boa noticia para dar.
Renée abriu um sorriso maior do que já tinha. Claro que ela se tocou do que eu estava falando, por ser segunda-feira, eu estar atrás de emprego, eu conseguira, e ela sentia.
– Eu não acredito nisso. — falou, risonha. — Bella, garota, isso é mais que demais! — ela me puxou para uma abraço, fazendo eu ficar toda torta em seus braços. — Minha loirinha está trabalhando!
– Ah mãe, menos... Por favor. — pedi, com a voz sufocada por causa do aperto. — Eu... Eu preciso...
– OH, CLARO! — me soltou e beijou meu rosto. — Bella, estou tão feliz com isso.
– Estou vendo. — ajeitei minhas roupas e meu cabelo. — Eu também, mãe.
Ela se ajeitou no balcão e me puxou para sentar ao seu lado. Eu peguei uma garrafinha de água que estava em uma sacola e abri, tomando um longo gole. Renée me encarava como se eu fosse a coisa mais maravilhosa da vida dela, e eu já começava a me sentir estranha com aquele olhar.
– Eu agradeceria se você parasse de me olhar assim. — falei, e tomei mais um gole da água.
– Desculpa, Bella, mas é que eu ainda não consigo acreditar que você conseguiu um emprego. Sendo você, é meio difícil... — nós duas fizemos uma careta. — Sabe o que é mais impressionante? É que não teve nenhuma confusão.
Ah não, claro que não teve, mamãe. Eu nem ataquei uma cliente — a ridícula da Tânia — e armei a maior confusão ali.Era tão engraçado como minha mãe, mesmo me conhecendo, mesmo sabendo como eu sou, ainda acha que eu possa fazer algo sem ter confusão, ou algo quebrado. Droga, era eu ali, tinha que ter uma! Quando ela acreditava que não tinha acontecido nada, eu nem discordava, porque era bom saber que minha mãe ainda pensava que eu não era um furacão destruidor, mesmo sendo eu.
– Pois é. — dei de ombros.
– E do que você vai trabalhar mesmo, meu amor? Estou tão animada que até esqueci de perguntar. — nós rimos.
– De garçonete em uma lanchonete perto da escola. O salario é bom, vai dar para meus gastos, e é calmo, algo que preciso, você sabe... — suspirei. — Acho que é o emprego perfeito para mim.
– Concordo com você, querida. — Renée passou a mão na minha cabeça. — Você vai se dar bem lá, eu sinto isso.
– É o que mais quero, porque preciso de tintas novas. — rimos. — Agora... Que tal fazermos o jantar?
Eu e Renée fizemos frango ao molho, já que ela falou que ultimamente minha alimentação saiu do controle. Eu tive que aceitar sem reclamar, afinal, ela só estava se preocupando comigo. Emmett chegou quando estávamos quando terminando, e ajudou a arrumar a mesa. Depois de jantarmos conversando banalidades — e Emmett anunciando que provavelmente conseguiria um emprego — eu subi para meu quarto, aonde eu tomei um banho e cai na cama, totalmente exausta.
A semana se passou mais rápida do que eu imaginava para como ia ser a primeira que eu estou trabalhando. Foi cansativa também, mas eu realmente não me importei. Ah, e claro, cheia de confusões com Tânia e Walter. A loira ainda apareceu na lanchonete, tentou novamente fazer graça — ainda falando do Edward, que queria o número do celular dele que não deu para pegar naquele dia -, e eu acabei jogando — como se fosse uma bola de futebol americano — um copo na cabeça dela, fazendo-a desmaiar. O velho metido a professor de etiqueta me deu uns bons xingos, encheu meus ouvidos, me deixou com uma dor de cabeça enorme, falou que ia ter prejuízos comigo ali, mas não me mandou embora. Ele falou que estava planejando as aulas, e que enquanto isso era para eu me manter quietinha. Ele também ficava sempre de olho em mim, como se procurasse algo, que eu esperava que ele não achava. Era o olhar que Charlie mandava para mim quando eu era pequena, e eu odiava isso.
Com Edward é que foi a parte mais calma, porque todos os dias ele ia comigo correr na praia, e sem reclamar quando eu aumentava mais alguns metros. Eu adorava isso, porque ter alguém pedindo pra voltar porque está morrendo é horrível — e eu falo isso na cara de Rosalie. Emmett também aguenta correr, o problema é que ele não me aguenta, então corremos em horas separadas. Nós conversávamos sobre tudo, sobre ele, eu, a linda mãe dele, que eu descobri se chamar Esme, e sobre a irmã dele, Renesmee. O pai Edward nem sequer tocou, e eu também não falei nada. Além dessa questão, só tinha uma outra que ele praticamente ignorava: porque ele se mudou para LA? Até parecia que era uma pergunta proibida, porque ele fechava a cara, ou simplesmente fazia como se nem tivesse ouvido. Eu tentei três vezes, e nisso falei que ia desistir, mas depois eu tentei mais três por causa da minha curiosidade excessiva.
Mesmo que tudo em mim seja excessivo.
Na sexta-feira eu estava contando os minutos para terminar logo meu expediente, e eu poder ir pra casa me arrumar e ir logo pra boate. Queria muito ver meu irmão trabalhando lá, e também... Ver Edward vestido pra matar. Quero dizer, o cara é um gato quando acaba de acorda, então imagina todo arrumadinho e cheirosinho? Ai ai, eu sinto que hoje eu vou cair pra trás. Só de imaginar eu já fico assim...
– Está no mundo da lua de novo. — Jasper falou, se aproximando de mim.
– Eu não fico no mundo da lua sempre, ok? — fiz bico. — Eu só estava...
– Pensando no Edward. — soltou com uma vozinha fina e eu arregalei os olhos.
– Co-como...? Eu não estava pensando nele! — menti, elevando um pouco o queixo. — Digo... Porque eu estaria pensando nele, hum?
Jasper me olhou como se eu fosse uma anomalia, e eu bufei. Tínhamos pegado uma certa amizade aqui, por causa que passávamos muito tempo juntos, e era só nós. Brincávamos e as vezes até conversávamos sobre nossa vida. Era uma coisa legal que eu não imaginava que ia acontecer entre eu e o carinha, porque no primeiro dia meu aqui as coisas não foram tão boas.
– Bella, você acabou de murmurar "Edward..." — fez novamente a voz fininha e suspirou como se estivesse apaixonado, acho que me imitando. — Me poupe, ok?
Eu soltei um gemido de frustrado e abaixei a cabeça, querendo morrer ali. Eu tinha essa horrível mania de falar sozinha quando estava perdida em pensamentos, o que acaba me condenando. E não era só acordada não, era também dormindo, ou seja, eu não tinha segredos porque sempre contava inconscientemente. Odiava muuuuuuuuuuuuuito isso, mas fazer o que? Eu vim ao mundo sendo defeituosa, não tinha concerto.
Levantei a cabeça, vendo Jasper voltar da porta, que ele tinha ido virar a plaquinha que indicava que estava fechada. Só então tinha reparado que não haviam mais clientes, e que só estávamos nós dois e Walter, que ficava na sala dele, fazendo sei-lá-o-que.
– Um dia eu vou descobrir de quem você morre de amores e então nós dois vamos ter uma disputa de quem tira mais. — falei e e ele negou com a cabeça. — Isso não tem nada haver, Jasper. — resmunguei para ele, que gargalhou. — Ah, para com isso!
– Não dá, Bella, porque é engraçado a forma como você age com essas coisas. — passou a mão no meu braço. — É sério, você gosta dele, não é?
Eu fiz uma careta, negando com a cabeça.
– Claro que não. — comecei a mexer o paninho que estava na minha mão, limpando o balcão. — Eu não gosto do Edward, só sinto atração por ele ser bonito. Qual é, sou uma adolescente, livre, legal e que sabe curtir a vida, acha que eu vou fazer o que? Seria muita idiotice minha ignorar aquele vizinho gostoso, Jasper. Mas isso não quer dizer que eu gosto, estou apaixonada ou amando ele. É a-tra-ção. — soletrei, mexendo as mãos em cada palavra para que o bonequinho Kenentendesse. — Já imaginou eu, Bella Swan, gostar de alguém? Puff!– revirei os olhos. — Isso nunca vai acontecer.
– Ué, porque não? — Jasper pulou a bancada, vendo o mesmo que eu: que tinha acabado nosso expediente mesmo, e não precisávamos ficar para mais nada.
Fomos para a sala dos funcionários, aonde guardávamos as coisas.
– Eu não posso, Jasper. — dei de ombros. — Essas coisas não são pra mim.
– Nunca ouvi falar disso, sabia? — comentou, tirando o avental. — Quero dizer, estamos no mundo para passarmos por tudo, desde quando nascemos. Temos que enfrentar o preconceito, as mágoas, as tristezas. Temos que conhecermos pessoas novas, ter amizades verdadeiras que vão marcar nossa vida. Temos que amar, Bella. Essas coisas não são limitadas só para algumas pessoas, todas podem ter isso. É só se deixarem ter. Até as mais insensíveis devem sentir algo — se tornaram assim por algo, as vezes. E você não é nenhuma assassina cruel, ou um monstro sem coração que não sente. Eu sei que não tem amores perfeitos, e que a primeira desilusão é a mais dolorosa, mas se fechar para o mundo assim não vai adiantar de nada.
– Adianta não sofrer a segunda. — ergui a sobrancelha.
– E então? Vai ser sempre assim, evitando, evitando e no final morrendo sozinha, sem filhos, ou alguém para amar e te amar? Bella, reveja seus conceitos, garota. Está nova demais para se fechar. Então, pare de dizer que não ama, que isso ainda vai acontecer, você vai ver. — ele me lançou o sorriso sedutor que dava para algumas garotas que entravam aqui, e eu pisquei o olho pra ele.
– Ok, Filósofo. — rimos. — Você fala como se já tivesse passado por tudo na vida, Jasper. — eu peguei minha mochila com minhas outras roupas que eu tinha trazido — para o caso de acontecer algum acidente — e ele pegou a bolsa de violão que ele tinha trazido hoje.
– Eu não passei, mas já assisti alguém passar. — deu de ombros.
– Ah, claro. — assenti lentamente.
Hoje quem fecharia a lanchonete era Walter, então apenas saímos com um tchau murmurado para ele. O vento quente da briza do amor acertou meu rosto em cheio, e eu puxei o ar, sentindo o cheirinho de água salgada que ficava quando dava seis horas da tarde. Nós começamos a andar para o mesmo lado, e eu estranhei. Jasper ia para o lado contrário do meu, e dessa vez estava indo pelo mesmo. Ele era um tipo de garoto mistério — como Edward — e eu sabia jogar as deles, assim conseguia arrancar algumas coisas.
– Hoje o dia está bom para curtir a noite. — murmurei, olhando para o céu que estava alaranjado.
– Digo o mesmo. — ele sorriu.
– Vai tocar em algum lugar? — perguntei casualmente, escondendo minha curiosidade, ao apontar para o bolsa em suas costas.
– É, mais ou menos. Tem dias de sextas que o pessoal gosta de se reunir em frente as casas e conversar, beber uma cerveja e escutar musica. — deu uma batidinha no violão. — Sabe... Para matar o tempo, e aproveitar o calor gostoso que fica.
– Entendo... — sorri com isso. — Tem vez que nas sextas eu vou para Pioneer Skatepark e fico lá, fazendo essas coisas. Mas sabe... Estou de castigo. — fiz bico e Jasper riu, como sempre fazia quando eu falava que estava de castigo. — Apesar que Renée falou que era só uma semana, e bem... Amanhã faz uma semana! UHU! — eu dei um pulo animada, fazendo ele rir ainda mais.
– Acho que alguém aqui vai fazer muitas manobras amanhã... — ele comentou, ainda rindo.
– Com toda certeza.
– Bem... Bella, eu vou virar aqui... — ele apontou para uma rua.
– E eu vou continuar indo reto. Tenho que ir logo, que hoje vou fazer uma visita para Rouss no trabalho dela.
Jasper na mesma hora fechou a cara, e eu mais uma vez ignorei. Eu já tinha percebido que toda as vezes em que eu citava o nome da minha loira, ele ficava sério ou simplesmente fechava a cara, como se ela não fosse nada agradável. Eu nunca questionei porque, mas ainda iria, só precisava de uma oportunidade. E essa não era a hora, porque o que quer que ele falasse, poderia mudar meu humor e eu não estava nem um pouco afim de ficar nervosa.
– Nós se vê depois, Bella. — disse, acenando e me dando as costas.
– Até. — falei, seguindo pelo meu caminho.
Fui me questionando com meus botões essa aversão do boneco Ken com a Rouss, mas nada se encaixava. Assim que cheguei em frente de casa, mandei uma mensagem para Edward, avisando que tinha chegado agora e que a minha irmã demorava muito para se arrumar, já que era uma princesa. Entrei em casa e bati a porta com força, para o lerdo do meu irmão saber que eu estava ali. Renée ainda não havia chegado, então apenas subi as escadas correndo.
– Emmett, minha princesa Fiona, anda logo ai no salão de beleza que nós já vamos sair pra festejar! — berrei no corredor e entrei no meu quarto, indo me arrumar.
Hoje seria a noite para Edward e para a . Eu iria fazer eles conhecerem aquela boate toda, e ainda iria ver meu irmão arranjando um trabalho, e o melhor: iria ter uma noite divertida de sexta feira.
Edward POV
– Finalmente nós vamos ter algo para fazer aqui. — Renesmee falou se jogando ao meu lado, na minha cama. — Eu já estava ficando louca aqui presa nessa casa.
– Pois é. — murmurei. — Somos dois.
Apesar de que com aquelas pessoas, era mais saudável ficar em casa sem fazer nada...
– Como você conheceu aquela garota, Edward? — Nessie se apoiou no cotovelo e me encarou. — Foi quando você saiu no sábado? Eu deveria ter ido... — terminou a frase falando consigo mesma.
Eu soltei uma risada, lembrando de como tinha conhecido Bella.
– Nessie, vai por mim, você não vai querer saber como eu conheci nem Bella, nem Rosalie ou qualquer outra pessoa que anda com ela.
Eu deixei Nessie deitada na minha cama com uma expressão confusa e fui para o banheiro tomar um banho. Eu não precisava de duas horas para ficar arrumado, por isso fiz tudo com calma. Tomei o banho, vesti uma roupa casual e baguncei meus cabelos que estavam molhados. Eu sabia que estava bom e que seria aceitável para Bella. Dava para ver na cara dela que eu era aceitável. Modéstia a parte, claro...
– Uhh, que gatinho. — Nessie entrou no meu quarto minutos depois e parou na minha frente. — Então... Me diga uma coisa, eu devo ir de bota ou salto? — ergueu as duas coisas.
– E eu lá sei?! — dei as costas para ela e fui até o closet, pegando meu tênis. — Pra mim é a mesma coisa.
Na minha irmã era a mesma coisa, porque em outra garota era diferente. Eu sabia olhar desde as roupas que ficavam boas ou não nelas, mostrando o que Deus tinha dado para elas. Digo, em Nova Iorque as meninas usavam mais botas, mas estávamos na Califórnia.
Ah, grande e quente Califórnia com suas praias e garotas com biquínis e saias. Sim, eu estava no paraíso para o tipo de cara como eu,mas as condições para que isso acontecesse não era uma das melhores, então eu não me sentia assimtão feliz. Era bom, não ótimo. Era ruim não ter mais amigos e essas coisas? Sim, era, mas também era fácil arranjar outros e curtir o lugar novo.
– Isso é tão chato. — ela choramingou. — Não ter mais as meninas para me dizerem o que usar. Eu odeio não ter mais amigas!
Eu poderia falar para ela sobre Bella e Rosalie, mas de longe dava para saber que as duas não faziam o estilo que Nessie era. Bem... A prova concreta disso foi a briga que as duas arranjaram na lanchonete em que Bella foi procurar emprego. Aquelas garotas de salto que entraram lá não fazia o estilo das duas, então eu não poderia citar sobre elas para a minha irmã. Ela teria que se virar e arranjar do tipo dela.
– Relaxa, logo você consegue outras. — falei sorrindo para Nessie, que fez um biquinho.
– Eu espero, porque você é um chato. Eu tenho certeza que hoje mesmo já vai arranjar alguma vadia por lá e me deixar. Eu sei, eu sei! Sabe porque? Porque você já era assim em Nova Iorque, então imagina aqui na Califórnia aonde as garotas andam com saia ao invés de calça? Eu já estou prevendo tudo.
Nessie saiu do quarto me deixando ali todo confuso. Dei de ombros e continuei a colocar meu tênis. Eu já estava pronto, só faltava Bella aparecer com o irmão dela para nós irmos para a tal da boate DAR, que era aonde Rosalie trabalhava. A loira já tinha me deixado informado sobre o que ela trabalhava e aonde, e que eu estava convidado para ir lá a hora que quisesse que ela deixaria uma bebida na conta dela. Ela é legal. Estranha, mas ainda assim legal.
Digo, eu não estava acostumado a garotas espontâneas e falantes como aquelas duas eram, cada uma sendo do jeito que era. As meninas de Nova Iorque eram sempre calmas e de nariz empinado, com suas frases calculadas e o uso do palavrão de uma forma tão chata que elas nem deveriam estar falando. Bem... Assim eram as amigas de Nessie e as garotas que eu estudava. Nada igual Rosalie ou Bella, que era tão natural com suas ironias e brigas sem sentido uma com outra, além dos "apelidos" que davam uma a outra.
Bella era sem igual, acho que não existiria outra garota como ela. Desde a primeira vez que a vi já percebi que ela não era normal, porque a forma que nos conhecemos foi muito, muito estranha. Fiquei sem reação ao dar com uma garota molhada e de biquine caída no corredor da minha casa. Essa não era uma cena muito comum de acontecer. Mas apesar de como ter sido a forma que nos conhecemos, acabou que isso gerou uma... Amizade. Não que já fossemos amigos, mas estávamos indo por esse caminho. E também tinha o fato de que Bella me devia uma. Bem... Eu confesso que me aproveitei dela e de seu desespero, só que o que eu poderia fazer se ela quem disse que eu devia uma? Eu poderia ser mais o Edward de Nova Iorque e conseguir Bella para mim, mas não fiz isso. E ela não era de se jogar fora. Longe disso. A garota era linda de uma forma engraçada. Ela tinha uma graça estranha.
Assim como Rosalie, a amiga dela. A loira com certeza fazia o tipo dos meus amigos da minha antiga escola. Ela era linda também, e o jeito marrento que usa calça larga e camisetas com nome de banda ainda a deixava mais atraente.
E eu tinha me dado bem com aquelas duas garotas malucas, que me assustaram da pior forma possível. Com todo o lance de se esconder atrás de um carro e depois de Bella conseguir o trabalho por causa do castigo, elas arranjarem uma briga com umas garotas. Aquela foi a briga mais maluca e cheia de palavrões que eu já vi na minha vida. Se aquelas duas fossem para Nova Iorque seriam vistas como E.T e seriam excluídas dos grupos das garotas, pois eram totalmente o inverso das novaiorquinas que eu convivia. As famosas "patricinhas".
Fui desperto dos meus pensamentos quando a campainha tocou. Eu peguei meu iPhone em cima da cabeceira e sai do quarto, dando com Nessie. Ela tinha se resolvido e decidiu colocar a sandália, usando um vestido preto e reto. Os cabelos estavam revoltados e sua maquiagem era marcante.
– Quer matar quem? — perguntei, pegando na mão dela.
– Rá-rá, engraçadinho. — ela revirou os olhos. — Eu estou normal e não quero matar ninguém.
Nós descemos as escadas e eu abri a porta, dando com Emmett.
Ele era um cara grande, do tipo que parecia usar bomba. Eu não sabia se ele usava ou não, mas era de desconfiar. Era parecido com Bella, principalmente no sorriso, tendo uma única diferença as covinhas na bochecha.
– Eai, Edward! — me cumprimentou, dando um soquinho no meu ombro. Quando olhou para o meu lado, soltou um assobio. — Wow, que namorada, hein!
– Ah não, não. — Nessie negou rápido, fazendo uma careta. — Eu nunca namoraria Edward, nem se ele fosse o último cara na face da Terra. Sabe... Ele não faz o meu tipo.
– Concordo com você. — Emmett falou, sorrindo malicioso pra mim. — Ainda bem que ele não é e tem eu.
– Cara, para de paquerar minha irmã na minha frente. — pedi, fazendo uma careta.
– Ok, desculpa. — ele ergueu as duas mãos. — Pode virar de costas, por favor?
– Vai se ferrar. — falei e ele e Nessie gargalharam.
Eu fiquei encarando Emmett, procurando em algum dos meus amigos de NY uma parte como aquela, mas nenhum tinha. Não sabiam ser tão cara de pau como ele, ou tentar brincadeiras assim. E o pior era que eu não me incomodava com ele conversando com a minha irmã como me incomodava quando os meus amigos conversavam.
Uma buzina soou e eu olhei pelo ombro do Emmett para ver um Jeep preto. E quem estava pilotando era nada mais nada menos que Bella. A garota parecia selvagem sentada ali, com o teto aberto enquanto o vento batia em seus cabelos bagunçando os já bagunçado. Bella ficou em pé e apertou mais uma vez a buzina.
– Vamos logo, caralho! — gritou.
– Meu Deus... — Nessie murmurou olhando também para a mesma direção que eu.
– Ihh, nem fica assim. Essa é a Bella, minha irmã maluca, e esse é o jeito dela. — Emmett revirou os olhos. — Agora vamos antes que ela vá sem nós. Não que eu me importe...
Outra buzina soou e Rosalie parou atrás do carro da Bella com uma BMW M3 conversível vermelha. Ela acenou animadamente para mim, que devolvi o aceno. Nessie soltou minha mão e passou o braço pelo de Emmett, que acompanhou ela atravessando o gramado até o carro de Rose e a ajudando a subir atrás, aonde os dois ficaram. Eu fechei a porta e segui para o carro da Bella, pulando e entrando.
– Parece que alguém me ouviu. — Bella falou, sorrindo.
– Sabe como é. — dei de ombros e ela gargalhou.
Rosalie buzinou novamente quando passou por nós, Emmett mostrou o dedo do meio que Bella devolveu. Ela acelerou o carro que ronronou abaixo de nós.
– Belo carro. — elogiei.
– Yeah. — assentiu, os olhos fixos na estrada. — Foi um presente de Renée e Charlie quando eu fiz dezesseis anos. Eu amo do meu bebê — alisou o voltante -, mas também gosto de esporte e skate, por isso não apareço muito com ele.
– Eu sei, você e Rosalie me falaram. E me deixa adivinhar, você só sai com ele para ir para a escola e para festas?
– Isso ai. — riu. — De vez em quando eu vou para o colégio de skate ou com Emmett no Jipe dele. Sabe, estudar no Phoenix High School não é tão legal, então pelo menos ir para lá tem que ser.
– Ah, claro. — assenti.
Bella ligou o rádio e acelerou o carro, indo pelas ruas iluminadas de Phoenix. Ela falava o motivo de estarmos indo todos juntos na boate DAR (Druken American Rebels), que era por que Emmett estava tentando arranjar um emprego por lá. Ela me falou que seria divertido e que estava apostando com Rosalie que ele conseguiria. Se conseguisse, a amiga dela teria que ajudar ela convencer Renée — mãe dela — a deixá-la nadar na piscina.
– Espera... — olhei para ela, confuso. — Se você tem uma piscina, porque estava na da minha casa?
– Er... — olhou para a frente, e vi suas bochechas corarem. — É porque eu aprontei umas em uma festa familiar e acabei por ficar de castigo, sabe... Sem piscina. Então, eu fui lá escondido.
– Ah. — fiz.
Como eu já tinha percebido, Bella era maluca e cara de pau.
Quando ela parou em um farol, ela mudou a estação de rádio, deixando em uma que tocava uma música animada deBlack Eyed Peas, e depois me encarou com um sorriso. Seus olhos verdes pareciam mais atentos do que alguma hora ela fez isso. Deu para perceber que ela estava me avaliando quando fechou eles em fendas, como se esforçasse para pensar. Eu sentir meu coração perder uma batida, e as palmas das minhas mãos começarem a suar.
– Sabe, Edward, olhando para você agora... Você parece alguém que eu conheço...
Minha respiração ficou presa em algum canto, e eu tive que me esforçar para respirar direito e não deixar transparecer o que sentia.
– Co-como... — pigarreei para parar de gaguejar. — Você já viu alguém tão lindo como eu? — decidi fazer uma brincadeira.
Bella arregalou os olhos e gargalhou alto, esquecendo totalmente da pergunta que havia feito. Eu soltei uma risada nervosa, me sentindo mais aliviado já que havia conseguida mudar o rumo da conversa. O sinal ficou verde e ela acelerou, ainda rindo de mim, balançando a cabeça em negativa.
– Garoto, você se acha demais. — falou quando finalmente parou de rir. — E tem total razão nisso. Eu nunca vi ninguém tão lindo. — piscou um olho na minha direção e depois riu.
Novamente ela estava daquele jeito estranho que me deixava sem entender nada. Bella tinha uma coisa nela que a deixava uma cara de pau de primeira, como o irmão, mas as vezes parecia uma garotinha tímida. Como alguém podia ser maliciosa, dar em cima e quando retribuíam, ela ficava corada?
Nós chegamos em frente a tal boate, que tocava uma música alta. Fora a quantidade de pessoas que tinham do lado de fora. Achamos Nessie ali, sozinha, e ela explicou que Rosalie e Emmett tinham entrado pela área de serviço, e ela não poderia, por isso nos esperava. Bella nos chamou para entrar e nós fomos.
– Fala ai, Rex! — Bella atravessou a fila enorme que tinha ali e bateu no ombro do segurança, que virou o rosto lentamente para ela.
Nessie ao meu lado se encolheu, não gostando nada da aparência daquele cara. Ela era maior que Emmett, e tinha cara de menos simpático por debaixo dos óculos escuros. Vi de relance seus músculos flexionarem no terno, e temi por Bella, que estava ao lado dele e sorria inocentemente, não vendo toda aquela raiva que saía do cara.
– Bella... — chamei, pegando-a pelo braço e a puxando para perto de mim.
Ela me olhou confusa e com os olhos eu indiquei o segurança, que ainda a encarava sério demais. Bella franziu as sobrancelhas dividindo olhares entre mim e ele, e fazendo o mesmos gestos com os olhos.
– O que foi? — finalmente perguntou, em um sussurro.
As pessoas atrás de nós reclamava que tínhamos parado a fila para conversar. Mesmo que não estávamos fazendo aquilo.
– Esse tal de Rex parece não ter gostado da sua atitude.
– O que?! — arregalou os olhos. — Se o Rex tentar alguma coisa contra mim, eu acabo com ele. — se virou para Rex. — É verdade que você não gostou do que eu fiz, Rex?
Eu fechei os olhos, não acreditando que aquela garota magrela e daquele tamanho queria bater de frente com o... Que porra de nome era aquele?! REX?! Isso era nome de cachorro!
Olhei para o cara, que lentamente levantou a mão. Achei que ele iria dar um soco nela, e já me preparei para impedi-lo da fazer aquilo, mas ele só abaixou um pouco os óculos escuros para nos encarar com aqueles olhos preto carvão. Bella continuava com a cabeça erguida, olhando diretamente para ele, que para a minha total surpresa, sorriu. Yeeeeah, o cara que mais parecia um matador sorriu de forma infantil e estranha.
– Você acha que eu faria isso, Bella? — perguntou com uma voz extremamente fina. Não gay, mas fina, assim como aquele lutador brasileiro.
– Não sei, me responde você, Rex. — ela cruzou os braços, e eu percebi que prendia um sorriso.
– ANDA LOGO COM ISSO! — uma garota na fila gritou e Bella, sem nem se virar, mostrou o dedo do meio para ela.
– CALA A BOCA, PIRANHA E ESPERA. — berrou ainda sem olhar para o lado e a garota ficou quieta. — Anda, me responde, Rex!
– Nunca, Bella. Eu não machucaria minha princesinha encrenqueira. — passou a mão nos cabelos dela, como um pai faria com sua filha. — Como chegou a essa conclusão absurda?
– Ah, foi o Edward que me falou isso. — balançou a cabeça como se fosse uma coisa banal, mas... AQUILO NÃO ERA NADA BANAL.
O tal de Rex virou sua cabeça muito rápido na minha direção, e soltou algo como um rosnado. Eu dei um passo para trás, sendo acompanhado por Nessie, que tinha percebido o mesmo olhar hostil. Só Bella que continuava sorrindo como uma boba.
– Isso é verdade, rapaz? — ele perguntou com aquela voz fina. — Porque se for, eu vou te mostrar o que é não gostar de alguma coisa.
Era para ter medo? Eu já não sabia mais, porque o tamanho do cara e a finura da voz dele me deixava confuso.
– Er... Eu... hum... — eu comecei a gaguejar, sem saber o que dizer.
– Não fica assim, eu estou brincando com sua cara. — ele começou a rir e foi acompanhado por Bella. Eu e Renesmee não expressamos nada. O bom humor do cara pareceu sumir do nada, e isso me fez arregalar os olhos. — Porque não está rindo? Levou minha brincadeira a sério? Acha que eu não seria capaz de fazer isso?
Pronto, era agora que eu iria morrer nas mãos de um segurança com nome de cachorro com voz fina e ainda por cima bipolar e louco como todo mundo que convivia com a Bella. Não estava pronto para aquilo, ainda tinha muitas coisas que eu precisava fazer na minha vida, e muitas competições para ganhar.
– Er... Não! — arregalei os olhos quando ele fechou o punho. — Digo, não de eu não levei sua brincadeira a sério, e não de não acho que seria capaz de fazer isso. Porque, pelo seu tamanho, você pode fazer qualquer coisa, mas... Essa sua voz... — olhei para Bella, que estava de olhos arregalados. — Ela... Ela passa a brincadeira, e...
– Edward, cala a boca... — Nessie sussurrou no meu ouvido.
Eu bem queria fazer aquilo, mas o segurança estava me intimidando com aquelas mãos grandes fechadas em punhos e me olhando por baixo com aqueles olhos negros.
– O que você disse da minha voz? — perguntou.
PRONTO, FUDEO!
– Na-nada. — gaguejei novamente.
– Ahhhhhhh. — fez com a voz fina e eu me segurei para não rir, mesmo estando nervoso e com medo. — Eu achei que você tinha dito que minha voz fina não causava medo e me deixava parecendo um gay.
– Não, que isso. — bufei e revirei os olhos.
AH SIM, DEIXAVA SIM.
– Bom mesmo. — falou e virou para Bella, sorrindo. — Veio fazer uma visita para Rouss?
– Não, eu vim apresentar uma boa festa para Edward e Nessie. Sabe como é, antes que eles se metam com aquelas pessoas sem classe e não saibam as coisas boas de Phoenix.
– Sei sim, princesinha. — ele arregalou os olhos e se voltou para mim e para a minha irmã. — Vocês vão adorar aqui, tigresa.
– Do que você me chamou? — Nessie perguntou.
– De tigresa. Você tem uma expressão de... Perigosa. Sério, garota, você tem isso. — ele piscou um olho e eu queria fazer meu papel de irmão e proteger minha irmãzinha caçula daquele cara bipolar, mas e o medo, aonde eu enfiava ele?
– Ok, sem paqueras, Rex. — Bella, para a minha salvação, se pronunciou. — Nós vamos entrar porque eu preciso saber se o tapado do meu irmão conseguiu o emprego, então... — deu dois tapinhas no ombro do gorila. — Até depois.
– Até, princesinha. — passou a mão no cabelo dela de novo. — E nada de atrapalhar Rouss ou arranjar confusão.
– Pode deixar. — ela estalou a língua e me puxou pela mão.
As pessoas da fila que estavam revoltados com a demora, começaram a bater palma por nosso papinho ter acabado. Eu queria acompanhar elas, pois estava ficando maluco perto daquele cara. Mas, antes que eu pudesse também entrar, o segurança bipolar segurou meu braço.
– Eu não gostei nadinha do que você falou. É melhor ficar de olho por onde anda, garoto, ou pode morrer sem saber.
Eu assenti com a cabeça, sentindo que minha morte estava perto mesmo. Eu só não falei nada porque sabia que se abrisse a boca iria começar a gargalhar e assim adiantaria ainda mais a minha morte, mas ter aquele cara enorme, com aquela voz fina sussurrando no seu ouvido não é nada legal. É de dar medo e ataque de risos ao mesmo tempo.
Bella me puxou com força e finalmente nós entramos na boate. O lugar estava lotado e a música alta. Até me lembrava um pouco Nova Iorque. Finalmente eu tinha encontrado um pedaço de lá, pois mesmo gostando, eu precisava daquilo. Não pedi para vir para cá, então a saudade era ainda maior. A pista de dança estava cheia de pessoas se balançando no ritmo que o DJ mandava.
– Wow! — Bella exclamou. — Isso aqui está uma doideira hoje.
– Aii que demais! — minha irmã exclamou e começou a saltitar.
– AH NÃO! — a loira ao meu lado arregalou os olhos. — Você é irmã de Edward ou de Alice?
– Quem é Alice? — Nessie perguntou, confusa.
– Ela é minha irmã. — eu falei, entendendo o que Bella queria dizer com sua pergunta. — E... Acho que Alice deve ser um pouco Nova Iorquina?! — saiu mais uma pergunta do que uma exclamação.
– Ohhh, isso é legal. — ela balançou a cabeça lentamente. Eu quase não entendi por causa do som alto. — Vem, vamos para o bar encontrar Rosalie!
Bella pegou minha mão e me arrastou no meio de todas aquelas pessoas. Nessie andava atrás de mim, se balançando no ritmo da música. Foi fácil chegar ao bar, aonde tinha algumas cadeiras vagas. Rosalie estava ali, encostada no balcão e olhando entediantemente para Emmett, que fazia alguns malabarismos com as garrafas. Ela estava com o cabelo pintado de branco e algumas mexas em verde florescente. O mais engraçado era o Emmett, que tinha feito uns desenhos abstratos no dele, fora os do rosto.
– É FESTAAAAAAA! — um dos barmans pulou o balcão e saiu correndo com as mãos para cima.
Emmett parou de fazer malabarismo e começou a gargalhar, sendo seguido por Rosalie. O que tinha acontecido com o cara?
– Vamos lá, buraco vazio, me mande uma das fortes. — Bella bateu a mão no balcão, lançando um olhar desafiador para Emmett. Ela ignorou completamente a doideira do outro cara. — E quero uma arte.
– Pode deixar. — ele piscou um olho e começou a fazer os malabarismos com as garrafas.
– Rosaaaaalieeeeee... — cantarolei, me encostando ao lado dela, sendo separado apenas pelo balcão.
– Não me diga que quer o mesmo que Bella? — ela perguntou, com uma careta.
– PARA MIM TAMBÉM! — Nessie berrou, se encostando ao meu lado. — Hoje a noite tem que ser animada para comemorar. UHU!
Bella e Rosalie olharam para minha irmã de olhos arregalados. Eu sabia que elas estavam se perguntando de onde tinha saído toda essa animação, mas acho que nem a dona dela sabia. A garota era maluca quando estava em uma festa.
– Ok, já que vocês querem... — Rosalie misturou uma bebidas em duas garrafas e começou a joga-las para cima. — Emmett.
Os dois trocaram as bebidas, com sorrisos cúmplices. Depois de todo aquele malabarismo, três copos apareceram em nossas frentes. Não dava para saber a cor deles, por causa das luzes coloridas.
– É nossa nova invenção. — Emmett sorriu de forma suspeita. — Eu e Rosalie decidimos fazer algo novo.
– Isso não vai prestar. — Bella murmurou no meu ouvido e eu assenti. — Então... Que tal uma mais leve?
– Não pode devolver. — Rosalie negou com a cabeça.
– Isso é mentira. — me impus. — Podemos devolver sim.
– Não, não, não. — os dois negaram, fazendo Bella e eu bufarmos.
– Deixa de besteira e bebe logo essa merda! — Nessie pegou o copo dela e virou de uma única vez. — Caralho, que negocio... Meu Deus, que calor! — ela começou a se abanar. — Eu não sei o que vocês colocaram ai, mas.... É MUITO BOM!
Minha irmã deu um pulo parecendo extasiada e entrou no meio da multidão. Olhei para Emmett e Rosalie, que tinham sorrisos satisfeitos.
– Se ela der algum ataque ou cair no chão desapagada, eu mato vocês. — falei para os dois, que assentiram.
– Edward, eu acho que gostei dessa bebida. — Bella chamou minha atenção para ela. — Sabe... Eu só vou beber se tiver um motivo para comemoração.
Eu não fazia a menor ideia do que aqueles malucos tinham misturado ali, por isso não queria beber, queria mesmo era pedir algo que eu conhecesse. O problema era que as seis pessoas que atendiam ali estavam ocupadas, então eu só tinha aqueles dois para me atender, e eles não me deixariam beber outra coisa. Eu podia ficar sem beber, mas qual seria a graça de ir para uma boate sem tomar alguma? Eu precisava de uma ressaca das boas, e talvez aqueles dois me dessem uma.
– Eu concordo com você, Bella. — passei meu braço pelos ombros dela. — Você tem ideia de alguma?
– Hm... — ela pareceu pensar, olhando para algum ponto especifico. — Eu acho que tenho uma...
– Qual? — nós três perguntamos juntos.
– Vamos comemorar que Emmett conseguiu um emprego!
– É isso ai! — o cara falou animado e empurrou os copos na nossa direção. — Vamos lá, tomem! Tomem! Tomem!
Emmett estava desesperado para que tomássemos aquela bebida maluca. Eu peguei o copo e olhei para dentro, vendo uma mistura de cores rodar ali, fora o cheiro forte de álcool. Agora eu tinha certeza absoluta que aquilo me daria uma boa de uma ressaca, porque só de cheirar eu já me sentia embriagado, imagine quando beber; comecei a levar o copo a boca, mas antes parei, fazendo Emmett e Rosalie suspirarem, e Bella parar também.
– Antes de qualquer coisa, vamos saber o nome da criação dos dois novos cientistas de bebida. — falei.
– É mesmo! — Bella deu um pulo. — Vocês já batizaram?
– Claro que sim! — Rosalie revirou os olhos. — Se chama: Los Condenados. — ela falou algo em espanhol, que eu não entendi.
– O que? — perguntei.
– Los Condenados, homem. — repetiu, ainda mais enrolado.
– Fale inglês, por favor. — Bella pediu, com uma careta.
– O MALDITO! – Emmett berrou, assustando nós e algumas pessoas perto. — Agora toma isso, vai!
Dando de ombros para o nome bizarro, eu virei o copo de uma única vez, como Renesmee tinha feito. Senti minha garganta queimar e rasgar com a bebida desceu. Aconteceu o mesmo com o meu estomago, que logo começou a esquentar. Eu não conseguia identificar o gosto, era como morango misturado com... Minha cabeça rodava e eu já sentia o efeito do alcool começando mais rápido que uma vez aconteceu, não me deixando terminar meus pensamentos.
Emmett POV
– Nossa! — Bella exclamou, terminando de virar o copo assim como Edward. — Isso sim que é...
– Três... — Rose começou, sorrindo sacana.
– As coisas estão rodando. — Edward murmurou, colocando o copo em cima do balcão. — Estou começando a me...
– Dois... — continuei a contagem.
– Edward, acho que eles aprontaram com nós. — Bella se apoiou nele e soltou uma gargalhada. — É engraçado a sensação. — os dois riram.
– Um... — falamos ao mesmo tempo.
– VAMOS DANÇAR! — berraram juntos e praticamente correram para o meio da muvuca de pessoas.
– Da certo! — nós batemos as palmas em um hi-5.
É claro que nós tínhamos mentido para Bella sobre eu ter conseguido o emprego, porque eu só estava em teste. Se me saísse bem, conseguiria, mas se não... Bye bye, Emmett Gostoso Swan. Só que se eles precisavam de um motivo para beber, vamos dar a eles, meu povo!
– Hey! — Alec bateu a mão no balcão, me assustando.
– E ai, cara! — o cumprimentei.
Eu tinha chamado Alec para vir com nós para o DAR, mas ele estava cuidado da irmãzinha dele, a Mell, porque os pais dele tinham saído para comemorar algo como o dia do sexo fora de época. Eu não sabia dessa data até hoje, e agora que sabia, depois do meu expediente, iria comemorar também, afinal, sou homem de festa, comemoro todos os feriados. Eu não sabia o que Alec estava fazendo aqui, mas nem me importava.
– Trabalhando? — perguntou, quando lhe entreguei A bebida.
– Estou fazendo um teste, entende? — dei de ombros, olhando ansioso para ele.
Vou explicar para vocês de onde veio toda essa ideia de fazer uma nova bebida. Assim que falei com o dono da DAR, eu e Rosalie viemos para cá, e começamos a trabalhar. Só que eu via aquelas bebidas saindo, todas tão iguais, e decidi inovar, fazendo umas misturas. Rosalie viu o que eu fazia e começou a brigar comigo, mas quando eu disse que ia dar certo, e que traria mais pessoas para o bar, ela ficou desconfiada só que deixou passar. Na verdade ela só estava fazendo cú doce, porque veio me ajudar, falando o que eu deveria colocar. No final demos para um dos nossos amigos de trabalho beber, e o cara pirou total, indo para a pista de dança. Ele com certeza não trabalharia mais aqui depois de hoje. Foi vendo essa cena que Rosalie surgiu com aquele nome.
Alec balançou a cabeça e levou o copo a boca, tomando apenas um pouquinho. Fez uma careta e colocou a língua para fora, depois me olhou e apontou para o copo.
– É a mais nova invenção minha e da Rosalie. — puxei a loira, que conversava com um cara. — Nós a chamamos de Los Condenados.
Alec arregalou os olhos e esticou o copo na minha direção.
– Nada disso, sem devolução. — Rosalie voltou o copo para ele. — Agora vai ter que tomar tudo!
Ele negou com a cabeça, sua expressão assustada.
– Toma isso agora! — mandei. — Ou vou falar para ela aquele negocinho lá... — sorri maldosamente.
Alec pegou o copo e virou só de uma vez, fechando os olhos e fazendo cara de dor. Eu comecei a gargalhar, querendo saber que efeito a bebida teria no mudinho. Vi o cara sair do branco e ir para o vermelho em questão de segundos, logo ele estava sorrindo.
– Que bebida é essa? Nossa, é uma delicia. Eu estou sentindo um fogo... Emmett! — berrou, me assustando. — Cadê as meninas? Eu preciso de meninas! Nooooooossa, eu não sei o que está acontecendo comigo, mas... Puta que pariu, eu acho que vou morrer! PRECISO EXTRAVASAR!
Alec saiu correndo, assim como todos tinham feito, e eu só fiquei ali de olhos arregalados. Agora eu sabia o efeito que dava nas pessoas mudas: deixavam elas falantes. E muito falantes. Será que fazia milagres?
– Emmett... — Rosalie me cutucou.
– O que?
– Tem um cara ali olhando estranho para nós. — apontou na direção e eu olhei para ver que era um moreno. — Ele não para de nos encarar.
Percebi que Rosalie estava era de frescura naquela hora, porque ela não era assim. Se um cara a encarava descaradamente, Rose daria era um belo de um soco na cara dele. Eu bem sabia disso. Então, essa ação dela só significava uma coisa...
– Deixa que eu cuido disso. — estufei o peito para mostrar o quanto eu era forte e foda. — Não se preocupe, Rose, eu vou lhe proteger.
– Que merda você...?
Deixando uma Rosalie que suspirou apaixonadamente e balançou a cabeça porque estava me achando o corajoso, eu segui pisando duro na direção do cara. Ele quando viu que eu me aproximava, se arrumou na cadeira, e sorriu. As luzes estavam piscantes demais, o que não me deixava ver direito seu rosto.
– E então, cara, me diga qual é a sua? — perguntei, batendo minhas duas mãos no balcão.
– A... A minha? — ele gaguejou, se afastando um pouco.
– É, a sua! — acusei. — Você fica encarando a minha garota bem na minha frente.
Claro que eu menti essa parte, mas não era uma grande mentira. Eu sabia que cedo ou tarde Rosalie não resistiria mais aos meus encantos e gostosura e viria para os meus braços. Aquela reação dela quando falei que ia protegê-la dizia tudo, afinal, porque ela ficaria toda medrosa diante de um cara como aquele? Rosalie só queria ver meu corpo nu e no meu quarto!
– Você está ficando louco. — o cara negou com a cabeça. — Cara, eu estava olhando para você.
– EPAAAAA! — me afastei do balcão. — Sai fora que eu não curto isso não, maluco. Sou homem com H maiúsculo.
– Você é doido. — o cara gargalhou. — Eu também não curto isso não. Sai pra lá. — fez careta. — Cada dia que passa você fica mais engraçado.
Ok, aquela situação era muito da estranha. Porque um cara falaria que estava me olhando e ainda dizia que a cada dia que passava eu era mais engraçado? Eu nem o conhecia!
– Você pode traduzir para mim qual é a sua doideira? — pedi.
– Emmett, por favor, deixa de piada. — ele continuou a rir.
– Como você sabe meu nome?
Eu admito, eu estou ficando com medo. Com muito medo!
– É sério isso?
– MAS QUE PORRA, VOCÊ PODE FALAR LOGO O QUE QUER?! — berrei, me estressando.
Eu não gostava dessas coisas de código. Comigo tinha que ser direto, nas palavras certas para eu entender. As únicas coisas que eu não ligava por ser indireta era as cantadas que eu dava na Rosalie.
– Emmett, cara, sou eu, Jacob!
Eu tive que me aproximar para ver se era mesmo Jacob Black, o melhor-amigo-falso da Bella. Fazia um bom tempo que eu não o via, e não era por causa das férias não, era porque ele tinha fugido de Phoenix. Eu sabia que ele estava era fugindo da minha irmã, porque ela ficava maluca quando estava apaixonada, mas o cara quando eu liguei para ele, negou até não poder mais, dizendo que só queria andar pelo mundo. E isso fazia um ano!
Jacob continuava da mesma forma que eu me lembrava, os cabelos cortados pela irmãzinha mais nova de cinco anos, o cara feia de índio e os músculos de asteroides. É, gay como eu me lembrava.
– Vai embora. — rosnei.
– Emmett! — Rosalie apareceu do meu lado, e quando olhou para quem eu lançava meu olhar furioso, fechou a cara na mesma hora. — O que você está fazendo aqui?
– Eu vim ver meus antigos amigos. — o cara sorriu sem nem se importar com os olhares que lhe lançávamos. — E então, não vão me dar boas vindas que eu mereço?
– Eu vou lhe dar as boas vindas que você merece. — falei, já me esticando sob o balcão e o pegando pela gola da camisa.
– Emmett, solta ele! — Rosalie pediu, apertando meu braço. — Você está trabalhando, não arranje confusão.
Eu queria tanto socar a cara daquele panaca, mas Rosalie tinha razão, não podia brigar naquela hora. Soltei lentamente a camisa do Jacob e dei um tapinha do pescoço dele, vendo-o com uma cara assustada.
– Você ainda vai morrer. — falei, sorrindo. — E então, quer uma bebida?
– Só se for aquela que vocês deram para todos!
– Ahhhh, eu vou lhe dar ela com todo prazer. — Rosalie sorriu e foi buscar a bebida.
Eu não podia deixar Bella ver Jacob, ou então ela surtaria. Eu não queria ver minha irmã naquele estado que ela ficou quando o idiota do Jacob foi embora, então tinha que ser cuidadoso. Agora, como eu iria impedir isso?
– Se você chegar perto da Bella, eu te mato aqui. — falei na lata, assustando ele.
– Mas Bella é minha amiga, eu quero ver ela!
– Nem a pau! — levantei meu punho.
– Aqui está a bebida. — Rosalie apareceu bem na hora, entregando a bebida para ele.
– Hm... — ele olhou dentro do copo para depois começar a levá-lo até a boca. Quando estava perto, parou. — Antes, me deixa fazer uma pergunta. Vocês estão juntos?
– Juntos? — Rosalie arregalou os olhos.
– É, o Emmett chegou aqui falando...
Olhei assustado dele para ela, que já me olhava com raiva. Eu previa uma dor física que aconteceria, e para evitar isso, peguei e virei o copo na boca de Jacob.
– BEBE! BEBE! BEBE! — falei, enquanto ele se afogava. Assim que acabou a bebida, sorri aliviado. — Parece que você estava com sede, Jacob.
Ele ficou me encarando atônito, até começar a sorrir.
– Caralho, essa bebida é melhor do que eu imaginei! — falou e saiu andando, nos deixando ali.
– É, um a menos enchendo o saco. — dei meu melhor sorriso para Rosalie, que me olhava com raiva. — O que? — perguntei.
– O que você falou para Jacob?
– Nada, ué. — dei de ombros, me sentindo nervoso. Eu precisava sair dali! — Olha, tem uma pessoa sem ser atendida. Vou lá trabalhar... — apontei para ninguém. — TCHAU!
Saí correndo da Rosalie, que já parecia rosnar. Ela ainda ia ser minha, não importa o quanto negasse. Nós eramos perfeitos juntos, e ninguém negava. Só a Bella, o Alec, o time de futebol, o pessoal do teatro, e... OK, é melhor eu ficar quieto antes de piorar as coisas.
Piorar as coisas para o meu lado, porque para o lado da Bella e do Edward... A coisa já estava muito mais que pior. Estava com pena dos dois amanhã. Do bar dava para ver o novo amigo cabeçudo da minha irmã, ele dançava muito animado ao lado da gatinha da irmã dele e da Bella. Os três pulavam ao som da música, e estavam inertes as pessoas ao lado deles. Eu também via o Alec no meio de duas garotas, totalmente fora de si. Cadê aquele mudo tímido?! Cara, Rosalie e eu tínhamos feito a descoberta do ano: a bebida que mudava as pessoas! Nós renderíamos uma boa grana com aquela bebida, eu sentia.
– Hey, barman! — uma garota bateu no balcão, chamando minha atenção.
– Pode falar, gatinha. — pisquei o olho para ela, que soltou uma risadinha.
– Eu vi vocês servindo um tipo de bebida para umas pessoas. Será que pode arranjar dela para mim e para o meu grupo? — apontou para uma mesa afastada, aonde estava lotada de bêbados.
– Opa, é pra já. — eu me afastei, mas depois voltei, me encostando no balcão. — Se você quiser, pode pedir um beijo de brinde.
Depois daquela garota, vieram mais outras atrás do los condenados e dos meus beijos. Eu estava dando lucro para a boate, estava na cara que eu iria ser contratado ali. Eu sou foda! É, e eu era vidente também, eu pressentia as coisas. Agora além de trabalhar para a DAR — o que sempre foi o meu sonho depois de ver Rose trabalhando nela — eu seria vidente também. Quem sabe, depois de conseguir uma boa grana, eu não abrisse uma daquelas tendas e trabalhasse de vidente vendendo Los Condenados? Bella poderia ser minha assistente, se ela quisesse. Mas claro, apenas ganhando 5% de todo o faturamento, pois eu quem estava fazendo todo o trabalho.
– Olá, olá... — ouvi uma voz conhecida e o som da música foi abaixado. — Tem alguém ai? — e a risada escrota da Bella. — Ah, mas é claro que tem ou então eu não teria sido esmagada ai embaixo.
– Eu não acredito nisso. — Rosalie apareceu do meu lado, olhando para o mesmo lugar que eu, o palco aonde ficava o DJ. — O que você acha que ela vai fazer?
– Eu não sei... — murmurei. — Mas com certeza não é coisa boa.
– Bem, desculpa está atrapalhando a dança de vocês, mesmo que vocês dancem MUITO MAL, mas é que eu vi que isso estava muito parado, e decidi, junto do meu amigo... — olhou para o lado, que não tinha ninguém. — Edward? — chamou pelo vizinho. — Edinhoooooo, cadê você?
Então apareceu Edward e Renesmee no palco, os dois sorrindo. Ou melhor, ela sorrindo, porque ele forçava um. Edward não parecia mais tão doidão como estava antes. Ele era do tipo que precisava de muito para derrubá-lo. ERA DOS MEUS!
– Como eu ia dizendo, eu e meus dois novos amigos decidimos juntos fazer uma brincadeirinha... — ela soltou a sua risada esquisita e eu fiz uma careta. — Vamos brincar de... NÃO PISAR NO PÉ UM DO OUTRO!
Mas que porra de brincadeira era aquela?! Eu nunca tinha ouvido falar dela, mas queria brincar também. Que pena que eu estava trabalhando. Era sempre assim, toda vez que Bella tinha ideias legais, eu não podia participar. Droga!
– HEY, BELLA! — ouvi a voz irritante do Jacob soar de algum lugar.
Olhei desesperado para Rosalie, que também tinha a mesma expressão.
– Ela não pode ver ele, e agora? — perguntou.
– Eu não sei! Temos que tirá-lo daqui ou ela lá de cima, mas não podemos sair.
– Emmett, não seja inteligente nessas horas. — ela fez uma careta. — Vai logo tirar esse moleque daqui que eu vou daqui a pouco.
– O que?! Quer que eu não ganhe esse emprego?
– Vai logo e depois nós resolvemos isso!
Rosalie me empurrou para fora do bar, mas antes de me afastar eu ainda pude ouvir um dos cara perguntando aonde eu ia e ela respondendo que era ao banheiro pois tinha comido comida estragada. Não tinha coisa melhor não? Eu saí no meio daquelas pessoas, procurando por Jacob que ainda continuava chamando o nome da Bella. E ela, bêbada e cega como era — sim, minha irmã é bêbada sem colocar álcool na boca -, ficava procurando por ele.
– BELLA! — ele berrou mais alto. — AQUI!
Eu segui a voz dele, e acabei por encontrá-lo. Olhei na direção do palco, e vi Rosalie falando com Edward, que balançava a cabeça. Cara, eu ainda não acreditava que ele não estava mais bêbado. Eu voltei minha atenção para Jacob.
– Jake, é você? — Bella perguntou no microfone.
– É, SOU...
Antes que ele pudesse completar sua frase eu pulei em cima dele, empurrando minhas mãos na sua boca para que ele não pudesse falar nada. As pessoas ao nosso redor se afastaram, querendo saber que bagunça era aquela. Jacob tentava a todo custo me tirar de cima dele e tirar minhas mãos de sua boca, mas eu estava colocando todo o peso dos meus músculos gostosos ali, então era difícil.
– Jake? Jacob? — Bella continuava a chamar, sua voz já ganhando um tom de choro. — Jake, me fala se é você?
– Não, Bella... — ouvi a voz do Edward alta, assim como a da Bella. — Isso é só a sua imaginação.
– Eu estou imaginando o Jacob?! — ela falou mudando novamente o tom da voz, agora para divertida. — E eu achando que isso tinha passado... — murmurou para si mesma.
Eu levantei e peguei Jacob pela gola da camisa, arrastando ele para longe do palco. Ele não dizia nada, só tentava se soltar.
– Pois parece que não. Agora, que tal você continuar sua reclamação sobre pisarem no seu pé? — ele deu a pior ideia que podia.
Bella iria ser linchada, eu sabia, EU PREVIA! As pessoas vaiavam, querendo que a música voltasse, mas Bella continuava a reclamação dela sobre terem pisado no seu pé, empurrado seu "amigo" e bagunçando o cabelo dela. Aquela bebida não estava lhe fazendo bem.
Eu saí da boate, dando com Rex, o segurança. Isso me deu uma grande ideia...
– Hey, Rex! — chamei por ele, que me olhou sorrindo.
O cara era um exemplo de valentia e pancadaria. Eu me inspirava nele toda vez que tinha uma briga na boate, pois assim aprendia golpes novos de porrada. Tudo bem que aquela voz afeminada dele não ajudava, mas eu nem me importava, porque a minha era grossa como um rugido de urso... Espera! Urso? Gostei! Eu pareço mesmo um urso.
– Não, Emmett, não me leva para ele! — Jacob pedia, totalmente amedrontado.
– Está com medinho, Jacob? — perguntei, já vendo um ponto positivo para mim.
– Nã-não. — gaguejou, olhando com olhos assustados para Rex, que se aproximava.
– Fala ai, Emmett. — ele me cumprimentou, batendo no meu ombro.
Jacob ao meu lado começou a rir, e eu bem sabia sobre o motivo. Ele estava rindo da voz do Rex, e mal sabia ele que estava cavando sua própria cova.
– Porque você está rindo, mané? — perguntei.
– Eu não acredito... Que tive medo... Dele. — apontou para Rex, que fechou o sorriso na mesma hora.
ÓTIMO, que o show comece...
– Porque você não acredita? — Rex perguntou.
– Cara, olha para sua voz. É mais fina que de uma criança de... — e então Jacob sumiu do meu lado. — ME LARGA!
– É, Jacob, você arranjou uma boa companhia.– falei, batendo nas costas dele, que nem prestava atenção em mim, por estar ocupado tentando se soltar das mãos do Rex. — Espero que você goste do seu novo amiguinho e fique longe de Bella.
– Ele está importunando minha princesinha? — Rex perguntou e eu assenti. — Ok, só está piorando...
– É. — suspirei. — Até mais, Rex.
– Até, Emmett.
Eu sai dali assobiando e entrei novamente na boate, que estava completamente em silêncio. Eu olhei para onde todos olhavam e arregalei os olhos — assim como eles — com a cena que acontecia lá em cima. Era Alec e Renesmee aos beijos. QUE PORRA TINHA ACONTECIDO ALI DEPOIS QUE EU SAI?! Edward estava sendo segurado por Rosalie e Bella, as duas rindo e ele raivoso.
– Huuuuummmm, as coisas estão pegando fogo aqui! — Bella botou lenha na fogueira, falando no microfone. — Edinho está com ciúmes! Edinho está com ciumes!
Bella começou a puxar um coro onde todos da boate falavam aquela frase, fazendo Edward ficar ainda com mais raiva. Só que eu não me preocupava com isso, porque eu ainda não conseguia acreditar que Alec, o cara que tinha virado gay depois de levar um pé na bunda, sempre falando que não ficaria mais com nenhuma garota patricinha, estava agora aos beijos com uma. Aquela bebida fazia uma revolução, meu povo!
– JÁ CHEGA! — Edward gritou, se afastando das duas loucas. — Renesmee, pare com isso agora e desça desse palco. E você, Isabella... — se virou para minha irmã, que estava de olhos arregalados. — VAMOS EMBORA!
Ele pegou as duas pelo braço e desceu do palco. Mas antes que fosse embora, voltou e ficou em frente a Rosalie, que segurava o microfone.
– Me leva também! — uma garota gritou, fazendo todos rirem. — Quero experimentar dessa raiva.
– Só quero deixar avisado aqui que o que Bella falou é tudo mentira, e que ela não odeia vocês, então não é para espancarem ela quando a virem na rua. A garota só está bêbada por causa de uma bebida maluca que ela tomou, feita por essa garota — apontou para Rosalie, que sorriu — e por aquele garoto — apontou para mim e todos viraram na minha direção. — Então, não a culpem por ter amigos malucos e com sérios problemas mentais. É isso!
Ele saiu do palco e logo a música retornou. Edward passou por mim, falando que iria levá-las para casa, e eu apenas assenti, pois tinha que ficar ali até acabar o expediente. Comecei a voltar para o bar, até perceber que esse estava lotado e Rosalie parecia desesperada. Entrei lá e ela me mandou preparar mais daquela bebida porque todos queriam.
É, se prepare Emmett Gostoso Sarado Swan, que você vai virar um empresário vidente com sua tenda e suas bebidas. EU VOU FICAR RICO!
(...)
Notas finais
.
Mas me digam, o que acharam do capitulo? Emm pode ficar rico com essa bebida maluca que ele fez, KKKK. Esse capitulo não teve muita coisa porque eu queria deixar os mistérios da fic, como o porque de Edward ter vindo para a ensolarada CA. O que vocês acham, hum? Quero saber as opiniões, KKKK
.
Mas então, minhas gatinhas, falando sério aqui, eu queria pedir desculpas a vocês por ter sumido por tanto tempo. Eu juro para vocês que eu tentei, mas não conseguia escrever nada que preste - até acho que esse cap ficou uma droga. O motivo é minha nova fic, que está perturbando meus sonhos. Eu não consigo pensar em mais nada além dela, e isso está me matando, porque ela é DRAMA, e não COMÉDIA :/
Espero que vocês me entendam se eu demorar muito pra postar. Eu expliquei isso no blog ( HTTP://SUMLEEFANFICS.BLOGSPOT.COM/ ).
.
Bem, agora falando de novidades, eu postei uma nova fic, AEAEEEEEEEEEEEE. Ela é diferente do que eu já postei para vocês. Se quiserem da uma passadinha lá:
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https://www.fanfiction.com.br/historia/207456/Seven_Reasons/
.
Espero que gostem *---------------*
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Ahhhhhhhhhhhhhhh, e eu queria agradecer as lindas Daay, MilenaOL, KamillaCullen, KikiPattz pelas lindas recomendações. Eu gamei em todas, sério. Fiquei tipo : *-----------* + O.O . Vocês são demais. Sigam os exemplos dela, a Bella vai adorar, KKKKK
.
É isso ai, minhas gatinhas. Me desculpem novamente pela demora, >< Beijooos :*
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