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83 Capítulo 83 - Pondo os pingos nos is


Notas iniciais
Esse é o penúltimo capítulo.Espero que gostem *---------*

POV FÉLIX

Só sei que eu estava na edícula e não podia sair de lá. Minha amiga Julie tinha falado pra eu não voltar sem informações do Daniel. Mas ele tinha sumido e o Martin também. Se eu fosse atrás deles no mundo espectral talvez não estivesse aqui pra contar essa história.

De todos os dias que vivi nessa edícula, estes foram os piores. O tempo não passava, ninguém aparecia, eu não podia ajudar. Não contei nada pra Bia porque ela ficaria desesperada com a Julie, mas ela desconfiou que eu estivesse escondendo alguma coisa.

Mas então, 3 dias depois, levei um baita susto quando o Daniel, o Martin e mais dois guardas com um uniforme diferente surgiram na minha frente, de uma hora pra outra. Quase infartei. Eu fui logo falando da Julie, o Daniel não estava me entendendo porque de tão nervoso, eu falava tudo embolado. Com muito custo consegui explicar pra ele que a Julie estava num sítio. Peguei o papel com o endereço que ela me deu, ia mostrar pro Daniel, mas ele arrancou da minha mão e falou pros caras estranhos que queria ir pra lá.

O Martin me contou tudo o que tinha acontecido. Fiquei nervoso. Por pouco o Demétrius não consegue acabar com todos nós. Mas ele se deu mal, e isso é o que importa.

Agora estou aqui com um dilema: continuar sendo fantasma ou virar anjo? Confesso que já me acostumei a ser fantasma. E os vivos são muito complicados. Ter que ficar seguindo qualquer maluco que me mandassem. E se o cara fosse doente ou perigoso? Não ia dar certo. Mas quando soube que podia escolher, ahhh... adivinha em quem pensei!! Pois é, se não der certo eu devolvo o meu cargo, mas enquanto isso não acontece eu serei o anjo da guarda da Bia.

– Félix! Félix! Estou te chamando faz 5 minutos! – disse Bia.

– Ah! Claro, claro! Vamos na sorveteria.

– Sorveteria? Não! Eu estava pensando em outra coisa. Sabe, eu ouvi falar que precisam de voluntários pra contar histórias pras crianças que estão internadas no hospital. E eu queria ajudar. O quê acha?

– Ótimo! – dei um sorriso amarelo. “Hospital! Eu não posso entrar num hospital! Não vou conseguir!” ele pensava. “Pior que eu sou um anjo e não posso falar pra ela não fazer essa caridade!”

– Que bom, Félix! Fico feliz por você aceitar! Vamos de uma vez!

– T-tem certeza? Já está tarde, melhor deixar pra ir amanhã.

– Pára de dar desculpas. Eu já vi que você está fazendo pose. Não tem perigo algum! Félix! Tecnicamente você não pode pegar doença! Oi!

– É. Tem razão. V-vamos então.

Foram caminhando, o hospital era ali perto.

– Vamos atravessar essa rua aqui, Félix. A gente chega mais rápido!

– E-essa rua? Não, eu não vou atravessar essa rua movimentada assim! É muito perigoso.

– Eu te dou a mão! Estou acostumada a atravessar aqui.

– Então tá né. – apertou a mão dela até ela gritar.

– Ai! Cuidado! Eu sou frágil, esqueceu?

– Desculpa, amor. Desculpa. É que eu fiquei um pouquinho nervoso. Você sabe, atravessar rua me traz péssimas lembranças.

– Pode deixar que eu tomo conta de você, ok? Pronto! Já estamos do outro lado!

Na hora que eles estavam chegando no hospital, uma van parou na porta e desceram algumas pessoas fantasiadas de palhaço. Eram os doutores da alegria. Félix paralisou no meio da rua.

– Eu não posso ir!

– Sério! Eu nunca vi um anjo tão medroso na minha vida. – ela riu. Vem cá, depois que você conhecer esses palhaços e ver o trabalho maravilhoso que eles fazem, nunca mais vai sentir medo deles! – sorriu pra ele. – e enquanto isso vem cá e me dá um beijo.

E se beijaram ali mesmo, enquanto os palhaços sumiram pelo hospital adentro.

...................

– Posso entrar? – pergunta Martin, depois de bater na porta, espiando lá dentro.

– Já entrou mesmo!

– Vim trazer os processos que a senhorita me pediu.

– Hum. Pode me chamar de você. Claro que na frente dos outros terá que me chamar de Drª.

– Sim senhora, Doutora. – ele entrou um pouco envergonhado. Sim. Ele tinha medo da Dra. Sarah. Ele a achava muito brava. “E esperta e compreensiva e inteligente e educada e linda e interessante e...”

– Martin! Sente-se aqui um pouco.

Ele obedeceu. Sentou-se na cadeira de frente pra sua mesa.

– Já decidiu o que vai escolher? Ser anjo de alguém ou continuar sendo fantasma?

– N-não. Eu não me decidi. Até porque não tenho ninguém em mente pra proteger.

– Sério? – ela se espantou com a resposta, afinal, um fantasma tão bonito não podia estar por aí sozinho.

– Você não precisa proteger um ou uma viva. Pode ser uma fantasma, como você.

– Quem? A Clarisse? Jamais! Quero distância da Clarisse! Deixa ela quieta lá na dela.

– Então pensa melhor. Quando tiver uma decisão me avise. Afinal, tem muitas outras fantasmas por aí precisando de um anjo, como você.

“Isso foi uma cantada? Não pode ser. E eu não tenho coragem de perguntar. Essa mulher me desconcerta totalmente. Minhas táticas não funcionam com ela.”

– Sim! Claro! – abriu um lindo sorriso, porém tímido. – então é... a Srta. Pode me liberar mais cedo? É que hoje eu tenho reunião com o baterista e a empresária da nossa banda e...

– Pode ir! – ela falou repentinamente. – Já te disse que eu não sei nada sobre isso, entendeu?

– É claro! Era isso que eu ia dizer.

– Vou precisar dos seus serviços mais tarde. Volte ainda hoje! Por enquanto é só isso.

Eles se levantaram e ela o acompanhou até a porta. Abriu-a e quando ele passou, se encararam soltando faíscas dos olhos. Ele deu um sorriso de lado e saiu. Enquanto do lado de dentro a Drª também sorria.

.......................

Clarisse voltou pra Clínica de Reabilitação Espectral. Mas agora não mais como paciente. Ela decidiu pagar todo o mal que fez, ajudando outros fantasmas a se recuperarem do vício.

Se havia esquecido o Daniel? Não. Jamais o esqueceria.

“Um dia a gente vai se encontrar, Daniel. Nós seremos muito felizes!”

.........................

As coisas não estavam boas pro lado de Demétrius. Ele já não agüentava mais ficar naquele submundo, no meio daquelas criaturas das sombras. Ele teria que ficar lá embaixo enquanto a última vítima não fosse resgatada. O problema era que, os fantasmas que ainda ficaram por lá não queriam voltar de jeito nenhum! Eles se escondiam dos mensageiros. Eram bons nisso. Era um grupo grande de desajustados, vândalos, desaforados, vagabundos. “Como se tivessem multiplicado o Daniel por 100!” Os fantasmas eram debochados, além disso tinham roubado seus sapatos e seu sobretudo, logo na primeira noite. Aquilo ali era um inferno.

– Onde eles estão? – um mensageiro chegou pra Demétrius.

– Esses rebeldes estão espalhados por todo o vale. Tem um grupo escondido ali, bem atrás daquela pedra.

O mensageiro foi até lá. Não havia ninguém.

– Pare de brincar, Demétrius. Quanto mais demorar, pior pra você!

– Vocês não podem me deixar aqui! Isso é injusto! Eles não querem voltar! Me tirem daqui! Esse lugar é horrível, insuportável!

–Aproveite esse tempo aqui pra pensar no que você fez com todas essas pessoas! Vai lhe fazer bem!

O mensageiro foi embora. Deixou Demétrius ali, espraguejando. Logo depois uns fantasmas vagabundos chegaram perto dele, rindo alto da cara dele.

– E aí, perdeu tio! Vai mofar aqui com nóis!!!

– Seus malditos! Quando eu pegar todos vocês vou me vingar! Sai de perto de mim cambada de imprestáveis!

Demétrius ainda ficaria anos ali e não sabia.

..................................

Daniel e Julie já estavam a meio caminho andado. Daniel levava Julie nas costas, de cavalinho. “Isso não está incluído nas funções de anjo. Mas já que ela me pediu fazendo aquele olhar irresistível, não tive como negar.” – estava com a cara um pouco entediada.

Ao longe ouviram um barulho de motor. Param pra ver se seria uma carona. “Bem que poderia ser” – os dois pensaram.

Era Sr. Raul com Pedrinho. Ele olha de longe e acha que viu Julie acompanhada de alguém. Até esfregou os olhos pra ver se eram dois mesmo. Ligou o limpador de para brisas e olhou de novo. Parecia ser a filha, mas estava sozinha.

Daniel tinha ficado invisível assim que Julie percebeu que era o carro de seu pai. Estavam perto da casa do tio. Resolveram acelerar os passos. Julie e Daniel subiram as escadas, ela estava ofegante. Correu os olhos pela sala, não viu a mãe, subiu correndo as escadas para o 2° andar, gritando pela mãe. O tio havia saído. E sabe-se lá onde estaria sua mãe. Daniel tinha ficado na sala.

Então Daniel tomou coragem e decidiu enfrentar seus próprios fantasmas. Para começar seria preciso desrespeitar mais uma vez as novas regras. Anjos deveriam se comportar como humanos e ele estava encharcado. Então recompôs seu visual, como fazia quando era um simples fantasma, ficando apresentável novamente. E usou uma roupa bem menos extravagante. Camiseta branca e calça jeans com tênis. Este seria seu uniforme basicamente. Ficou parado de frente pra porta do casarão, na varanda. Contou até dez e ficou visível.

Pedrinho subiu correndo na frente. Ao ver Daniel abriu um sorriso e foi correndo em sua direção. Daniel deu um sorriso nervoso, com um olho nele e um olho na escada.

– Oi Daniel! – e o abraçou.

– Oi moleque! – bagunçou o cabelo dele. – Olha só, eu vou falar com o seu pai agora. Corre lá em cima e fala pra Julie não descer! Por enquanto não!

– Tá bom! Eu vou! Mas depois você tá me devendo um lanche!

– Uma partida de Guitar Hero!

– Tá fechado!

– Agora vai lá senão você vai ficar sem o seu videogame quando eu chegar lá!

Pedrinho subiu correndo.

Daniel esperava ansioso. Até ouvir:

– Pedrinho! Você nem me ajudou com essas malas!

“É agora!” – Daniel foi ajudar Sr. Raul.

– Quer uma ajuda? – Daniel falou já pegando as malas.

– Ah! Obrigado! Ei! Você não é o João Paulo? Tem tanto tempo que não vejo vocês! Deve ter mais de 10 anos!

– Não senhor, eu não sou o João Paulo.

– É, não pode ser o JP mesmo. Ele era bem mais alto e magricela. Deve estar um gigante agora!

Daniel levou as malas até a porta.

– Então você estava aqui! Viu um menino ruivo subir agora?

– Vi! Ele me cumprimentou e disse que estava apertado, me perguntou onde era o banheiro.

– Ah! Esse menino não parou de beber refrigerante a viagem toda! E só come besteira!

– É e... um pouco antes passou uma moça, toda molhada. Entrou e subiu direto.

– A Juliana? É minha filha!

– Sim. É ela mesmo.

– Você conhece a Juliana?

– Conheço sim.

– Ah! Juliana! Essa menina me tá me dando um trabalhão!

– Sério? Não parece! Eu achei sua filha muito educada e calma.

– Não conheço mais a Juliana! Está “naquela fase” sabe! Fazendo as coisas escondido, mentindo. Na verdade ela está um pouco desequilibrada.

– O senhor deveria conversar abertamente com a sua filha. Pode ser que o senhor não esteja deixando ela falar. Pode ser que ela tenha medo do senhor.

– Sabe, rapaz. Eu ainda não consigo enxergar que a minha filha não é mais uma criança.

– Com certeza. O Sr. já foi jovem. Sabe como é ... ”O 1° amor a gente nunca esquece” o senhor já passou por isso?

– Sabe, não sei por que estou conversando sobre isso com você, rapaz. Mal o conheço! Mas você parece saber muito bem como é a minha filha! Meu primeiro amor foi a Heloísa, a mãe dela. Fomos felizes por muito tempo. Mas acabamos nos separando. Mas eu nunca vou esquecê-la. Ela quis se separar por causa da sua carreira, suas aventuras. – ele suspirou fundo.

– E aposto que o senhor mudou muito desde que era um adolescente.

– É verdade! – ficou pensando no passado. – Às vezes acabo exigindo demais da Juliana, sendo até muito duro. Eu pego pesado... mas é pro próprio bem dela.

– Pro próprio bem dela o senhor tem que deixa-la ser feliz!

– Essa garota não sabe o que está fazendo! Ela é capaz de fazer qualquer besteira!

– Sabe, o senhor está bastante equivocado sobre a sua filha.

Nesse momento Pedrinho procurava Julie pela casa, enquanto essa desce sem ele perceber e escuta uma conversa do lado de fora da casa. Vai andando devagar até reconhecer a voz de Daniel. E então pára ao lado da porta de entrada.

Daniel continua: — A Juliana é a garota mais doce desse mundo. Ela é linda sim, mas também é inteligente, talentosa, sensível, adorável e sonhadora. Uma garota incrível, tem uma personalidade forte, mas é sempre amiga. Quer sempre ajudar as pessoas! Ela é encantadora e...

– Daniel! – mas que coisa mais lin – da... – ela vê seu pai na varanda. Os dois olham espantados pra ela. “Falei demais.” – ela percebe.

– Quem? – Sr Raul fica perdido olhando de um para o outro. – Esse aqui é o... espera! Esse rapaz aqui não é o...

– Daniel, pai.

O clima estava tenso.

– Espera aí! O que está acontecendo aqui! E você, rapaz? Por que não disse que se chamava Daniel!

– Mas eu não disse que não me chamava Daniel! E o senhor não perguntou o meu nome. – Daniel dá um sorriso com o canto da boca.

– Eu quero uma boa explicação pra isso! Espera! – ele esticou o braço e tocou Daniel, por um momento tinha q se certificar se ele era mesmo um fantasma. – Deixa pra lá! Mas você Juliana, me deve uma boa explicação!

E então ouviram passos vindos da escada. Alguém estava chegando e era a mãe de Julie. Ao ver Daniel e Julie veio gritando, sem se dar conta que Raul não sabia de nada.

– Querida! Que bom que o Daniel finalmente apareceu!

– M-mãe... – Julie olhou assustada pra ela e pro seu pai. Sua mãe entendeu a situação.

– Raul! Que bom te ver aqui! – e Heloísa dá um mega abraço no pai de Julie.

Na verdade o pai dela ainda era muito apaixonado pela mãe. E fazia qualquer coisa pra não aborrecê-la.

– Então, Heloísa. Como vai? Eu... fiquei preocupado com a Juliana e resolvi vir até aqui pra ver pessoalmente como estão as coisas.

– Bem. Eu imagino que agora as coisas estejam melhorando, não é filha!

– Ótimo! – diz Sr. Raul. — E eu estava conversando com a Juliana e... nós estávamos indo conversar sobre... você disse... Daniel? Já conhecia ele?

Heloísa era esperta e ajudou Julie a contornar o mal-estar. – Conheço! A Julie sempre me falou muito sobre o Daniel, não é filho? – ela se dirigia a Daniel com todo carinho. – Ele é um rapaz de ouro! Muito educado. E ele ama a Julie de verdade. Lembra Raul quando nos conhecemos, tínhamos a mesma idade que eles...

Raul ficou embaraçado. Era verdade. Tinha que reconhecer que sua menininha já tinha crescido e pelo que viu, já tinha encontrado não um garoto qualquer, mas um garoto que parecia amar de verdade. Era só olhar pro jeito que os dois se olhavam.

– Seu Raul – Daniel falou. É-é que eu q-queria dizer que ... eu amo a Juliana. Amo demais. E eu quero pedir sua permissão pra gente namorar. – Daniel “quase morreu” pra falar tudo.

A conversa é interrompida pela voz do Pedrinho vindo lá de dentro falando:

– Daniel! Não consegui encontrar a Julie em lugar nenhum! – chegou na porta e deu de cara com o 4 olhando pra ele.

– Oi gente! Beleza? – Pedrinho sorriu, sem graça.

– Ahhh! Então só eu não fui convidado pra essa reunião aqui, não é? Todo mundo conhece o “Daniel”, menos eu!

– Papai, o Sr. soube primeiro que a mamãe. O senhor não quis me ouvir lá na praia.

Sr. Raul. Ficou lembrando das conversas: “Ele é um fantasma”, “Ele é namorado da Julie”, “Um tal de Daniel apareceu no ônibus”...

– Espera! Vocês todos disseram que ele era um fantasma! E eu toquei nele! Como um fantasma fica tão humano de repente? Hein? Me prove! Me prove que você é realmente um fantasma! Conversa pra boi dormir!

– Pai, o Daniel atravessa parede! – diz Pedrinho. Julie deu um bicudo na perna dele olhando com reprovação.

– Não, Pedrinho. Eu não posso mais atravessar paredes. – Daniel teve que confessar.

– Claro que pode! – Sr. Raul riu com ironia. – Fantasmas atravessam paredes, não é?

– Mas tem uma coisa que ele pode fazer, pai. – Julie intervém. – Ele pode ficar invisível.

Daniel ficou num impasse. Tinha que esperar o que o Sr. Raul ia fazer.

– Invisível? – ele repetiu.

– É, pai.

Mil coisas se passaram pela cabeça do Sr. Raul, de repente parecia que ele estava em desvantagem. Em volta todos estavam olhando pra ele, esperando uma resposta, estranhamente seguros, para uma situação como aquela. “Especialmente o rapaz” uma voz da sua cabeça falou.

– Não! Eu não quero saber de ninguém invisível. Eu preciso descansar. Estou muito cansado da viagem, acho que estou vendo coisas.

– Não Raul. Você vai ouvir os dois! – Heloísa fala calmamente. – Você é o pai da Julie. Você tem que pensar no que faz bem pra ela!

– Desde que a Juliana nasceu que eu penso no que é bom pra ela! E nunca tinha visto essa menina tão estranha quanto no último mês. Coisas acontecem e eu não fico sabendo! Só sei de uma coisa. Se alguém tira aquele olhar triste que ela estava há uns dias atrás. E se esse alguém se chama Daniel. Eu tenho que dar uma chance pra ele. Não tenho?

Todos ficaram em silêncio esperando a ficha cair.

– O que estão esperando? Você vai ter que me provar que merece a minha Juliana, seu... – apontou o dedo pro Daniel. Mas ele estava tão feliz que nem se importou com a ameaça e deu um abraço apertado no Sr. Raul. Depois o soltou e abraçou Julie. Não estavam acreditando que o pai dela tinha deixado os dois namorarem. Se bem que ninguém entendeu se ele tinha acreditado ou não no fato dele ser um fantasma.

“Eu não sei se fiz certo, mas vou ficar vigiando esses dois. Fantasma? Só a Julie, a Heloísa e o Pedrinho, 3 sonhadores, para acreditarem nessa história de fantasma.” – Sr. Raul pensou enquanto Heloísa o abraçava, eufórica. Mas no fundo ele tinha ficado um pouco com medo do tal “ficar invisível”. “ Imagina, eu com medo!”

Notas finais
Eu não sei quantas pessoas estão lendo mas, obrigada pela força durante toda a história! Muito obrigada mesmo!