Notas iniciais
Oi gente. Tó bem apressado rsrsrs aproveitando todo o tempo, quem ganha são vocês. No outro capítulo o link da Sam deu erro, ele está nesse capítulo novamente, vamos ver se dá certo. Boa Leitura! http://data.whicdn.com/images/9002374/tumblr_ljyyoojWhD1qfjzgjo1_500_large.jpg?1303333708

Vesti uma roupa, fiquei mais confortável e fui até a cozinha, talvez encontrasse algo gostoso para comer. Tinha acabado de me mudar e não tive tempo de comprar muitas coisas, por sorte encontrei uma maçã, que estava bem suculenta... explodia em minha boca, do jeito que eu sempre gostei. Era estranho estar ali, tinha algo diferente, parecia que eu sempre estava sendo seguida quando passava pelos corredores, aproximei-me da sacada, com vista para algumas árvores e recebi um vento tão frio que me fez ver minha própria respiração. Que estranho. Pensei.

Voltei para o quarto, passado a mão sobre os braços para me esquentar, deitei ao lado do Daniel e me posicionei confortavelmente, colocando minha mão sobre as costas dele, tentando abraça-lo. Adormeci. Quando dei por mim, me peguei olhando para o Daniel, acariciando seu cabelo, ele se mexeu, abriu os olhos e me encarou, com aqueles olhos verdes, tão vibrantes.

– Por que você saiu do banheiro tão rápido?

– O que? Como assim, que banheiro?

– Como assim digo eu, nossa transa foi tão boa, o mínimo que eu esperava é que você estivesse lá quando tudo acabou, mas você saiu tão rápido, não pude dizer nada.

– Do que você está falando? Eu não estive no banheiro.

– Como não? Eu vi, eu senti. Você está brincando comigo?

– Não amor. – Ele se aproximou de mim, tocou meus cabelos. – Eu só estou tentando dizer que não estive lá.

– Para Dan! Para de mentir.

Eu notei que ele não havia gostado do comentário, decidi acabar com aquela conversa, mesmo sabendo que eu estava certa, eu sabia o que tinha sentido, ele não podia mentir daquele jeito. Mas por que ele mentiria? Aquela situação tinha sido muito estranha.

– Eu não sei o que é, mas desde que chegamos nesta casa coisas estranhas estão acontecendo.

Eu desviei o olhar, suspirei e me calei. Aquela conversa estava muito improdutiva.

– Vamos esquecer isso, está bem?

Ele me deu um longo beijo, depois se levantou. Eu fitei seu corpo com desejo, mas pensei porque desejar tanto, se era tudo meu? Ele me deixou no quarto, não sei bem quando retornou, eu havia dormido novamente.

POV NARRADOR

Uma névoa densa cobria o local, de um jeito que não se podia ver quase nada à frente. A visão de Sam estava turva com a fumaça, de repente percebeu que estava no apartamento e o nevoeiro se dissipou de vez, deixando aparecer um ambiente mal iluminado, com algumas sombras se projetando nas paredes, eram apenas alguns objetos da sala. Samantha estava no corredor de acesso ao cômodo, quando uma velha passou depressa por ela, balbuciando algumas palavras.

– Eu sabia que isso ia acontecer, quem eles pensam que são? Eles não podem fazer isso comigo, não podem!

Sam andou na direção da senhora, tentando pega-la.

– Ei senhora, o que faz aqui?

A velha parou no meio da sala e olhou para trás furiosa.

– O que eu estou fazendo aqui? Estou na minha casa, sua insolente. A pergunta certa é o que você faz aqui?!

– Sua casa? Esta é minha casa!

– Outra iludida. – Disse sentando-se na poltrona branca da sala.

A mulher pôs a mão sobre o peito, soltando um arquejo penoso. Uma ferida apareceu no lugar do seu peito esquerdo, era uma marca de tiro.

– O que houve com a senhora? – Samantha tentou cuidar da senhora, mas ela revidou, agarrou seus braços com a mão ensanguentada e começou a gritar feito louca.

– Eles querem me matar, querida. Eles já me mataram. Eu não posso morrer assim, não sem ele querida. Não! – O grito a tirou do pesadelo, o mais estranho era que agora ele saia de sua própria boca.

Daniel acordou assustado, segurando-a com um abraço.

– O que aconteceu Samy? Eu estou aqui, calma.

Ela apoiou a cabeça em seu ombro e tentou se acalmar, ainda sentia as mãos ensanguentadas da senhora tocando sua pele, apertando seu braço e a voz dela ainda ecoava dentro da sua mente Eu não posso morrer... Não sem ele.

POV SAMANTHA

Minhas mãos estavam trêmulas, não conseguia explicar, aquele sonho tinha me abalado de alguma forma. Por que? Por quê? Eu não sabia dizer. Senti o abraço quente do meu namorado, era seguro. Contei todo sonho para ele e ele continuou com a história de que havia coisas estranhas naquela casa, mas eu me recusava a acreditar, era meu primeiro dia naquela casa e não queria problemas. Nós já estávamos tão bem, não tinha porque estragar. Devia ser alguma de nossas paranoias, só isso.

– Amanhã eu vou em casa, pegar algumas de minhas coisas, não quero te deixar aqui sozinha. Essa cidade guarda muitos perigos, Sam.

– Você é um amor sabia, se não fosse tão cafajeste.

Estávamos na sacada do apartamento, olhando as árvores e o trânsito calmo que subia a rua.

– Não vamos voltar nesse assunto. Isso está morto.

– Você está certo. Eu só quero ficar bem, olha isso. – Apontei para o parque. – Temos o Central Park como nosso jardim. Não vamos estragar essas coisas.

Nós nos abraçamos e eu me senti envolta por um sentimento muito bom. Amor.

Notas finais
Obrigado! Bjs