Apocalipse - O Livro Dos Mortos
39 Ep39 – Atrás das grades
Notas iniciais
POV LIV TURNER
“Quem diria Liv Turner morando em uma prisão por sua livre e espontânea vontade.”
O resto do dia passou calmo, a não ser pelo choro daquele bebê irritante. A tal da Carol nos serviu um prato com macarrão muito gostoso bem diferente dos intragáveis que meu irmão costumava fazer, também eu não podia reclamar eu passava longe das panelas. Vi Daryl e Anna passando com toalhas nas mãos em direção aos vestiários. Disfarcei um pouco e fui atrás deles. Vi Daryl tirar a roupa escondida atrás de uma mureta, ele tinha uma tatuagem, algumas cicatrizes nas costas e uma bunda deliciosa. Depois vi Anna entrar no chuveiro com ele.
“Parece que a safada melhorou rapidinho”pensei
Não demorou muito pra mim ouvir os gemidos de Anna enquanto Daryl se movimentava dentro dela, aquela cena me deixou muito excitada fazia algum tempo que o único homem que eu via era o chato do meu irmão. Acabei batendo em um ferro que caiu e fez um barulho. Os dois perceberam e eu me encolhi pra evitar que me vissem e sai assim que eles se distraíram.
Voltei pro bloco de celas onde meu irmão estava conversando com o asiático. Me aproximei dos dois.
_Oi rapazes. Disse dando um sorriso e um olhar provocante pro Glenn, ele ficou corado e inventou uma desculpa saindo logo em seguida.
_Achei que tivesse de olho no cara da besta. Disse Criss recostando-se na cama.
_E estou, mas sabe que eu gosto de fazer isso. Falei soltando uma gargalhada.
_Acho que você só pode ter sido trocada no hospital, nao tem como ser minha irmã.
_Que foi deu pra se fazer de santo irmãozinho? Quantas vezes te peguei com duas as vezes três garotas na mesma noite enh? E eu não posso dar uma olhada que você já enche meu saco!
_É diferente.
_Não vai vir com aquele papo de porque eu não tenho um pau eu tenho que me comportar como uma freira vai? E alias eu tinha uns 3 caralhos na minha gaveta em LA.
_Ai Liv faz o que quiser só não arranje confusão essas pessoas parecem legais. Amanha vou ver se eu falo com a loirinha eu apontei uma arma pra cabeça dela não quero que fiquem mal entendidos pretendo ficar aqui por um bom tempo.
_Mal entendido com a magrela? Ai maninho eu te disse pra comer aquela vadia aquele dia agora se fizer isso vai acabar com uma flecha na cabeça. Meu caipira sexy não parece muito amistoso.
_Seu caipira?
_Aguarde maninho o que eu não consigo enh? Já viu algum homem resistir aos meus encantos desde que meus peitos cresceram?
_ Diz isso pro policial que te botou na cadeia!
_ Aquele gordo era gay!
_ Aham o juiz e todos os jurados que te condenaram também. Disse ele rindo da minha cara.
Eu fui deitar depois do deboche de Criss, estava exausta e logo adormeci. Acordei pela manhã com os berros da bebê e um cheiro gostoso de café. Criss dormia na parte de cima da beliche sem se incomodar com o barulho. Caminhei até o outro bloco. Carol servia o café em canecas de plástico, enquanto Anna alimentava a menina com a mamadeira. Daryl estava encostado na parede, ele me olhou.
_Seu irmão já acordou? Vou a cidade se ele quiser ir junto pegar algumas coisas pra vocês. Disse ele
_Ele está tão debilitado ainda com o tiro, perdeu tanto sangue. Eu vou com você. Não se preocupe não é porque eu tenho uma vagina que eu não sei me cuidar. Falei quando notei a cara de desgosto dele.
Carol e Maggie riram da minha frase enquanto Carl e Glenn se entreolharam envergonhados.
_O que foi nunca ouviram alguém falar vagina? Falei dando uma risada e todos começaram a rir também.
Tomamos café e depois nos dirigimos ao carro, Anna deu um beijo na boca dele e disse pra que tomasse cuidado.
Saimos da prisão e pegamos a estrada em direção a cidade, eu tentei puxar assuntos durante todo o caminho, mas ele parecia nem se importar com que eu falava não me dando a menor abertura.
“Quer se fazer de difícil caçador? Se prepare pra ser a caça” pensei.
Adentramos a cidade e rumamos por entre as ruas até uma grande loja de departamentos, o setor de alimentos já estava vazio, mas no de vestuário ainda havia muitas peças. Peguei uma mochila que encontrei na loja e comecei a rechea-las de roupas pra mim e pro meu irmão. Daryl fazia o mesmo enfiando qualquer coisa que servisse em Anna. E Depois foi até o setor infantil e em pouco tempo tinha pego muitas roupas pra neném e um brinquedo. Eu ainda escolhia algumas peças.
_Ta pensando que ta numa liquidação? Perguntou ele já irritado com a minha demora.
_Calma, já estou acabando. Falei retirando a blusa
Daryl me olhou confuso.
_ O que foi? Nunca viu alguém trocar de roupa? Falei colocando uma regata preta que estava no cabide da loja.
Ele balançou a cabeça e começou a descer as escadas, eu comecei a andar atrás dele quando saímos pela porta da loja a rua estava completamente lotada de walkers. Ele fez sinal pra eu ficar calada, eles estavam apenas passando não tinham notado nossa presença. Ele fechou a porta de vidro e recuou alguns passos. Era melhor aguardar que aquele grupo se afastasse antes de ariscar sair da loja. Voltamos pro setor de roupas.
Ele ficou próximo à escada empunhando a besta cuidando a movimentação dos Errantes.
_E então caçador é sempre quieto desse jeito ou só não foi com a minha cara? Perguntei passando meu dedo levemente pela minha boca.
_ A duas coisas. Respondeu ele rispidamente voltando a olhar pra porta.
“Grosso!” pensei
Os errantes pararam de passar sobrando apenas alguns ainda atrasados. Daryl colocou a mochila novamente nas costas e caminhou em direção a porta.
Ele disparou dias flechas matando os dois zumbis que estavam perto do carro, eu matei outro que caminhava na minha direção, entramos no carro e ele voltou a dirigir em direção a prisão. Vi que ele pegou outro caminho entrando em uma estrada desconhecida.
_ Pra onde estamos indo? Perguntei
_ Preciso de umas peças pra minha moto, vi um oficina a alguns quilômetros há um tempo.
_É uma bela moto a que você tem. Falei
_ Era do meu irmão. Respondeu ele.
Chegamos a frente de uma grande oficina, havia alguns carros e motos la dentro. Tudo parecia muito bem organizado. Daryl começou a vasculhar as caixas em busca de peças. Um zumbi vestido com um macacão azul caminhava na minha direção dando grunhidos, peguei uma chave de fenda e atravessei pelo seu olho esquerdo e joguei o seu corpo fétido pra longe de mim.
_Que nojo odeio essas coisas! Gritei brava por ter respingado sangue já meio coagulado do zumbi na minha blusa novinha.
Daryl continuava a remexer nas caixas, sem me dar a menor atenção. Ele encheu uma pequena caixa com peças e ferramentas e voltou pro carro. Eu também voltei sentando no banco do carona, assim que ele sentou e se preparava pra manobrar o carro, passei a minha mão sugestivamente pela sua perna subindo em direção ao seu membro. Ele me olhou de uma forma assustadora, aquilo só me deixou com mais tesão sempre gostei de homens com cara de mau. Ele segurou no meu pulso, apertou com força e empurrou a minha mão rispidamente.
_ Você me machucou! Falei sentindo um pouco de dor no meu pulso.
_O problema é seu e não tente fazer isso de novo.
_O que foi? Só gosta de colegiais? Falei sarcasticamente.
_ Gosto de mulher não de vadia! Respondeu ele dando a ré no carro.
Fiquei pasma e pela primeira vez sem ter uma resposta, era a primeira vez que eu era ignorada por um homem, em toda a minha vida eram eles que viviam a correr atrás de mim, cheios de elogios e doidos pra me levar pra cama. E aquele caipira mal educado além de me esnobar ainda me chama de vadia? Eu estava totalmente sem reação e ainda mais instigada a conquista-lo agora ter Daryl Dixon aos meus pés se tornara uma questão de honra.
POV DARYL DIXON
Continuei dirigindo olhando fixamente pra estrada depois da investida de Liv, eu conhecia muito bem mulheres assim, passei a vida toda com tipos como ela. E adorava principalmente quando não lembravam nem meu nome ao acordar na cama de algum motel barato, e eu inventava qualquer um que passasse pela minha cabeça pra ter certeza que elas nunca mais me encontrariam. Em outro tempo eu não pensaria duas vezes em fodê-la ali no carro mesmo, mas agora as coisas eram diferentes não valia a pena colocar tudo que eu tinha com Anna a perder por causa de uma trepada um uma vagabunda.
“Hey Daryl ta deixando uma garota de 17 anos te colocar na coleira, a única que você foi fiel antes dela te meteu um belo par de chifres” pensei.
Voltei a olhar pra estrada, em pouco tempo estaríamos na prisão. Liv olhava pela janela aparentando estar muito chateada por ser chamada de vadia. Finalmente chegamos a prisão. Carl abriu o portão e Liv pegou sua mochila e desceu rapidamente do carro. Peguei a mochila e a caixa com as peças pra moto e vi Anna conversando perto da cerca com Cristhian, eles trocavam sorrisos parecendo estarem se entrosando muito bem. Aquela cena me deixou muito irritado.
“O que aquele cara tava pensando distribuindo sorrisinhos pra ela.”
Caminhei na direção deles e puxei Anna contra meu corpo dando-lhe um beijo caloroso e demorado.
“Ela era minha era bom o Turner saber disso logo.”
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