Aperte PLAY. A história continua.
76 Capítulo 76 - Diante do Problema.
Notas iniciais
Sugiro a música "Street Spirit - do Radiohead". No meio da história, quando for pra ouvir vai estar escrito. Eu ia revisar o capítulo, mas estou tão esgotada que se for fazer mesmo isso, ele ficaria pra noite. Então, se algo tiver errado, me avisem. Depois vou reler.
– Minha filha, você se saiu muito igual a mim. Isso que você está vivendo é uma coisa muito especial, sabia? Por quê Deus foi te dar um dom assim, um presente desses? Não foi por acaso, pode ter certeza. Meu Deus! Eu fiquei emocionada, olha só como eu estou! – ela mostra as mãos trêmulas.
– Mãe! Que bom que você acredita em mim! Eu preciso muito do seu apoio! – ela olha agradecida pra sua mãe. – Nós ainda temos muita coisa pra conversar, mãe.
– E você é um rapaz de sorte! Se eu conheço a minha filha, isso é amor, pois eu nunca a vi assim antes, com estes olhinhos brilhando!
Daniel olha pra Julie com adoração. “Você me ama de verdade, Julie, eu sei.”
– Eu vou buscar um copo d’água, já volto pra conversarmos mais. – diz Heloísa.
Heloísa vai até a cozinha.
Daniel beija Julie carinhosamente,sem esconder o seu sorriso.
– Julie! Que máximo sua mãe aceitando a gente junto! Ainda não estou acreditando.
– Verdade! No fim das contas o castigo acabou nos ajudando! Minha mãe é mente aberta, bem diferente do meu pai. Mas eu quero que ele acredite também.
– Meu amor! Eu estou muito feliz! Mais feliz do que quando eu era vivo! – ele diz, e se deita com a cabeça em seu colo. Ela fica mexendo em seus cachos que voltavam pro mesmo lugar sempre.
Heloísa volta pra perto deles.
– Hoje é um dia muito especial pra mim e pra vocês também. Eu estava muito preocupada com você Juliana, depois que ouvi as coisas que seu pai me disse. Fiquei preocupada. Ele me falou coisas terríveis que você fez. Mas eu estou te vendo tão bem, tão tranqüila agora. Nós temos que conversar sobre tudo o que aconteceu e aí eu vou pensar em como posso te ajudar.
– É mãe, eu fiquei muito mal por dois dias, mas agora já passou e está tudo bem. Eu preciso do seu apoio, mãe, porque ainda tem outra questão. Mas isso a gente vai conversar depois. Estou muito cansada! Preciso dormir.
– Bom, filha. Então vou deixar você descansar e amanhã a gente vai ter muito tempo pra colocar a conversa em dia. A gente pode sair, fazer um passeio e lá conversarmos.
– Eu... também vou embora. – Daniel disse. – Julie eu combinei ontem com o Martin de voltar na edícula. Mas amanhã eu estarei aqui, de volta. Não se preocupe.
– Não, Daniel. Fica hoje! Eu não quero ficar longe de você hoje.
– Eu preciso, Julie. É muito importante e é do nosso interesse. O Martin vai me ajudar a descobrir sobre aquela mulher.
– Você tem mesmo que ir? De repente me deu um aperto no peito.
–Eu volto, assim que terminar de resolver esse assunto. – dá um selinho rápido nela. – E eu preciso te pedir uma coisa.
– O quê é? – ela pergunta.
– Quero que você me dê o seu anel. É só hoje. Te devolvo assim que eu voltar. – ele vê que ela está com uma fisionomia preocupada. – Confia em mim, Julie. – e estende a mão pra ela.
Ela tira o anel lentamente e um pouco relutante entrega pra ele.
Daniel pega o anel e guarda no seu bolso. Depois dá um abraço longo e apertado. Ela retribui da mesma forma.
– Ah! Já ia me esquecendo. Eu quero o endereço daqui. Você escreve pra mim?
– O quê você está aprontando hein, Sr. Daniel?
– Só por precaução, caso eu me esqueça o caminho. – A resposta pareceu aceitável, então ela anotou num papel e entregou pra ele.
– Daniel, cuidado! — ela diz, sentindo o aperto no peito. – Eu te espero aqui amanhã.
– Boa noite, dona Heloísa! – ele beija a mão de sua mãe.
– Oh! Boa noite! Pode me chamar de Heloísa. Vai com Deus, Daniel.
Daniel segue pra edícula.
Julie vai pro seu quarto e deita. Apesar de sentir uma angústia no peito, o cansaço era maior. Um dia cheio de emoções.
Mais cedo, por volta das 19h, Martin está sozinho na casa de Julie. Félix tinha acompanhado Bia a uma viagem de última hora pra visitar seu pai. Ele tinha descoberto tudo sobre a ‘Laila’. Ela era sórdida. Como pôde usá-lo assim? E qual era seu objetivo? Claro, com certeza era dar o bote no Daniel. Mas como?
“Martin, dá um jeito de fazê-la dormir aqui! Se vira. Inventa algum motivo! Eu preciso descobrir qual é o plano dela!”
Estava perdido em seus pensamentos quando a campainha tocou. Ele vai até a janela. Lá estava ela, com um vestido preto de renda, seus cabelos ruivos escorrendo pelos ombros e os conhecidos óculos escuros. “Que agora eu sei o motivo pelo qual ela nunca os tira.” Martin pensa, se remoendo.
Ele tinha combinado com Daniel de segurá-la ali de qualquer jeito.
Ele abre a porta. Iria tentar agir naturalmente, como se nada tivesse acontecido, mas sabia que seria difícil. Sua vontade era de se vingar. Talvez devesse devolver na mesma moeda.
Mas agora iria ajudar seu amigo. Depois pensaria no que fazer com ela.
Ele abre a porta.
– Oi, Laila! Que surpresa você aqui!
Clarisse tinha tentado encontrar Daniel o dia todo, mas tudo o que sabia era que ele tinha viajado com a garota. Queria desesperadamente notícias dele!
– Oi, amor! Que bom te encontrar!. Esperei você ligar pra mim, mas você não ligou. – ela deu um leve selinho nele.
– Sorte sua ter vindo cedo, porque eu ia sair. “Ia”, mas não vou mais. – ele mente. – por isso eu não te liguei.
– Posso entrar? – Clarisse pergunta.
– Deve. – ele segura sua mão e a puxa rapidamente, trazendo-a bem perto dele. Mas logo se afasta e vai andando em direção à TV. – Desisti de sair. Então encontrei este filme e fiquei com vontade de assistir. Titanic. “...três horas e meia de duração” – ele pensou.
– Ah. Eu nunca assisti. Vou te fazer companhia. “e nesse meio-tempo quem sabe o Daniel chega.”
Antes do filme começar ela dispara: — E o Daniel, tem dado notícias?
Martin agora percebe o que era óbvio. Ela quer o Daniel. – Ele conseguiu falar com a Bia ontem!
– Ah! É mesmo? E como está de viagem? Tudo bem?
“Como essa garota é dissimulada!” – ele pensa. – Ele estava muito triste. – inventou. – Parece que ele e a Julie não estão nada bem, tiveram muitos problemas lá na praia. “Eu sei mentir quase tão bem quanto você, Clarisse!” – Sabe Laila, eu disse pra ele que esse negócio de se envolver com alguém da banda não ia dar certo. E aí está! Não deu! Nem sei se ainda vamos continuar com a banda. – ele olha pra ela com o rabo de olho.
– É mesmo? E quando é que ele volta?
– Ele disse que vem pra cá essa noite. Está vindo embora.
“Ótimo, ela pensou.” – Que coisa né. Tomara que eles se acertem. – ela mentiu. – Então vamos assistir o filme?
– Claro, vamos sim!
Martin coloca o filme pra rodar. Precisa fazer o tempo render o máximo. Ele continua enquanto o filme roda. – Eu tenho medo do Daniel sumir por aí! Ele é genioso, se cismar vai desaparecer. Já pensou se eu nunca mais puder vê-lo?
– Não! Vira essa boca pra lá!
O filme vai passando e a hora se arrastando. Meia-hora depois, Clarisse já está num tédio mortal! Pra completar, Martin começa a contar uma história – inventada, é claro – de um tio que saiu de casa, supostamente pra guerra e nunca mais foi encontrado. E contou cada versão que já tinha ouvido sobre seu sumiço. Uma história longa e chata, que se misturava com o filme entediante. Ela se deitou em seu colo e ele começou a mexer nos seus cabelos, girando os dedos entre seus fios e falando com uma voz monótona. Ela não resiste e dorme.
“Assim que eu gosto, Clarisse!” – ele pensa. “Você se acha tão esperta, vai ver agora!”
Por volta de meia-noite Daniel chega lá! “Não é que o Martin conseguiu! – ele comemora. Se por um lado estava tudo se resolvendo – como ter conhecido a mãe da Julie, por outro lado estava mais confuso do que nunca.
Ele conversa longamente com Martin, combinando todos os detalhes.
– Martin, se as coisas não saírem bem, eu quero que você entregue esse anel pra Julie. Ela me deu o endereço, está anotado aqui. – ele puxa o papel que ela lhe deu com o endereço e entrega pra Martin, que o guarda no bolso. Eu vou deixar o anel caído no canto do sofá.
Martin se afasta.
Daniel se aproxima dela e coloca o anel de Julie em seu dedo. Tinha que torcer para tudo dar certo.
(aqui, ouçam a música STREET SPIRIT – do Radiohead)
Daniel andava depressa pelos corredores da antiga escola onde estudava quando estava vivo, como se fosse um labirinto. Ele estava em busca de algo. Subiu as escadas até o 3° andar e entrou numa salinha que levava ao telhado. Forçou a porta e parou. Chovia muito, uma tempestade. Lá estava ela. Andava descalço pelas telhas escorregadias e estava encharcada. Tinha um sorriso bobo no rosto e cantava. A escola estava vazia e toda aberta, parecia abandonada em algum lugar da lembrança.
– Clarisse! Espera!
Clarisse vira pra direção dele e quando o reconhece abre um largo sorriso e vai correndo em sua direção, patinando pelo telhado. Chegando perto ela salta em seu pescoço, quase fazendo os dois caírem.
– Venha Daniel! Vou te mostrar uma coisa! – ela chama.
Daniel não queria ir pra lugar nenhum, mas sentia que estava ali para descobrir alguma coisa que não se lembrava muito bem. Ela o arrastou até quase o fim do telhado. Então se sentaram, deixando os pés dependurados na beira. Ela segurou sua mão.
– Daniel! Adoro quando a gente faz essas coisas!
– Você é louca! Mais louca que eu! – os dois caem na risada. Ela diz:
– Eu gosto de viver assim, Dan! Solta! Livre! Gosto de me divertir! E gosto de você!
Daniel a olhou pensativo “acho que é bem nessa ordem, Clarisse... eu venho por último.”
Ela balança os pés e joga a cabeça pra frente, olhando para o chão. – Tem coragem de pu lar daqui, Dan?
Ele chegou a cabeça um pouco pra frente e sentiu um calafrio. Recuou. – Não! É claro que não!
– Não vai acontecer nada! Nós podemos pular!
– Eu não vou pular! Que idéia! – falou sem paciência.
– Se fosse você que pulasse, eu pularia atrás! E você faria o mesmo?
– Eu não vou deixar você fazer isso!
– Por quê não? – ela diz de forma misteriosa. – É a passagem pra nossa felicidade! Confia em mim!
Ela tem um olhar insano, vidrado, escondendo alguma intenção. Daniel aperta sua mão e percebe o anel em seus dedos. Então se lembra claramente do que está fazendo ali. Estava tentando descobrir os planos de Clarisse e as palavras dela começavam a fazer sentido. “Pular num precipício.” – ele deduz. E então pergunta: — Até onde você iria por mim, Clarisse?
– Até o fim! – ela responde fitando intensamente seus olhos castanhos. – Faria tudo por você, Daniel.
– Você seria capaz de... – ela interrompe.
– Schhh. Eu seria capaz de qualquer coisa, Dan. Ainda seremos muito felizes juntos. – Ela levanta sua mão e acaricia o rosto molhado dele. – É só você confiar em mim. – sussurra. – Pula comigo?
Ela aproxima seu rosto, olhando pros lábios dele. Se aproxima para beijá-lo. Ele desvia. – Onde você está querendo me levar, Clarisse?
Ela passa as mãos por trás de sua nuca e se aproxima dele. – Pra um lugar só nosso! Pra sempre. – e está a poucos centímetros de beijá-lo, quando ele pega as mãos dela e tira de trás de sua nuca, e segura seus pulsos, encarando-a. Ela se retrai.
– Um dia, quem sabe, Clarisse. Agora não estamos mais no mesmo caminho. Tudo é diferente.
– NÃO É VERDADE! – ela grita e depois sua voz fica chorosa. – Eu estou aqui do seu lado. Agora. Não é o que importa? – suas lágrimas começam a cair. Ela tenta desvencilhar seus pulsos e de repente pára. Algo lhe chama a atenção e ela diz: — Daniel! Como? Estou usando o nosso anel! – ela olha pra ele confusa.
“Ah! Não! É melhor eu acordar! Preciso acordar! Ela não pode perceber!” – seus pensamentos estão num turbilhão.
Ele se levanta e sem dizer nada vai andando pra trás... se afastando dela.
Clarisse fica atordoada, olha pra ele e diz pra ele não ir embora. Ela se levanta também e vai em sua direção.
– Volta aqui, Daniel! Por favor! Por favor! – ela cruza seus braços sobre a barriga, como se estivesse sentindo muita dor.
Daniel dá passos mais rápidos pra trás e alcança a porta de onde saiu. Clarisse vai ficando longe, cada vez mais longe. A chuva grossa tampou toda a visão e ele enfim vai acordando assustado. Engole seco. Ela está deitada, se debatendo. “Não tenho tempo! Vou tirar o anel e sair daqui!”
Muito tenso ele segura sua mão e puxa o anel devagar de seu dedo. Mas ela não pára quieta e subitamente se deita sobre a mão em que está o anel e a de Daniel.
Ele está ofegante, angustiado, tentando tirar sua mão sem que ela acordasse. Mas quando consegue tirar o anel e puxar sua mão, ela acorda bruscamente e agarra o seu braço, assustada. E fica ainda mais espantada ao ficar face a face com ele. Os dois se encaram aflitos.
– Daniel! – Clarisse sussurra, com seus olhos verdes muito abertos. Ela fica emocionada. Ergue uma das mãos e toca o rosto dele. – Eu pensei que estava sonhando. Mas você está aqui!
Daniel discretamente deixa o anel cair no canto do sofá.
– O quê VOCÊ está fazendo aqui, Clarisse! – ele fala duro. – Ou melhor, “Laila”!
Ela está acuada. Não adianta mais disfarçar. “Ele descobriu tudo!”.
– Daniel, eu estou aqui por sua causa! Por que eu te amo! – ela se aproxima. – Eu morri por sua causa! Pra ficar perto de você! Pra te encontrar!
Ele a olha chocado. “Então ela pensa que eu sou culpado pela sua morte?”. Clarisse percebe que ele ficou perturbado.
– Eu não consegui superar sua perda! Era insuportável! – fala se encolhendo e começa a chorar.
– Não, Clarisse! Não! Você não morreu por minha causa!
– Como assim? Claro que foi!
– Não foi! Você morreu de overdose! Porque você não tinha limite! Não foi porque eu morri! Você se esqueceu de como você era? De como eu te conheci?
Daniel a conheceu tentando salvá-la de uma overdose. Ele a encontrou caída na porta de uma casa, passando muito mal e a levou ao hospital. Essa foi a primeira das muitas vezes em que ela perdera o controle.
Ela o encara com ódio. Uma voz lá no fundo lhe diz que ele tinha razão. Mas ela não ia admitir pra si mesma. Ela o repreendeu: — ISSO FOI ANTES DE ME APAIXONAR POR VOCÊ! – gritou.
Martin, que até então dormia, no outro sofá, acorda com as vozes. Ele olha a cena e pensa no que fazer, se intervém ou não. Mas Daniel tinha pedido pra ele não interferir. Prefere ficar à espreita. Se fosse preciso ele ajudaria.
Clarisse tenta beijar Daniel, mas ele a empurra.
– Chega, Clarisse! Não quero! Olha pra você! Aquele Daniel ficou no passado. E você também ficou. Não podemos mudar o que ficou lá atrás! – então ele se lembra de tudo o que ela fez com Martin, com Julie e continua. – Por que você não olha pra quem está ao seu lado? Existem outras pessoas que podem fazer você feliz! Mas eu não posso!
– Por quê não? O quê é isso agora Dani? Foi sempre eu quem segurou a sua onda. Eu que te fiz companhia quando estava sozinho morando com aquela sua tia, que nem sabia da sua existência! Você só tinha a mim! Só a mim!
Ela começa a socá-lo. O choro misturado com a raiva e os soluços! Por fim nem estava enxergando direito. Ela empurra as coisas que estão sobre a mesa, deixando quebrar.
Daniel tenta fazer alguma coisa pra acalmá-la, então ele a agarra e abraça forte.
– Por favor, vamos deixar tudo continuar como está! Não vamos brigar. Acalme-se.
– É POR CAUSA DELA NÃO É? VOCÊ ME ESQUECEU POR CAUSA DELA! POR CAUSA DA MALDITA GAROTA!
– Não fale assim! Nunca mais fale assim. – Daniel a solta. – Eu amo essa garota que você está falando! Como eu nunca amei nem fui amado!
– Não PODE! VOCÊ ESTÁ MORTO! VOCÊ NÃO PODE FICAR COM UMA VIVA! VOCÊ É MEU! SEMPRE FOI! Sempre será! ESSA GAROTA NÃO VAI TIRAR VOCÊ DE MIM! NUNCA!
Ela corre e pega rapidamente sua bolsa, abre e tira o celular. Daniel a olha sem entender o que está se passando. Ela tecla alguns números.
– EU PRECISO DE REFORÇO AGORA! DEPRESSA!
– O QUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – Daniel grita com ela.
– FAZENDO O QUE EU JÁ DEVIA TER FEITO HÁ MUITO TEMPO! NÃO ME OBRIGUE A ACABAR COM ELA! ELA NEM TE AMA! SE AMASSE NÃO TE DEIXAVA SOZINHO!
– Você está louca, Clarisse!
Martin está muito assustado. Ele está escondido, no outro cômodo, olhando pela fresta da porta. Ele vê quando quatro homens de preto, da polícia espectral, invadem a sala.
– O quê é isso, Clarisse? Você está me traindo? SUA CRETINA! – Daniel dá um tapa na cara dela.
– VOCÊ VAI SE ARREPENDER DANIEL! EU NÃO VOU TER VOCÊ, MAS ELA TAMBÉM NÃO VAI! NINGUÉM VAI! VOCÊ AINDA VAI IMPLORAR PRA FICAR COMIGO! IDIOTA! – e ela fala pros guardas: — VAI! LEVA A GENTE LOGO ATÉ O SEU CHEFE! AGORA!
Daniel é preso pelos guardas e levado junto com Clarisse para o mundo espectral.
– Você não pode fazer isso! Vocês vão se arrepender! Pra onde estão me levando? – e então eles somem.
Martin fica desesperado, põe as mãos na cabeça e se lembra de uma coisa que Daniel tinha recomendado. “Se acontecer alguma coisa, pegue as cartas e entregue no Tribunal Espectral! As cartas que incriminam o Demétrius. Imediatamente!” – Martim decide “Eu preciso fazer isso. Agora!” .
Fale com o autor