Apocalipse
14 O Celeiro tá cheio de zumbis.
Notas iniciais
Eu parei. Vamos dizer... Congelei. Não sabia o que responder se fosse mentira? Ele só quisesse ter outra noite comigo?
Não falei nada e continuei a andar. Deixei lágrimas imbecis caírem sobre as minhas bochechas pálidas. Não sabia para onde iria, só sabia que queria ficar um tempo sozinha. Andei até uma cerca que havia lá, meio longe das pessoas. Acomodei-me nela e observei a paisagem. Um grande sol estava no topo da colina, árvores e mais árvores faziam com que a paisagem ficasse... Incrível. Um riacho mais para baixo deixou com que a paisagem ficasse... Perfeita. Um sorriso bobo saiu de meus lábios. Mais para baixo tinha um enorme penhasco.
E por mais idiota que eu seja... Peguei-me pensando no Dixon, no filho da puta do Daryl Dixon. Como um homem consegue mexer tanto comigo? Primeiro pergunta se teria um caso comigo, ai transamos, ele me chama de Vadia recalcada e depois fala que me Ama. PORRA DIXON! Sério, NENHUM homem NUNCA mexeu assim comigo. NUNCA fizeram isso comigo.
Uma vontade enorme de tirar a arma do bolso e coloca-la dentro da minha boca apareceu.
Talvez seja isso, a vadia recalcada se mata porque um Filho da puta falou que a ama. Será mais fácil, sem dor. Eu puxo o gatilho e tudo que estou sentido some. Vou poder encontrar o resto da minha família, dos meus amigos, não vou ter que correr e matar zumbis para poder conseguir uma mera migalha de pão. Não seria mais fácil? É simples.
– Eu pego a arma do bolso da minha calça.
– Eu coloco-a na minha boca.
– E eu puxo o gatilho.
Simples assim, em três simples passos bye bye Mundo horrível. Por que isso teve que acontecer? Justo comigo e justo agora. Como as pessoas me tratariam agora? Ia ser normal.
Olha! Aquela vadia recalcada que transou com o Dixon e saiu correndo por que ele falou que a ama!
Ia ser normal, tem como a minha vida piorar? Ah, tem sim! A Fazenda ser tomada por centenas de filhos da puta que comem carne humana e o grupo se separar! Ia ser incrível isso, por que isso não acontece daqui a umas semanas? Olha que legal! Eu vou poder correr o risco da minha família e eu sermos comidos vivos por um bando de Zumbis esponjas tipo o do poço! Que dez! Iup.
[...]
Fiquei mais um tempo sentada observando a paisagem incrível que continha em minha frente. Umas duas horas embaixo do sol escaldante com uma blusa de lã. Nem tive a vontade de tira-la;
E inúmeras vezes, me peguei pensando no Cretino do Dixon. Em seu sorriso, seu cabelo. O Charme que ele tinha... STEFANY! LARGA DE SER TROXA!
Andei até a ponta da colina e observei a queda que seria se eu pulasse. Ia ser melhor do que gastar uma bala com esse lixo que eu sou.
Também seria fácil, eu tiro a arma do bolso, levo-a ao acampamento. Deixo nas mãos de qual quer um e volto pro penhasco. Fico de costas e pulo. Em menos de um minuto eu me espatifo no chão sem dor. Simples assim. E algum zumbi rolha de poço pode ser o sortudo e conseguir uns pedaços de carne espatifada, espalhada e destroçada no chão.
– Esse zumbi ia ser tão... – falei um pouco em voz alta e ouvi passos. Fingi que não ouvi nada. Ouvi os passos se aproximaram e saquei-me arma me levantando e apontando pro... Rick?
– Ou, calma. – ele falou levantando as mãos em sinal de rendição, eu não abaixei a arma. – Achei que depois que a pessoa do PRÓPRIO grupo – ênfase no próprio – abaixasse a arma depois que ela visse que a pessoa está VIVA.
– O que você quer? – perguntei seca. Ainda não abaixando a arma.
– Conversar. – ele olhou pra arma e depois pra mim. – Não vai abaixa-la?
– Não.
– Então tá... Vamos só conversar – ele tentou me alcalmar.
– Sobre?
– O Daryl.
– Dispenso sua conversa entediante sobre um filho da puta, cretino e idiota. – falei ainda com a arma apontada pra ele.
Ele continuou a me olhar sem falar nada.
– Não seria mais fácil eu pular daqui? – falei abaixando a arma. – Eu vou até a ponta, viro de costas e pulo. – Rick me olhou surpreso. – Ou, eu pego a arma coloco na minha boca, puxo o gatilho. Não ia ser melhor pra mim?
– Stefany... você não sabe o que está dizendo! – Rick falou chegando perto de mim.
– Tem certeza? Não seria mais fácil? Rick, seja inteligente. Pra que ficar correndo por ai e atirando em filhos da puta mortos-vivos pra conseguir uma misera migalha? A comida um dia vai acabar e você sabe disso. – ele abaixou a cabeça – Quanto tempo vamos durar? Um ou dois anos. Os animais estão morrendo Rick, entenda isso. E você sabe que logo vamos ter que sair. Assim que acharmos a Sophia teremos que partir.
– Como você sabe disso? Você perguntou ao Hershel?
– RICK! SÉRIO?! – levantei minha voz – Essa fazenda sobreviveu por conta de um gordo com uma espingarda. O gordo morre e chega quatorze caipiras com armas. Rick, eu não sou idiota. Muito menos ingênua.
– Nunca falei isso Stefany. Eu falei com Hershel e ele quer mesmo que vamos embora. Stefany me escuta. Vou converser o Hershel, ele vai nos deixar ficar... Esse lugar é perfeito! Isolado de tudo e de todos!
– Nada é perfeito. – respondi me virando e observando a paisagem. – Muito menos a vida. – Levantei a arma até a minha cabeça.
– STEFANY! NÃO FAÇA ISSO! PRECISAMOS DE VOCÊ AQUI CONOSCO! – Ouvi outra voz masculina, dessa vez seria a voz de Shane.
– Vocês não mandam em mim. Eu sou adulta, maior de idade. Faço o que bem entender. – destravei a arma.
– STEFANY! NÃO SEJA LOUCA! ABAIXA ESSA ARMA! – ouvi uma voz feminina, mais parecida com a de Emily.
– Por que eu abaixaria? Se eu apertar esse gatilho, — falei me virando – O Sofrimento morre. Não vou ter que ficar aguentando os olhares de vocês, não vou ter que ficar aguentando a cara do Daryl, muito menos os zumbis que querem um pedaço de nós. – Olhei e vi Dixon se aproximando, desviei o olhar. – Iai, qual vocês preferem? Que eu pule do penhasco ou que eu atire em mim mesma? – Vi o resto do grupo se aproximando, Andrea, Carol, T-Dog, Dale, Gleen, Jason, Ashley, Andy, Ben... Todos estavam indo até mim vendo o que eu ia fazer. Emily já estava no chão com a mão sobre a boca chorando, Ben a consolava. – Quais vocês preferem? Vou deixar vocês escolherem. Um tiro ou um pulo? – fiquei ficando um pouco perto da beira.
– Ela está sã? – Andrea perguntou – Ela está aqui a quase três horas! Ainda com uma blusa de lã e embaixo do sol escaldante! Stefany, não seja estúpida.
Ignorei o comentário da Andrea e fechei meus olhos.
– Escolham. – falei, eu não estava totalmente sã, mais que se foda! – Iai Dixon? Qual você quer que a Vadia recalcada faça? Pule do penhasco ou um tiro da cabeça? Vamos! Escolha! – Olhei pro Dixon, ele me olhava de um jeito diferente.
Não senti mais nada. Só cai no chão de rosto. Estava consciente, mais não conseguia me mexer, abrir meus olhos, nem nada. Será que eu atirei em mim mesma? Senti alguém me pegar no colo. Não reconheci a pessoa, só senti o vento quente e gelado ao mesmo tempo, batendo no meu rosto descoberto. Ouvia Emily chorando, junto de Ashley e Andy.
Será mesmo que eu atirei em mim mesma?
Estava consciente, mas não conseguia em mexer, ouvir ou falar. Sentia os toques das pessoas em minha pele. Sentia ainda o vento bater em meu rosto. Depois disso, não vi mais nada. Apaguei de vez.
[...]
Senti minha consciência voltar, Estava pronta pra abrir os olhos e ver o teto da minha barraca. Emily ao meu lado com a mão no rosto, nos braços de Ben. Ashley, Jason e Andy sentados no chão brincando com os meus dedos.
Abro meus olhos e sinto a luz do sol entrar neles e meus olhos arder. Fecho-os rapidamente e ouço algo ao meu lado se mexer impaciente. Abro meus olhos devagar. Acostumando-me com a claridade. Assim que os abro por completo, vejo um teto branco, o tom branco estava velho... Pera ai... Eu estava na casa do Hershel? Meus olhos estavam pesados demais, minha perna doía muito, tentei me levantar, com a ajuda dos cotovelos e fracassei miseravelmente. Senti uma mão me ajudar me fazendo ficar sentada e encostada na cabeceira da cama. Abro meus olhos um pouco mais e olho pro lado ao contrário da movimentação. Não vejo ninguém, olho pro outro, com muita claridade nos olhos e vejo o Daryl me encarando. Ouço um barulho de porta, como se alguém batesse nela, olho pra ela e vejo Rick, batendo os dedos na porta, ele também me encarava.
– O que... É... Hum... – falei meio confusa, as palavras se embaralharam dentro da minha boca – É... o que aconteceu? – falei com dificuldade.
– Você deu um tiro na sua perna. – Rick completou... Pera ai O QUE?
– Como? – perguntei confusa.
– Quando você caiu você ainda segurava sua arma, quando seu corpo se chocou no chão você acabou apertando a arma, mais ela por pouco não atingiu seu osso. Você teve insolação forte por causado sol forte e da blusa de lã que você usou. – Daryl falou calmamente.
– Vou deixar vocês conversando. – Rick falou e saiu, fechando a porta.
– Não! – falei, mais foi em vão. Sentia meu pulso esquerdo arder. Olhei para ele e vi que estava enfaixado... Deviam ter sido os cortes.
– Posso... Saber o que é isso? – ele perguntou se referindo ao meu pulso.
– Não, você não pode. – falei seca.
– Stefany...
– Daryl... – o imitei falando, só que o chamando.
– Desculpa Stefany, é sério. Não sei por que eu falei aquilo pra você quando eu estava... É aqui. – não sei o que ele disse que fez eu me sentir mais calma, com menos... Raiva dele. — Por que fez aquilo? Por que queria se matar? Já parou para pensar... – o interrompi.
– Já, eu fiquei três horas pensado o que faria com a vida e o Suicídio foi a melhor escolha que eu tive. – respondi olhando pra janela.
– Eu fiquei... – ele foi interrompido pela porta que se abriu rapidamente.
– Daryl, eu fico com ela agora. Você está aqui deis que ela apagou. – Emily falou totalmente preocupada.
– Só mais 5 minutos! – ele falou quase implorando.
– 5 minutos! – ela falou e fechou a porta.
– Olha, eu não espero que você me desculpe. Mais o que eu disse hoje de manhã era verdade – fiquei calada, boquiaberta – Eu fiquei dias pensando no que eu falei pra você é só que... É muito difícil eu explicar... Olha, eu me arrependo mesmo pelo o que eu falei. – ele falou encarando o chão, com um pouco de dificuldade deixei meu corpo de frente pro dele. Ele olhou pra mim surpreso.
– Quem diria, Daryl Dixon sabe se desculpar. – falei irônica e deixei um sorriso nos lábios aparecer. Ele sorriu e eu o abracei. Não sei por que fiz isso, só coloquei minhas mãos atrás de seu pescoço e o abracei. Ele colocou as mãos pela minha cintura e me abraçou apertado.
– Você me deve uma explicação ainda.
– Sobre? – perguntei ainda nos abraçando.
– Seus pulsos. – fiquei calada – Por que fez isso Stefany?
– Uma coisa de cada vez Daryl... Uma coisa de cada vez. – respondi me soltando e a porta sendo aberta.
– Acabou seu tempo, agora vaza. – Emily falou apontando pra porta.
– Sim mamãe. – Daryl respondeu irônico e saiu do quarto.
Emily ficou me encarando e logo sentou. Ela sabia, ou melhor ela tinha ouvido a conversa minha e do Daryl. Não falamos nada. Só ficamos nos encarando.
– Você se lembra do Tom? Tom Horst? – Emily puxou assunto.
– Loiro, óculos fundo de garrafa e espinha até na bunda?
– Esse mesmo, eu o vi andando pela estrada no dia que o bando passou.
– Que azar ele teve. Mais ele era legal. – ela assentiu e suspirou. – Se lembra da sua antiga professora a Senhorita Duby? Duty.?
– Senhorita Dubty. – ela completou
– Enfim, ela também virou um filho da puta comedor de carne humana.
– Filho da puta comedor de carne humana. – ela reptiu me fazendo rir. – Não tem como abreviar?
– Tem, Zumbis esponja. – falei e ela riu.
– Zumbi esponja? Meu deus Stefany, se mata. – ela falou rindo.
– Eu tentei fazer isso, mais fui impedida por causa da insolação. – falei e ela abaixou a cabeça. – Enfim... Estou com fome.
– Vou caçar um esquilo pra você. – ela falou e nós rimos.
[...]
Eu e a Emily ficamos jogando conversa fora por um bom tempo, Carol interrompeu para trazer comida e se juntou a nos, faz um tempo que não vejo Carol tão feliz.
– Ai ai... só vocês pra me alegrarem em dias tão ruins. – falei terminando de rir. – E o pessoal?
– Shane e Andrea foram até uma cidade procurar por Sophia. – Emily falou.
– Por que você não foi? – perguntei
– Por que ia ser estranho. Vai que os dois... – ela começou e eu tampei sua boca.
– Não me faça pensar isso. – falei fazendo todas nós rimos.
A porta se abriu e de lá saiu Hershel.
– Está melhor? – ele perguntou e eu assenti. – Poderá voltar pro acampamento de vocês assim que eu der uma ultima examinada. – ele veio até mim e olhou pro meu tiro. Eu percebi que estava com uma perna das calças, a que a bala atingiu ela estava rasgada.
– Oh, obrigada por estragarem uma calça jeans. – falei.
– Daryl não queria que tirássemos a sua calça. – Emily falou – Então a rasgamos.
Hershel deu uma ultima examinada e me liberou. Com a ajuda da Emily e da Carol saímos da casa e fomos até a fogueira, que estava apagada. Sentei-me em uma cadeira. Andrea e Shane chegaram e Carol foi até eles.
– Emily, pega o meu arco? – pedi e ela assentiu, foi até a barraca e voltou com o arco na mão.
– O que vai fazer? – ela perguntou.
– Tiro ao alvo. Vou usar uma árvore. – respondi e ela me olhou – Estou com tédio. – ela assentiu
Levantei-me e fui cambaleando até próximo de uma árvore um pouco afastado do Local. Emily me acompanhou.
Coloquei uma flecha no arco e mirei na árvore. Atirei e errei. Como assim? Eu errei?
– Uou. – Uma voz masculina falou. – Ela errou o alvo. – Daryl falou.
– Eu é... Ah... Hum... Vou buscar a flecha. – ela falou e correu até a flecha, que por acaso caiu bem longe.
– Está melhor? – ele perguntou.
– Estou. – respondi me virando pra ele.
Daryl veio até mim e passou a mão no meu rosto. Minhas pernas ficaram bambas. Bambas mesmo, como se eu fosse cair. Eu como sempre, estava certa. Eu quase cai no chão, mais fui salva pelo Daryl.
– Opa. – ele falou e começou a rir junto a mim. Estavamos muitos próximos um do outro. Cada segundo nos aproximávamos mais. Coloquei minhas mãos em seus braços, estávamos prontos para começar um beijo...
– AAAAAAAH! – Ouvi a Ashley gritando. Fui cambaleando até onde eu achava que ouvi o grito – STEFANY! STEFANY! EMILY! ALGUÉM! AHHHH! – ela me avistou e correu até mim.
– O que aconteceu? – perguntei desesperada.
– O Carl tá com uma minhoca grande e gorda na mão. – ela apontou para um garoto magrinho segurando algo gordo na mão. Ashley se encolheu no meu pescoço.
– Af Ashley – bufei – Achei que era importante! – falei e ela me soltou. – Vai brincar vai. – a enxotei
Olhei pro Daryl e não me segurei. Comecei a rir que nem idiota.
– Emily! Minha burra de carga! Me leve até a barraca que eu quero descansar! – gritei e ela apareceu num piscar de olhos.
– Sim madame. – ela falou e se reverenciou.
Emily me levou até a barraca, estava no final da tarde.
– Posso fazer uma pergunta? – perguntei
– Acabou de fazer uma. – ela falou e levou uma almofadada – Pode.
– Você e o Ben... – comecei e ela revirou os olhos.
– Somos só amigos. – ela respondeu e eu a encarei – Tá... Agente quase se beijou.
– Hum... – olhei maliciosamente pra ela. – Siga os seus sonhos. – me deitei e virei oposta pra ela. Ela bufou e saiu da barraca.
Pov Emily
Fui até o Trailer, Carol estava lá lendo um livro. Peguei um dos livros do Dale e comecei a ler.
[...]
Quase quatro horas lendo um livro entediante, está escuro pra caralho deve ser umas dez, onze horas da noite. Decide fazer um passeio noturno. Peguei uma faca na minha barraca e uma lanterna. Comecei a andar em direção ao celeiro, o único lugar que eu não tinha passado ainda.
Andei em direção a ele e quanto mais me aproximava mais barulhos ouvia. Me cada vez mais, estava uns 10 passos do celeiro e sinto alguém encostar a mão no meu ombro. Dou um pulo.
Viro-me rapidamente e vejo o Ben.
– Ah que susto! – falei e dei um tapa em seu braço.
– Tá assutadinha é? – ele ironizou a frase. – Tá fazendo o que?
– Dando um passeio noturno. Estou sem sono.
– Posso te acompanhar?
– Claro. – continuamos a andar, não fui até o celeiro, fomos andando por ai. Ficamos conversando.
[...]
Um bom tempo conversando e andado. Ben é um garoto bem legal, bonito, engraçado, fofo, bonito, inteligente, bonito. Ele é perfeito.
Sentamos embaixo de uma árvore que tinha lá, um carvalho. De lá dava pra ver perfeitamente a lua e as estrelas.
Encostei-me em seu ombro. Estava tudo perfeito, só o frio começou a estragar. Uma brisa gelada passou pelo meu rosto, me fazendo tremer, afinal só estava usando uma camiseta regata solta e um short.
– Frio? – ele perguntou.
– Um pouco – ele me deu sua blusa. E passou seu braço pelo meu pescoço. Encostei novamente minha cabeça em seu ombro e ele encostou a cabeça na minha.
Lembrei-me do dia que a Lily sumiu. Uma lágrima escorreu pelo meu olho.
– Nós vamos a encontra-la. – ele falou o que me surpreendeu. Olhei pra ele e ele para mim. Estávamos com os olhos encontrados. — Sua mãe... – Sorri pra ele e ele sorriu de volta.
É nesse momento que o garoto beija a garota. E é o que estava preste a acontecer.
Coloquei minha mão em sua bochecha e ele colocou a outra mão em minha cintura, fazendo ficarmos muito próximo.
Eu tenho um desejo doentio de beija-lo. Aproximamos nossos rostos e nossos lábios se encontraram. Um beijo calmo e doce começou. Ele pediu passagem com a língua e eu permiti. Nossas línguas estavam em perfeita sincronia, as línguas dançavam juntas. A língua dele percorreu cada canto da minha boca.
Acabamos nos separando por falta de ar. Finalizamos o beijo com selinhos.
Ele sorriu, me fazendo ficar corada.
– O que foi que eu fiz? – falei baixo mais tenho certeza que ele ouviu.
Tirei sua blusa e corri até o acampamento.
Não tenho certeza o que sinto. Não queria magoa-lo, não devia ter beijado ele.
Pov Stefany
Acordei no dia seguinte com a perna bem melhor. Assim que saio dou de cara com o Gleen e Dale conversando.
Acho que eles não tinham reparado que eu estava ali.
– Gleen! Fale pra eles! Não podemos mais ficar aqui com um celeiro cheio de zumbis ao nosso lado. – Dale falou meio que sussurrando
– O celeiro está cheio de zumbis? – sussurrei e eles me olharam espantados.
– Não fala pra ninguém! Por favor! – Gleen implorou e eu assenti.
– Conta pra eles. – Dale falou e saiu.
Gleen olhou pra mim. Levantei os braços, como se tivesse me rendendo e sai andando. Rick e Lori apareceram. Logo em seguida Carol, Andrea, Shane, Emily, Daryl, etc. Carol e eu começamos a fazer o café, Gleen se levantou.
– É... Pessoal. – ele começou – Então... – a atenção se voltou a ele. – O Celeiro tá cheio de zumbis.
Notas finais
XOXO'
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