Notas iniciais
Oi gente fiquei super feliz com a recomendação da Andressa e dedico esse cap a ela!
BOA LEITURA E ESPERO QUE GOSTEM!

Narrador

Rick continuou sentado por alguns minutos conversando com Liv. Cristhian se aproximou dos dois sentando na cama ao lado da irmã.
_Liv disse que estão sozinhos, se quiserem ficar conosco são bem vindos. Salvaram a vida da Anna e nos ajudaram hoje. Disse Rick olhando pra Cris.
_Um grupo não sei se é uma boa não a gente tem se virado bem sozinhos.
Liv beliscou Cristhian nas costas por baixo da jaqueta, ele olhou pra ela zangado.
_Porque a gente não conversa um pouco sobre isso antes de decidir Cris?
Liv puxou o irmão o levando-o para fora da sala.

_Acha que uma boa ideia Rick? – Perguntou Daryl afagando os cabelos de Anna.
_Eles são fortes, sabem lutar, usar armas e ainda por cima tem conhecimentos médicos precisamos de gente assim.
_É acho que ta certo. Mal ou bem eles salvaram a Anna.

Cris e Liv discutiam no corredor.
_Não vamos ir com eles ta decidido. Disse Cris aparentando estar irritado com a insistência de Liv.
_Você não decide as coisas sozinho Cris, você ouviu eles tem um lugar seguro. Eu to cansada de ficar o tempo todo na estrada.
_Temos a cabana.
_Eu to cansada daquele lugar, ficamos meses sem encontrar uma santa viva alma. Acha que é fácil aguentar você o tempo todo?
_ Vai se ferrar liv! Quer ir com eles só porque ta a fim de trepar com aquele esquisitão.
_Da pra falar mais baixo? Tudo bem não quer ir não vamos, voltamos pra aquela cabana nojenta pra jogar paciência e nos aguentar até o fim dos nossos dias.
Ela virou as costas e começou a olhar pela janela chateada.
_Liv, olha eu só acho que não vai dar certo. É perigoso não sabemos no que estamos nos metendo. Você sabe muito bem que é muito mais difícil se defender de gente viva do que dos zumbis. Hei não me olha assim eu so não quero que nada de mal te aconteça.
_Sabe muito bem que eu sei me cuidar, não sou mais uma garotinha.
_ Tudo bem nos vamos com eles, e seja o que Deus quiser.
_Onw eu te amo! Disse Liv beijando a buchecha de Cris.

POV ANNA HANKINS
Abri os olhos vi um teto de gesso branco entalhado com detalhes florais. Senti uma dor na barriga certamente ocasionada pelo ferimento que papai me causara, papai ele estava morto eu o matei. Como pode alguém matar seu próprio pai? Apesar de tudo eu o amava como pude fazer aquilo? Senti as lagrimas quentes descerem pelo meu rosto. Levantei ficando sentada, era um lugar estranho havia um cateter na minha veia ligado a uma bolsa de soro. Eu vi Liv dormindo na cama ao lado e Cristhian cochilando numa cadeira. Mais a frente uma silueta se destacava na luz que entrava pela porta. Era Daryl, não eu deveria estar sonhando ele estava longe provavelmente me odiando nesse momento. A silueta caminhou na minha direção senti meu coração disparar, agora eu podia ver claramente era ele ou uma alucinação? Meu desejo de vê-lo novamente era tão grande que estava me fazendo ver coisas. Senti sua mão quente e um pouco áspera acariciar o meu rosto suavemente.

_Você acordou. Disse ele me abraçando.
_Daryl você ta aqui. Falei retribuindo o abraço com uma sequencia de beijos pelo seu rosto.
Ele segurou minhas mãos olhando nos meus olhos.
_Eu sei que eu sou um caipira, mal humorado e arrogante eu costumava ser pior que isso há um ano atrás. Acho que seu for para pra pensar o fim do mundo foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, me trouxe coisas que eu não tinha e achava que não me faziam falta. Acredita que Merle e eu queríamos rouba-los? Deixar um acampamento com meia dúzia de crianças sem nada, e só não fizemos isso porque as coisas não saíram como planejado.

Cristhian remexeu-se na cadeira, Percebi que Daryl ficou incomodado com o fato dele poder estar nos escutando.
_ Acha que pode andar?
_Posso eu estou bem. Falei acariciando seu queixo.
Retirei o cateter do braço, Daryl me ajudou a levantar eu ainda estava um pouco zonza, fomos até o corredor Rick vigiava em uma janela e nem percebeu quando passamos.
Caminhamos por outro corredor, largo com quadros do espírito santo. Chegamos a uma pequena capela com o teto completamente decorado com pinturas retratando a criação do homem, havia um altar de madeira entalhado com formas arredondadas e com sinuosos detalhes dourados. No alto uma figura de Cristo preso à cruz feita de mármore branco.
Sentamos em um dos bancos e ele passou o braço pelo meu ombro.
_Eu o matei, acha que Deus vai me perdoar?
_Acho que o seu pai fez por merecer sabe disso, e ele tinha sido mordido antes ia morrer de qualquer jeito.
_Como ele pode ter chegado a tanto? Ele sempre foi rígido mas ele era um bom pai antes de tudo.
_As pessoas mudam, quando a Sophia sumiu e eu fui procura-la, ela foi a primeira pessoa que eu me preocupei além do meu irmão em muitos anos. Eu realmente achava que a encontraria e a traria de volta pra mãe dela. Acho que eu fiz Carol acreditar nisso também. Fiquei péssimo quando ela saiu daquele celeiro, transformada numa daquelas coisas. Mas eu nunca falei isso na verdade eu só briguei com a Carol e fiz ela se sentir a pior mãe do mundo. Eu fiz de tudo pra não me envolver mais, não me importar mais pra não sentir aquilo de novo. Quando encontrei Merle e deixei o grupo pra seguir com ele. Achei que todos os meus problemas estavam resolvidos, nós dois sobreviveríamos facilmente já fazíamos isso desde crianças do nosso jeito meio torto, mas fazíamos. Ai você apareceu e bagunçou tudo de novo me fazendo pensar que não sabia como consegui viver sem você por tanto tempo. Eu sou só um caçador sulista cheio de defeitos e que já fez um monte de merda, mas você me faz querer tentar ser diferente. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu quero você do meu lado. Anna Dixon. Disse ele com um leve sorriso.
Senti meu rosto aquecer eu queria falar um monte de coisas, mas a única coisa que consegui fazer foi beija-lo lentamente aproveitando ao máximo cada segundo daquele momento, meu coração palpitava desesperadamente como no nosso primeiro beijo, eu era dele e ele era meu nós nos amávamos e precisávamos um do outro e nada mais poderia mudar isso.

Ep38 – Chegando a prisão
Narrador
Daryl, Rick e Cristhian vasculharam o seminário retirando tudo que pudesse ser útil pro grupo na prisão e colocaram na caminhonete. Alguns walkers já caminhavam na direção do prédio.
_ Essas coisas não nos dão folga. Disse Daryl disparando uma flecha contra a cabeça de um deles.
_Melhor pegarmos as garotas e darmos o fora daqui, antes que apareça outro grupo grande como aquele na floresta. Disse Cristhian caminhando em direção a um errante em estado de decomposição já avançado e lhe deferindo um golpe de faca no crânio putrefato.

Liv retirava tudo que pudesse ser carregado da enfermaria deixando a bolsa lotada de medicamentos, ataduras, equipamentos e soros. Anna permanecia sentada na cama ainda debilitada pela perda de sangue.
_Seu irmão apontou uma arma pra minha cabeça. Disse Anna.

_Bom ele deve ter tido um motivo pra isso não é?
_ Acho que sim.
_ E ai que rola entre você e o cara das flechas? É um lance serio ou só sexo gostoso? Perguntou Liv com um sorriso maroto.
_ Isso não é da sua conta. Respondeu Anna seriamente.
_Ui não ta mais aqui quem falou, eu enh só estava tentando puxar assunto.
_Desculpa se eu fui grossa eu não to muito bem. Eu nem sei o que dizer pra agradecer você e o seu irmão pelo que fizeram por mim.
_Onw não precisa dizer nada se pode fazer. Disse liv se aproximando de Anna e tocando levemente seu rosto.
Anna arregalou os olhos assustada e se afastou um pouco. Liv soltou uma gargalhada.
_Eu to brincando, não sou lésbica só queria ver a sua cara. Mas não que sexo não seja bom de todas as formas. To te assustando né?.
_Não só não gosto de falar nessas coisas acho isso muito íntimo. Disse Anna já corada.

_ Hum mocinha recatada, quantos anos tem?
_ 17.
_ E já transou com quantos caras?
_ Eu já disse que não quero falar nisso. Tudo bem?
_ Tudo bem... mas eu com 17 já tinha aprontado bastante.
Daryl entrou na sala e se dirigiu a Anna.
_Temos que sair daqui. Vem Anna. Disse ele pegando na mão da jovem.
_ Então vamos! Disse liv observando a cena com certo desprezo.
O grupo entrou na caminhonete, Rick foi dirigindo e Anna recostada sobre o ombro de Daryl na cabine. Os dois irmãos foram na caçamba junto com os mantimentos. Daryl obrigou Rick a voltar e pegar a moto que viajou espremendo os Turner na parte de traz da caminhonete. Os cinco viajaram por horas até avistarem a prisão.
Cristhian cutucou Liv que cochilava. Indicando a prisão com o dedo.
_ Brincadeira não é? Passamos anos tentando nos livrar de lugares como esse pra vir por nossa livre e espontânea vontade.
_ Pois é irmãozinho quer lugar mais seguro que uma prisão? Disse ela sorrindo.
O portão foi imediatamente aberto por Carl. Maggie, Glenn e Carol com a pequena Judith nos braços, já estavam no pátio.
Rick saiu do carro e os irmãos Turner pularam da caçamba. Daryl desceu ajudando Anna.
_Ainda bem que a encontraram! _ disse Maggie se aproximando da jovem e dando-lhe um abraço apertado.
Carol também se aproximou.
_É bom te-la de volta Anna, sentimos sua falta principalmente Judith. Disse Carol.
Anna pegou a pequena criança do colo de Carol.
_Oi meu amor, que saudade eu estava de você. Disse a jovem abraçando o bebê.
_Quem são eles? Perguntou Glenn confuso.
_ São Liv e Cristhian Turner, eles nos ajudaram e vão ficar com a gente. Pode mostrar uma cela pra eles Maggie as do outro bloco. A esses são Maggie, Glenn e Carol. Esses são meus filhos Carl e Judith.
Carl acenou pros dois novos moradores da prisão. Liv e Cristhian seguiram Maggie para dentro da prisão ate o segundo bloco de celas.
_Podem escolher qualquer uma, embora eu ache que não tem muita diferença. Disse Maggie
_Obrigada já dormimos em lugares muito piores pode ter certeza. Falou Cris com um sorriso sedutor.

[...]

Daryl pegou o bebê dos braços de Anna e a entregou a Carol novamente.
_Cuida da bravinha, Anna foi ferida precisa descansar. Disse ele
_E o Hankins e os outros? Perguntou Carol.
_Estão mortos. Disse Anna de cabeça baixa.
_Meu Deus e como aconteceu?
_Melhor deixar esse assunto pra outra hora. Disse Daryl pegando Anna pelo braço e a puxando em direção à torre.
POV DARYL DIXON
Onde Carol tava com a cabeça em perguntar aquilo, isso era a coisa que eu não gostava nela sempre querendo saber de tudo nas horas menos oportunas.

“Babaca! Por mais que o Hankins merecesse ela devia imaginar que Anna estava sofrendo com a morte do pai, pra que cutucar na ferida assim?.” pensei

Subi com Anna pra torre ela ainda ficava tonta as vezes, pensei em leva-la no colo mas achei muito bobo pra um cara da minha idade fazer aquilo, então só deixei que ela se apoiasse em mim pra subir os degraus.
Chegamos lá em cima e ela foi até a janela e ficou olhando o horizonte.
_Vou buscar alguma coisa pra você comer. Falei colocando a besta e o saco de flechas sobre a mesinha.
_Não, fica aqui um pouco comigo. Disse ela me olhando com os olhos molhados.
Eu me pus atrás dela e a abracei carinhosamente dando um beijo leve na sua bochecha.
_Não foi sua culpa, ele não te deu escolha. Sussurrei em seu ouvido.
_Vai ficar tudo bem não vai? Perguntou olhando-me fixamente nos meus olhos.
_Vai sim. Eu já te disse que adoro o seu cheiro? Falei roçando meu rosto no pescoço dela.
_ Eu devo ta cheirando como um gambá agora. Preciso de um banho.
_Você ta cheirosa, ta frio hoje a água deve estar congelando, melhor ficarmos sujos mesmo.
_ Tem certeza? pensei em tomarmos um banho juntos, mas já que você disse que eu não to tao fedida assim...
_Você ta fedendo muito mas muito mesmo! Falei rindo.
_ Droga to sem roupas de novo. Disse ela.
_Fica pelada, desde que não saia daqui pra mim não tem problema nenhum. Falei
_Engraçadinho, vou arranjar umas com a Maggie.
[...]
Descemos pra prisao e fomos pro chuveiro, eu tirei as minhas roupas sem a menor cerimônia e fui encarar a água gelada. Anna ficou me observando por algum tempo.
_ Não vai vir?

_To pensando...
_Agora sem chances mocinha pode botar essa bunda branca embaixo dessa água fria também.
Anna se despiu e veio pra baixo do chuveiro, tentou escapar quando os primeiros pingos da água gelada caíram sobre ela, eu a puxei segurando-a contra o meu corpo embaixo da ducha.

“Devíamos ser o casal campeão em cicatrizes” pensei.
_Uiii, to congelando... disse ela se encolhendo em meu peito.
Eu envolvi meus braços na sua cintura e a beijei demoradamente fazendo minha língua explorar cada canto da sua boca, quase que automaticamente minhas mãos subiram encaixando perfeitamente nos seus seios firmes . A água fria já não me incomodava mais. Anna era minha eu a amava sabia disso há muito tempo, mas era tão difícil assumir, sempre achei que se apaixonar era um sinal de fraqueza talvez porque eu nunca tivesse sentido de verdade. Anna sorria e ficava na ponta dos pés pra alcançar a minha boca. Eu a virei deixando contra a parede e a penetrei devagarzinho com movimentos lentos e compassados. Ela era diferente de todas as outras, eu me preocupava mais em faze-la sentir prazer do que no meu próprio, ficava atento a cada sinal tentando perceber tudo que ela gostava e não gostava durante o sexo. Ela gemia baixinho com as mãos contra a parede. Como era delicioso estar dentro dela, comecei a me movimentar um pouco mais rápido segurando os quadris dela contra os meus. Ela gemia um pouco mais alto e sua respiração ofegante me deixavam ainda mais excitado. Ouvimos um barulho e paramos.
_Tem alguém ai. Disse ela ofegante.
Virei-me escondendo meu pênis com as mãos.
_Não tem ninguém devem ser os ratos.
Beijei o pescoço dela, mas ela virou-se pra mim e disse que era melhor nos vestirmos.
“Malditos ratos,” pensei
Ela saiu do chuveiro secou-se e vestiu as roupas de Maggie que ficaram um pouco grandes. Eu continuei embaixo da água esperando que o frio acalma-se a minha ereção.
_Amanha vou até a cidade e acho algumas do seu tamanho.
_Posso ir com você?
_Nem pensar. Vou levar o novato eles também vão precisar de algumas coisas.
_Daryl!
_Quando você atirar melhor eu te levo.
Ela saiu um pouco chateada, nem sonhando a levaria comigo não seria louco de correr o risco de perde-la novamente.
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Notas finais
REVIEWS?