Apocalipse - O Livro Dos Mortos
7 Ep7 - De mãos atadas.
Notas iniciais
POV HAROLD HANKINS
Há três dias, Capitão Kruster , cinco soldados e eu procurávamos Anna pela floresta por enquanto só havíamos encontrado o corpo multilado do General Donalds e nenhum sinal de minha filha.
_ Sinto muito senhor Hankins, mas vamos ter que retornar a Portland, aqui não é seguro e estamos quase sem suprimentos. Disse ele de cabeça baixa
_ Não temos que encontra-la, vocês prometeram que minha família ficaria em segurança quando iniciei as pesquisas, e oque fizeram? Minha muler e meu filho estão mortos e minha filha esta perdida numa floresta repleta de infectados. Querem voltar, pois voltem vocês não sairei daqui ate encontra-la. Respondi já tomando a frente do grupo na caminhada.
_ Senhor Hankis, meu dever é mante-lo em segurança, o Senhor volta com alguns homens a Portland, retoma a sua pesquisa e eu continuarei procurando sua filha, embora o senhor saiba que se o General Donalds doi morto pelos infectados que chance uma garota teria?
_ Não foi o corpo dela que encontramos, minha filha esta viva.- Tenho certeza disso
_ Não termos encontrado o corpo dela não significa que ela esteja viva, pode estar infectada perambulando por ai, podemos estar arriscando nossas vidas atrás de um fantasma. Disse ele com a voz alterada e franzindo a testa.
Realmente Ana podia estar morta, mas eu sabia que ela não estaria vagando pela floresta como uma Zumbi. Se ela estivesse morta cedo ou tarde encontraríamos seu corpo pelo caminho, e essa idéia me assombrava a cada passo.
Andamos por mais um km, o rastreador se chamava Carlos, um soldado mexicano baixinho por volta de 40 anos, identificou algumas pegadas, pra mim era so mato e folhas secas. Seguimos ate uma clareira, havia uma barraca e 4 homens estirados no chão. O Jovem soldado Jake, seguiu a frente e se certificou que os cadáveres não nos atacariam.
_ Devem estar mortos a uns 4 ou cinco dias – Falei, alguns soldados cobriam o rosto pra tentar amenizar o odor que exalava dos corpos mas eu já havia me acostumado com o cheiro da morte.
Jake me chamou, olha isso, não parece ser desses caras._ disse ele apontando um casaco lilaz empoeirado no chão próximo a um dos corpos.
Peguei o casaco, era o que Anna usava a ultima vez que a vi, ainda podia sentir o cheirinho dela, costumávamos ser muito próximos antes de eu descobrir sobre o vírus e dedicar cada segundo da minha vida a pesquisa do anti vírus.
_ Esses dois foram mortos por uma flecha deve ter sido arrancada em seguida pelo ferimento, o gordinho levou um tiro e esse aqui levou muita porrada e depois um golpe de faca no rosto._ Não tem muitas pegadas aqui, devem ter sido no maximo duas pessoas que atacaram esse grupo. Disse Carlos
_ Meu Deus, será que minha filha estava aqui durante o ataque. Tem feitos dias frios porque ela ia tirar o casaco. susurrei
_ Eh um mundo difícil aqui fora, ainda mais pra uma garota. Disse o capitão Kruster, me mostrando que o homem morto estava com parte das calças abaixadas.
_ o que quer dizer com isso? _ que ela foi estuprada?
_ Não sei pelo jeito esse cara morreu antes de fazer qualquer coisa. –disse o general coçando a nuca.
_ Os caras que fizeram isso são assassinos, talvez tenham feito a mesma coisa ou pior; _ A culpa toda é minha, eu devia ter ficado com ela, devia ter salvo ela não a minha pesquisa.
_ Não fique se culpando Dr, sua pesquisa pode salvar o mundo todo desse inferno, sabe disso. Vamos continuar, temos que caminhar rápido pra não perder a trilha deles, se chover, não saberemos mais nada.
Daryl e Anna já avistavam a torre da prisão, Merle seguia alguns metros atrás deles. Havia barulho de muitos disparos. Daryl entregou mais alguns cartuchos de balas a Anna, ela o fitou com os olhos verdes arregalados.
_ Mate o maximo que puder e fique perto de mim... Disse ele e começou a correr em direção a prisão.
Daryl ia abrindo o caminho por entre os zumbis que iam em direção a um homem próximo a cerca. Ana caminhava logo atrás dele efetuando muitos disparos e acertando poucos. Chegando a cerca Daryl acertou um dos Zombies que atacava o homem e em seguida Merle surgiu esfaqueando o segundo. Os quatro correram em direção ao velho deitado no chão com um rifle, Daryl levantou o homem logo um carro guiado por um asiático surgiu a frente deles, o grupo entrou e viu que muitos outros Zumbis vinham da floresta em direção a prisão.
_ Daryl não sabe como estou feliz em vê-lo disse o homem de olhos azuis.
_ Acho que não temos muito tempo pra isso Rick, disse Daryl indicando com uma flecha os zumbis que vinham na nossa direção.
O grupo desceu do carro em frente ao segundo portão que ainda se mantinha em pé.
_ Eles são muitos, vão derrubar a cerca, disse Rick
_ Então temos que mata-los e bem rápido – tem galões de gasolina aqui? Perguntou Merle
_ o que você esta fazendo aqui, achei que tivéssemos sido claros que não o queríamos conosco.
_Nao temos tempo pra isso agora Glenn, precisamos nos livrar daqueles zumbis antes que invadam pra que quer a gasolina?
_ Vou fazer um churrasco. Respondeu Merle com seu sorriso sarcástico
Aos poucos dezenas de Zumbis se aglomeravam nas cercas, Daryl levou Anna pra dentro da prisão.
_Eu posso ajudar, eu acertei alguns – disse
_ O que você fez foi gastar balas, fique ai e não saia.
Merle e Rick subiram cima da caminhonete com os galões de gasolina, Glenn ia dirigindo. Eles saíram pelo portão imediatamente fechado pelo pequeno Carl. Maggie e Carol matavam os zumbies por entre as cercas, enquanto Daryl dava cobertura pro grupo da torre.
Marle e Rick jogavam gasolina nos zumbis, que se distanciavam um pouco as cerca e caminhavam na direção da caminhonete. A gasolina acabou Merle acendeu um fósforo e lançou na direção dos zumbis, o fogo Se alastrou depressa entre os corpos, já que os zumbis continuavam a caminhar na direção do grupo.
_Uhuuu Esse não é o maior churrasco que você já viu Xerife! Gritou Merle.
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