Aperte PLAY. A história continua.

57 Capítulo 57 - Mais uma noite inesquecível


Notas iniciais
Música? Dessa vez minha sugestão é que vocês escolham uma canção bem romântica. ;) beijos! Obs.: Por favor, comentem. ;) Deixem algum recadinho depois de lerem, mesmo que a história já tenha sido concluída. Pelo menos em 1 dos capítulos da história. É super-importante esse retorno de vocês. Muito obrigada por acompanharem.

"Não Daniel! Você disse que só ia dormir." — ele pensou alto. Tão alto que ela quase acordou. Só que ela acabou passando seu braço em volta do pescoço dele. Dava pra sentir sua respiração, muito perto. Acabou encostando seu nariz no dela. Fechou os olhos e deixou seus lábios se tocarem. "Ainda posso recuar se eu quiser." — ele pensou.

"Eu posso..." — e de repente já estava beijando-a de novo!.

Subitamente ele se vira, ficando de frente pro teto. Tentava controlar aquela paixão à flor da pele e a vontade louca de acorda-la. "Preciso sair daqui". Só que seu movimento brusco na cama acaba realmente a acordando. Ela ainda enxergava tudo embaçado, mas viu que ele estava acordado.

– Daniel. O que foi? Por que acordou?

– Eu nem dormi ainda!

– Tá sem sono? — ela segurou seu rosto e o fez olhar pra ela. — Seus olhos não me escondem nada!

– Eu não quero esconder nada, Ju. Eu quero você.

Os dois ficaram se encarando.

– O que você ficou fazendo até agora?

– Tentando não pensar que você estava aqui tão perto. "E tentei te beijar também. Não resisti" — suspirou. Então ele levanta sua mão e toca no braço dela. Sua mão vai até seu rosto, devagar, depois desce de novo pelo braço, provocando um arrepio.

Julie fala: — Posso te contar uma coisa? — ela diz.

– Sim! Claro que pode!

– Eu também não estava conseguindo dormir, porque eu não conseguia parar de pensar em você.

– É mesmo? — ele disse sorrindo. E por quê não conseguia?

– Não sei! Eu acho que não queria dormir.

– Eu muito menos — sorriu. E agora?

– Não sei! Eu...

Eles se beijaram de leve.

– Posso tentar adivinhar. — ele disse, tocando com a língua os lábios dela.

Ela fechou os olhos, respirou fundo e quando os abriu brilhavam intensamente. Aquele olhar de quem espera mais.

– E vou descobrir. — ele sussurra. Suas mãos deslizam pelas suas costas, subindo até a sua nuca.Acaricia seus cabelos. Chega a boca perto da sua orelha e beija fraco, transformando o beijo em uma leve mordida. — Você me quer? — pergunta baixinho.

Ela responde com um abraço apertado.

– Isso é um sim? Ele pergunta admirando aqueles olhos muito brilhantes que o conquistaram.- Seus olhos são lindos!

Ela sorriu, de um jeito que os olhos pareciam sorrir também. Mas de repente, bateu uma insegurança. Ela ficou nervosa. — N-não Dani, eu acho que meu pai pode aparecer aqui. Acho melhor não..."Julie, isso não é hora de você ficar tímida!" — ela pensou.

– Tudo bem, Ju. Você é quem sabe. Pode dormir tranquila, não vou fazer nada. — deu um sorriso sem-graça.

– Então tá, boa noite. Também acho melhor a gente dormir.

– É verdade. Boa noite!

– Boa noite... e vê se também dorme!

– vou tentar.

– Eu também.

.....

1 minuto depois

... — Julie, você já dormiu? Acho melhor desligar essa música.

– Não, tô acordada ainda. Quer mesmo desligar?

– Quero. E você?

– Eu gosto assim. Mas se quiser desligar...

– Vou só colocar mais baixo então.

Daniel tenta passar por cima dela, mas acabam se esbarrando e ficando frente a frente. Ele hesita em continuar.

– Julie, é que... eu não queria desligar a música. Na verdade...

– Você não queria? Então queria o quê?

Ele respira fundo: — Nada! Deixa pra lá!

– Tudo bem. Então fica assim.

– É, fica assim.

Mas ao invés de sair de cima dela, seus rostos vão se aproximando sem que eles percebessem. Seus olhos meio hipnotizados, tentando mas não conseguindo esconder aquela atração. Ela diz:

– Só um beijo!

Mas já estavam mesmo quase se beijando. Foi só encostarem seus lábios e darem um beijo que acabou de incendiar o resto de autocontrole que tentavam manter.

– Só mais um beijo e vamos dormir! — ele disse.

– Tá bom.

Só não conseguiam pararem de se beijar.

– Espera. Me deixa... respirar...-ela pediu.

– Quer que eu abra a janela?

– Quero.

– Então deixa eu passar...- novamente não conseguiu passar pro outro lado. Ficou preso pelo olhar dela.

– Não posso passar! É mais forte que eu! — beijou-a de novo, parando um pouco para respirar e olhar para aqueles olhos tão...

– Encantadores! — ele disse alto.

– O quê?

– Seus olhos! Me fascinam.

– Gosto de ver você assim, Daniel. Quando você está feliz.

– Linda! — ficou pensativo... — Amor, quer ficar comigo essa noite?

– Amor? — Julie perguntou sorrindo — É a primeira vez que eu te ouço me chamar assim. — E sim! Eu quero ficar com você sim!

– E eu também quero. Também quero fazer amor com você.

Daniel começou a alisar sua pele, seu pescoço, seus cabelos. Seus dedos percorriam os contornos de seu rosto. Tocaram seus lábios.

Os dois se abraçam e suas mãos se acariciam, numa mistura de carinho e paixão. Suas mãos tentavam se agarrarem a algo, mas ao mesmo tempo queriam explorar seus sentidos. Sentirem o gosto e o cheiro. Fazerem um sentir a reação que cada toque provocava. Perderem-se entre seus olhares, que diziam muito do que estavam sentindo. Escutarem além da música, palavras que saíam sem pensar, a respiração ofegante, os beijos estalados, o coração dela acelerado.

– Eu posso sentir seu coração batendo forte. — Daniel diz sorrindo, colocando a mão sobre o coração dela.

Julie podia reparar melhor no "corpo" dele. Era magro, tinha a "pele" muito pálida. Seus olhos eram realçados pelo contorno do lápis preto. Os cabelos também eram rebeldes como ele. Dava vontade de desmanchar cada cachinho daqueles. Mas percebeu que não adiantava tentar desarrumá-los pois sempre voltavam para o mesmo lugar. Ficou fazendo carinho tocando seus cabelos e depois desceu as mãos até sua nuca. Sentiu que ele tinha arrepiado e continuou fazendo isso só pra provocar.

– Eu adoro isso! — falou pra ela. E você? — retribuindo com o mesmo carinho.

– Adoro!

– Vamos ver quem resiste mais? — lhe disse. Se aproximou se sua boca e sua língua tocou lentamente seus lábios.

Em resposta ela tocou a sua na dele, num beijo quente. Deram muitos beijos rápidos nos ombros, no pescoço, na boca, nas orelhas. As mãos dele tentavam tirar suas roupas. Um tateava o outro tentando encontrar um ponto-fraco.

– Barriga! — ela falou, ainda dando um beijo. É que quando suas mãos acariciaram a barriga dele, sentiu ele contrai-la.

– Ahh! É assim? Golpe baixo! A partir daí começou a provoca-la sem dar tempo dela reagir.

– Ai! — ela gritou. Mas era de prazer. — Agora você me pegou!

– Quer desistir ou quer mais?

– Não desisto! — Terminou de tirar a roupa de dormir e ficou só de lingerie. E se deitou na cama de um jeito sensual.

O efeito foi imediato. A libido disparou e a imaginação também.

– Agora eu sou sua. Só sua.

Ele estava vestido apenas com a roupa de baixo. Puxou-a pra perto, bem juntos. — Está sentindo como eu te desejo? — sussurra em seu ouvido.

– Me ajuda a tirar isso então. — mostrando sua calcinha e sutiã.

– Agora mesmo!

Rapidamente se livraram de todas as roupas.

Notas finais
E o pai dela, será que vai aparecer? Estou exagerando no namoro, gente? Diz aí...rs