Apocalipse - O Livro Dos Mortos
17 Ep 17 – Adeus irmão
Notas iniciais
POV DARYL DIXON
Hershel tinha razão eu provavelmente morreria indo a Woodbury, mas Anna estava lá e a culpa era minha, eu devia saber que Merle não desistiria tão fácil do seu plano, não devia ter tirado os olhos dela. Carol também tentara me convencer a esperar a chegada de Rick, eu me despedi dela, peguei a minha arma, a besta e alguma munição subi na minha moto e parti em direção a cidade. Eu sabia que não teria a menor chance de resgatar Anna durante o dia, a noite haveria menos vigia e eu poderia me esgueirar entre a escuridão e quem sabe conseguir chegar até ela. Parei a moto próximo a ponte que Glenn disse que foi o encontro, desci e comecei a caminhar entre os carros, um zumbi vinha caminhando na minha direção eu atirei uma flecha certeira na sua cabeça e quando fui retira-la vi que era um dos homens do Governador que eu havia visto em Woodbury da outra vez.
Havia um rastro de sangue, comecei a segui-lo as folhas reviradas no chão indicavam que mais alguém passara correndo pelo mesmo caminho, uma perseguição talvez. Continuei seguindo o rastro ouvi um gemido por entre os galhos, o mato impedia a minha visão e eu continuei caminhando. Vi um pequeno movimento atrás de uma arvore e rapidamente o coloquei na mira da besta, era Merle encostado no tronco da arvore, me aproximei dele ele tinha uma ferida enorme, parecia um tiro de um rifle.
_ Seu desgraçado me achou... ele disse baixinho.
_ Tinha que me aprontar essa Merle, anda vou te levar até a prisão o Hershel vai cuidar de você.
_ Sabe que eu não vou aguentar, aproveita da um soco na minha cara sei que ta querendo faze isso faz tempo não vai te outra chance.
_ Eu vou te levar, você vai aguentar.
_ Não eu não vou e você tem que ir atrás da sua garota, se ela conseguir fazer o que eu pedi vão mata-la. Ela é corajosa e te ama não sei o que ela viu em você mas ela te ama, não teria ido se não te amasse. E daí que você tem idade pra ser pai dela, quando você tive caindo aos pedaços vai te gostosa pra pegar.
_ Você não fecha a boca nem pra morrer. Falei tentando estancar o sangue que vertia da barriga dele.
_ O que você queria que eu ficasse gemendo e agonizando feito uma bixinha? Se cuida e desculpa por ter te deixado sozinho com o velho.
_ Ta tudo bem irmão.
_ Não me deixa virar uma daquelas coisas, já machuquei muita gente pra continuar fazendo isso depois de morto. A voz dele ficava cada vez mais baixa quase como um sussurro, eu estava perdendo o meu irmão, em segundos imagens da nossa infância e adolescência passaram como um flash na minha mente, nossas brigas, bebedeiras, risos e lágrimas. Merle sempre foi mais do que um irmão, ele cuidou de mim nos meus primeiros anos como mãe e pai já que eles estavam ocupados com garrafas de uísque. Embora ele vivesse indo e vindo de reformatórios, sempre tentava me manter longe de confusão. Lembrei-me de como me senti revoltado quando ele foi embora e me deixou sozinho com nosso pai, mas a magoa passou assim que ele retornou, éramos irmãos, amigos, pai e filho. Ele me ensinou a dirirgir, me deu minha primeira moto. Segurei a sua mão com força.
_ Eu to aqui irmão, e pode deixar que eu vou matar aquele filho da puta que fez isso com você.
Ele não respondeu seus olhos estavam parados, eu os fechei e esperei por quase duas hora eu não podia fazer aquilo enquanto ele fosse meu irmão, nesse momento entendi a atitude de Andrea com Amy. Mas eu não tinha tanto tempo precisava ir a Woodbury procurar a Anna, eu não conseguia parar de pensar nela, acho que pela primeira vez em anos eu rezei. O corpo de Merle agora se mexia com pequenos espasmos nos seus braços e pernas, ele abriu os olhos tinham um tom amarelo eu segurei a cabeça dele, ele abria a boca tentando me alcançar eu coloquei a arma em sua testa, meu Deus como aquilo era difícil. Fechei os olhos e pensei até breve irmão e fiz o disparo, o corpo dele estremeceu e ficou imóvel novamente. Cobri seu corpo com folhas e galhos, e voltei pra estrada. Eu tentei me segurar, mas parecia que haviam arrancado uma parte de dentro do meu peito, era um misto de dor e raiva que queimava dentro do meu corpo eu tinha vontade de explodir aquela cidade toda, mas eu precisava agir com cautela ou acabaria me matando e consequentemente matando Anna também, ela era a única coisa que me importava agora, o luto por meu irmão teria de esperar. Subi na moto e continuei meu caminho rumo a Woodbury
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