Após o fim da guerra

1 Capítulo 1 - Único


Notas iniciais
Uma serie que eu assisti um tempo atrás e que me fez voar alto na imaginação.

Crowley andava de um lado e para outro tinha medo que Aziraphale tivesse entrado em choque e feito seus "colegas" lá de baixo descobrir a troca, parecia uma grande eternidade, até que viu seu não amigo chegar um alívio tomou conta dele, algo que jamais imaginou sentir, aquele ser celestial fazia o anjo caído se sentir importante, era o primeiro e única pessoa que o suportava na terra e que de certa forma o freava em suas maldades.

Quando pensou ter o perdido na livraria algo em seu coração fervilhou não foi o que costumava sentir.

Azir: Oi, desculpa a demora!

Crow: Nem percebi que tinha demorado (se mostrou indiferente com seu não amigo) como foi lá? (disse caminhando em direção ao banco onde já era marca assinada de seus encontros)

Azir: bom não desconfiaram de nada, até pedi um pato de borracha para eles e fiz Gabriel pegar uma toalha (explicou todo animado) e você?

Crow: foi um mínimo interessante, quando entrei no fogo e não me queimei eles ficaram feito ratos após serem pisoteado (olhou para o horizonte dando um leve sorriso)

Azir: ou Crow, isso não deveria ser dito por mim mas que comparação fantástica, eles mereciam (riu ao imaginar)

Crow: sim, mereciam , será que irão nos deixar em paz? (Olhou de relance para não amigo)

Azir: por um tempo acho que sim.(foi sua vez de olhar para longe)

Crow: espero, ou pelo menos até acontecer a grande guerra

Azir: como assim grande guerra?

Crow: aquela que será entre nós e eles.

Azir: terra contra os celestiais e os anjos caídos?

Crow: sim (respirou fundo) tem alguém? (Olhando para os lados)

Azir: não (também certificado -se)

Crow: podemos trocar?

Azir: sim!

E um aperto de mãos fez com que voltassem cada um para seu devido corpo o que fez rirem da pequena travessura. O silêncio tomou conta daquele lugar onde só se via Crow tentava pronunciar algo.

Azir: pode dizer!

Crow: o que?

Azir: o que está tentando dizer desde que cheguei.

Crow: n-não estou tentando dizer nada, "ANJO "(na verdade estava só não sabia como por conta de ser um ser não acostumado com isso)

Azir: Ok, não vou te persuadir pois esse é trabalho seu.(já ia se levantando quando percebeu a presença daquele ser de luz trevuosa) sim?

Crow: olha eu sei que eu tô fazendo errado, me associei a um anjo para salvar a terra e coloquei os meus a prova, mas é que lá onde estava não tinha apoio, não tinha com quem conversa sobre as minhas incertezas, eu não queria ser um anjo caído fui pego pelo péssimo dia apenas, mas vejo que não queria ser também alguém que recebe ordem, sei que no coreto eu deveria ter sido menos rude e que deveria ter dado mais valor a sua presença mas é que ainda estou aprendendo a lidar com a vida aqui. (num golpe de respirada olhou para os lados e terminou) você é o melhor não amigo que já tive, e não quero que essa coisa de guerra acabe com isso.

Aziraphale não podia conter sua felicidade finalmente o amigo tinha se dado conta que também podia sentir e que não estava só, que teria sempre seu fiel "anjo" ao seu lado.

Azir: também queria te pedir desculpas pelas patadas, e pela forma que falei você é meu amigo, e tem um lugar pra estar que é aqui na terra ajudando manter o equilíbrio do bem e do mal.

Crow: obrigado, nunca imaginei que um ser tão tosco como um anjo pudesse ser amigo de alguém como eu (sorriu) te convido para almoçar?

Azir: acho que cairei nessa tentação.

Ambos estavam próximos sabiam o que queriam mas o medo era bem grande será que aquele abraço não sairia caro para os dois? Aziraphale era um anjo revestido por água benta e Crowley um caído com seus tropeços para o lado da luz, mas ainda sim poderia sentir na pele cada gota.

Azir: eu não sou revestido de água benta, pelo contrário desde que comecei a conversa com você não tenho um pote dela por perto (Aziraphale podia entender os pensamentos do amigo, muitas vezes isso fazia sentir se mal, mas era necessário invadir e dizer que poderia sim acontecer o tal gesto)

Crow: por que disse isso? (ao contrário do caído que já não entendia as expressões)

Azir: por nada (sorriu) vamos?

Crow: sim.

E antes que Aziraphale pudesse falar algo sentiu o abraço de Crowley, não era assim que imaginava, na verdade nunca passou a sua cabeça receber tal coisa do caído, mas ficou feliz e retribuiu o mesmo.

Crow: ah me desculpe! (se afastou e coçou de leve a nuca)

Azir: isso o que? Foi só um abraço é normal entre pessoas conhecidas ou amigos. (frisou a palavra amigo)

Crow: para você sim, mas para mim é algo novo mas que senti pela primeira vez que deveria fazer, mas me desculpe do mesmo jeito.

Azir: ah, fique tranquilo que esse só será o primeiro de muitos outros abraço (falou na forma mais tranquila para que aquele clima de pesar saísse do ar)

Crow: ah não pode ter certeza que esse foi o primeiro e último abraço querido Anjo

Azir: veremos .

Era uma ligação que não podiam negar estavam a 600 mil anos na mesma terra nos mesmos lugares, muitas vezes salvando a vida um do outro e se metendo em confusões juntos que até se esqueciam de que pertenciam a reinos rivais.

Crow: vamos antes que me arrependa de tal ato e desfaça de nossas memória.

Azir: Ou sim claro projeto de cobra.

Ambos caíram na risada, era engraçado como alguns apelidos serviam certinho para definir a amizade deles.

Crow: será uma história que poderemos contar por aí, um anjo e um demônio juntos que salvaram a humanidade de um amargedon feito por uma criança de 11 anos, um cachorro da raça vira lata e 4 cavaleiros.

Azir: sim, daria um bom livro.

Então foram em direção ao fim do parque onde do outro lado da rua tinha seu restaurante favorito, sabiam que por hora estariam em paz mas também sabiam que tinham que se preparar para o futuro que não demoraria a chegar.

Notas finais
espero que gostem dessa leitura diferente e cheia de surpresas...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!