Apocalipse
34 Você é uma mulher boa Lori.
Notas iniciais
~ respira fundo ~
AAAAAAAH, CARALHO, NÃO ACREDITO QUE ELE FEZ ISSOOOOOOOOOOO AAAAAAAAAAAAAAAH!;
~ respirar não adiantou - ~
Fiquem com um capitulo enquanto eu me acalmo.
Alguns dias depois.
Pov Narrador
O Silêncio claustrofóbico e perturbador reinava nos aposentos da prisão. O grupo estava fraco, imune. Uma leve gripe e todos caem.
Não por conta do armamento, alimentação.
Por conta psicologicamente.
Todos sabem os erros que cometeram, todos sabem os erros de todos.
Pátio
Um veado morto a dentadas foi arrastado para dentro de um lugar onde os zumbis estavam a espera. Sem os mortos perceberem, o ser atacou pedras em ambos zumbis, chamando a atenção deles.
A parte sem carne, pele praticamente estava a espera dos mortos.
O cheiro mais forte entrou em suas narinas.
O cheiro de sangue fresco. A parte carnosa, com sangue escorrendo estava lá, a espera deles. Os zumbis, sem serem bobos atacaram a parte carnosa sem dó.
O ser passou cautelosamente pelos zumbis e cravou seu machado nas trancas do portão e logo o abriu.
Pátio – 3 horas depois.
O grupo, já de pé e disposto para tudo que der e vir, decide sair para arrumar os carros.
- Tudo bem, vamos trazer outro carro para cá. – Rick disse ordenando o grupo. – Vamos por todos na entrada oeste do pátio.
- Ótimo, nossos carros parados lá fora não chamam muita atenção. – Daryl disse saindo de um dos carros.
- E depois vamos queimar esses corpos. – Rick continuou sua fala, ignorando a de Daryl.
- Cadê o Glenn e a Maggie? Precisamos de ajuda. – Sugeriu Carol.
- Na torre de guarda. – Carl anunciou. – Eles foram para lá ontem.
- Glenn! Maggie! – Daryl gritou
A porta da torre de guarda foi aberta, mostrando Glenn abotoando as calças.
- Iai gente! – Glenn gritou de volta arrancando risos do resto do grupo.
- Vocês vem? – Daryl perguntou.
- Que? – Glenn gritou de volta, arrancando mais risos.
- Vocês vem? Anda precisamos de ajuda! – Daryl continuou a gritar.
Glenn olhou para Maggie, sem entender.
- Tá! Agente já ta descendo! – Glenn falou dando de ombros.
Bloco de Celas C
Ashley observava o teto, calmamente, analisando sua vida, passado e futuro.
- Toc Toc. – Anne falou despertando Ashley de seus pensamentos mais profundos. – Posso entrar?
- Claro. – Ashley falou se ajeitando na cama, Anne entrou na cela e procurou a cama, Ashy a ajudou.
- Tem mais alguém aqui no bloco?
- Sim Hershel e Lori estão lá em baixo. Eu ia ir mais decide ficar um pouco deitada. – Ashley suspirou
- Sente algo?
- Não é só... Ah, sei lá... Eu andei brigando muito com a Emily e me sinto péssima, eu mal falo com o Carl pois ele não respondeu uma pergunta muito importante para mim...
- Eu ouvi você e a Emily discutindo aqui no bloco. – Ashley arqueou uma sobrancelha – Minha visão é ruim mais eu escuto tudo. A Emily com toda certeza é uma pessoa que deve se dormir com um olho aberto.
- Eu concordo. Só você ouviu essa briga?
- Sim, Taylor dormia durante a briga e o sono dele é muito pesado.
- Nem adianta eu usar você de testemunha, as pessoas vão achar que eu estou mentindo e você também.
- Não se preocupe, agente vai conseguir fazer todos acreditarem em você.
Woodbury
- Conseguimos mais munição. – Philip ( Governador ) Falou puxando assunto com Michonne. – Fiquei sabendo que você e a Andrea vão embora hoje, precisamos de um soldado como você.
- Parece que vocês estão se virando bem. Até a guarda nacional foi devorada. – Michonne falou.
- Nenhum treinamento pode te preparar para o mundo de hoje.
- Acho que aqueles bichos aprenderam a atirar, muitas marcas de balas.
Enquanto a conversa ia e vinha, algo chamou a atenção do Governador mais do que tudo.
- Afinal, para que precisam de mim? Vocês tem aquela garota, a Stefany.
- Quem? – Governador perguntou com um ar sínico.
- Stefany. Ou Fúria. – Michonne cuspiu as palavras – Andrea me contou a história dela, falou que vocês a ‘’ salvaram ‘’ – Michonne fez aspas com os dedos. – Por que devo acreditar nisso?
- Por que essa é a verdade.
- Então me mostre que ela é mesmo a verdade. – Dito isso, Mich se afastou do Governador.
Pátio da Prisão.
- Deixem os carros ali, vão estar fora do nosso caminho mas vão estar prontos para sair. – Rick ordenou. – Vamos dar uma semana de suprimentos para os detentos. – Rick comentou com T-Dog.
- Eles não vão sobreviver uma semana.
- É escolha deles.
- Eles tiveram escolha?
- Ei! Ei! – Rick falou parando T-Dog – Que sangue você prefere ter nas mãos? Da Maggie, Glenn, Ashley? Ou dos Detentos?
- De ninguém. – T-Dog falou novamente apressando os passos.
Daryl andou até sua moto.
- Dois cilindros, é uma moto muito potente. – Axel falou puxando assunto com Daryl.
- Pode tirar os olhos dela. – Daryl rosnou.
- Parece que ela precisa de um ajuste. Eu entendo um pouco de mecânica. – Daryl, sem si importar com o que Axel disse, acelerou a moto. – Eu entendo um pouco de motos!
- Quer parar com isso? Tenha dignidade. – Oscar falou para Axel.
- Eu só to falando, ué.
Rick e seu grupo voltou para o bloco de celas, enquanto isso, Lori cuidava de Hershel.
- Tenha cuidado. – Lori falou para Hershel – Não faça muita força.
- O que mais eu vou fazer? – Hershel perguntou se levantando e pegando as muletas. – Eu já não agüento mais olhar para esse beliche. Bom, já estou firme. – Hershel deu alguns passos.
- Foi um bom começo, quer descansar? – Lori perguntou.
- Descansar? – Hershel riu irônico pelo nariz – Vamos dar uma volta.
Lori ajudou Hershel a sair do bloco de celas, junto com Beth, Carl e Ashley.
- Tá indo bem pai. – Beth falou assim que desceram as escadas.
- Tá pronto para correr Hershel? – Carl brincou.
- Quem sabe um dia, você vai comer poeira. – Hershel também brincou.
Todos estavam lá fora. Com exceção de Annabelle e Andy.
Daryl, Glenn, Taylor, Randall e Rick estavam do lado do buraco da cerca, pegando madeira.
Axel e Oscar, presos perto de uma das torres.
T-Dog arrastando os corpos com Randall.
Lori e Rick trocaram olhares, não olhares raivosos, olhares sinceros de ‘’ muito bem ‘’.
Pov Ashley.
E lá estávamos nós, no mesmo silêncio. Mas um silêncio diferente, não aquele silêncio perturbador que te sufoca cada vez mais e mais. Esse é aquele silêncio reconfortante que te anima.
Mas ele foi quebrado por aquele som asqueroso e horrível.
Olhei para trás e lá estavam eles, vários.
- ZUMBIS! CUIDADO! – Carl gritou, Ava que são zumbis, pensei que fossem borboletas que cospem purpurina.
- Ai meu deus! – Carol disse desesperada.
- NÃO! – ouvi Rick gritar.
- BETH, HERSHEL FUJAM! – Gritei desesperada, sacando a arma e começando a atirar nos zumbis.
De um segundo para o outro minha mira falhou, não sei. Só sei que errei três tiros.
- Se concentra Ashley! – Carl gritou. – Vamos! Você consegue.
Respirei. E mirei.
Um, Dois, Três zumbis caíram e Beth e Hershel correram para o bloco de celas dos detentos.
- PAI! CUIDADO! ATRÁS DE VOCÊ! – Ouvi Beth gritar e havia um zumbi atrás de Hershel, Hershel foi mais rápido que eu e acertou o zumbi com sua muleta.
Voltei a atirar nos zumbis.
- LORI! AQUI! – Maggie gritou para Lori assim que viu que ela estava sem balas.
No meio do tumulto, nos separamos de Carol, Beth e Hershel.
Eu, Lori, Maggie e Carl corremos para a entrada do nosso bloco de celas.
Entramos no bloco de celas, deixando os zumbis para trás.
Tudo que ouvi foi os gritos de Annabelle.
- SOCORRO! – Ela gritava. – OS ZUMBIS! ASHLEY? É VOCÊ? EU ME TRANQUEI NO SUA CELA COM O ANDY MAIS OS ZUMBIS NÃO VÃO EMBORA! – Ela chorava.
Os zumbis logo apareceram, saindo do nosso bloco de celas e vindo em nossa direção.
- Corram! – gritei atirando em alguns zumbis que se aproximavam.
Pov Carol
- NÃAAAAAAO! – gritei assim que vi que T-Dog foi mordido em seu ombro.
Ele só estava tentando fechar o portão, para impedir os zumbis.
Outros zumbis estavam chegando mais perto de mim, eu gritei para T-Dog me seguir e ele fez isso.
Entramos em uma porta qual quer.
Pov Ashley
Um sino ridículo começou a tocar, algo alto o suficiente para trocentos zumbis nos alcançarem.
Conseguimos despistar os zumbis, pelo menos algo de bom aconteceu.
Estávamos andando pelos corredores, tentado achar um local seguro por enquanto, ou achar o caminho da cela sem os zumbis por perto.
Quando a Lori para e começa a se encostar na parede, com dor.
- Dá para continuar? – Maggie perguntou.
- Alguma coisa ta errada. – Lori falou com os olhos já cheio de lágrimas. – Acho que o bebê vai nascer.
- Mãe... – Carl foi interrompido pelo barulho agonizante dos zumbis e pelos mesmos chegando perto de nós.
Carl foi na frente, guiando Maggie e Lori.
Um caminho com zumbis, outro com zumbis. Mais um com zumbis e uma porta que ninguém sabia para onde ir. Aonde entramos?
Claro, numa porta para onde ninguém sabe aonde vai dar ou o que vai ter.
Entramos na porta, eu entrei primeiro seguida de Maggie e Lori, logo Carl entrou batendo a porta atrás de nós.
O que ouvi em seguido foi os zumbis passando pela porta.
Pov Stefany
Meu coração apertou, como se algo estivesse errado. Como se alguém da minha família estivesse em perigo.
Você é muito ridícula, levante-se! Seja mulher de verdade! Lute pela sua vida Stefany! Acorde! – Minha consciência gritou comigo, legal ela NE?
Ouvia o barulho de uma bola sendo jogado na rua, Philip deve estar jogando Golf.
Eu preciso acordar, não eu não quero acordar para dar uma surra no Governador e no Dixon e sim para ir atrás de Anne, ver se ela está bem.
EU NECESSITO ACORDAR!
Pov Narrador.
Alguma Rua de Woodbury – Governador e Merle Dixon.
- Aquela loira, falou que meu irmão está vivo. – Merle comentou com Governador.
- Oito meses atrás. – Governador falou colocando outra bola em cima do pino e a tacando longe.
- Ela me disse onde eu posso achar a fazenda onde eles estavam ficando.
- Ele pode estar em qual quer lugar.
- Eu conheço meu irmão, se ele estiver por ai. Eu vou achar ele.
- Mas se alguém se ferir nessa busca em? O que quase aconteceu com Craly da ultima vez?
- Então eu vou sozinho.
- Sei o que sente mais preciso de você aqui. Esse lugar todo iria desmoronar sem você. Sem você e a Fúria ainda em coma, qual quer zumbi poderia entrar e infectar todos.
Governador ia sacar, quando um comentário o fez parar.
- Ele é meu irmão.
- Que tal, se você conseguir informações mais completas? Tudo bem? – Merle assentiu.
- E o que vamos fazer com Stefany?
- O nome dela é Fúria.
- Não, o nome dela é Stefany e com toda certeza ela vai acordar se lembrando de tudo e vai tentar nos matar.
- E se ela não se lembrar? E tudo ocorrer calmamente com uma festa de boas vindas para ela?
- Isso não vai acontecer, ela vai acordar se lembrando de tudo.
Bloco de Celas C
- LORI! – Rick gritou dentro do bloco de celas, matando o ultimo zumbi.
- RICK! – Anne gritou. – Ai, graças a Deus! Os zumbis invadiram o bloco e eu me tranquei aqui com o Andy.
- Vocês estão bem? – Rick perguntou.
- Sim, só estamos assustados.
- Taylor, fique aqui com sua irmã e Andy, Randall também. Emily e Ben, vão pegar Hershel e Beth. Quando acabarem matem os zumbis que estão perto da cerca e a feche direito. Feito isso voltem para cá e me esperem.
Todos assentiram.
- Andy você sabe para onde eles correram? – Rick perguntou para o indefeso Andrew.
- Sim, eles foram para lá. – Ele apontou para a direita.
- Vocês, vamos nos separar e quem achar o gerador primeiro desliga tudo! – Rick ordenou e Daryl, Glenn, Oscar, Rick e Axel se separaram.
( Claro, Oscar e Axel já estavam devidamente equipados )
Pov Ashley
- Maggie, deite-a. – Falei para Maggie – Lori está com contrações e precisamos fazer isso.
- Não dá para agüentar? – Maggie perguntou.
- Não. – Lori gritou.
- Vamos voltar para o bloco, para Hershel te ajudar. – Carl sugeriu.
- Não vamos conseguir chegar, ela vai ter o bebê agora! – Falei.
- Lori eu preciso tirar sua calça, se não você não vai conseguir respirar. – Maggie falou e Lori cedeu.
Dito isso, a calça de Lori foi para o chão, Logo ela também foi com a ajuda de Maggie.
- Não dá para ter o bebê naturalmente? – Maggie perguntou assustada.
- Ela teve Carl com uma cesariana. – respondi.
- Tenho que ver se está dilata. – Maggie continuou.
- Como sabe que está dilatada? – Carl perguntou.
- Meu pai me ensinou mais acredite é minha primeira vez.
- Ah, eu não sei dizer. – Maggie disse.
- Tenho que ir pro ar. – Lori pediu.
- Ta bom. – Maggie disse.
Lori começou a gritar.
- Você ta indo bem. – Maggie disse para Lori.
- Lori, respira. – falei – Ah, Fu, Ah, FU, Ah, FU, Ah , FU.
- EU SEI RESPIRAR ASHLEY! – Lori disse com os olhos arregalados.
- Ok, Ok. Continue assim, seu corpo sabe o que faz.
Lori começou a fazer força.
- Lori para! Tem alguma coisa errada! – Maggie exigiu.
Olhei para a mão de Maggie, sangue.
Pov Carol.
Depois de uma leve discussão com T sobre ele virar ou não um errante, voltamos a andar.
Dois zumbis se aproximavam, ambos sem munição.
- Vamos voltar! – gritei.
- Não! Estamos perto! Estamos perto! – T gritou me soltando de mim e correndo para os zumbis. – VAI! CORRE! CAROL! SE SALVE! EU JÁ MORRI! EU JÁ MORRI!
Eu congelei, quando me dei conta passei por T-Dog que gritava.
Olhei para ele e vi ele ser desmembrado pelos dois zumbis.
- VAI EMBORA! – ele gritou e eu abri a porta em minha frente.
Pov Rick
Achei Oscar e Daryl no meio do caminho e logo em seguida a sala do gerador.
Enquanto empurrava um aparelho, um cara quase me acertou com um machado.
Começamos a lutar, enquanto Daryl segurava a porta para os zumbis não entrarem.
Estava quase perdendo, quando consegui o empurrar e tomar controle do machado.
Ele me deu um chute no tornozelo, me fazendo ir ao chão junto com minha arma. Ele se levantou, pegou o machado e algo atingiu sua cabeça.
Oscar pegou a pistola no chão e a levantou.
- Mata ele. – ouvi o cara falar. – Agente pega a prisão de volta. O que você está esperando? Atira! É a nossa prisão. – Ele atirou e o mais surpreendente é que a bala não era para mim e para o cara.
Oscar, ainda com a arma em pé, a virou nos dedos e a entregou para mim.
Desliguei o gerador.
Pov Ashley
- Mãe! Mãe! – Carl chamava Lori, a mesma estava novamente deitada com os olhos fechados.
- Lori, não feche os olhos, olhe para mim Lori. Lori, ouça a minha voz, abra os olhos! – Exigi.
- Precisamos te levar para o meu pai. – Maggie falou.
- Ela não via conseguir. – disse.
- Não seja pessimista Ashley! — Carl me repreendeu
- Ela tem razão Carl, não vou conseguir. – Lori disse calmamente.
- Mais com todo esse sangue eu não sei se a dilatação está completa! – Maggie continuou. – Não adianta forçar.
- Eu sei o que significa. Eu não vou perder o meu bebê. – Ela falou fechando os olhos levemente e respirando. – Você vai ter que me abrir.
- Não, não posso. – Maggie disse.
- Então Ashley... – Lori continuou.
- Está louca? Ela tem 13 anos! – Maggie repreendeu Lori
- Então faça isso você Maggie, me abra. Você não tem escolha.
- Eu vou buscar ajuda. – Carl disse se levantando.
- Não! – Eu, Maggie e Lori dissemos em coro.
- A Carol que praticou isso, meu pai só me ensinou o procedimento, eu não tenho anestesia os equipamentos. – Maggie continuou.
- Você não precisa de equipamentos ou anestesia Maggie, o Carl tem uma faca. – Lori disse, fazendo Carl congelar.
- Mas Lori, você não vai sobreviver. – Eu disse.
- Meu bebê tem que sobreviver. – Lori falou com os olhos inundados em lágrimas. – Por favor, meu bebê. Por favor, meu bebê. – Ela repetiu essa frase três ou quatro vezes.
- Não! Eu não posso! – Maggie disse chorando.
- Maggie, eu não quero ser rude mais se você não fizer isso, eu faço. Faça o que ela está pedindo, não quero que Lori parta dessa para melhor mais não temos escolha, se o bebê não sair ambos morrem. – Eu disse rapidamente.
- Escute a Ashley, ela é uma menina inteligente. – Lori disse. – Por favor, salve meu bebê. Vê minha cicatriz de cesariana?
- Não consigo! – Maggie disse.
- Consegue. – Lori insistiu. – Você precisa, tudo que tem que fazer é passar a faca no mesmo lugar. Carl... Eu não quero que fique com medo, ta bom? Eu não quero isso. Tá certo? Olha, cuida do seu pai para mim ta. E do seu irmãozinho ou irmãzinha, ta bom?
- Não precisa fazer isso. – Carl disse chorando.
- Você vai ganhar desse mundo, eu sei que vai. – Lori continuou. – Você é esperto, é forte e é muito corajoso. Eu amo você.
- Eu também amo você. – Carl disse fazendo Uma lágrima escorreu de meu olho direito.
- Me promete que vai fazer a coisa certa, é tão fácil fazer a coisa errada nesse mundo. Então, se parecer errado, não faça. Se parecer fácil também não faça não deixe o mundo te foder, Você é tão bom. – Lori disse passando a mão no rosto de Carl, enxugando algumas lagrimas. – Você é meu docinho, a melhor coisa que eu já fiz. Eu te amo! – Lori disse isso e abraçou Carl.
Maggie e eu começamos a chorar com a cena linda na minha frente.
Quem dera eu tivesse uma mãe assim.
- Maggie quando isso acabar eu quero que você.... – Lori continuou mais foi interrompida por um ‘’ XIIII” de Maggie, Lori ignorou o ‘’ XIIII” – Você não pode deixar Rick fazer isso!
- Ashley, querida. – Lori me chamou. – Você também é uma menina valente, corajosa e eu lamento por ter brigado com você naquele dia por causa da Emily. Eu sempre quis ter uma filha sabe? – Lori soltava algumas lágrimas enquanto falava. – Cuide de Carl para mim e do bebê também, não deixe ninguém passar por cima de você, principalmente a Emily.
- Ta bom. – falei soltando algumas lágrimas também. – Lori, te vejo no céu.
- Eu não vou pro céu Emily. – Lori disse – Sabe eu... – a interrompi.
- Você se arrependeu do seu passado e é isso que importa, tenho certeza que Deus irá te perdoar e você ira pro céu. Você é uma mulher boa Lori. – Lori sorriu, eu sorri de lado. – Segure minha mão, aperte-a se for preciso. Eu vou estar do seu lado.
- Ok. – Lori disse sorrindo e segurando a minha mão.
Carl entregou a faca para Maggie.
- Boa noite amor. – Lori disse.
- Me desculpa ta? – Maggie disse e cortou Lori, a mesma gritou de dor.
Minha mão foi apertada com força.
- Carl, me de suas mãos, preciso desse local limpo ta? – Maggie disse, — preciso desse local limpo ta? Se eu cortar muito fundo, posso cortar o bebê.
- Ela ainda está respirando? – Carl perguntou.
- Está, ela ainda está apertando a minha mão. – Respondi.
- Certo, vamos lá, estou vendo as orelhas. – Maggie disse.
- Carl, se você quiser eu faço isso. – Disse.
- Não, você disse que estaria do lado dela, agora cumpra o que disse. – Carl disse grosso.
- Eu vou puxar agora. – Maggie disse- eu não sei se é o braço ou a perna dele.
Maggie tirou o bebê e deu leves batidinhas em seu peito.
- Ele não quer respirar! – Maggie disse.
- Bata nas costas. – disse.
Maggie fez isso e o primeiro choro foi ouvido.
- Tome. – Falei tirando a minha blusa, tirando minha da de Lori. – Enrole o bebê nela.
Voltei a pegar na mão de Lori.
- Ela ainda está viva? – Carl perguntou.
Lori já não apertava minha mão, não via seu peito mexer. Coloquei meu ouvido sobre seu peito.
Abaixei a cabeça.
- Me desculpe. – disse.
Maggie cortou o cordão umbilical
- Temos que ir. – Maggie disse.
- Não podemos deixá-la assim. – Carl disse. – A Arma.
Maggie pegou a arma.
- Não, — Ele foi interrompido por um ‘’ Carl ‘’ de Maggie. – Ela é minha mãe.
Maggie cedeu e entregou a arma para Carl.
Dei um beijo na bochecha de Lori.
- Tchau. – Disse e me levantei, levei Maggie até a porta. – Carl...
- Eu faço isso, obrigada Ashley. – Assenti.
Tudo que ouvi em seguida foi o barulho do disparo.
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