Apocalipse Zumbi
31 Henrique
Notas iniciais
Pov's Tomás
Está tudo dando errado. Quando pensamos que finalmente vamos conseguir avançar consideravelmente, alguma coisa acontece e nos atrasamos. Eu não estaria tão preocupado se aquele cara também não estivesse atrás da Homoclorina. Eu só queria saber para quê.
Estamos andando e finalmente saímos daquela área que só tinha mato; agora já voltamos a ver os comércios e casas.
— A gente tem que procurar um carro _ diz Manuela e transfiro minha atenção para ela. _ Nesse passo de tartaruga, a gente vai chegar no Rio de Janeiro e aquele cara já vai estar usando a Homoclorina!
Assinto.
— Vamos procurar algum carro _ falo baixo.
Continuamos em silêncio até que Manuela se pronuncia.
— Que ironia. Num apocalipse zumbi, nosso maior problema é um maníaco que quer transformar todo mundo em zumbi!
— Mas ele não vai conseguir _ respondi rápido. _ Vamos pegar a Homoclorina!
Ela faz que sim com a cabeça, mas percebo que ela tem suas dúvidas. Eu também tenho, claro! Assim como podemos voltar para o laboratório com a substância, podemos voltar sem ela.
— Tem um carro estacionado ali _ aponta. _ Só temos que entrar e procurar a chave.
Seguimos para lá. Por algum motivo, estamos dando sorte. Não estamos dando de cara com muitos zumbis. Os que encontramos, por enquanto, está sozinhos e não precisamos nos preocupar com eles.
Giramos a maçaneta e demos de cara com um homem com aparência desleixada e, se não fosse pelo caos do mundo agora, eu me preocuparia com ele. Discretamente, puxei Manuela para trás.
— Hey, isso é invasão de privacidade, sabia? _ o homem protestou. _ Eu poderia chamar a polícia se não estivesse encrencado com ela.
Olho para Manuela rapidamente e a vejo engolir em seco.
— Foi mal, a gente não queria entrar assim na sua casa, mas não teve outro jeito _ explico. Ele tem que entender que não é muito seguro andar por aí com zumbis ao seu lado. _ Eu sou o Tomás e ela é a Manuela _ nos apresentei.
Ele nos encarou.
— Henrique _ se apresentou. _ Por que vocês entraram na minha casa assim, posso saber? _ ele fala cheio de marra, mas aposto que sabe que não apresentamos mal nenhum.
— Ai, meu Deus! Pra brincar de boneca é que não foi _ diz Manu.
O homem a olha de cara feia, e eu também. Por que ela faz isso? Nem sabemos direito quem ele é. Mas ela ignorou todas as expressões irritadas que a cercavam.
— Será que você não percebe o caos que tá lá fora? _ pergunta a Henrique.
— Caos? Que caos?
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