Apocalipse - O Livro Dos Mortos
16 Ep16 – Woodbury
Notas iniciais
Daryl estava a mais de uma hora na torre, pensando que talvez não devia ter deixado Merle sair, mas ele não era um prisioneiro como ia impedir que saísse.
_ Oi ,vi que não ia descer e vim trazer um pouco de comida. Disse Carol alcançando-lhe uma tigela.
_Valeu
_ As coisas estão difíceis não é? Quando conseguimos tomar esse lugar eu achei que teríamos um pouco de descanso, mas parece que as coisas só pioram.
_ Ainda acho melhor do que os meses que passamos tendo que sair correndo a cada hora.
_ Bom nisso você está certo. Disse Carol baixando a cabeça
_ Viu a Anna? Ela não apareceu pra comer.
_ Como não apareceu? Ela disse que ia ajudar vocês. Disse Daryl alterando o tom de voz
_Quem é aquele, falou Carol apontando para alguém do lado de fora de prisão que lutava contra os Zumbis.
Daryl se aproximou da janela.
_ Merda! É o Glenn que diabos ele esta fazendo lá fora?
Carol e Daryl desceram rapidamente da torre e foram em direção ao portão, Daryl atirava as flechas nos Zumbis dando cobertura pra Glenn que estava visivelmente machucado. Carol abriu o portão e o rapaz entrou ofegante, caindo exausto.
_ Glenn, você esta bem?
_ Vamos leva-lo pra dentro, a perna dele esta sangrando é melhor o Hershel dar uma olhada. Disse Daryl tentando levantar Glenn.
Carol e Daryl adentraram a prisão ajudando Glenn a caminhar, Beth e Hershel se aproximaram tentando entender o que havia acontecido com o rapaz.
_ Beth vá até a mochila e pegue umas ataduras, soro pra limpeza, agulha e linha. Vou ter que costurar isso. Disse Hershel olhando o ferimento na perna de Glenn.
_ Ei Glenn o que aconteceu? Onde você estava?
_Merle e eu, fomos matar o governador, mas acho que falhamos.
_ Que historia é essa? Vocês enlouqueceram irem sozinhos até lá. Cadê o Merle?
_Ele foi atingido, eles estavam em maioria Anna e eu tivemos que fugir sem ele. Glenn falava com dificuldade.
_Anna? Como assim vocês levaram ela junto? Onde ela está? Daryl gritava nervoso empurrando Glenn contra a cadeira.
_ Se as coisas dessem errado e não conseguíssemos matar o Governador teríamos alguém em Woodbury e poderíamos continuar com o plano. Eles a pegaram.
_ E levaram Anna, ela é so uma garota não sabe nem usar uma arma direito, eu podia esperar isso do Merle mas não de você Glenn. Daryl pegou a besta e foi saindo em direção a porta.
_ Onde Você vai Daryl? Perguntou Hershel.
_ Vou pra Woodbury buscar a Anna e ver se encontro meu irmão pelo caminho.
_ Isso é uma loucura, ir a Woodbury sozinho daqui a algumas horas Rick estará voltando e vamos encontrar uma solução pra isso.
_ Rick me deixou claro que Merle era minha responsabilidade, eu falhei Glenn ta machucado e Anna está com aqueles filhos da mãe. Disse Daryl já subindo na moto.
_Espera Daryl! Temos que continuar com o plano gritou Glenn da porta.
_ Que plano? Essa merda que vocês fizeram! Disse Daryl caminhando em direção ao rapaz.
_ Eu não gosto nenhum pouco do seu irmão e todos aqui sabem disso, mas o plano dele é bom e segui-lo é a nossa única chance. Disse Glenn
_ Escute ele Daryl, já esta feito não temos como mudar ir ate lá sozinho não vai resolver nada, vai ser pior vai acabar se matando.
[...]
POV ANNA
Chegamos a Woodbury, havia muitas pessoas a maioria armadas com rifles ou pistolas. O Governador me escoltou até uma sala, parecia um laboratório mas sem muitos equipamentos.
_Milton essa é a garota. Disse o governador me dando um leve empurrão em direção ao homem.
_ Oi, eu vou ter que tirar algumas amostras de você não vai doer nada.
O modo com que ele falou parecia que eu era ua criança de 5 anos com medo de agulhas, ele pegou uma seringa e retirou algumas mls de sangue do meu braço, eu cooperei pois se me amarrassem seria muito mais difícil seguir o plano de Merle. Ele colocou algumas gotas em uma lâmina e levou até um microscópio.
_ E então? Perguntou o Governador
_ Todas as estruturas são normais como de qualquer pessoa, vou fazer alguns testes e ver se ela não esta contaminada. Disse Milton
_ E quanto tempo isso demora?
_ Uns dois dias, eu não tenho equipamentos sofisticados. Falou Milton
O governador foi ate o corredor e chamou alguém. Ele deu ordens ao homem a quem chamou de Allen a ficar de olho em mim. O homem me puxou pelo braço e me levou ate um quarto e me deixou lá trancando a porta logo em seguida. Olhei pela janela, Woodbury era apenas uma rua composta de algumas quadras com grandes barricadas. Pelo que Merle havia me dito eu estava no prédio da casa do Governador, eu teria que arranjar um jeito de sair dali e chegar ate o local que Merle havia indicado. Mas por mais que eu tentasse me concentrar no que eu tinha que fazer e como faria minha cabeça não parava de pensar em Daryl. Eu precisava fazer tudo certo pra voltar pra perto dele, e deixar ele orgulhoso de mim.
Horas se passaram e a escuridão já tomava conta da pequena cidade, tudo parecia calmo era hora de botar o plano em prática.
Comecei a bater na porta, até ela ser aberta pelo rapaz que havia me dado um chute na floresta. Dei alguns passos pra trás com medo.
_ Eu só queria um pouco de água. Falei baixinho.
_Eu vou buscar disse ele. O rapaz saiu e trancou a porta. Eu abri a janela ela fez um pouco de barulho, olhei pra fora e senti um pouco de tontura ao ver a altura que eu estava do chão. Havia apenas alguns homens na barricada, estava escuro eles não me veriam, comecei a sair pela janela, eram uns 5 metros ate o chão, seria um tombo feio fui caminhando lentamente sobre a pequena aba que circundava o prédio com o corpo colado a parede, havia um cano que descia na lateral preso com alguns ganchos se eu conseguisse chegar até ele desceria com facilidade. Continuei deslizando devagar pela aba, meus pés pareciam escorregar a cada passo, finalmente cheguei ao cano. Desci depressa com medo que o rapaz voltasse e caminhei me esgueirando entre a escuridão até o local que Merle me indicara. Havia uma garota de boné sentada com uma arma na mão. Peguei algumas pedras do chão e joguei-as pro outro lado. A garota levantou e foi em direção ao barulho, eu corri e entrei pela porta. Eu havia conseguido, a sala estava repleta de munições, armas e granadas. Com certeza botariam a prisão abaixo com tudo aquilo. Peguei uma granada e caminhei em direção a porta. A garota já estava novamente em seu posto. Eu retirei o pino da trava e joguei a granada pro fundo da sala e sai correndo a garota rapidamente me apontou a arma e mandou que eu parasse.
Em questão de segundos um grande estouro seguido por outros, senti uma onda forte de calor e fui lançada ao chão, minha cabeça doida muito e eu não podia ouvir quase nada. Abri os olhos minha visão estava turva, ouvi alguns disparos que pareciam tão longe e gritos. Meu corpo parecia não me obedecer, eu não conseguia levantar do chão. Comecei a rastejar, repirei fundo e consegui me sentar coloquei a mão na minha cabeça sangrava um pouco e meu corpo estava muito dolorido. Fiquei sentada escondida num arbusto ate recuperar as forças, minha visão estava melhor, pude ver as pessoas correndo e atirando pra todos os lados achando que estavam sofrendo um ataque. Eu havia conseguido, eu destrui toda a munição de Woodbury, naquele momento me senti muito orgulhosa. Comecei a andar na calçada próxima a parede dos prédios eu estava tonta e acabei caindo, minha cabeça doía bastante ainda. Levantei e voltei a caminhar apoiada na parede. Vozes e passos rápidos vinham na minha direção tentei ir o mais depressa que pude, mas dois homens me pegaram poucos passos à frente.
Carregaram-me ate próximo ao portão. O governador estava sob a barricada acalmando as pessoas que tentavam sair, dizia que não estavam sofrendo um ataque externo, Andreia ficava ao lado dele com pose de primeira-dama. Aos poucos as pessoas começaram a se dispersar, o Governador desceu da barricada em minha direção, me deu um bofetão forte no rosto, os homens que me seguravam me soltaram e eu cai. Senti alguns chutes nas minhas costas e costelas, pude ouvir os gritos de Andrea pedindo que ele parasse de me bater.
_ Será que não entende Andreia? Foi um truque dos seus amiguinhos e nós na ânsia de encontrar uma resposta pra tudo isso caímos feito patinhos. Essa vadia veio aqui só pra destruir a nossa munição. Disse o governador chutando mais uma vez as minhas costelas, eu sentia muita dor, tentava levantar do chão, mas parecia impossível.
_ Governador eu terei o resultado depois de amanha, e se ela for mesmo imune? Era a voz de Milton
_ Eu sei um jeito de descobrirmos muito mais rápido disse o governador me levantando do chão.
Ele me arrastou pela rua, Andreia vinha atrás de nos perguntando o tempo todo o que ele iria fazer e ele continuava calado, eu estava com muito e medo, não havia um centímetro do meu corpo que não estivesse doendo. Chegamos a um local onde havia alguns bancos dispostos como uma arquibancada de ginásio. Ele me arrastava puxando pelo meu braço, eu estava sem forças e não oferecia a mínima resistência. Ele me levou ate uma jaula onde alguns zumbies se amontoavam perto da porta. Ele me segurou contra as grades, eu sentia as mãos geladas daqueles zumbis me tocando tentando me puxar pra dentro, forçando suas cabeças nos espaços entre as grades tentando me morder.
_ Me solta, eles vão me matar. Falei tentando empurrar as grades com as mãos, até uma de elas escorregar da barra e deslizar pra dentro da jaula, antes mesmo que eu pudesse puxar meu braço de volta, senti uma mordida, e depois mais duas. O governador atirava na cabeça dos zumbis tentando soltar meu braço. Finalmente ele conseguiu e as mordidas cessaram, a dor era insuportável, eu não conseguia enxergar quase nada, as pessoas pareciam borrões e suas vozes ecoavam longe. A ultima coisa que ouvi foi os gritos de Andrea fechei os olhos e entreguei-me à inconsciência.
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