Aprendendo A Amar
21 Capítulo 21
Notas iniciais
— Qual seu nome menina? –
Meu nome?
Meu nome...
Meu nome. Minha cabeça doeu.
— Diga, não tenha medo. Não vamos lhe fazer mal.
— Eu não sei...
— Como assim não sabe? Impossível. Por um acaso está mentindo? – disse a outra senhora que estava com a mais velha.
— Não senhora, eu juro não estou mentindo. Acordei num lugar e não me lembro de nada, nem como fui parar ali, nem antes.
— Onde você mora? – a mais velha perguntou.
— Eu não sei.
— Vamos embora. – disse a outra.
— Venha menina.
—Está louca? Vai levar essa garota pra sua casa?
— Sim. Não posso deixa-la sozinha aqui. Olhe pra ela. Está machucada. – ela disse para a outra e logo depois se virou para mim. – Me chamo kaedi e essa é minha vizinha Lana. Venha, vou cuidar de você. – eu apenas a segui. Não tinha para onde ir e só de olha-la pude ver que era uma boa pessoa. Andamos até uma pequena carroça e com muita dificuldade consegui subir.
Andamos por horas e quando já estava anoitecendo chegaramos a uma pequena cidade. Passaramos por ela e ainda andaramos mais até chegarmos num pequeno casebre mais afastado. Lana foi para a sua casa, ela falou alguma coisa para a Senhora Kaede mas não pude ouvir. Entramos no casebre.
— Entre menina, sinta-se em casa. A casa é simples mais você é bem vinda. – observei a casa, era pequena. Havia uma sala e podia ver a entrada da pequena cozinha. Era simples mais aconchegante.
— Obrigada. – disse sorrindo ela estava sendo muito gentil comigo.
— Está com fome?
— Sim. –disse sem graça. Não sei porque estava morrendo de fome.
— Venha. – a segui até a cozinha. – sente-se. — sentei na pequena mesa e ela me serviu uma sopa que tinha acabado de aquecer. Me serviu também pão. Eu rapidamente ataquei o prato. – Desculpe menina mas é tudo que tenho.
— Está perfeito. – ela se sentou a mesa e também começou a comer.
— Temos que arranjar um nome pra você. Deixe-me ver. – ela ficou me olhando por um longo tempo. – Megume. Vou chama-la de Megume. Você gosta?
— É um nome bonito.
— Era da minha mãe. Diga-me você tem família?
— Não sei.
— Eles devem estar preocupados com você.
— Foi sorte minha a Senhora ter me encontrado. O que a Senhora estava fazendo por ali?
— Fui a Konoha vender os doces que faço. Na volta paramos no rio para beber água e te encontramos.
— Konoha?
— É. Nunca ouviu falar?
— Não.
— É uma vila ninja. Há muitos ninjas fortes lá. O hokage sempre compras meus doces, na verdade ele é meu melhor cliente. Sorte minha ele ser comilão. É um bom homem. Bom agora você precisa de um bom banho. O banheiro fica ali. – ela apontou para uma porta em um pequeno corredor. – Assim que terminar de comer pode ir tomar banho. Vou pegar algumas roupas pra você. Não tenho nada para sua idade mais vou ver o que pode servir.
— Obrigada. A Senhora é um anjo. – ela sorriu pra mim e se retirou da cozinha.
Terminei de comer e levei os pratos para a pia e os lavei. Logo depois fui para o banheiro encontrando la uma toalha e um vestido simples.
Tomei um bom banho tirando toda sujeira que havia em mim. Tentei mais uma vez tirar a pulseira da minha mão mas ela não saiu. Novamente deixei para la e tomei meu banho tranquilamente. Demorei bastante no banho. Quando sai Kaede me esperava.
— Venha. Vamos passar algum remédio nos seus machucados. – eu estava com os joelhos e cotovelos ralados. Havia também alguns hematomas. – Parece que alguém te machucou. Não se lembra de nada?
— Não.
— Tudo bem. Com o tempo você se lembrara. Agora vamos dormir porque está tarde. Venha. – ela me levou até o único quarto da casa. – Não tenho outra cama mais tenho um colchão. – ela o colocou no chão no canto do quarto e eu deitei.
Minha mente e corpo estavam tão cansados que logo adormeci.
Logo passou-se uma semana. Eu já estava habituada a minha vida com a vovó Kaede e até gostava. Eu a ajudava com o serviço de casa e a fazer doces. As vezes alguém vinha bater na porte para comprar outras vezes nós levávamos até a vila. Vovó Kaede não tinha ido mais a outra vila de nome Konoha.
Eu estava varrendo o quintal quando alguém bateu a porta. Fui atender pois a vovó estava preparando seus doces. Abri a porta e me deparei com um senhor.
— Bom dia senhorita me chamo Hiro e vim aqui pegar uma encomenda que fiz com a Dona Kaede. – olhei para ele e parecia um homem com algum dinheiro. Ele usava um terno simples e segurava uma maleta na mão.
— O senhor é esperado, por favor entre. – e ele entrou. – Quer beber alguma coisa? Uma água ou café?
— Aceito um copo d’água por favor, esse calor estar me matando. – disse para que ele se sentasse no sofá e fui até a cozinha, peguei o copo d’água e voltei para a sala. – Obrigado. – disse ele ao pegar o copo. Nesse momento me senti muito mal. Um enjoou muito forte e só não cai porque o Senhor me segurou.
Depois disso não vi mais nada. Quando acordei estava deitada na cama de vovó e ela e o senhor estavam me observando.
— O que aconteceu? – perguntei.
— Você desmaiou querida. – disse Vovó.
— Porque?
— Não se preocupe menina, por sorte eu sou medico e te examinei. Você não tem nada. Pelo contrario.
— O que o senhor quer dizer?
— Você está grávida. E pelos meus exames já está com mais de 3 meses. – entrei em choque. Como assim eu estava grávida. Como isso aconteceu? Eu não me lembrava de nada. Quem era o pai do meu filho? Será que eu tinha alguém? Alguém que eu amasse. Ele olhou para o meu rosto e viu desespero. – vejo que a senhorita não está feliz. Se quiser podemos da um jeito nisso.
— Não. Não vou matar meu filho.
— Ela não se lembra de nada doutor. – disse Kaede.
— Como assim?
— Eu a encontrei no rio e a trouxe pra casa. Ela está sem memória e não sabe quem é.
— Deve ter levado alguma pancada forte na cabeça. Bom, não sou medico de cabeças então recomendo que procurem um especialista. Agora devo ir.
— Eu o acompanho dr Hiro. E obrigada por ter cuidado de minha neta.
— Não a do que. – e os dois saíram do quarto me deixando com muito o que pensar.
Grávida.
Grávida e sem saber de quem.
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