Aprendendo A Amar
26 Capítulo 26
Notas iniciais
— Aparentemente você não tem nada. – Disse Tsunade após me examinar. – A criança também está bem. Não tem nenhum trauma físico. Tudo que podemos fazer é esperar que você lembre de tudo por si só. – ela disse passando um gel em minha barriga. – Farei um ultra som só para ter certeza se a criança está bem. – Ela começou a passar um aparelho em minha barriga e pude ver no monitor um borrão. Aquilo era meu filho. Sasuke apesar de eu ter insistido que me deixasse a sós ele ficou ao meu lado. – Querem saber o sexo?
— Sim. – disse Sasuke.
— Não, eu quero que seja surpresa. – eu disse.
— Irritante.
— Imbecil.
— Tudo bem que seja surpresa então. – ele finalmente disse.
— Uchiha, olha lá como trata a sakura. Se você a tratar mal mesmo que por um segundo eu acabo com sua raça. – disse Tsunade. Gostei dela.
— Tsunade, eu procurei esta mulher desesperadamente por longos meses que para mim pareceram infinitos. Acha que depois de tudo eu iria fazer alguma coisa para magoá-la. – ouvir aquilo vindo dele me doeu o coração.
— Certo. Bom, Sakura você não tem nada, ou seja, minha ajuda como médica não é necessária. Ficarei na vila até que seu filho nasça. Quero fazer seu parto pessoalmente.
— Obrigada. – adradesci a ela.
— Não precisa querida, você é minha discípula, faço questão de que seu filho venha ao mundo pelas minhas mãos. – assim que ela limpou todo o gel da minha barriga e eu pude me levantar.
A abracei.
Quando fiz isso imagens dela me treinando vieram a minha mente. Sorri ao lembrar disso.
...
Andando pela rua com Sasuke ao meu lado meu estomago ronca.
— Está com fome? – ele perguntou.
— Não, eu estou bem. – respondi.
— Vamos, vou te levar para comer alguma coisa.
— Não precisa.
— Não quero que meu filho passe fome. – ele pegou minha mão e eu senti como se tivesse levado um choque. Sasuke me guiou pela vila até um restaurante onde comemos. Eu permaneci todo o tempo em silencio. – Você está calada. Sempre foi de falar pelos cotovelos.
— Não tenho nada para falar com um estranho. Só queria esta em minha casa agora. – ele pareceu se segurar para não dizer nada rude.
— Coma que vou te levar para o distrito Uchiha.
— Porque eu tenho que ficar lá? Porque não posso ficar na minha casa com a vovó?
— Porque você é minha mulher.
— Onde está a vovó? – perguntei ignorando o comentário dele.
— Já está no distrito. Ela foi antes para se instalar.
— Posso te perguntar uma coisa?
— O que você quiser.
— Bem... Quando seus olhos ficaram vermelhos... Isso é o sharingam?
— Sim.
— A criança que carrego terá isso?
— Sim.
— Isso e bom?
— Muitos cobiçam o poder do sharingam. – ia responder algo mas mais imagens vieram a minha mente. Me vi sangrando muito entre as pernas, sai de um quarto e fui andando, desci a escadas e parei na sala onde meu corpo caiu. – Hey, você está bem? – ele perguntou preocupado me despertando dos meus devaneios.
— Temos outros filhos? – soltei a pergunta. Pela cena que vi eu estava sofrendo um aborto. Não sei como sabia disso, apenas sabia. Pensei que talvez a criança tivesse sobrevivido.
— Não. – ele falou serio.
— Acabei de lembrar de algo.
— De que?
— Eu estava sangrando e depois desmaiei. – ele ficou em silencio por um momento, parecia estar sofrendo.
— Você estava grávida mas perdeu a criança.
— Foi um aborto espontâneo?
— Não.
— E você sabe o que causou isso?
— Sim. – ele ficou em silencio e prevendo minha pergunta a respondeu antes que eu a fizesse. – Eu. As cenas que você se lembrou antes sobre eu ter te batido. Aquilo causou o seu aborto. – silencio. Um silencio constrangedor. Acho que ele estava esperando que eu dissesse alguma coisa, ou que o xingasse ou até mesmo gritasse com ele. Mas eu nada disse.
— Podemos ir? — Perguntei.
— Sim.
Fomos andando em silencio até o tal distrito Uchiha. Chegamos a frente de um grande portão que estava aberto e entramos em algo que seria um bairro. Haviam muitas casas luxuosas. Andamos pela rua principal por alguns minutos até que avisto uma mansão. Vovó Kaede estava na porta nos esperando. Apressei o passo e fui até ela.
— E então querida? Como foi a consulta. – ela perguntou.
— Foi tudo bem, segundo a doutora eu não tenho nada. E com o tempo minha memória vai voltar.
— Sim querida. Venha, eu fiz o bolo que você gosta.
— Já está assim toda familiarizada com esse lugar?
— Haaa querida, o lugar é incrível e o Senhor Uchiha é um bom homem. – Ela me arrastou até a cozinha. Mesmo eu tendo acabado de comer devorei o bolo. Meu filho era um esfomeado. Assim que terminei de comer a vovó disse. – Você precisa ver o seu quarto, é lindo.
— Vamos La agora. — Eu estava curiosa.
Entramos em um quarto enorme. Era realmente lindo. Havia uma cama de casal gigante e uma janela que dava pra ver todo o distrito. Olhei para o chão e minha bolsa com as poucas coisas que possuía estavam ali.
— Gostou do nosso quarto? – Sasuke disse atrás de mim.
— Nosso?
— Sim. Nosso.
— Eu não vou ficar no mesmo quarto que você.
— Sim você vai. Tsunade disse que seria bom você ter sua rotina o mais próximo possível do que era antes. Assim você recuperará a memória mais rápido.
— E se eu não quiser me lembrar? Pelo pouco que vi minha vida com você não foi boa. – ele não respondeu.
— Você ficará aqui e fim de papo. – dizendo isso saiu me deixando a sós com vovó Kaede.
— Vovó, esse homem é um monstro. Eu não quero ficar aqui. – disse quase chorando. Ela se sentou na cama e fez sinal para que eu me sentasse também.
— Querida, pelo pouco que vi do Sasuke eu sei que ele te ama. Já vivi muito mais que vocês dois e posso ver quando duas pessoas se gostam. Ele me parece muito arrependido por algo, quer se redimir.
— Acho que ele se arrepende pelo filho que perdi.
— O que?
— Ele me disse que sofri um aborto a tempos atrás.
— Entendo. Todos merecem uma segunda chance. Sei do passado sangrento dos Uchihas e acho que depois de tanto sofrimento esse rapaz merece ser feliz. Não o rejeite, dê uma chance. Pelo que ouvi você também o ama muito.
— Amo?
— Sim. Agora vou deixa-la descansar um pouco, seus pés estão inchados.
— Vovó.
— Sim?
— Obrigada por tudo. Obrigada por ter me acolhido e me amado.
— Hooo querida. – ela me abraçou e logo depois saiu.
Assim eu fiquei sozinha no quarto entrei no banheiro e tomei um relaxante banho. Minhas pernas doíam muito por causa do peso da barriga. Coloquei um vestido leve e deitei na cama. Fechei os olhos e peguei no sono.
Tive sonhos conturbados em que eu e o Sasuke fazíamos amor... Sonhei comigo vestida de noiva, acho que foi o dia do meu casamento, sonhei com Sasuke me carregando em suas costas e mais uma vez sonhei com agente fazendo amor, pelo jeito faziamos muito isso.
...
Acordei sentindo alguém tocar em meus pés. Aquilo estava bom e me deixava muito relaxada. Abrir os olhos e vi que sasuke estava massageando meus pés.
— Desculpe, acordei você. Quer que eu continue? – ele perguntou apreensivo.
— Sim. – ao ouvir minha resposta ele me deu aquele sorriso que fez derreter meu coração. – Sonhei com você. – eu disse meio sem graça.
— E lembrou de mais alguma coisa? Pelo jeito você só tem se lembrado das coisas ruins pelo que passamos.
— Sonhei com o dia do nosso casamento. – omiti as outras partes. Senti que ele subia suas mãos para minhas pernas.
— E gostou do que viu?
— Sim. Acho que foram momentos felizes, não tenho certeza. – ele parou de massagear minhas pernas e se deitou ao meu lado de frente para mim. Fiquei em silencio, acho que não havia nada a ser dito nesse momento. Olhei nos olhos dele e senti sua mão acariciando meu ventre. Meu filho se mexeu. – Acho que ele gosta de você. – ele sorriu e levantou meu vestido. Pensei em protestar mas não sei por que motivo me mantive em silencio.
Sasuke subiu meu vestido até me deixar com a barriga completamente exposta. Eu estava com vergonha pois fiquei com a calcinha a mostra mas ele pareceu não olhar para isso. Estremeci ao sentir os lábios dele tocando minha barriga. Ele a beijou varias vezes e mais uma vez a criança em meu ventre se mexeu.
Fechei os olhos apenas apreciando os beijos. Aquilo era tão bom, parecia que meu corpo sentia falta disso. Ele foi subindo os beijos e logo beijava meu colo, ombro e pescoço. Isso me assustou se continuasse assim isso iria parar em outra coisa. Apesar de meu corpo gostar dos toques dele, ainda era estranho deixar um homem que eu não conheço me tocar dessa forma. Quando tentei me afastar ele me puxou para mais perto de si.
— Não vou fazer nada, só quero sentir você. Não sabe o quanto senti sua falta. – dizendo isso me deu um beijo na testa e me abraçou. Ficamos assim por horas até que adormeci novamente.
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