Apocalipse
8 Você sente alguma coisa por mim?
Notas iniciais
vi o Daryl.
– Que susto! – falei – Você é doente ou o que?
– A princesinha tomou um susto é? – ele falou irônico. – Belo tiro. – Ele se referiu ao coelho. – Vai dar um belo café da manhã. – revirei os olhos.
– Você gosta de me perturbar né?
– Não vim aqui te perturbar, a Emily ficou preocupada e me chamou para vim ser sua babá. – revirei novamente os olhos e suspirei.
Ele pegou o coelho e voltamos pro acampamento.
– Ah! Você está bem! O que aconteceu? – a Emily falou assim que me viu
– O Barulho era um coelho. – falei.
– Meio leve esse coelho. – Daryl falou.
– Pelo menos eu peguei um coelho – falei.
– Eu peguei um veado. – Ele tentou se exibir.
– Não, você acertou um veado, quem o pegou foi o zumbi. – sorri para ele sinicamente.
Ele murmurou algo como um palavrão, algo toma no cu, dei de ombros.
Entrei na barraca e logo adormeci.
[...]
Acordei com o sol radiante e alguém pulando em cima de mim.
– Tia Sté! Acorda Tia Sté! – era o Andy. – Tá na hora de irmos!
Levantei-me e saímos da barraca, todos estavam prontos para ir.
– Tá pessoal é o seguinte. Quem estiver no rádio estamos no canal 40. – Shane falou. – Vamos falar bem pouco tá legal? Se tiverem problemas, se estiverem sem rádio sem sinal, quero que buzinem uma vez. Isso vai fazer parar a caravana. Alguma pergunta?
– Olha só... – Morales começou a falar. – Agente não vai.
– Tem certeza? – me manifestei.
– Sim, temos família em Pirnegan.- Miranda se manifestou
( N/A: Outro nome que eu não sei escrever ;/ Mais no ep 5 da 1º temporada a Miranda fala isso. )
– Queremos ficar com o nosso pessoal. – Ela terminou de falar.
– Vão ficar sozinhos, ninguém vai proteger vocês. – Shane falou
– Agente vai se arriscar. Vou fazer o que é melhor para a minha família.
– Tudo bem... Shane. – Rick falou, se abaixou e começou a tirar armas de sua bolsa.
Começamos a nos despedir deles.
Entramos no carro.
Rick, Lori, Carl, Sophia e Carol foram em um branco com amarelo.
Dale, Jim, Jacqui e o Gleen foram no Trailer.
Eu, Emily, Ben, Lily, Ashley, Jason e o Andy fomos na van.
Shane e foi no jeep preto.
Daryl foi na picape azul e branca.
Andrea e T-Dog foram em um carro branco, uma mini van.
Eu iria dirigir, são 160 quilômetros até o CCD.
O Trailer buzinou.
Paramos os carros.
– Fiquem aqui, vou ver o que é. Emily, você manda. – falei e desci do carro.
Fui até o Trailer, do escapamento saia fumaça.
– Eu disse que nunca chegaríamos longe com essa mangueira, — Dale falou para mim e Rick. – Disse que precisava da do caminhão.
– Não dá pra remendar? – sugeri.
– Foi tudo que eu fiz até agora, tem mais fita adesiva do que mangueira. – Dale falou sério. – E eu não tenho mais fita.
– Tem alguma coisa lá na frente, com sorte é um posto de gasolina – Shane falou olhando pelos binóculos.
– Pessoal, é o Jim. É grave. Acho que ele não aguenta mais. – Jacqui anunciou e eu e Rick trocamos olhares.
– Rick, Stefany, vou ir até o posto ver o que tem para nos ajudar. – Shane falou.
– Eu vou com você, vou te dar cobertura. – T-Dog falou
– Agente já volta – Shane finalizou, eu e Rick entramos no Trailer.
– Agente já vai voltar para a estrada. – Rick falou.
Jim estava branco com a neve, seus olhos estavam vermelhos, tinha orelhas. Ele passou um bom tempo dormindo mais ainda sim tinha orelhas... toda a sua pele estava fria...
– Cristo... Meus ossos doem – Jim falou – Meus ossos estão como vidros, cada solavanco... Isso tá me matando... Deixe-me aqui... Não dá mais... Deixa-me aqui eu quero ficar com a minha família.
– Todos morreram, — Rick falou... pegou a mania do Shane e do Daryl agora Rick? – Você não sabe o que tá pedindo.
– Rick. – coloquei minha mão em seu ombro – Se é isso que ele quer com a vida vai o deixar fazer isso... Essa escolha é dele... Não resta mais tempo...
– Você é muito sábia Stefany... – Jim falou – A escute Rick...
–Você não sabe o que está pedindo! Você está tendo muitos delírios! – Rick falou.
– Você acha que eu não sei? — Jim falou e tentou se levantar, fracassou. – Eu estou bem agora. Em 5 minutos posso não estar... Não tenho mais tempo. Rick, eu sei o que to pedindo. Deixa-me aqui... é a minha decisão, não é a sua culpa.
Saímos do Trailer.
– O que decidiram? – Daryl perguntou.
– Ele falou que quer ficar aqui. – Rick disse.
– Ele está lúcido... – Carol falou
– Parece que sim... Eu diria que sim.
Shane e T-Dog chegaram.
Explicamos a história para eles.
– Deixar eles aqui? Cara... Eu não conseguiria viver com isso. – Shane falou.
– Essa decisão não é nossa, é do Jim. – Lori falou.
Rick e Shane entraram no Trailer e logo saíram com o Jim nos braços. O apoiamos debaixo de uma árvore.
Jim olhou para cima.
– Bem... Outra droga de árvore. – ele falou com a voz fina. E sorriu para mim, sorri de volta.
– Jim... Você sabe que não precisa ser assim... – Shane falou
– Não... A brisa tá muito boa... – ele falou aliviado.
– Tá bom, tá bom.
Fui até o Jim e lhe dei um beijo na testa.
– Pensa no que eu disse Stefany, você ainda vai ser grande. – Jim disse.
O pessoal se despediu do Jim.
Voltamos pros carros e logo partimos.
[...]
Finalmente chegamos ao CCD, saímos do carro e tinha pilhas e mais pilhas de mortos.
Moscas para todos os lados, corpos em todos os cantos.
Ben pegou uma cadeira de rodas que havia lá no canto, que mais surpreendente que seja, estava em bom estado.
Colocamos minha mãe naquela cadeira e o Ben pegou o Andy no colo. Fomos em direção há porta.
– Também os narizes – falei – Continuem andando.
Chegamos na porta.
– Abre? – Shane falou e tentou puxar a porta, falhou miseravelmente.
– Não tem ninguém aqui – T-Dog falou
– Então por que as portas estão fechadas? – falei
– ZUMBI! – Daryl gritou.
Preparamos nossas armas. Daryl, com sua besta, deu uma flechada na cabeça do zumbi.
– Tomamos uma decisão errada Rick! – Shane falou
– Shane tem razão, não é seguro ficar perto da cidade... Ainda mais escurecendo! – Lori falou
– Rick, ainda é uma opção... – Shane falou – Vamos voltar.
– Como? Estamos sem combustível, sem comida. São 160 quilômetros! – Andrea se rebelou.
Começaram a encher o Rick de perguntas e a mim também.
As pessoas gritavam Vamos embora, ou zumbis, ou vamos levem elas daqui essa opção foi errada.
Infernizei-me.
– CALEM A BOCA! – gritei – O RICK NÃO ESTÁ CONSEGUINDO PENSAR, MUITO MENOS EU! SABEMOS QUE ESTÃO VINDOS ZUMBIS, SABEMOS DISSO, NÃO SOMOS CEGOS MUITO MENOS SURDOS! – olhei para câmera, ela se mexeu. – A câmera.
– Eu também vi. – Rick falou.
– Está imaginando coisas. – Dale falou.
– Vamos embora pai! – Carl falou.
– Stefany, vamos embora! – Emily gritou em meu ouvido. – Estão vindo muitos zumbis para cá!
Comecei a ouvir o pessoal gritar novamente por causa dos zumbis. Andei para perto dos carros a tirei em 6 zumbis, todos na cabeça.
– Resolveu o problema? – falei
Voltei para a porta.
– Stefany! SUA LOUCA! ATRAIU MAIS ZUMBIS PARA CÁ! – Gleen falou.
Começaram a me chamar de louca. Não aguentei
Olhei bem para a câmera.
– EU SEI QUE ESTÁ AI! EU SEI! VOCÊ NÃO PODE NEGAR! VAMOS! ABRA ESSA PORTA! – gritei para a câmera, tinha alguém lá. Eu sei disso. Chutei a porta – EU SEI QUE ESTÁ AI! QUE ESTÁ ME OUVINDO! ABRA ESSA MERDA DE PORTA! VOCÊ NÃO SABE O QUE SOFREMOS PARA VIRMOS PARA CÁ! – chutei novamente a porta –NÃO FAÇA AGENTE VOLTAR! NÃO TEMOS MAIS NADA! TEMOS MULHERES, CRIANÇAS, NÃO TEMOS COMIDA! ESTAMOS SEM GASOLINA! – gritei pela última vez e senti meus olhos se encherem de lágrimas. — Vamos... Por favor – soquei a porta – Por favor. – senti alguém começar a me puxar.
– VOCÊ ESTÁ NOS MATANDO! – Rick gritou e o Shane o puxou.
Vi quem me puxava, era o Daryl. Ele me puxava pelo braço.
Logo, ouvi a porta se abrir.
Preparamos as armas e entramos.
– Olá? Olá? – Rick perguntou
– Olá? Olá? – alguém respondeu de volta – Tem alguém infectado?
– Um do nosso grupo estava – falei – não sobreviveu
– E essa senhora na cadeira de rodas?
– Ela está com gripe. Nada de mau. – Rick falou
– O que querem?
– Uma chance. – Rick respondeu
– Edwin? – perguntei – Edwin Jenner?
– Stefany? – o doutor perguntou – Stefany!
– Vocês se conhecem? – Rick perguntou
– Ele era amigo do meu pai. – respondi.
– O seu pai... ele... – Edwin começou mais não o deixei terminar, abaixei minha cabeça – Entendo... – ele voltou a ficar sério – Todos terão que fazer exame de sangue... é o preço pra admição.
– Fechado. – Rick falou.
– Se quiserem trazer algo, tragam agora! Quando essa porta se fecha não abre mais.
Fomos lá fora e pegamos nossas coisas.
Entramos no elevador.
– Os médicos sempre andam armados por aqui? – Daryl perguntou.
– Muitas armas sobraram... já me familiarizei com elas. – Edwin respondeu.
Descemos do elevador e começamos a andar por um longo e extenso corredor.
– Fai acenda as luzes da sala grande. – Edwin falou
As luzes se acenderam.
– Cadê o resto dos médicos? – perguntei
– Foram embora.
– E quanto a Fai? – Lori perguntou.
– Fai. Diga oi aos nossos convidados, diga a eles... Bem vindos. – Edwin falou.
– Olá convidados, bem vindos. – uma voz robótica ecoou pelo local.
– Sou só o que sobrou. – Edwin completou. – Eu sinto muito.
Fizemos uma fila para o Edwin tirar o nosso sangue.
Era a vez da Andrea, ela era a última.
– Pra que isso? Se tivéssemos infectados estaríamos com febre – Andrea se queixou pela nonagésima vez.
– Já quebrei todas as regras do manual deixando vocês entrarem. Deixem-me pelo menos ser cuidadoso. – Ele terminou de tirar o sangue dela. – Pronto.
Andrea se levantou e saiu cambaleando.
– Está bem? – Edwin perguntou.
– Ela não come a diz – Jacqui respondeu – Nenhum de nós come.
[...]
Estávamos rindo e se divertindo, bebíamos e comiamos.
– Sabe, na Itália... – Dale falou colocando mais vinho para a Lori – as crianças tomam um pouco de vinho. E na frança também.
– Isso é verdade, foi assim que a Ashley virou alcoólatra. – falei. Tá, eu já bebi umas cinco taças? Seis?
Ashley tomou outro gole do seu vinho e me mostrou a língua.
– Bom, quando o Carl estiver na Itália ou na França, ele vai poder tomar. –Lori falou colocando a mão no copo do Carl.
– Não vai fazer mal – Rick falou, com a boca cheia. Ele também bebeu umas taças... –Dexa vai... Dexa.
Lori cedeu o copo para Carl e rimos.
Carl tomou um golhe.
– URGH – ele gemeu.
Rimos e Lori pegou o copo do Carl, derramando o vinho no copo dela.
– Esse é o meu garoto.
– Bom, continue com a sopa rapaz. – Shane falou.
– Você não Gleen. – Daryl começou a falar, tá... Ele também bebeu.
– O que? – Gleen perguntou indgnado.
– Continua bebendo, quero ver sua cara bem vermelha. – Daryl completou.
Rick se levantou, ia fazer um brinde.
– Acho que não agradecemos nosso anfitrião devidamente – ele começou.
– Ele é muito mais que nosso anfitrião. – T-Dog falou balançando de um lado pro outro... Esse ai bebeu.
– Saude! – falamos.
– UIA! – Dixon gritou
– UIA! – gritamos de volta.
Brindamos e rimos.
– Então... – Shane falou com uma voz que quebrou o clima divertido no ar – Quando vai nos contar o que aconteceu aqui? Doutor? Uh? Todos... Os... Outros médicos que deviam estar descobrindo o que aconteceu? Onde estão?
– Você é muito estraga prazer Shane. – falei – Estamos comemorando e você faz questão de quebrar o clima divertido. Não precisamos fazer isso agora. – falei e peguei a taça de vinho, a bebi.
– Ah, espera um pouco. É por isso que estamos aqui, não é?
– Vemos isso outra hora. – falei e revirei os olhos.
– NÃO, NOS VIEMOS PARA CÁ PARA SABER O QUE ACONTECEU, FOI VOCÊ MESMA QUE DISSE STEFANY. – ele gritou. – VOCÊ DISSE QUE SEU PAI FALOU PARA VIREM AQUI PARA VEREM SE TEM UMA CURA, NÃO FOI? NÃO FOI O SEU PAPAIZINHO DE MERDA QUE FALOU PARA VOCÊ VIR AQUI VER O QUE ACONTECEU? TENHO CERTEZA QUE SEU PAPAIZINHO DE MERDA TE MANDOU PARA CÁ PARA NÃO TER QUE TE AGUENTAR LÁ, TUDO QUE FALAMOS VOCÊ TEM QUE DAR UM PALPITE!
– Primeiro, eu não sou surda. Segundo, eu sei muito bem o que eu falei. Terceiro, fale assim do meu pai novamente e eu te mato. Façam o que quiserem. – Me levantei, peguei uma das garrafas que estava pela metade e sai andando.
Passei pela porta do refeitório e sentei no corredor.
Esperei eles terminarem de discutir. Quando acabaram, já tinha terminado de tomar a garrafa do vinho.
A única coisa que ouviu foi o Gleen falando.
– Você é um estraga prazer. – ele falou.
Minha visão estava embaçada. Minha cabeça dilatava.
A porta se abriu e de lá saiu o pessoal.
– Vamos princesa bêbada. – Daryl falou me puxando, acho que ele também bebeu pra me chamar de princesa. – O Jenner vai nos mostrar os quarto. – ele começou a me puxar.
– Não... – falei – Eu quero mais vinho! – bati o pé. – Ou uma Vodka, Tequila... Cerveja... – falei quase caindo no chão.
– Não... – ele voltou a me puxar – você vai ter uma ressaca brava amanhã.
– Que se foda amanhã, eu quero beber e quero agora! – bati o pé. Soltei-me do Daryl e corri até o refeitório. Peguei uma das garrafas e a abri, ela estava cheia.
Comecei a bebê lá. A porta se abriu.
– Ai está você! – não sabia quem era, acho que a Emily pela voz – Vamos Stefany, você bebeu demais.
– Idai? Vamos morrer mesmo! – falei me segurando na mesa. – Me deixa em paz!
– Daryl, pega ela no colo, por favor...
– Não, não quero que esse brutamonte me pegue no colo! – falei e senti meus pés saírem do chão. – ME SOLTA! – comecei a me debater.
Não conseguia ver nada, só as luzes do corredor.
Só ouvi o Jenner falando.
– A mesma coisa para vocês se forem tomar banho... Manérem na água quente.
– Água quente? – falei e me soltei dos braços do Daryl. – Primeiro eu! – falei e corri no meio das pessoas.
E entrei em um dos banheiros. Tranquei-me lá, já tinha toalhas lá. Liguei o chuveiro e me despir.
Entrei debaixo do chuveiro.
– Meu Deus! – falei – Isso é muito bom.
A água caia sobre a minha pele, era muito bom... Fazia tempo que eu não tomava um banho assim... Isso é muito bom...
Ainda com a garrafa de vinho na mão. Tomei outro gole e lembrei sobre o que o Shane disse do meu pai... De mim.
‘’ NÃO, NOS VIEMOS PARA CÁ PARA SABER O QUE ACONTECEU, FOI VOCÊ MESMA QUE DISSE STEFANY ‘’
‘’ NÃO FOI O SEU PAPAIZINHO DE MERDA QUE FALOU PARA VOCÊ ‘’
‘’ TENHO CERTEZA QUE SEU PAPAIZINHO DE MERDA TE MANDOU PARA CÁ PARA NÃO TER QUE TE AGUENTAR LÁ, ‘’
‘’ TENHO CERTEZA QUE SEU PAPAIZINHO DE MERDA TE MANDOU PARA CÁ PARA NÃO TER QUE TE AGUENTAR LÁ, ‘’
‘’ TENHO CERTEZA QUE SEU PAPAIZINHO DE MERDA TE MANDOU PARA CÁ PARA NÃO TER QUE TE AGUENTAR LÁ, ‘’
Essa frase ficou rodando pela minha cabeça. Taquei a garrafa de vinho na parede, que se quebrou assim que se chocou contra a parede.
Eu e meu pai não tínhamos a melhor amizade, brigávamos muito... Ele não gostava que eu ficasse dando palpite...
Comecei a chorar. Lembrei-me de todas as vezes que ele me dava um tapa na cara... De todas as vezes que brigávamos.
Peguei um dos cacos de vidro da garrafa de vinho e a coloquei sobre meu pulso.
Todas as lembranças de quando eu me cortava voltaram. Passei o caco pelo meu pulso três vezes.
Ver aquele sangue escorrendo pelo meu pulso e caindo no ralo me dava um alivio...
[...]
Saio do banho, com a pele enrugada... Me seco e me visto.
Vou para o quarto que a Emily estava.
– Ouvi vidro se quebrando... O que aconteceu? – ela perguntou
– Nada... Vou dormir. – falei e me joguei na cama.
Tirei minhas sapatilhas e me cobri. Logo adormeci.
Pov Emily
Nunca vi a Stefany bêbada, nunca.
Tive que pedir pro Daryl carregar ela, velho, ela tá B-Ê-B-A-D-A.
Stefany sempre foi uma garota certinha, um motivo de orgulho pro papai e pra mamãe.
A Stefany chegou no quarto.
– Ouvi vidro se quebrando... O que aconteceu? – perguntei
– Nada... Vou dormir. – ela falou e se jogou na cama.
Ela retirou as sapatilhas e se cobriu, logo adormeceu.
O Ben voltou do banho, ele estava só de toalha... E dava para ver seu tanquinho definido... Ai meu deus... Ele tirou a toalha e vi sua cueca Box azul escura. MEU DEUS. Ele colocou uma calça de pijama escura. E se sentou ao meu lado.
Eu já havia tomado banho.
– Então... – ele falou.
– Então... – falei.
– Sua Irma bebeu de mais.
– É NUNCA a vi beber assim.
– É... Posso perguntar uma coisa?
– Claro...
Ele suspirou.
– Você... – Ele começou e desistiu.
– Eu... – ele olhou para mim e eu olhei para ele.
– Sente... – ele parou.
– Sinto... – eu o imitei.
– Você sente alguma coisa por mim?
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