Notas iniciais
Oláaaa pessoas lindas! Sim, eu estou invadindo a história da Lu, porque ela vai se casar e não terá muito tempo pra postar, então aqui estou postando um capitulo quentinho pra vocês, espero que gostem e comentem bastante!

Beijinhos da Su!!!

POV DARYL DIXON

Estávamos perto, faltavam a alguns poucos quilômetros e estaríamos na loja de departamentos. “Por favor ainda esteja lá, esteja viva Anna, por favor” Era só o que eu conseguia pensar, eu precisava dela agora mais do que nunca. Finalmente chegamos a os fundos da loja, fiquei uns segundos esperando o resto do grupo depois entramos.

_Glenn, Magguie, Michone, vocês vão até o setor de alimentos e higiene e peguem tudo que precisarmos. Daryl, Carl e eu vamos vasculhar os outros departamentos procurar Judith e Anna, a Loja é grande podem estar escondidas. Disse Rick. Passamos pelos diversos setores da loja até chegarmos ao saguão principal.

_Não tem muitos errantes aqui não acham? Perguntou Carl. Apenas assenti com a cabeça e continuei andando atento, realmente aquele local parecia estar livre de mortos vivos, havíamos encontrado apenas dois até agora. Carl tomou a frente se abaixou e pegou algo reluzente no chão.

_Elas estiveram aqui! Disse ele com um cordão nas mãos.

_Isso é da Anna. Falei pegando a corrente. _Sim eu dei pra ela quando ela fez aniversario. Disse ele sem conseguir conter o sorriso. Rick também sorriu, se chegaram até ali havia muitas chances de estarem vivas, suspirei aliviado. Continuamos vasculhando, havia um amontoado de coisas jogadas como se formasse uma barricada. Logo o resquício de alegria que pairava sobre nós se dissipou ao ver um corpo feminino jogado no chão. Virei as costas, sentindo um aperto grande no peito.

_Não, não pode ser ela.... Sussurrei ainda tentando reunir forças pra me aproximar, meus músculos pareciam congelados.

_Não é ela. Disse Rick olhando por debaixo da jaqueta que cobria o rosto da mulher. Pude respirar novamente.

_Não ta morta a muito tempo... disse ele. Me aproximei do corpo e cobri com um lençol que estava ali perto, era uma garota devia ter a idade da Anna talvez um pouco mais, estava bem machucada.

_Com certeza não foi a Anna que fez isso, se ela tava aqui talvez esteja com os caras que fizeram, Meu Deus! Falei sentindo uma raiva imensa crescer dentro de mim, chutei alguns dos moveis e estilhacei a vidraça com um soco.

_Calma Daryl, não sabemos o que aconteceu... Ela pode ter passado por esse lugar muito antes dessa garota ser morta... Disse Rick tentando me acalmar.

_Não ta vendo Rick! Merda, se mataram essa ai foi porque acharam outra pra por no lugar! Porra! Você é cego ou o que?!

_ Se isso tivesse acontecido, teríamos encontrado o corpo da minha filha também. Acha que levariam um bebê com eles? Acalme-se, eu quero encontra-las tanto quanto você, não imagina como doi não saber onde está a Judith! Só que quebrar coisas e gastar a pouca energia que temos não vai ajudar a encontra-las! Gritou ele.

Chutei mais alguma coisa, e sai pra fora da loja. Fiquei um tempo sentado na bancada próximo a vitrine, merda onde ela está? No asfalto marcas de pneu indicavam que alguém saiu dali as pressas, continuei olhando havia mais algumas marcas solitárias, motos talvez.

_Rick! Gritei. Seguimos a estrada, não demorou muito tempo pra encontrarmos um acidente, duas motos estouradas na carroceria de um furgão, me aproximei mais um pouco e logo reconheci uma das motocicletas, uma Harley Fat Boy pertencenten aos White roads a insígnia SS presa no tanque confirmava que era de um deles. Entre as ferragens do furgão e pedaços das motos havia um corpo. Era Matt o primo imbecil da vagabunda da Katnis, só de lembrar dela meu sangue fervia de raiva. Mas o que os White Roads faziam tão longe do lugar “seguro” deles. Bom com certeza tiveram que fugir de alguma horda como nós. Mais a frente havia outro corpo, sua cabeça estava praticamente destruída mas eu ainda podia reconhece-lo era Stefan. Carl e Rick se aproximaram, o garoto arregalou os olhos como se visse um fantasma ao ver o corpo jogado do chão, ele já tinha visto outros em situação bem pior.

_Que foi? Parece que nunca viu alguém com a cabeça amassada! Falei em tom sarcástico.

_Foi ele, ele e um outro cara que perseguiram Julie e eu aquele dia. Disse ele com a voz quase como um sussuro, dava pra notar o esforço enorme que ele fez pra se manter sob controle.

_Tem certeza? Estamos longe. Perguntou Rick.

_Eu tenho. Respondeu ele dando um chute no corpo imóvel. Fiquei uns segundos atordoado, aqueles caras não prestavam antes do apocalipse depois dele se tornaram totalmente cruéis e depravados. Voltei ao furgão entrei na gabine e comecei a vasculhar, não havia nada que indicasse que Anna tinha passado por ali.

_Gente olha, tem um condomínio de luxo aqui perto. Os ricos deram no pé quando essa maluquisse começou talvez o lugar não esteja infestado, podemos parar um pouco descansar nos abastecer. Disse Lian estendendo o mapa sobre o capo do carro.

_Tem razão, estamos cansados vamos até la se der pra limpar e ficarmos uns dias por lá vai ser bom pra todo mundo, Maggie não está muito bem, acho que ta com uma virose... Disse Glenn parecendo um tanto preocupado. Realmente nos últimos dias Maggie estava fraca e pálida.

Voltamos aos veículos e nos direcionamos ao condomínio. Era um daqueles bairros fechados de ricos, com casas grandes e bonitas, jardins verdes com piscinas e playgronds equipados pras crianças, um lugar que caras como eu provavelmente levariam uma dura dos tiras se passassem por perto no mundo de antes. Agora era um cenário de abandono, apenas alguns poucos walkers se arrastavam famintos pelas calçadas e ruas largas, escolhemos uma casa grande com grades nas janelas inferiores e uma pequena cerca branca que serviriam pra conter alguns cabeças ocas, mas não aqueles que pareciam mais espertos e rápidos, pra nossa sorte os babacas ainda eram maioria. Entramos na casa atentos a qualquer movimento, vasculhamos tudo estava limpa, parecia ter sido abandonada as pressas como Lian disse, não havia mais comida na dispensa alguém já devia ter passado por ali e limpado tudo apenas restavam algumas garrafas de vinho e wisky caros pra mim bastava, fazia tempo que eu não bebia mas não era ma ideia me embebedar e esquecer toda aquela dor, merda! Porque tinha que doer tanto? É dificil imaginar que o mundo de antes não tenha feito por meus sentimentos, o que este mundo destruído fez. Nunca me senti tão humano, tao vulnerável. Peguei uma das garrafas de vinho e subi até o andar superior, entrei num dos quartos que tinha uma sacada e fiquei olhando a noite se aproximar bebendo a garrafa de vinho. Eu estava cansado de tudo e de todos, faminto e perdendo as esperanças que já não eram muitas quando comecei a procurar por ela.

_Vai com calma com essa garrafa. Ouvi a voz de Rick se aproximando.

_Minha mãe morreu antes de eu começar a beber então não enche o saco... Falei, a tranquilidade com que Rick estava encarando a situação me deixava profundamente irritado. Parecia não se importar que sua filha de pouco mais de um ano de idade também tava por ai.

_Sei que não está sendo fácil, perdemos muitos nas ultimas semanas mas não acho que ficar bêbedo seja a resposta.

_Se você não ta preocupado com a Shanezinha eu to com a Anna. Falei irritado. Rick virou as costas e saiu rapidamente, eu sabia o quanto aquela duvida ainda pairava na cabeça dele. Continuei bebendo o vinho e observando a escuridão, algum tempo depois algo chamou a atenção, da chaminé de uma das casas saia uma fumaça escura, estaria toa bêbado que estava vendo coisas? Esfreguei os olhos a fumaça persistia. Peguei a besta, uma pistola e desci rapidamente as escadas e sai da casa, Michonne estava na vigia, apenas me olhou sem fazer pergunta alguma continuei caminhando em direção a casa. Talvez fosse Anna, ou não, quem sabe o resto dos desgraçados dos White Roads, eu tinha contas a acertar com o infeliz do Ted pela surra que ele deu no Luke. Luke, como era dolorido lembrar dele. Balancei a cabeça e continuei caminhando, um errante vestido como jardineiro caminhou na minha direção, eu acelerei e atravessei seu crânio com a minha faca, eu estava perto, muito perto. Cheguei a casa, vasculhei pelo lado de fora, as portas e janelas estavam bem trancadas, escalei uma arvore e consegui entrar por uma janela do alto. Andei atentamente pelos cômodos, estavam desertos, a lareira sem qualquer sinal de fogueira. Eu estaria enlouquecendo? Vendo coisas, como via meu irmão sempre que estava em uma situação de apuros? Continuei andando e vi uma porta que devia dar acesso ao porão, a casa estava quente, essas casas de ricos mais antigas sempre tinham sistema de aquecimento por caldeiras, talvez houvesse uma no porão, talvez fosse dela a fumaça. Tentei espiar pelo buraco da fechadura, não pude ver nada apenas uma pequena luz ao longe. Joguei alguns vasos no chão, se havia alguém ali certamente seria atraído pelo barulho e me escondi atras de uma cortina grande de veludo. Segundos depois vi um homem surgir atento pela porta segurando um taco de beisebol e outro atrás dele com uma arma em punho.

_Tem alguém aqui dentro Jack e não pode ser morto-vivo as entradas tao muito bem trancadas. Disse um deles.

_Vasculha o segundo andar e eu procuro aqui em baixo, toma cuidado pode ser os caras de ontem, são perigosos. Disse o outro que parecia ser um pouco mais velho. Ele continuou andando empunhei a besta assim que o outro subiu as escadas mirei a besta pra sua cabeça e sai de trás da cortina.

_Cadê os outros? Perguntei sentindo um pouco de dificuldade pra falar devido a bebida. O homem se assustou virando-se imediatamente na minha direção.

_Calma cara! Não quero confusão. Disse ele empunhando o taco de beisebol.

_Cadê o desgraçado do Ted! Insisti num grito.

_Não sei de quem ta falando! Disse ele apreensivo ainda segurando o taco. O segundo homem desceu as escadas apontando a arma pra mim.

_Melhor largar essa coisa cara se não quiser seus miolos espalhados por ai... Disse ele.

_Não antes de atravessar uma flecha na cabeça do seu amigo!

_Calma Roth, ninguém precisa morrer ta procurando a garota não é? Senti meu peito disparar.

_Eu a vi ontem com os caras, agora lembro que vi que um deles se chamava Ted, eles estão no Big Spot. Sinto muito eu não pude fazer nada por ela. Não fazemos parte daquele grupo, agora saia daqui e ninguém se machuca. Disse ele. Continuei empunhando a besta, na direção dele.

_Quantas garotas estavam com eles? Responda! Gritei.

_Duas. Respondeu ele.

_Duas? Havia um bebê?

_Não. Sinto muito. Disse ele.

_Espera Jack é ele! Disse o homem da escada.

_Cala a boca Roth! Gritou o tal de Jack.

_Eu o que? Perguntei virando na direção do homem da escada e o encarando. Senti um golpe forte na cabeça e cai, vendo apenas vultos a minha volta, segundos depois ouvi meu nome.

_Daryl, para! Era a voz de Anna, eu via apenas vultos devido a pancada na cabeça, ela se aproximou empurrando o homem que as se preparava pra um segundo golpe, eu estava tonto forçava a visão pra tentar vê-la, era ela, minha Anna. Pisquei os olhos algumas vezes tentando dissipar a tontura a primeira coisa que vi foi o rosto dela, senti sua mão macia tocando meu rosto levemente, seguido de um beijo delicado em meus lábios.

_Anna... sussurrei. Ainda sentia-me meio tonto, mas era ela, minha Anna estava viva, viva! Sentei-me no chão e a abracei forte, toquei seu rosto, beijei seus lábios, senti meu peito se aquecer novamente enquanto a abraçava afundando meu nariz no seu pescoço sentindo seu cheiro acariciando seus cabelos. Ela estava ali, estava comigo.

_Achei que nunca mais fosse te ver... Sussurrei, segurei seu rosto com as mãos a frente do meu rosto, era ela, Anna, minha mulher.

_Eu fiquei com tanto medo, tanto medo de não te encontrar nunca mais. Disse ela entre soluços. A apertei forte contra meu peito.

_Ta tudo bem, tudo bem agora estamos juntos eu te achei... Falei, confortando-a.

_Charlie, eu não consegui tira-lo de lá ele se foi... ele era tao pequeno...

_Eu sei, estivemos la atras de vocês, como chegou até aqui? Quem são aqueles caras? A bravinha? Ela ta viva? Perguntei ainda confuso.

_Ela ta bem. Disse ela quase como um sussuro, continuei a abraçando forte, eu ainda não estava pronto pra solta-la. Como se tivesse medo de que fosse apenas um sonho, continuei apertando-a entre meus braços.

Notas finais
Comentem!