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7 Capítulo 7 - Tudo Azul no Céu de Julie


Notas iniciais
Agradeço o carinho de todos pelos reviews e uma recomendação. Vamos continuar fazendo planos?

Na manhã seguinte, Julie acordou empolgada e pegou seu caderno pra tentar compor a nova música. Colocou seu cd do NX Zero pra aumentar a inspiração. NX Zero... baile... Nicolas. Estava adorando isso.

Começou a escrever, mas quando olhou pra folha só tinha 1 palavra:

NICOLAS.

(Se eu perder esse jogo pra você, estou ganhando) Droga, não é isso! Risca!

(Não sei se ainda...) Não! Isso não! Risca!

Estou acordada ou dormindo?

Não... pera...

Quando sonho com você

Estou dormindo

Ou acordada?

Desistir é o caminho

Certo

Pra dar errado.

Deu um salto da cadeira com o barulho que atravessou seu quarto. “Não acredito. Daniel!” – era ensurdecedor o som de guitarra vindo da edícula. Desceu correndo até lá e abriu a porta bruscamente.

— O que pensa que tá fazendo, Daniel? Quer que meu pai descubra tudo?

— Seu pai saiu cedo.

— Tá. Mas isso não te dá o direito de querer acordar a rua inteira. São apenas 7 horas da manhã!

— Eu estava com vontade de tocar, me desculpe. – disse com sarcasmo.

— Mas agora chega! Você some por um dia inteiro e de repente aparece aqui feito um louco! — ela colocou as mãos na cintura.

— Pode deixar Julie. Eu não vou estragar seus planos de sair com o 'Nicolas'. – e saiu deixando a amiga falando sozinha.

— Quem ele pensa que é? Será que andou me espionando?

Daniel não tinha ido embora, apenas ficou invisível. Ele viu Julie ir até a estante pegar um disco e sair.

Mais tarde, decidiu ligar pro namorado— essa palavra tinha o poder de arrancar os últimos sinais de irritação da sua alma.

— Alô!

— Julie? Oi...

— Bom dia! Te acordei? – só então olhou pro relógio. 9 horas da manhã.

— Não, mas podia ter acordado se quisesse... – brincou. – Era só ter ligado 15 minutos atrás. Sonhei com você esta noite.

— E o que foi que sonhou hum? “ai... vou morrer do coração é agora”

— Sonhei que estávamos na praia. Um dia perfeito com sol, uma brisa leve, ondas incríveis!

Enquanto ele falava, ela viajava para aquele lugar... — Você é muito especial pra mim viu. Queria estar nesse sonho, de verdade.

— Você também é. Um dia a gente vai.

— Eu resolvi te ligar porque vou sair agora cedo e talvez você não me encontrasse em casa.

— Está tudo certo pra hoje à noite?

— Claro que sim.

— Posso passar aí pra te pegar?

— É... acho melhor não, Nicolas. Meu pai eu... eu ainda não falei de nós com ele. Que tal a gente se encontrar lá?

— Bom, tudo bem. Eu vou te esperar lá.

— Está bem. Um beijo.

— Outro.

Mal desligou o telefone, saiu apressada, levando o disco de sua coleção. O mais raro. Um The Wall 1979 laranja. Julie havia encontrado essa relíquia em uma das casas onde já tinha morado. Logo que viu sabia que aquilo valia muito.

Ela foi com o disco na loja de Klaus.

— Oi! Vim fazer uma proposta irrecusável.

— Quando você fala assim, sei que não vou resistir. O que é?

— Você conhece isso aqui? – disse com seu sorriso largo.

Notas finais
Julicolas no céu azul, sem nuvens à vista.