Apocalipse - O Livro Dos Mortos
37 Ep37 – Declaraçoes
Notas iniciais
Narrador
Rick continuou sentado por alguns minutos conversando com Liv. Cristhian se aproximou dos dois sentando na cama ao lado da irmã.
_Liv disse que estão sozinhos, se quiserem ficar conosco são bem vindos. Salvaram a vida da Anna e nos ajudaram hoje. Disse Rick olhando pra Cris.
_Um grupo não sei se é uma boa não a gente tem se virado bem sozinhos.
Liv beliscou Cristhian nas costas por baixo da jaqueta, ele olhou pra ela zangado.
_Porque a gente não conversa um pouco sobre isso antes de decidir Cris?
Liv puxou o irmão o levando-o para fora da sala.
_Acha que uma boa ideia Rick? – Perguntou Daryl afagando os cabelos de Anna.
_Eles são fortes, sabem lutar, usar armas e ainda por cima tem conhecimentos médicos precisamos de gente assim.
_É acho que ta certo. Mal ou bem eles salvaram a Anna.
Cris e Liv discutiam no corredor.
_Não vamos ir com eles ta decidido. Disse Cris aparentando estar irritado com a insistência de Liv.
_Você não decide as coisas sozinho Cris, você ouviu eles tem um lugar seguro. Eu to cansada de ficar o tempo todo na estrada.
_Temos a cabana.
_Eu to cansada daquele lugar, ficamos meses sem encontrar uma santa viva alma. Acha que é fácil aguentar você o tempo todo?
_ Vai se ferrar liv! Quer ir com eles só porque ta a fim de trepar com aquele esquisitão.
_Da pra falar mais baixo? Tudo bem não quer ir não vamos, voltamos pra aquela cabana nojenta pra jogar paciência e nos aguentar até o fim dos nossos dias.
Ela virou as costas e começou a olhar pela janela chateada.
_Liv, olha eu só acho que não vai dar certo. É perigoso não sabemos no que estamos nos metendo. Você sabe muito bem que é muito mais difícil se defender de gente viva do que dos zumbis. Hei não me olha assim eu so não quero que nada de mal te aconteça.
_Sabe muito bem que eu sei me cuidar, não sou mais uma garotinha.
_ Tudo bem nos vamos com eles, e seja o que Deus quiser.
_Onw eu te amo! Disse Liv beijando a buchecha de Cris.
POV ANNA HANKINS
Abri os olhos vi um teto de gesso branco entalhado com detalhes florais. Senti uma dor na barriga certamente ocasionada pelo ferimento que papai me causara, papai ele estava morto eu o matei. Como pode alguém matar seu próprio pai? Apesar de tudo eu o amava como pude fazer aquilo? Senti as lagrimas quentes descerem pelo meu rosto. Levantei ficando sentada, era um lugar estranho havia um cateter na minha veia ligado a uma bolsa de soro. Eu vi Liv dormindo na cama ao lado e Cristhian cochilando numa cadeira. Mais a frente uma silueta se destacava na luz que entrava pela porta. Era Daryl, não eu deveria estar sonhando ele estava longe provavelmente me odiando nesse momento. A silueta caminhou na minha direção senti meu coração disparar, agora eu podia ver claramente era ele ou uma alucinação? Meu desejo de vê-lo novamente era tão grande que estava me fazendo ver coisas. Senti sua mão quente e um pouco áspera acariciar o meu rosto suavemente.
_Você acordou. Disse ele me abraçando.
_Daryl você ta aqui. Falei retribuindo o abraço com uma sequencia de beijos pelo seu rosto.
Ele segurou minhas mãos olhando nos meus olhos.
_Eu sei que eu sou um caipira, mal humorado e arrogante eu costumava ser pior que isso há um ano atrás. Acho que seu for para pra pensar o fim do mundo foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, me trouxe coisas que eu não tinha e achava que não me faziam falta. Acredita que Merle e eu queríamos rouba-los? Deixar um acampamento com meia dúzia de crianças sem nada, e só não fizemos isso porque as coisas não saíram como planejado.
Cristhian remexeu-se na cadeira, Percebi que Daryl ficou incomodado com o fato dele poder estar nos escutando.
_ Acha que pode andar?
_Posso eu estou bem. Falei acariciando seu queixo.
Retirei o cateter do braço, Daryl me ajudou a levantar eu ainda estava um pouco zonza, fomos até o corredor Rick vigiava em uma janela e nem percebeu quando passamos.
Caminhamos por outro corredor, largo com quadros do espírito santo. Chegamos a uma pequena capela com o teto completamente decorado com pinturas retratando a criação do homem, havia um altar de madeira entalhado com formas arredondadas e com sinuosos detalhes dourados. No alto uma figura de Cristo preso à cruz feita de mármore branco.
Sentamos em um dos bancos e ele passou o braço pelo meu ombro.
_Eu o matei, acha que Deus vai me perdoar?
_Acho que o seu pai fez por merecer sabe disso, e ele tinha sido mordido antes ia morrer de qualquer jeito.
_Como ele pode ter chegado a tanto? Ele sempre foi rígido mas ele era um bom pai antes de tudo.
_As pessoas mudam, quando a Sophia sumiu e eu fui procura-la, ela foi a primeira pessoa que eu me preocupei além do meu irmão em muitos anos. Eu realmente achava que a encontraria e a traria de volta pra mãe dela. Acho que eu fiz Carol acreditar nisso também. Fiquei péssimo quando ela saiu daquele celeiro, transformada numa daquelas coisas. Mas eu nunca falei isso na verdade eu só briguei com a Carol e fiz ela se sentir a pior mãe do mundo. Eu fiz de tudo pra não me envolver mais, não me importar mais pra não sentir aquilo de novo. Quando encontrei Merle e deixei o grupo pra seguir com ele. Achei que todos os meus problemas estavam resolvidos, nós dois sobreviveríamos facilmente já fazíamos isso desde crianças do nosso jeito meio torto, mas fazíamos. Ai você apareceu e bagunçou tudo de novo me fazendo pensar que não sabia como consegui viver sem você por tanto tempo. Eu sou só um caçador sulista cheio de defeitos e que já fez um monte de merda, mas você me faz querer tentar ser diferente. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu quero você do meu lado. Anna Dixon. Disse ele com um leve sorriso.
Senti meu rosto aquecer eu queria falar um monte de coisas, mas a única coisa que consegui fazer foi beija-lo lentamente aproveitando ao máximo cada segundo daquele momento, meu coração palpitava desesperadamente como no nosso primeiro beijo, eu era dele e ele era meu nós nos amávamos e precisávamos um do outro e nada mais poderia mudar isso.
Notas finais
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