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84 Capítulo 84 - Sonho Real
Notas iniciais
Na manhã seguinte todos foram de volta pra Campinas. Julie e Daniel voltaram com o Sr. Raul e Pedrinho com Heloísa. Sr. Raul e Julie na frente e Daniel no banco de trás. Ele pega um jornal que estavado seu lado pra ler.
“Notícias Bizarras – Professor morre ao tentar criar máquina de capturar fantasmas”
Daniel pensou – “mas ele queria MESMO pegar fantasmas! Quero ver agora quando ele descobrir que virou um. – balançou a cabeça negativamente.
Ele abaixou o jornal e ao olhar pra frente, viu dois olhos arregalados pelo reflexo do espelho retrovisor. Levantou rápido o jornal. Sr. Raul piscou os olhos com força, várias vezes para confirmar o que tinha visto, ou melhor, o que não tinha visto. Ele olhou pelo retrovisor e Daniel tinha sumido. O jornal estava flutuando. “Não estou vendo isso.” – pensou alto. Virou-se rápido pra trás. Daniel estava lá, lendo o jornal. Ficou impressionado com aquilo. Uma boa parte da viagem Daniel passou lendo o mesmo jornal. Mas ficou cansado e se deitou no banco, claro pro pai dela relaxar e prestar atenção na estrada.
Finalmente chegaram em casa, 2 semanas de férias, pareceram uma eternidade. A casa não estava do jeitinho que deixaram. Sr. Raul logo percebeu a falta de seu vaso de cristal e alguns outros objetos. Mas estava tão cansado que não reclamou. Ele olhava desconfiado para Daniel, mas como tinha dado permissão pra namorar a filha, não levou o caso adiante. E viu que ela estava tão feliz que não quis contrariá-la. Ela parecia outra pessoa: alegre, sorridente, bem-humorada. Era bom ver sua filha assim. Mas ia vigiar de perto esse namoro.
– Bem, rapaz. Tá na hora de você ir pra sua casa!
– Sim, senhor. – respondeu. “Pra edícula!” – pensou.
– Pai, eu vou me despedir do Daniel então. Vem Dan.
– E nada de ficar toda vida aí fora!
– Pode deixar, pai!
– Até amanhã “seu” Raul!
– Hum! Até amanhã! “Fazer o quê né!” – era o que queria dizer.
Os dois foram pra fora.
– Amorzinho, vou ter que dormir pra fora da sua casa? – Daniel faz uma cara de piedade.
– Claro que não! Você vai dormir na edícula. – ela diz sorrindo.
– Ah, que ótimo. Estou muito feliz de dormir na edícula e longe de você. Mas você só se esqueceu de uma coisa: eu não posso mais atravessar paredes!
– E quem disse que você precisa atravessar a parede? Você pode pular o muro.
– Tudo bem. Eu vou ficar lá jogado no chão frio e duro!
– Ahhh coitado do amorzinho. – fez biquinho. – Mas... você sempre dormiu lá. E você nem sente frio.
– Não sentia! Agora sinto!
– Eu vou lá fora e deixo a porta da edícula aberta. Isso é só um improviso, só por uns tempos até meu pai ficar mais relax. E vou arrumar uma coberta pra você também.
– Ok então! Se é assim... boa noite! – deu um selinho nela.
– Então tchau. – sorriu.
– Tchau. – deu um beijo de esquimó.
– Tchau.
– Vai você primeiro. – Daniel disse.
– Não, não. Vai você primeiro. – riu.
– Você...
– Você!
...
Julie entrou, depois de conseguir vencê-lo pelo cansaço.
Foi até à edícula e fez como combinado.
Daniel deu a volta pra pular o muro e deu de cara com Félix.
– Ei! Que vc tá parado aqui congelando, doido? Tá querendo morrer?
– Há há. Tão engraçado você! Eu já pulei. Está tudo trancado! E a mãe da Bia me pôs pra correr de lá!
– Tomara que a Bia não puxe à mãe dela.
– A Bia? Ah não!!! Ela é bem diferente! Ela é tão doce, tão doce, tão...
– Linda, encantadora, amiga, esperta... e blá, blá, blá. Tá bom! Agora podemos pular ou faltou falar mais algum adjetivo pra Bia?
– Sério? Não sei se... deixa eu pensar...
– Estava zoando, Félix! Acorda! Vamos pular logo esse muro! Antes que a gente vire gelo!
Pularam pro lado de dentro. Estavam invisíveis.
– Pelo menos isso a gente pode fazer! Eu gostava tanto de atravessar paredes... – lamenta Félix.
– Mas pelo menos agora você pode ficar perto da Bia e aparecer...
– É verdade! Acho que estou começando a gostar dessa história de ser anjo.
– E por onde anda o Martin?
– Ele esteve aqui, conversamos sobre a banda. Fizemos um som e ele teve que voltar pro mundo espectral. Está trabalhando lá. E ainda não se decidiu sobre ser anjo.
– Hum.
Eles entraram na edícula. Conversaram uns 5 minutos. Então Daniel fala:
– Vou sair!
– Pra onde você vai?
– Vou dar uma volta por aí.
Entrou na casa de Julie invisível. Subiu as escadas, abriu a porta de seu quarto e entrou. Ela estava dormindo. Chegou perto e deu um beijo no seu rosto.
– Boa noite, Julie.
Fez um carinho no seu cabelo e saiu de novo. Voltou pra edícula. Félix estava dormindo no sofá. Pegou um papel e uma caneta e começou a compor uma música. “Essa vai ser a música que vamos apresentar” – afirmou pra si mesmo.
Sonho Real
“Por que é tão difícil acreditar
Só porque não consegue entender
Nem tudo a gente tem que ver pra crer
Pra ser real basta entender
O que há por trás das aparências
E as coisas como realmente são
Nem sempre a gente faz a escolha certa
O que a gente vê pode ser só ilusão.
Cada um tem a sua verdade
É o que posso te dizer
Acredite se quiser
O proibido e o impossível
Cada um vê como quer.
O que há por trás das evidências
E as coisas como realmente são
Nem sempre a gente faz a escolha certa
O que a gente vê pode ser só ilusão.
Se meu sonho é invisível pra você
Pra mim ele é bem real
Pra encontrar seu lugar ao sol
O limite é seguir até onde
Seus sonhos se encontram
Só quem acredita em si pode alcançar
Não há limites pra sonhar
Seu destino é você quem traça.”
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2 semanas depois...
Julie e seus amigos fantasmas, agora anjos e na verdade um deles não era mais “amigo” tiveram que dedicar todo seu tempo para os ensaios. Precisavam recuperar todo o tempo perdido com aquela confusão.
A música começou pela letra que o Daniel compôs, depois vieram os arranjos, cada um deu sua contribuição e no final ficou digna de um concurso. Depois tiveram que resolver quem iria cantar. Julie ou Daniel?
Pra ensaiarem foi preciso armar um esquema com a mãe de Julie, porque seu pai ainda ficou mais 15 dias de férias desde que chegaram. Todas as tardes, Heloísa precisava pedir um “favor” pro seu pai. Era contratar pedreiro, consertar aparelhos, levar o carro na oficina, ira a São Paulo terminar de buscar sua mudança. E ele ia feliz da vida. E dava tempo de todos ensaiarem a nova música.
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2 semanas depois das 2 semanas depois.
Os Insólitos estavam reunidos na edícula. Era o último ensaio antes do concurso e tinham uma convidada especial. A mãe de Julie. Ela era peça importantíssima do “jogo” porque teria que contar pro Raul toda a verdade sobre a banda. Talvez omitisse algumas informações.
– Então, mãe, entendeu tudo? Posso contar com você né?
– Eu me viro com seu pai, meu amor. Podem dar o seu melhor! Vocês tem que ganhar isso aí hein!
....
Eles saem para o concurso.
Alguns minutos depois Raul chega em casa e vê Heloísa.
– Oi! Você aqui?
– Oi Raul! – dá dois beijos no rosto dele. – Eu vim aqui pra ver como as coisas estão, a Juliana estava saindo com um pessoal de uma banda. Disse que iam se apresentar hoje...
Ele só fez uma cara de quem é o último a ficar sabendo de algo.
– Ah! Raul. Trouxe umas fotos pra você ver! – mudou de assunto. – Lembra que quando voltamos do sítio paramos pra tirar foto do pôr do sol?
– Ah, sim, lembro! Deixa eu ver!
– Aqui, começa por essa...
Raul viu primeiro uma foto da paisagem, sem ninguém. A segunda foi uma foto deles dois com Julie e Pedrinho.
– Ahhh essa tá muito boa. E cadê aquela que eu bati?
– É essa aqui.- entregou pra ele.
– Hum. Essa não ficou boa não. Apareceu uma luz. E tá faltando o... “Daniel”... estranho! Essa luz do sol estragou um pouco a foto.
O Show
Ao chegarem ao lugar da apresentação eles se surpreendem com duas pessoas que estavam lá.
– Meu Deus! Olha quem está ali! -Bia fala com Julie, logo chamando a atenção dos outros três.
Era Talita e Nicolas... juntos.
Daniel logo fecha a cara e fala: — Vamos logo que eu estou com pressa!
Mas ao passarem por eles, Nicolas segura no braço de Julie.
– Ei, Julie. Fala sério! Você tá com esse cara? E aquela história de ‘fantasma’?
– Nicolas! – Talita o repreende.
– Nicolas, me esquece! – Julie fala já se virando.
– Julie, anda logo! – Daniel fala olhando com raiva pra Nicolas e segurando seu outro braço.
– Já esqueci faz tempo! – Nicolas grita fazendo uma cara cínica.
– Mas... – Talita olha pros três e se lembra do vexame da festa. – Mas olha só que mundo pequeno! Olha só quem está aqui!
– Talita, vamos pra lá, você não precisa deles pra nada. Você é muito melhor. – Nicolas fala com ela.
– É, estou vendo que você fez uma lavagem cerebral no Nicolas. – revida Julie.
–Nicolas. Agora que a festa ficou boa. Vai andando na frente que daqui a pouco eu te encontro. Só vou acertar umas contas atrasadas aqui.
Daniel fala com todos – Andem logo, não fiquem aí dando idéia pra essa louca!
– Olha aqui, seu... seu... abusado!Por sua causa ainda me chamam de louca desde aquela festa! Vocês não deviam ter mexido comigo! – Talita esbraveja.
Eles se olharam e deram as costas pra ela. Foram andando em direção ao camarim onde se arrumariam.
– Ninguém me dá as costas! — Talita vai atrás deles. Só se ouvia o barulho do salto pisando alto.
– Aiii! Me digam que aquela insuportável NÃO está vindo atrás da gente. – Daniel fala já olhando pra trás.
– Pior que está. – Martin responde.
Talita começa a gritar pelo corredor:
– Ei! Ei! Ei! Volta aqui ralé! A entrada dos empregados é lá atrás! – vem rebolando. – Tenho pena de vocês com esse visual decadente! Quero ver de camarote o vexame que vocês vão dar! Estou na 1ª fila.
Todos já estavam no limite, quase estourando.
– Alguém manda essa lambisgóia calar a boca! – Félix perde a paciência.
– Se enxerga! Um cara que tem medo de palhaço nem devia me dirigir a palavra.
– A única palhaça nessa história é você! – Bia a enfrenta. As duas se estranham.
Martin interfere. – Deixa Bia, deixa ela falando sozinha, ela é louca!
Talita fica furiosa.
– Louca? Eu vou te mostrar quem é louca!
Talita pega sua bolsa e sai batendo em Félix. Ainda mais quando se lembrou do que ele fazia com ela. Depois partiu pra cima de Martin. Bia puxa Félix e tenta agarrar Talita, mas Martin fica entre ela e Talita. Julie então segura Bia. E Daniel vai pro lado dela falando: — Vai embora daqui! Eu to te avisando!
– Vocês que me provocaram! Eu não sou a louca? Então!
– Julie fala com seus amigos. – Vem gente, vamos pro nosso camarim. A gente tem que se arrumar. Não dá pra perder mais tempo.
Talita puxou uma das bolsas que eles carregavam e tirou uma das fantasias, jogou no chão e começou a limpar o pé nela. Deu uma sujada de leve.
– O quê que você tá fazendo, garota? – Daniel agarra os pulsos dela e vai puxando-a pra dentro do camarim. Todo mundo vai atrás. Ele vê sobre um móvel, alguns estojos de maquiagem. Pega um com um pó verde cintilante e joga na roupa dela. – Ops, desculpa!
– Mas o que é...isso! – olhou para sua roupa. – Eu vou te matar! – todos riram. Só Talita não gostou nada disso.
Daniel apaga a luz e fecha a porta.
– Mas o que foi isso! – Talita grita.
Daniel fica invisível e Talita não podia ouvi-lo. Ele fala com os outros dois:
– Fiquem invisíveis, anda! – Daniel falou.
Os 3 ficaram invisíveis. Acenderam a luz e, pra surpresa de Talita, eles não estavam mais lá. Pelo menos foi o que ela pensou.
– Pra onde eles foram, esses babacas? Fugiram?
– Aqui. – responde Julie arqueando a sombrancelha.
– Vai se olhar no espelho, garota! Cadê aquele idiota covarde? Olha só o que ele fez! – falou mostrando sua roupa.
Martin olha pra bancada, vê uma coisa muito interessante. Fala pra Daniel: — Apaga a luz de novo! Apaga!
Ele apaga a luz de novo. Martin pega uma tesoura que estava na bancada, e num golpe rápido corta um pedaço do cabelo da Talita.
– Você tá louco? – gritou Félix.
As meninas ouviram, e ficaram ansiosas pra ver o q ele tinha aprontado
Talita solta um grito de susto. – Que, que isso? Acende a luz alguém!
A luz acendeu, Bia e Julie ficaram boquiabertas quando viram Talita. Quando Talita viu seu reflexo no espelho deu um berro que ouviram longe.
– O que vocês fizeram suas... – ela começou a chorar – olha só o meu cabelo! É tratado com cremes importados, não tem 1 ponta quebrada, pra quê? Pra isso!
– Não foram elas! – uma voz sussurra no seu ouvido.
– O quê? – Talita se virou e não viu de quem era a voz. – Quem foi que falou isso?
Julie e Bia fizeram cara de interrogação.
– Quem falou o quê, Talita?
– Parem de fingir! Onde eles se esconderam?
– Você tá louca! Ninguém se escondeu. E.. e... esse seu cabelo? O que foi que te deu? Como você conseguiu?
– Idiotas! Pra onde eles foram! – gritou Talita.
A luz se apagou de novo, e Talita começou a gritar. Ela tentou sair, mas um deles segurou-a e a sujou toda com um batom vermelho.
– Sai! Socorro! – Talita foi correndo pra porta e eles apareceram do outro lado. Quando ela saiu do camarim deu de cara com os 3, que riam da sua cara. Talita não entendeu nada. Estava transtornada, toda suja e descabelada. Mas pela primeira vez sentiu medo daqueles estranhos amigos de Julie. Eles ainda a acompanharam invisíveis (até ela desistir de assistir o show.) Ficaram falando só pra ela ouvir.
– Louca, louca, louca.
Os três comemoraram quando a viram saindo pela porta com Nicolas. Voltaram pro camarim e puseram suas fantasias.
Uma assistente da TV foi chamá-los.
“Dentro de 5 minutos vocês entram”
Eles se deram as mãos e trocaram energias.
– É agora ou nunca! – disse Julie.
......................
“E agora com vocês: Os Insólitos!” anunciou o apresentador.
Todos aplaudiram a entrada da banda, que já era bem conhecida. Eles iriam abrir o concurso.
– Essa é uma música nova e se chama Sonho Real. Espero que vocês gostem! – Daniel apresenta.
♫ “Por que é tão difícil acreditar
Só porque não consegue entender
Nem tudo a gente tem que ver pra crer... ♪
Em casa Heloísa ligou a TV exatamente na hora em que eles entravam no palco.
– Mas... mas o quê é isso, Helô? – Raul disse perplexo ao ver Julie na TV. – É... a Julie?
– Claro que é a Julie! Ela vai se apresentar com sua banda. E se eles vencerem o prêmio será um contrato de 3 anos com uma grande gravadora.
– A Julie? Que banda? – ele se lembrou de sua conversa na praia.
“– Não, pai. Não é imaginação, não é mentira. Ele é um fantasma e toca comigo numa banda.”
Então sua cabeça se desligou da TV. Estava lembrando de tudo o que conversaram aquele dia. Sentiu um frio na barriga “Aquele papo louco da Julie não era tão louco assim?”
............................
– Nós ganhamos, ganhamos! — os 5 se abraçam. Era o início de uma nova fase pra “vida” deles.
Depois do show cada um foi comemorar separado pois Martin tinha prometido voltar ao mundo espectral logo após a apresentação.
Mas ele resolveu dar uma passadinha antes num bar que sempre iam. Para sua grande surpresas chegando ao bar avistou de longe a Dra. Marian e — UAU! – ele disse.
Ela estava com um vestido de renda branco, totalmente linda. Ele não sabia se chegava perto dela ou se ficava de longe. “inseguro, eu?” – ficou observando-a.
– Vê aí um fluido de Absyntho.
– Só se for agora! – disse o barman, pegando um copo do qual saía uma fumaça verde.
– É só pra tomar coragem! – e virou o copo de uma só vez.
Cinco minutos depois ele já estava a uns 4 metros dela. E viu que perto dela tinha um homem rodeando. Ela andava pra um lado, dali a pouco o homem já estava lá perto. Isso começou a incomodá-lo.
“Quem esse cara pensa que é! Ela nem tá notando que ele existe. Ele não para de segui-la!”
Estava com ciúmes dela. Num certo momento o homem abordou a Dra., segurando no braço dela.
Ela puxou o braço na hora e falou alguma coisa com ele.
“O quê esse otário quer com ela? É um palhaço! Não tá vendo que ela não quer você por perto!!”
O cara continuava seguindo a Dra. Ela estava vindo pro lado que Martin estava. Ele se escondeu atrás de uma pilastra. Ela passou por ele sem vê-lo. Logo atrás vinha o cara.
Martin agarrou a camisa dele e o puxou, segurando no seu colarinho.
– O quê você quer com ela hein!?
– Me solta! Antes que você se dê mal! – ele reagiu.
– Minha mão tá doida pra ver como é sua cara! Prazer, Martin! – e deu um socão na cara do homem, chamando a atenção de todo mundo. Inclusive da Dra.
Quando ela viu quem era ficou surpresa.
– Martin! O que você está fazendo aqui?
– Estou fazendo a minha função: te protegendo.
Ela abre um sorriso que fez 2 covinhas no rosto.
– O que está me dizendo?
– Que eu aceito ser o seu anjo. – ele pegou sua mão e beijou-a.
– Que bom! – ela começou a rir.
Ele não entendeu. – Do quê você está rindo?
– Que você já mostrou que vai mesmo me defender. Você acabou de nocautear o meu segurança.
Martin percebeu o furo e ficou sem-graça, passou a mão na nuca.
Ela continuou: — mas confesso que gostei de ver sua dedicação. Não precisa ficar tímido. Eu realmente preciso de um anjo perto de mim.
E piscou o olho pra ele, que ficou literalmente nas nuvens.
.......................
– Todo mundo saiu pra comemorar. E nós dois, o quê vamos fazer? – Julie pergunta pra Daniel.
– Julie... tem uma coisa que eu queria fazer.
– Me fale logo!
– Não. Vem comigo!
Segurou sua mão e foram caminhando até chegarem no mesmo parquinho onde ele tentou beijá-la uma vez. Ela olhou e sorriu. Era diferente estar ali agora, onde, de alguma forma, tudo tinha começado.
Ela riu alto. – Eu conheço esse lugar! – olhou pra ele sorrindo.
– Conhece? Então, eu queria vir aqui com você de novo. Essa é a única lembrança ruim que eu tenho de nós, e queria te fazer uma surpresa.
Ele segurou seu queixo de leve e deu um selinho. Segurou sua mão e foram andando até o balanço. Sentaram-se e era como estivessem voltando no tempo.
– Julie, primeiro eu quero te fazer uma surpresa. É uma música que compus quando pensei que a gente nunca daria certo.
(o link pra música está nas notas finais do capítulo)
– Daniel, eu já ouvi essa música! Foi na 1ª vez que sonhei com você! É linda! Mas é triste!
– Eu sei! – ele sorri de lado. É sobre alguém que tem medo de ser desprezado. – suspirou alto. – Isso agora não importa mais. – seus olhos marejavam.
– Obrigada por me trazer aqui, Dani!
Eles ficaram calados, apenas se olhando. Quando ele vai se aproximando e ela também. E suas bocas se juntando no beijo que tanto sonharam.
FIM
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