Apolone
3 Prometeu,não és digno
Notas iniciais
O amor é um fogo,
Que some e reaparece
Às vezes não importando o tanto que dói
Você insiste em deixar sua mão lá
Para que ele te queime,
A brasa tanto aumenta como diminui,
Alimente-o e veja-o crescer,
Mas quando alimenta-lo com a lenha dos campos,
Que vejas aquele estalar da chama
E a invasão do ambiente,
com a mais gostosa fragrância
As chamas nos entristecem,
Não por pararem de queimar,
Mas por nos deixarem sem fogo,
O meu me foi tirado,
Pelo vento,
Dos moinhos chefes emanado
Chacoalhou o meu crânio
Qualquer dente de leão;abalado,
Que planava na paz da solidão,
Em direção,
Ao fogo.
O antônimo ambiental;
As bochechas coradas,em nuvens acinzentadas
foram transformadas,
A luz dos olhos,na escuridão
A vontade dum abraço,
convertidas de volta à impotência das tempestades
A sensação de reunião,
Pelo abutre que me devorava,
O tato e afeto;
Imaginários,
Pelo frio e geada.
Então,as lágrimas que transcorriam de minha face
Transportaram-se ao meu redor
Na forma de pingos de chuva,
E todos os meus gritos
Gritaram na forma de trovão
E as dores repentinas iam e vinham
Na forma dos raios que lhes antecediam,
Ao uivo da necessidade:
—Quero um romance,tenha piedade
Eu,na minha maior beldade
Usei minha ilusão
Como escudo na tempestade
Pois achava que era chuva de água-benta
Quando na verdade
Era chuva ácida
Derretendo as correntes,
Minha carcaça,
Minha mente,
Minha máscara
Fundindo-me com o meu mundo,
Lugar pr'onde jurei lealdade
Porém,no mundo dos homens
O fogo já havia sido subistituído,
Pela eletricidade.
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