Apocalipse Zumbi
32 Bomba atômica
Notas iniciais
Pov's Manuela
Aquele cara tá de brincadeira, não é? Só pode! Como que, nessa altura do campeonato, ele não percebeu os zumbis? Ou será que esses canibais são comuns para ele?
— Estamos falando do Apocalipse Zumbi _ Tomás explica e percebo o estranhamento em sua voz.
— Vai dizer que não notou? _ pergunto com divertimento.
Henrique passa a mão na barba grande e nega com a cabeça. Olhando bem, ele devia beirar os trinta anos, mas sua aparência esquisita o fazia parecer mais velho.
— Tem zumbi lá fora, é? _ pergunta.
— É, geralmente é isso que se tem em um Apocalipse Zumbi _ falo.
— Você realmente não percebeu... pessoas diferentes lá fora? _ pergunta Tomás, intrigado.
— Eu falei que tava tendo problemas com a polícia. Pra que eu sairia de casa? _ diz, como se fosse óbvio, e realmente é.
— O que você fez _ não aguento a curiosidade. _ Matou, roubou...?
Ele ri.
— Se eu disser, vocês não vão acreditar.
— Se você não disser, também não vamos acreditar _ provoco.
— Garota esperta _ aponta para mim, balançando o dedo. _ Roubei uma bomba atômica.
Senti meu queixo cair na hora, e nunca vi os olhos de Tomás tão arregalados. Como esse cara roubou uma bomba nuclear? Ele tem noção do que fez?
— Uma... uma bomba atômica? _ meu parceiro pergunta, incrédulo. _ Mas isso é impossível!
— Ei, calma lá. Se fosse impossível eu não roubava _ retrucou. _ É da Rússsia, um novo experimento, menor, de bomba atômica. Na verdade, eu nem queria roubar isso _ desdenhou.
Ficamos em silêncio. De repente, um sorriso tomou conta do rosto de Tomás.
— Isso é perfeito! Não tinha hora melhor pra você aparecer!
— Por que? _ Henrique e eu perguntamos juntos.
— Eu não sei se comentei com você _ me olha _, mas Rick e eu sabíamos que precisaríamos lançar a substância pelo ar, mas não sabíamos como. Agora temos a solução.
— Não tô entendendo nada _ Henrique falou.
— Eu sou um cientista. Foi minha culpa isso tudo ter acontecido e estou tentando reparar meu erro _ meu parceiro explica brevemente. _ Teríamos que arrumar um jeito de colocar o antídoto lá dentro e pronto. E aí, aceita nos ajudar? _ pergunta ao homem à nossa frente.
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