Apocalipse - O Livro Dos Mortos
89 Ep89 - Voltando a realidade
Notas iniciais
Bom quero dizer que ja escrevi o cap com a morte da katnis e a ideia veio de dois leitores, misturei as ideias deles e acho que ficou legal! Bom mais um cap espero que gostem
POV ANNA
Abri os olhos, minha cabeça doía e latejava eu ouvia aquele choro desesperado de neném novamente.
“Por favor, para, para”
Pensei, eu estava a dias lutando contra aquelas visões do meu pequeno Miguel horas um bebê saudável e alegre e em outras um corpo moribundo sem vida, eu não conseguia ser mais forte que elas, estavam me dominando me consumindo.
O choro não parava, olhei ao redor, dessa vez não era uma visão, havia dois bebês comigo, Judith, minha pequena Judith e Charle choravam assustados presos em um cercado, cotinuei na cadeira esperando que alguém entrasse, nada, eles choravam compulsivamente. Coloquei a mao na minha cabeça, estava sangrando, o que aconteceu?
Levantei um pouco tonta da poltrona e fui até o cercado.
_Shiiii, fiquem quietinhos... Brilha.. Brilha estrelinha... comecei a cantar o choro foi diminuído conforme eles se acalmavam, com o fim do pranto os grunhidos e arranhões vindos do corredor ficaram nítidos.
_Shiii, quietinhos. Falei, eles e imitaram colocando o dedinhos sobre os lábios.
_Isso. Falei dando um sorriso.
Caminhei até a porta, estava trancada. Vasculhei a sala pra encontrar a chave, nada. Dei alguns chutes tentando arrombar a porta os grunhidos e arranhões ficaram ainda mais fortes, o corredor devia estar cheio de errantes.
_Tudo bem fiquem quietinhos. Eu volto logo. Falei jogando alguns brinquedos dentro do cercado, abri o ducto de ventilação e comecei a rastejar por ele, encherguei a primeira saída que dava pro corredor chutei algumas vezes até a proteção se soltar, a visão que tive não era nada confortante, o abrigo parecia ter sido invadido por uma horda inteira.
_Meu Deus!
Onde estão os outros? Daryl? Estariam mortos? Não nos deixariam pra trás se tivessem vivos... O que eu ia fazer? Daryl, onde você esta? Me encolhi no ducto,os errantes que tomavam o corredor logo perceberam a minha presença e começaram a arranhar as paredes abaixo de mim, talvez fosse melhor acabar de vez com a minha existência, eu não tinha mais nada, todos deviam estar mortos, Daryl, meu Daryl...
Coloquei as pernas pra fora do ducto, isso deixou os bixos mais alvoroçados, eles esticavam-se tentando me alcançar, lembrei dos bebês na outra sala, a porta era reforçada talvez os errantes não conseguissem entrar, mas eles morreriam de fome e sede. E uma morte lenta, triste, cruel demais. Voltei pro ducto eu precisava tira-los dali, eu poderia escolher a morte, mas eles não poderiam ser condenados pela minha escolha, eram apenas crianças inocentes, não mereciam morrer desse jeito.
Voltei a sala, vaculhei e encontrei uma barra de chocolate que eu dividi em dois pedaçoes e entreguei aos bebês famintos, eu tentava pensar em como os tiraria da-li, o corredor era impossível, eu não iria muito longe com os dois nos braços, ratejar pelos ductos era arriscado eu poderia perder um deles facilmente dentre o emaranhado de tuneis e a escuridão, eu mal cabia nos ductos eles rastejariam muito mais rápido.
_Ta bem, vamos sair daqui, sejam bonzinhos. Falei.
Rasguei o meu casaco em tiras o transformando e uma corda que foi amarrada na barriga de cada um dos bebês, se eu perdesse um deles seria sentença de morte. Coloquei os dois no túnel, eles imediatamente começaram a chorar, era um lugar pequeno e escuro.
_shiihh ta tudo bem, vamos brincar, ta tudo bem. Vamos brincar de passear pelo túnel meus amores. Shiiii. Quietinha Judith.
Começamos a rastejar, eu me expremi e esmaguei um pouco os pequenos pra poder tomar a frente, segurando firme a corda. Os dois começaram a me seguir, Judith ia com uma mãozinha sempre segurando meu tornozelo.
Avistei a luz de uma saída, e um barulho de um rastejo desengonçado vindo pelos dutos.
_Droga! Falei baixinho.
Rastejei rapidamente até a saída, era o deposito de alimentos a porta ficava fechada não havia nenhum morto-vivo ali.
Comecei a chutar a grade, ouvia o rastejo cada vez mais perto.
_Vamos abri, abri. Falei dando mais um chute com força. A grade se soltou, eu já podia ver os olhos do morto-vivo brilhando na réstia de luz criada pela porta. Desci do ducto e retirei Judith rapidamente, a coloquei no chão e voltei o olhar aou ducto, Charlie rastejava na direção da coisa que agora grunia e se contorcia temtando rastejar mais rápido.
_Charlie! Puxei a corda com força, fazendo o bebê bater a cabeça na lateral do túnel e abris um choro, entrei com parte do meu corpo pra dentro do túnel e continuei puxando até alcançar suas perninhas. Ele chorava e se debatia irritado. Continuei puxando pelas pernas até sentir Walker, segura-lo pelos bracinhos, o cheiro putrefato do errante adentrou as minhas narinas e antes mesmo que eu pudesse ter qualquer reação ele cravou os dentes nopequeno ombro de Charlie.
_Nao! Não! Rastejei pra dentro do ducto, dei alguns socos na cabeça do Walker, Charlie chorava e se debatia, o sangue do pequeno jorrava deixando o ducto ainda mais horrendo. O errante tentava me atacar e morder, o espaço era pequeno eu não conseguia nada além de manter os seus dentes podres afastados da minha carne. Usei toda a força que tinha e empurrei com toda a força a sua cabeça contra a parede superior do ducto, ouvi um estalo deo crânio podre se partindo e bati mais algumas vezes até a criatura ficar imóvel. Meus cabelos e roupa estavam totalmente ensanguentados, rastejei ate Charlie, ele já não tinha forças de chorar, apenas gemeu baixinho por alguns segundos enquanto eu tentava em vão estancar o sangue, seus pequenos olhos ficaram petrificados, os fechei com a mao e rastejei pra fora do ducto. Judith estava mexendo num saco de macarrão, tentando abri-lo.
Sentei ao lado dela, e ela recostou a cabecinha no meu ombro.
_Perdemos o Charlie e eu não tenho a menor ideia de como vou te tirar daqui. Tentei controlar o choro e manter a minha mente focada, desespero traria a nossa morte.
Peguei uma faca pequena que usávamos pra abrir os pacotes, abri um de biscoitos e entreguei-os a Judith, depois voltei ao túnel. Eu precidsava fazer, não poderia deixar que Charlie se transforma-se num monstro.
_Me perdoe querido. Talvez isso fosse o melhor pra todos, não hamais vida aqui, já estamos todos mortos. Sussurrei enquanto enfiava a faca na lateral da cabeça do bebê sem vida.
POV DARYL DIXON
Avancei na direção de Katnis, eu ia acabar com aquela vagabunda mentirosa, Glenn e Liam me seguraram.
_Me soltem, me soltem!
_Você disse que elas estavam com Lian! Gritou Rick.
_Talvez eu tenha me confundindo, eu não sei...
_Confundiu? Giulia me disse que eles estavam na sala de jogos eu ia até la pra buscar mas você me disse que eles esavam a salvo! Você fez isso de propósito. Me solta Gleen!
_Ja chega! Olha aqui Katnis Judith e Charlie não tem nada a ver com o que aconteceu entre você e a Anna, desgraçada! Gritou Giulia já em pranto.
_Eu não fiz de propósito! Os errantes estavam entrando, Anna ta catatônica, eu não ia poder correr com dois bebes no colo, eu tenho meu filho, é nele que eu tenho que pensar! E parem de me olhar assim, se você tivesse no meu lugar Rick não tentaria salvar os seus filhos?
_Ninguem te pediu pra salvar alguém, você so tinha que ter dito que eles ainda estavam no abrigo! Você mentiu nos fez sair de lá deixando três dos dos nossos pra trás! Você é baixa demais. Gritou Andrea.
_Eu tranquei a porta.
Dei uma cotovelada em Glenn e me desvencilhei dele, avancei contra Katnis batendo-a contra a lataria do ônibus.
_Nao papai! Ouvi o grito desesperado de Luke, droga, poque aquele garoto tinha que me afetar tanto?
_Daryl, ela trancou a porta elas são reforçadas, os errantes não vão conseguir entrar. Disse Rick tentando manter o controle.
Soltei Katnis, meus olhos ainda ardiam de raiva, eu errei quando a trouxe pra junto do grupo, devia ter desaparecido na estrada com eu filho e a deixado pros White Roads, ele já teria esquecido dela, Anna estaria bem, com o nosso filho ainda crescendo na barriga, cuidaríamos dos nossos meninos, os manteríamos seguros, e tudo ficaria bem. Porque eu fui tao imbecil!?
_Carl, abaixa isso! Ouvi a voz de Rick ecoar enquanto Carl empunhava a pistola com o silenciador acoplado apontado pra cabeça de Katnis.
_Carl! Repreendeu Rick mais uma vez.
_Minha pode ta morta agora! Pode ter sido devorada por culpa dela! Eu te disse pai! Eu te falei.
Havia lagrimas escorrendo pelo rosto de Carl.
_Carl, abaixa isso, temos que voltar lá e pegar a sua irma, me escute filho.
Carl abaixou a arma e soltou um suspiro profundo.
_Se ela estiver, morta eu te mato. Disse ele guardando a arma no coldre.
_Eu peguei algumas granadas, talvez possasm ajudar. Disse Giulia chorosa.
_Tudo bem. Daryl, Carl, Michone e eu iremos busca-las, os outros seguem pra aquela fabrica abandonada e fiquem la até amanhecer, se não voltarmos não nos esperem nem tentem nos ajudar.
_Mar Rick?
_Giulia, cuide dos outros ok?
_Eu também vou.Disse Glenn.
_Nao Glenn fique aqui,se o pior acontecer, não podemos deixar o grupo tao desfalcado.
_Mas eu vou, devo isso ao Daryl e a Anna. Se eu protegi a Katnis foi porque não queria confusão no grupo, desculpe. Disse Andrea.
_hahh! Depois que faz merda sempre tem uma desculpa não é mesmo Andrea?! Perguntei irritado!
_Nao temos tempo pra discutir agora Dixon! Retrucou ela carregando a arma.
_Vamos?Ou as mocinhas tem muito assunto pra discutir? Disse Michone sarcástica.
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