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69 Capítulo 69 - Investigando o que aconteceu.


Notas iniciais
Agradeço muito a quem comentou. Me incentivam muito fazendo isso. Muito obrigada mesmo.

Daniel também acordou assustado. Olhou em volta. “Ela estava aqui!” – pensou. Viu que estava usando seu anel. “Claro que estava! Eu sonhei com ela!” Passou a mão pelo cabelo, nervoso. Por quê o sonho acabou tão rápido? Ela parecia estar sufocando, e agora?

Mesmo que fosse só um sonho,ele estava preocupado. Podia ser verdade...tem que ser! Se ela ainda é a mesma, nunca faria isso comigo.”

Mas ele queria ter provas.

Já sei o que fazer!”

Foi pra praia do Centro investigar.

Julie não quis ir à praia com as primas. Não quis nem sair do quarto. Ficou sentada na cama, abraçada a seus joelhos. As horas passavam e tudo continuava do mesmo jeito. “O Daniel não vai voltar”, ele é só uma ilusão da minha cabeça. Tudo não passou de um sonho. Voltou a se deitar e dormiu.

.........................

Na noite da confusão, Clarisse foi até a edícula para ter alguma notícia do Daniel. “Quem sabe consolá-lo” –sorriu com isso. E tinha que ser vista por lá pra não levantar suspeita. Chegou em frente à casa de Julie por volta das sete horas. Chamou várias vezes. Então Martin apareceu na janela e gritou:

- Oi! Eu não sei onde pus a chave! (na verdade ele não tinha chave.) – Chega aqui! Entra!

- Pela janela?

- É! Eu te ajudo!

“Esse idiota fica fingindo que é vivo. Com coisa que eu não sei que ele é fantasma! Melhor assim! É sinal de que ele não sabe que eu também não sou viva!”

Ela entra pela janela.

Martin está todo sorridente.

- Por que você não avisou que vinha?

- Ah... estou vindo do trabalho. Não deu tempo nem de te ligar. Mas resolvi dar uma passada aqui pra te ver.

- Vem cá, vamos sentar ali no sofá. – diz Martin, cheio de terceiras intenções.

Clarisse dá um sorriso forçado, e pergunta pra ele:

- Você está sozinho aqui?

- Estamos sozinhos! Só nós dois. – Martin vai pra cima dela, dando umas pegadas. Beijando e passando a mão pelo seu corpo.

Mas ela tenta se desvencilhar de qualquer jeito. Empurra ele já quase sem ar. — Espera! Você tá indo muito longe!

- Mas a gente tá namorando, não tá? Qual o problema?

- Calma! É que a gente nem conversou direito.

- Você quer conversar AGORA? – ele ficou meio frustrado.

- U-hum. Quero falar sobre... o filme de ontem.

- O quê? – ele riu. – Você tá brincando né?

- Não. É sério.

- A gente fala sobre o filme depois. – Ele começou a beijá-la, deu vários beijos que se espalhavam pelo pescoço. Suas mãos exploravam suas curvas. Foi chegando mais perto e o clima começou a esquentar.

Mas ela resistiu, e o afastou de novo. – Pára! Pára porque não dá. Não posso ir adiante!

Ele ficou sem entender. – Mas o que aconteceu agora?

- E-eu ...estou com muita dor de cabeça.

- Ahhh.... dor de cabeça? – ele duvidava disso.

- É isso mesmo. Me dá um copo d´água, por favor. Vou tomar um remédio.

- Vou lá buscar.

“Afe! Ainda bem que ele saiu de cima de mim.”

- Aqui está sua água. – Martin trouxe um copo cheio d’água.

- Ah! Obrigada, mas não precisa mais. Eu tomei o comprimido sem água. Era pequeno.

“Essa garota tá muito esquisita.” – Tá acontecendo alguma coisa, Laila? Eu tenho a impressão que você está fugindo de mim.

“Só impressão?” – ela pensou. – Não, imagina. Eu fugiria por quê?

- Não quer mesmo a água? Então vou levar de volta.

Quando voltou dá cozinha, Laila estava com o decote mais aberto e pernas cruzadas.

“Essa garota fica me provocando...” – O que vamos fazer agora? – ele perguntou.

- Não sei. Onde os seus amigos estão?

- O Félix foi na casa da Bia. E o Daniel não apareceu aqui até agora. Deve ter encontrado a Julie e resolveu ficar por lá.

- Será que ele vai voltar?

Martin começou a ficar com ciúme. – Pra que tantas perguntas sobre o Daniel?

- Não. Por nada. É que eu me lembrei do anel. Era mesmo dela?

- Ah bom! Era dela sim. Eu disse que fui eu que achei. Mas ele disse que ela perdeu dentro do quarto. Estranho.

- Nossa! Sério? Eu encontrei na calçada!

- Vamos dar uma volta?

- Acho que não vou poder ficar mais. Vou ter que ir embora.

- Ainda é cedo! Fica mais um pouco.

- Não. Eu tenho que ir mesmo. Me ajuda a passar pela janela.

Martin a ajuda, um pouco contrariado. Sentiu que ela estava muito diferente e estranha.

– A gente se fala amanhã...

- Claro! Tchau. – dá um selinho nele e sai depressa.

............

As primas de Julie chegaram na praia do Centro. Armaram suas cadeiras e se sentaram.

Julie estava deitada e Pedrinho bateu na porta. Foi chamá-la pra almoçar. Ela só balançou a cabeça que não. Já não chorava, mas ainda estava arrasada. Se quisesse me ouvir já teria aparecido aqui...

Alguém bate na porta. Era seu pai.

- Filha, o que está acontecendo?

- Nada pai, é bobagem.

- Eu já sei o que aconteceu ontem. E eu vou atrás daquele sujeito!

- Que sujeito, pais?

- O sujeito que a sua prima falou. O tal de Rafael.

- Espera, pai. Não tem nada a ver. É coisa minha, problemas do coração.

- Então venha almoçar. Saco vazio não pára em pé.

- Se eu for, o senhor me promete que não vai falar com o Rafael?

- Não conte com isso.

- Então não quero comer nada. Não estou com fome. Me deixa ficar sozinha.

- Juliana Spinelli! Você está de castigo. E se não melhorar essas férias acabarão amanhã!

Sr. Raul sai do quarto e fecha a porta. Julie começa a chorar “Tudo o que eu queria era voltar pra casa e que tudo voltasse a ser como antes.” Se ela pudesse desapareceria dali! Se ela fosse fantasma, se morresse... “Mas se eu aprontasse alguma coisa, meu pai iria embora amanhã!”

Julie levantou-se da cama, se vestiu, pôs algumas coisas numa bolsa de praia. Calçou um tênis baixinho. Prendeu o cabelo de lado. Estava pronta! A porta se abriu na hora que ela ia pular a janela. Era a sua priminha Sofia.

— Oi tia Ju! O que você tá fazendo?

- Sofia, posso te contar um segredo?

- Pode!

- Mas é segredo! Não pode contar pra ninguém.

- Nem pro tio Raul?

- Não! Nem pro meu pai, nem pro Pedrinho. Nem pras suas primas, suas tias, sua avó, seu avô.

- Tá bom. Não vou contar.

- A “tia” vai dar uma volta pela praia. E só volto mais tarde.

- Tá bom. É nosso segredinho.

- Me dá um beijo.

Sofia abraça e beija a “tia Ju”.

Julie salta a janela e sai pelos fundos, sem ninguém ver.

Seu pai vai até o quarto e não a vê. Pergunta pra pequena Sofia se tinha visto a Julie.

- Ela disse pra eu não contar pra ninguém que ela foi pra praia. É nosso segredo.

Sr. Raul fica muito irritado. Pega o carro e vai até a praia do Centro. Queria encontrar o tal rapaz pra tirar uma satisfação. “Rafael, me aguarde que eu estou chegando, seu safado!”

Mas Julie não tinha ido pra lá. Ela pegou o 1º ônibus que passou e estava escrito Costa Azul. O ônibus seguiu até perto da praia, onde desceu. “Agora eu entendi por que a praia tem esse nome. O mar era de um azul intenso e um pouco agitado.

“Pelo menos aqui vou ter paz e tempo pra pensar” – ela afirmou.

Já era 15 horas e o sol estava forte. Suas primas deram uma olhada na praia. Rafinha vinha caminhando atento às pessoas que estavam na água. A praia era muito calma, mas era traiçoeira, tinha muitas valas. Quase não tinha o que fazer. Mas às vezes as pessoas abusavam e caiam numa vala ou iam muito pro fundo e se afogavam.

Carol o avistou e correu até ele.

- Rafinha! Preciso muito falar com você! É urgente.

Ele chega perto dela.

- Você sumiu, Rafinha. Estou a horas te esperando.

- Eu estava de plantão em outra praia.

Daniel aparece na praia e vê Rafael conversando com uma garota. Parecia ser uma das primas de Julie. Estava invisível, então chegou bem perto deles. Precisava escutar alguma coisa.

Ela continua. – Tudo bem. Eu preciso falar com você sobre ontem.

- Pode falar, Carol.

- É a Julie. Ela está toda estranha. Só chora e fica deitada na cama. E ela ficou assim depois que vocês voltaram daquela praia. Aconteceu alguma coisa de errado?

- Sabe, Carol. O primeiro erro foi ela ter ido lá.

- Ela não conseguiu encontrar o amigo dela?

- Não!

Daniel só ouvia, com vontade de matá-lo.

Carol estava muito preocupada. – Pode me falar. Eu não vou comentar com ninguém.

- É que ela pediu pra ir sozinha pra praia. Eu não deixei, então acabei ficando lá nas pedras. Um pouco depois comecei a ouvir uns gritos. Fui olhar e tinha um cara tentando violentá-la. Era aquele otário do Thor.

Daniel vê seu sonho se confirmar e fica Cada vez mais certo de que eles dois tinham mesmo se encontrado.

- Thor não é aquele cara que aprontou aqui ontem?

- É o próprio. Eu arrebentei a cara dele. Não vai voltar aqui tão cedo!

“Então na verdade esse Rafael salvou a Julie.” – Daniel se deu conta.

Carol continua: — Meu Deus! Foi por isso então que ela ficou assim.

- É. Ela ficou muito nervosa. Ficou até delirando, chamando um tal de Daniel.

- Delirando vai ficar você quando eu arrebentar a sua cara! – Daniel falou alto.

- O quê você perguntou? – Rafael perguntou pra Carol.

- Eu não falei nada! ... mas peraí, você falou “Daniel”?

- Isso mesmo. Então ela começou a ficar delirando depois que eu dei um beijo nela. Ela começou a falar como se estivesse conversando com esse Daniel. Acho que com o susto ela surtou.

- Então a minha prima deve estar pirada. Ela me disse que o amigo com quem ela ia se encontrar se chamava Daniel.

Os dois ficaram sem entender o motivo.

Rafinha comenta: — Aconteceu uma coisa muito estranha. Ela estav a falando sozinha, de repente alguma coisa me derrubou na areia. Fui tentar levantar, mas caí de novo e levei uma rajada de areia nos olhos.

Isso foi suficiente para Daniel tomar uma decisão e finalmente deixar de ser orgulhoso. Ele ia atrás de Juliana agora. Precisavam se acertar.

Daniel foi até a casa da tia da Julie. Precisava muito falar com ela e desfazer esse grande mal-entendido. “Reconheço que eu sou um idiota!” – ele pensou. Atravessou a parede do quarto e entrou ansioso para vê-la. Mas logo ficou frustrado. O quarto estava vazio. Andou pelo quarto e o mesmo estava vazio. Ela não estava lá. Andou pelo quarto e sentiu um leve perfume dela no ar. Como sentia sua falta! Andou pela casa, mas não a encontrou. Voltou pro quarto dela e se sentou em uma das camas. Ficaria ali até ela aparecer.

Sofia entra no quarto procurando sua boneca que tinha sumido. Ao ver Daniel ela para na porta. Ela pergunta: — Quem é você?

Daniel fica espantado porque ele estava invisível.

Ela insiste: — Qual é o seu nome? O meu é Sofia.

Daniel se lembrou do sonho. Ela supostamente era a garotinha vidente.

- Eu sou um amigo da Julie.

- Ah tá! A minha tia Ju mandou eu não falar que ela foi pra praia.

Daniel tentou descobrir a praia, mas a garotinha não sabia.

- Você viu minha boneca?

Ele vê uma boneca debaixo de uma das camas e a pega. – É essa aqui?

- É essa mesma! Obrigada. Eu vou lá fora brincar com meu novo amiguinho.

Sofia sai do quarto e Daniel também. Não tinha nenhuma idéia de por onde devia começar a procurar a Julie. Eram muitas praias e já estava tarde. Mas ele tinha que aproveitar que ainda era cedo. “Então agora não tenho mais dúvidas de que a gente sonhou junto por causa do anel. Ela pegou o anel que eu joguei fora! Ela ainda gosta de mim!” – deu um pequeno sorriso.

Notas finais
Talvez eu ainda poste um hoje. Falta escrever uma parte e digitar. Provavelmente não darei conta. Vou ver se consigo.
Como o Daniel vai fazer pra encontrar a Julie?
Se ele a encontra você acha que eles se acertam de novo?
Comentem.
:)