Apocalipse - O Livro Dos Mortos
41 Ep41 – Democracia part I
Notas iniciais
POV ANNA HANKINS
Acordei com o choro de Judith, eu havia dormido na cela com ela aquela noite.
_Você acordou minha gracinha. Falei pegando o bebe nos braços.
Fui até o refeitório Carol e Maggie preparavam o café.
_Bom dia! Disse Cris ao me ver.
_Bom dia. Respondi já preparando a mamadeira.
_Bom eu vou indo fazer a ronda. Disse ele já se afastando
_ Espera eu vou com você. Pode cuidar dela pra mim Carol, falei entregando Judith nos braços dela.
_Eu não sei se é uma boa ideia você ir Anna. Disse Maggie.
_ Ta tudo bem, já estou me sentindo ótima.
“Seria bom caminhar um pouco, eu precisava pensar colocar a minha cabeça em ordem. Eu estaria sendo infantil demais em ficar chateada por Daryl não querer depredar a moto que fora do irmão?. Não, não era isso que me incomodava nem mesmo o símbolo neo-nazista estampado nela. Eu estava completamente apaixonada por alguém que eu não sabia praticamente nada. Todos na prisão me contaram sobre suas vidas antes do apocalipse menos Daryl, tudo que eu sabia sobre a vida dele de antes era que caçava e que tinha um pai que o espancava quando criança e uma mãe alcoólatra, o resto eram apenas presunções”.
_E o Daryl?
_ O que tem ele? So vou ajudar na ronda, Rick disse que todos deviam se revezar.
Fui até a cela, vesti um casaco, minha faca e a pistola que ganhei de Rick.
_Vamos?
_Vamos disse Cris.
Carl e Liv chamaram a atenção dos zumbis que estavam rondando a prisão pro outro lado da cerca, para que Cris e eu pudéssemos sair. Corremos em direção a estrada passando despercebidos pelos Errantes.
Começamos a andar circundando a prisão.
_Você está bem? Ta tao quieta. Disse ele fitando-me com seus olhos azuis
_Nada eu só to pensando sobre aquilo que me contou ontem. Ele me disse que a moto era do Merle o irmão dele. Acha que ele tem cara de quem fazia esse tipo de coisa?
_Nao sei ele é seu namorado. E o irmão dele, o conheceu?
_Conheci, ele era muito diferente do Daryl tentou me matar uma vez. Na verdade eu acho que isso ta virando rotina pra mim até meu pai tentou fazer isso. E não pense que eu esqueci que você apontou uma arma pra minha cabeça.
_Já te expliquei porque eu fiz aquilo, eu não ia atirar. Olha ali tem um errante vindo, vai lá mata ele eu te dou cobertura.
Senti um frio na barriga, por traz da cerca era fácil, mas assim cara a cara era muito diferente.
Peguei minha faca e me aproximei da criatura que grunhia e abria a boca na minha direção. Ele chegou perto eu o empurrei e deferi um golpe que apenas arrancou parte da sua bochecha, deferi outro e esse enterrou a faca no centro da sua testa, fazendo com que caísse imóvel. Retirei a faca do crânio apodrecido da criatura sentindo um pouco de nojo a limpei e guardei na adaga presa a minha cintura.
_Suas mãos são muito pequenas pra essa faca, faz você perder força no ataque. Disse Criss.
Ele abriu a jaqueta e me entregou dois punhais pontiagudos e finos com cabos pequenos e bem trabalhados.
_São lindos. Eu não posso aceitar.
_Pode ficar eu acho eles bonitos, mas muito Gay pra mim usar. Disse ele rindo.
_Obrigada.
_ Tem que usar os dois juntos, as pontas triangulares e finas vão dar mais força ao seu ataque e enterraram mais fácil na cabeça dessas coisas. Mas eles so perfuram não cortam lembre-se disso.
_Eu vou lembrar obrigada. O que fazia antes disso?
_Vendia drogas pra garotas e garotos da sua idade.
_Serio ou ta gozando da minha cara?
_ Verdade em Los Angeles e eu era um dos melhores. Disse ele sorrindo.
POV LIV TURNER
Caminhei até o pátio pequeno onde ficava o cemitério da prisão. Daryl estava la sentado diante de uma das cruzes improvisada com gravetos.
_Perdeu alguém?
_Não é da sua conta.
“Essa devia ser a frase predileta dele, já ouvira ele falar centenas de vezes no pouco tempo que eu estava naquele grupo”
_Não precisa ter medo de mim eu não mordo. Falei dando um belo sorriso e um olhar provocante.
Ele nem ao menos me respondeu, levantou e começou a sair do pátio.
_ Vai procurar a Anna? Ela saiu...
Ele parou ainda de costas pra mim, mas prestando atenção no que eu dizia.
_ Ela foi dar uma voltinha, quer dizer fazer a ronda com Criss.
Ele virou-se e me deferiu um olhar furioso, e continuou andando agora com passos rápidos.
“Ui será que botei meu irmão numa encrenca? Bom ele sabe se virar e tirando a Anna do meu caminho vai ficar bem mais fácil de fazer o Dixon comer na minha mão.”
Dixon caminhou até a moto e começou a mexer no motor, fiquei o observando de longe até Carol me chamar.
_O que você quer?
_Dizer pra parar de fazer o que esta fazendo!
_Hannnnnn? Perguntei sem entender o que ela queria dizer.
_Bom liv, eu já sou uma mulher experiente não uma jovenzinha como a Anna sei muito bem quando uma mulher está de olho do homem da outra.
_E o que você tem a ver com isso?
_Gosto do Daryl o suficiente pra ver que ele pode ser feliz ao lado de outra pessoa e respeito isso e quero que você respeite também. Ele não é muito bom em lidar com os sentimentos dele não torne isso ainda mais difícil.
_Já anotei o recado. Falei seria.
_ O que é aquilo? Disse ela olhado curiosa em direção a estrada.
Voltei meu olhar pra estrada um caminhão grande vinha na direção da prisão. Rapidamente vi Rick, Glenn e Maggie saírem da prisão armados, corri pra dentro buscar minha “boneca” também. Carl ficou na torre enquanto eu e os outros nos dividimos entre as barricadas. O caminhão continuava a vir na nossa direção, atravessando o campo sem reduzir a velocidade. Quando estava a cerca de dois metros do portão principal ele parou bruscamente. E alguns homens armados começaram a descer disparando com semi-automáticas em nossa direção.
_Que merda é essa? Gritou Daryl acertando um dos homens com um tiro de rifle.
_O caminhão avançou arrebentando o portão e os invasores adentraram o pátio. Continuamos a disparar derrubando alguns deles, mas aos poucos eles já se espalhavam por todos os lados acompanhados de alguns walkers que caminhavam atraídos pelo barulho. Eu estava quase sem balas.
POV RICK GRIMES
Mal tínhamos nos recuperado do ataque do Governador e éramos obrigados a lutar mais uma vez pra defender a prisão e nossas vidas. Os inimigos avançavam na nossa direção, vi Daryl pular sobre a barricada que lhe servia de proteção e derrubar um dos homens com golpes de faca. Certamente estava sem balas como eu ficaria em pouco tempo. Tentei acertar o máximo de invasores aproveitando cada bala. Depois parti pro combate corpo a corpo. Por sorte os invasores pareciam também não contar com muita munição. Tínhamos que nos revezar entre atacar as pessoas e os zumbis que invadiam tentando se alimentar de nossas carnes.
Todos estavam no pátio lutando, vi Anna e Criss se aproximando do lado de fora matando os walkers que cruzavam o caminho deles. Judith provavelmente estava sozinha no berço no interior da prisão, se um Walker entrasse ela estaria morta. Comecei a recuar tentando voltar, mas meu caminho era bloqueado constantemente por disparos ou Errantes que me atrasavam. Um segundo que fosse definiria o destino da minha filha. Glenn corria esgueirando-se entre os disparos e acertando golpes mantendo os Errantes afastados dele. Maggie estava atras de uma das barricadas, vi um dos invasores se aproximando com uma faca por trás dela, gritei tentando avisa-la, fechei os olhos temendo o pior mas logo vi o homem cair com um disparo vindo da torre.
Eu não conseguia passar por entre o montante de zumbis que começavam a se acumular. Olhei pra estrada mais um grupo de Errantes grande vinha na nossa direção, tínhamos que sair dali. Os zumbis se encarregariam de matar os invasores que restavam.
Carl desceu na torre disparando contra os Errantes, fiz sinal pra ele ir pra prisão e pegar a Judith.
_Daryl! Gritei tentando chamar a atenção dele que rolava pelo chão deferindo socos contra um homem.
_ Vamos embora temos que sair daqui! Gritei tentando avisar o grupo.
Todo esforço que fizemos pra manter a prisão segura foi em vão, esperávamos um ataque de zumbis não de homens armados. Peguei a caminhonete parando enfrente a saída do bloco, esperando Carl retornar com Judith. Carol entrou na cabine comigo sendo seguida por Carl que carregava a irmã adormecida nos braços. Glenn adentrou o outro carro atropelando alguns Errantes, até chegar perto de Maggie que entrou no veículo rapidamente e mais a frente Liv fez o mesmo. Começei a dirigir atento aos outros membros que ainda estavam no Cristhian no pátio e ele estava cercado. Avancei com a caminhonete atropelando alguns e dando passagem a Criss que subiu rapidamente na caçamba. E eu acelerei, deixando a prisão para os invasores.
Se tivéssemos um pouco de sorte eles seriam devorados pelos errantes e dentro de alguns dias poderíamos voltar a prisão e retoma-la.
[...]
Cheguei ao pavilhão que era nosso refugio caso precisássemos sair da prisão. A moto de Daryl estava estacionada na frente e ele e Anna próximos a ela aparentando discutir. Eles pararam e começaram a olhar para o carro assim que nos virão se aproximar. Desci do carro e logo pude avistar o outro automóvel pilotado por Glenn vindo em nossa direção. Abri a porta do pavilhão, e todos se se uniram esperando as minhas coordenadas para nossos próximos passos. Aquilo estava ficando mais difícil a cada dia, principalmente depois da morte de Hershel, a experiência dele me ajudava muito na hora de tomar decisões.
_Estão todos bem? Perguntei dando uma olhada tentando identificar algum ferido.
_O que vamos fazer agora? Não podemos ficar nesse lugar muito tempo. Disse Glenn.
_ Ficaremos aqui por uns dias até as coisas se acalmarem na prisão, dependendo da situação poderemos tentar retoma-la.
_ Estamos muito perto, quando aqueles zumbis terminarem de fazer o lanchinho na prisão voltaram a caminhar se nos pegarem aqui estaremos mortos. _Disse Liv alterada.
_Eu sei que eu disse que isso não era mais uma democracia, mas eu estava errado não posso fazer isso sozinho, não posso decidir como vocês vão viver ou morrer. Vamos votar a partir de agora em cada decisão a ser tomada, e decidiremos juntos e continuaremos juntos.
Fale com o autor