Apogeu infantil
1 One-shot
Notas iniciais
Cá estou eu com mais uma one-shot...
Bom, já tem um tempinho que eu venho pensando em escrever algo do tipo, porém ainda não tinha muita ideia pra escrever e tals. A inspiração surgiu quando minha avó me contava suas histórias de infância. Como ela cresceu no interior da Bahia, então imagine num bagulho bem louco! kkkkkkkkk E a inspiração só aumentou quando meu pai me contou suas histórias da infância, e ele é de Piauí, interior mesmo, meio do mato! kkkkkkkkk
Enfim, eram histórias fantásticas e inacreditáveis, e a cada vez que eles me contavam, eu sempre ficava pensando: "Meu, eu preciso escrever alguma coisa sobre isso".
Eu poderia ter colocado na categoria original e escrito com qualquer protagonista desconhecido aí, mas, eu só consigo pensar no Aomine.
Ele tem cara de ter crescido no interior, tanto que já vi muitas fanarts dele criança no meio do mato, interiorzão, mesmo, tão ligado? Então eu acabei colocando-o como protagonista dessa porra :D
E fazendo um adendo aqui, eu adaptei algumas palavras para frisar o lugar/região da onde se passa a one-shot :y
Então o "mãe" vai ser "mãinha" kkkkkkkkkkkk
Enfim, espero que tenha ficado bom e que tenha ficado fiél ás histórias de minha avó e de meu pai. Eu nunca fui pra esses lugares, já nasci na terra do concreto mesmo, então kkkkkkkkk
É isso, chega de falar~
Bjs na bunda e boua leitchura :D
[capítulo não revisado]
[Capa feita por mim]
A fraca brisa que assoprava naquela manhã quente, balança o lençol velho e florido que servia de cortina daquela janela no quarto, deixando seu sono mais confortável.
A cama macia de colchão duro mostrava-se espaçosa, dando a entender que dormia sozinho –Era acostumado á dormir com a mãe. Num virar de posição e mexer de lábios sonolento, escutou o berro da mãe vindo do quintal. Abriu os olhos depressa e sentou-se no colchão rapidamente, logo sentindo os olhos embaçarem e um forte tontura lhe incomodar.
Bocejou, se espreguiçando e escutando mais um berro de sua mãe. A mulher parecia estar sem paciência.
-Já to indo! –Gritou de volta, coçando os olhos e levantando-se da cama.
Os pés descalços tocaram o chão frio de barro, e se incomodaram quando pisaram na terra quente do quintal. Deu alguns pulinhos depressa até a sombra de uma pequena arvore quase seca que havia por perto, aproximando-se da mãe que estava do outro lado ao lado de uma cabra amarrada.
-Estava te chamando mais de hora, menino. –Disse a mulher, ao ver o garoto já perto.
-Tava dormindo, ué –Murmurou.
-Tome seu leite –Disse, apertando as tetas da cabra com força e enchendo o copo de latão para o garoto.
Assim que pegou o copo, começara a beber depressa, terminando e devolvendo á mulher.
-Não beba tão depressa –Repreendeu a moça, olhando o copo vazio –Cadê seus chinelos?
-Por aí... –Coçou a barriga desnuda.
-Vá pôr eles. E a escola?
-Hoje é sábado, mãinha...
-Ah, então é hoje que os homem vão caçar o tatu.
-Hoje vai ter tatu? –Perguntou, entusiasmado.
-Vai sim, mas é só de noite.
-Hm... –Murmurou, logo dando as costas para a mulher.
Assim que a mãe percebeu que o filho estava para sair, logo chamou sua atenção.
-Daiki!
-Senhora! –Virou-se, antes de entrar na casinha de pau a pique.
-Volte na hora do almoço, vice!? Vai levar o almoço pro teu tio que tá na roça!
-Tá bom~
Entrou na casa e procurou os chinelos, e ao calçá-los, pegou uma regata branca que estava jogada nos pés da cama. Saiu novamente de casa, atravessando as cercas de madeira e andando pela pequena vila de casinhas simples de pau a pique.
Lá todo mundo se conhecia, todo mundo era amigo.
Aomine gostava de passar suas manhãs de final de semana andando por aí sem rumo, não tendo medo de entrar mato adentro, subir em arvores e atormentar a vida dos passarinhos, pegar frutas e caçar besouros. Esta ultima alternativa sendo a sua preferida, já que gostava de jogá-los todos dentro de um potinho de sua mãe e balançar com força, vendo-os se contorcerem para sobreviver á terrível mente curiosa do moreno.
Lógico que quando fazia isso, levava alguns cascudos de sua mãe, já que a mesma reclamava por trazer bichos pra dentro de casa.
Subiu em cima de uma arvore, impulsionando o corpo magro pra cima até agarrar com força um galho baixo, e escalar o tronco sem muita dificuldade. No processo, acabou ralando o joelho, mas não ligava para isso, uma vez que seu corpo era cheio de marquinhas e cicatrizes causadas por causa de suas aventuras e peripécias.
Olhando para cima, viu que aquela arvore era frutífera, tendo algumas amoras por ali.
Estavam na época.
Lambeu os lábios, levantando-se com cuidado entre as folhagens e se equilibrando para pegar as frutinhas. Em poucos minutos, seus lábios estavam roxos assim como suas mãos. A regata branquinha que sua mãe gastara energia para lavá-la na pedra do rio, completamente manchada. Deliciava-se com as frutinhas saborosas, comendo aos montes, fazendo suco dentro da boca.
Acabado com todas as frutinhas daquele galho, olhou para o lado para ver se encontrava mais, e um pouco á frente, equilibrado entre o tronco e um galho, um ninho de passarinho. Com a atenção chamava, torcia para serem ovos grandes, mas eram apenas ovos de codorna.
Não eram muitos, mas era o suficiente para garantir o jantar. Fazia tempo que não comia ovo; as galinhas estavam demorando para botar. Aproveitando que não tinha nenhum pássaro no ninho, Aomine tratou de esticar um dos braços e pegar todos os ovos.
Ao descer da arvore, um dos ovinhos caiu, quebrando no chão.
-Droga! –Não dando muita importância, segurando o resto com mais cuidado, tratou de voltar e ir em direção á sua casa, depressa.
Ao atravessar as cercas de madeira, viu que sua mãe não estava no quintal, e a cabra estava sozinha novamente. Entrou na casa, e a encontrou arrumando a cama.
-Mãinha, olha o que eu peguei! –Disse entusiasmado.
-Espero que não seja nenhum bicho –Endireitou-se para encarar o garoto.
-Né’ não, ó –Mostrou os ovinhos.
-Ovo de codorna? Mas só dá pra uma pessoa aí, comer.
-Faz pra mim, então...
A mulher dá uma risada nasal, concordando e pegando os ovinhos, colocando em cima da pia.
-E que sujeita é essa, Daiki? Tá todo sujo! –Reclamou ao ver o moreno completamente sujo de manchas roxas.
-Achei uma arvore com amora! Tamo’ na época.
-Eu tive um trabalho do cão pra lavar essa camiseta, inferno... –Agarrou a barra da blusa, encarando-a –Que miséria, Daiki!
-Fique brava não...
-Não é tu que lava!
-Se quiser eu trago umas pra senhora –Murmurou, tentando melhorar o humor da mulher.
-Precisa não –Respondeu dura, virando-se de frente pra pia –Sua tia tá prontinha pra matar um frango –Avisou, encarando o garoto por cima do ombro –Sei que tu gosta de ver essas coisas.
O bico do moreno se desfez na hora, logo correndo para fora de casa novamente. Adorava ver seus parentes sangrando os animais, por mais que seja cruel, era interessante. Não que Aomine fosse uma criança má, mas simplesmente era a tímica criança arteira e curiosa.
Muito curiosa.
-Tia! –Gritou, ao chegar no quintal visinho de sua casa.
-Tô aqui, pingo de gente! –Escutou a mulher um pouco mais velha lhe chamar do tal apelido. Correu em direção á voz e a encontrou na parte de trás da casa, segurando um frango pelo pescoço em cima de um toco de madeira –Tua mãe avisou que eu tava pronta pra matar o frango, é?
-Sim, por isso que vim correndo!
-Pois se tá aqui, vai me ajudar! –Disse, levantando a machadinha e a descendo de uma vez só, cortando a cabeça do frango.
Foi rápido demais, mas os olhos de Aomine captaram tudo de forma maravilhada. Em seguida, viu a tia erguendo o frango em sua direção: -Despena –Disse.
-Ah... Tá!
-Eu disse que tu ia me ajudar.
Sentou-se no chão de pernas cruzadas, sujando sua bermuda escura de terra vermelha. Com o corpo do franco entre as pernas –Não se incomodando de estar sendo sujado pelo sangue do bicho –Começara a puxar as penas do mesmo, arrancando aos montes.
Em poucos minutos o franco já estava completamente depenado.
-Toma, tia –Disse o garoto, entregando o animal á mulher.
-Ficou todo sujo, tua mãe vai lhe bater, hein!
-Vai nada –Sorriu, dando de ombros.
-Escuta, vai querer frango? Te dou um pouco no almoço.
-Quero não, mãinha vai fazer ovo de codorna pra mim...
-Então pergunte pra ela se ela vai querer. –Disse, colocando um cigarro na boca.
-Tá bom. –Iria correr de volta pra casa, mas antes, acabou se lembrando: -Oh, tia, verdade que hoje vai ter tatu?
-Só no jantar. Teu tio que vai junto com os cabra pro meio do mato.
Quando dizia tio, sabia que era o marido da sua tia. Sua mãe não tinha irmão.
-Será que eu posso ir também?
-Não inventa nada não, Daiki! Eles vão de noite, não inventa! -E logo deu as costas pro garoto, entrando na própria casa, pronta para começar a preparar o frango.
Aomine revirou os olhos e fez bico, logo correndo de volta pra casa.
Quando chegou, sua mãe estava cozinhando os ovos de codorna. A mulher que por enquanto estava distraída, tem a atenção chamada quando escutou o filho voltar. Ao encará-lo, viu que estava mais sujo.
-O que diabos é isso na tua perna, Daiki!?
-É o sangue do franco que a tia matou!
-E tu se sujou mais ainda, moleque!? Olha pra tua bermuda! –Bravejou, aproximando-se do mesmo e dando alguns tapas –Não consegue ficar limpo mas que coisa!
-Ai, mãinha! –Se afastou um pouco, para não receber mais tapas.
-Venha aqui, vamo’ limpar esse sangue!
Agarrou o garoto pelo braço e o levou pro lado de fora, no quintal onde tinha uma mangueira. Ligou a mesma, e começou a despejar a água em suas pernas.
-Levanta o pé! –Disse, vendo o garoto logo obedecer. Enquanto limpava-o, dava bronca, e quando terminou, deu mais um tapa para firmar tudo o que disse.
Sabia que com toda a represaria, Aomine voltaria á se sujar. Era sempre assim...
Já com as pernas limpas e a bermuda molhada, encarava a mãe entrar pra casa –Oh, mãinha!
-QUE É!? –Ouviu o grito.
-Tá pronto? –Referia-se aos ovos.
-Tá!
E logo correu pra dentro de casa.
Enquanto sua mãe tirava a casca dos ovinhos pra por em seu prato junto com o arroz, feijão e farinha, Daiki esperava sentado á pequena mesa de dois lugares.
-Posso comer lá fora? –Perguntou.
-Se voltar com meu prato quebrado tu vai ser só.
-Tá bom... –Deu uma pausa, dando atenção á uma casquinha de machucado que estava em um dos dedos –Ah! A tia disse se tu vai querer um pouco do frango. Ela ta fazendo pro almoço.
-Vou sim.
-Tá bom...
Minutos mais tarde, a mulher coloca o prato em cima da mesa, e em seguida, Aomine se levanta e pega uma garrafinha de plástico, enchendo-a com a água da torneira para beber.
-Oh, mãinha... Eu posso ir com os homem pegar o tatu?
-Tu não inventa, Daiki!
Ao escutar a recusa da mulher, o moreno faz bico e solta um murmúrio, logo voltando á mesa.
Pegou o prato de comida e saiu de casa.
Antes de ir para qualquer lugar, passou em frente ao quintal da tia, e logo gritou: -OH, TIA, ELA DISSE QUE VAI QUERER!
-TÁ BOM!!! –Respondeu a mulher de dentro de casa.
Deu meia volta, e ainda segurando o prato de comida e a garrafa de água morna, caminhava em direção ao mato. Gostava de comer fora de casa, num lugar calmo onde houvesse bastante sombra.
Voltou para a mesma arvore que havia pegado os ovinhos, e sentado nas raízes da mesma, começara a cavar um buraco fundo o suficiente pra por a garrafa. Sabia ele que por de baixo da terra era frio, e gelaria a água que estava na garrafa. Pôs a garrafa no buraco, e tomou cuidado para não cair terra dentro da mesma. Enquanto isso, começara a comer com a mão suja, não se preocupando com isso, pegou a colher e começara a comer.
Escutou barulhos de passarinho vindo dos galhos de cima da arvore, com a boca cheia de comida, olhou para cima, vendo que era o tal ninho que havia surrupiado os ovos. Sorriu –Acabei pegando seus ovinhos, desculpa aí! –Disse, deixando alguns grãos caindo sobre a camiseta manchada.
Minutos mais tarde, tirou a garrafa do buraco, e como era esperado, a água estava fria. Bebeu em goladas grandes, matando a sede.
Quando terminou, levantou-se e começara a andar em direção á sua casa.
Quando chegou, viu que sua mãe não se encontrava mais ali. Saiu para o quintal, procurando a mesma, e nada. Correu em direção á casa da tia, gritando da entrada: -Oh, tia! Cadê a mãinha!?
-Foi levar o almoço pro teu tio, eu pedi pra ela! –A mulher aparece na janela, apoiando os braços no batente.
-Ela disse que eu ia levar... –Deu de ombros, logo dando meia volta.
-Espera aí, pingo de gente! Não vai querer experimentar o frango? Tá tão gostoso...
-Já to de barriga cheia –Sorriu, logo acenando para a mulher e começando a andar.
Teria a tarde toda para ir á qualquer lugar. Enquanto a tarde passava, correu pelo mato, correu pela vizinhança, atormentou alguns gatos e correu de cachorros. Subiu mais em arvores, comeu mais frutas e atormentou os passarinhos.
Era uma criança realmente imperativa que se interessava por coisas fúteis, matando a curiosidade em cada canto que passava.
Horas mais tarde, a noite finalmente chega.
Os moradores das casas já acendiam suas velas para iluminar suas residências, e com sua mãe não era diferente. Na vizinhança, os homens estavam reunidos, para irem caçar o tatu. Sabiam que o bicho se escondia no meio do mato, e para isso, tinham que usar roupas de couro para não se machucarem muito nos espinhos.
Enquanto algumas mulheres cozinhavam o jantar do lado de fora, algumas crianças brincavam por ali de pega-pega.
Daiki não se mostrava muito interessando em brincar com as outras crianças, apenas estava atento aos homens que se preparavam pra ir pegar o tatu.
O garoto, que encarava tudo da janela de sua casa, esgueirava-se no batente. Olhou para trás e viu sua mãe sentada na mesa, empenhada em tentar fazer o rádio funcionar.
-É hora de minha novela e essa porcaria não funciona! –Resmungou a mulher que tentava arrumar a antena, escutando apenas chiados.
-Mãinha, posso brincar com as crianças –Perguntou, encarando a mulher com um olhar pidão.
-Não vai muito longe, vice? Tá de noite e é perigoso... Tu pode encontrar algum bicho selvagem e aí já viu!
-Tá bom! –Sorriu, logo saindo de casa, correndo em direção aos adultos que estavam no meio da vizinhança.
Talvez caçar tatu era a coisa que Aomine mais gostava de fazer. Melhor do que caçar besouros, atormentar os animais, subir em arvores e pegar frutas, era caçar tatu!
Sabendo que logo menos os homens iriam para o meio do mato, e quando isso for acontecer não teria a chance de ir junto, já que não podia; tratou de ir escondido em direção ao mato sem chamar atenção.
Iria pegar o tatu antes de todo mundo, e o levaria para a sua mãe. Estava ansioso para ver a cara da mesma, no mínimo ficaria muito feliz.
Na noite, como naquela região não havia energia elétrica, tudo era um breu. Sem medo algum, adentrou o mato alto, e se enfiou entre as arvores. Sabia ele que os tatus se escondiam nos buracos, e graças á lua que estava alta e iluminava muito bem aquela noite, podia enxergar um pouco melhor.
Silêncio era absoluto, escutando apenas o barulho das folhagens das arvores, e os sons das corujas. Caminhava devagar, olhando para os lados com atenção.
Não encontrara nenhum buraco, não viu nenhum tatu. Talvez não estivesse longe o suficiente.
Logo começara a escutar barulhos de vozes, levantou-se e olhou para trás, vendo as luzes dos lampiões que os homens seguravam. Estavam em grupo, e logo logo encontrariam Aomine se ele não se escondesse logo.
Para não ser encontrado, entrou em uma arvore oca e se escondeu ali, vendo um pouco afastado, os homens em grupo passar á sua frente.
-Eu vou pegar o tatu primeiro! –Dizia entusiasmado, encarando aquilo como uma competição.
Saiu do tronco de arvore, e começou a tomar um rumo diferente do grupo de homens. A medida que andava, mais se afastava da vizinhança, e por incrível que pareça, o garoto astuto não sentia medo. Hora ou outra, o breu ficava absoluto, graças á algumas nuvens que ficavam na frente da lua, não podendo enxergar nem a própria palma da mão.
Com os ouvidos atentos, escutou um barulho vindo da terra. Olhou para baixo e enxergou um buraco próximo. Sem pensar duas vezes, enfiou o braço por completo, e quando tocou alguma fria com escamas, tomou um susto e tirou o braço depressa, logo dando um pulo para trás. Em seguida uma cobra sai do buraco, correndo para o meio do mato.
Por pouco não fora picado, e por causa do susto, a respiração estava descompassada. Tinha medo de cobra, sabia que algumas pessoas da vizinhança já foram picadas por cobras venenosas; umas morreram , outras tiveram que amputar membros do corpo para que não morressem.
Além das cobras, Aomine tinha medo de raposa e onça...
Onça todo mundo tinha medo.
Recuperado do susto, voltou a sua procura, vasculhando os cantos daquele mato em que se metera.
Assustou-se com o barulho que uma coruja fez, olhando para cima, vendo a mesma lhe encarando em cima de uma arvore. Daiki mostra a língua pra ela, não gostando de ter sido assustado.
Logo escutou um outro barulho, olhou para o lado rapidamente, e num vulto, viu o tatu correr por outra direção. Sem perder tempo, Aomine começara a correr o mais rápido que podia em meio ao mato. Pulava as raízes de arvores, afastava as folhas e mato que insistiam em ficar no seu campo de visão.
Viu o tatu mais uma vez, mas logo sumiu.
Olhou de um lado para o outro, escutando apenas o barulho de seu coração batendo rápido.
Não vendo mais o tatu, ajoelhou-se na terra e colocou a orelha rente ao chão. Parou de respirar para se concentrar ao máximo, podendo escutar logo ao fundo um barulho.
O tatu estava cavando um buraco para se esconder.
-Te achei!
Correu em direção ao som, logo encontrando o buraco. Sabendo que ali não tinha uma cobra, sem medo enfiou o braço ali e sentiu o tatu. Sabia que era o tatu.
O puxou pelo rabo com força, e assim que o tirou, viu o animal se transformar numa bola, como sempre fazia.
Pegou o tatu no colo, percebendo que era um pouco pesado. Não conseguia parar de sorrir, estava entusiasmado, feliz, orgulhoso de si mesmo. Conseguiu pegar o tatu antes de todo mundo!
Com o animal preso nos braços, olhou em volta, vendo um pouco afastado a iluminação da vizinhança.
Começou a correr em direção á vizinhança, e depois de alguns minutos finalmente chegou. Para não chamar a atenção, tomou cuidado ao voltar para casa. Assim que atravessou as cercas de madeira, abriu a porta apressadamente, assustando a mãe que escutava atentamente o rádio que já estava arrumado.
-MÃINHA!!!
-OH, DIABO!!! -Gritou a mulher, assustada. –O QUE-uooohh! –Ao ver o tatu escolhido nos braços do filho, engrandeceu os olhos e levantou-se da mesa rapidamente –O que é isso, Daiki!?
-O tatu! Eu peguei o tatu! Eu que peguei ele! –Dizia rapidamente, sorrindo abertamente –Os homem não conseguiu, mas eu consegui!
-Mas gente! –Pegou o tatu dos braços do moreno, girando-o e vendo que realmente era o animal, mas que ainda permanecia numa bola. –Como tu conseguiu?
-Conseguindo, ué... –Não iria revelar á mãe que se atacou pra dentro do mato.
-Pois então, vamo’ comer, uai!
Aomine viu a mãe correr pra fora de casa, mostrando o tatu pra todo mundo. O garoto simplesmente não acreditou o que a mulher acabara de fazer. Foi tão difícil pegar aquele bicho, quase foi picado por uma cobra! Queria comer aquele tatu sozinho com a mãe, não queria dividir com ninguém...
-M-mãinha!!!
No final das conta, a mãe de Aomine contou para todo mundo que quem pegou o tatu foi seu filho, e contava tudo de forma orgulhosa. Enquanto isso, o moreno encarava o prato com a carne do tatu, num bico, desapontado.
Um pouco tristonho, pegou uma garfada e comer a carne, logo sentindo o gostinho do animal.
-Hmm~ -Apesar de estar um pouco triste, não podia sorrir perante ao bom gosto do animal.
Estava satisfeito.
Notas finais
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