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54 Capítulo 54 - Soltinho na balada, Martin?


Notas iniciais
Bom dia! Gente, estou com um problema sério no meu computador. Já perdi um arquivo que tinha metade da minha história escrita, no word. Tentei usar o doc do Nyah. Ele fez tanta bagunça no meu texto, que tive que reiniciar o capítulo. Então eu vou postar uma parte do texto que já digitei, e vou acrescentando o resto depois. Assim espero que não aconteça mais nenhum acidente com meu texto. Mas vou atualizar ainda hoje. Ok? Um beijo pra vocês.

Bia se despediu de todos e foi para casa. Passaram-se dois minutos, Félix inventa uma desculpa qualquer para sair e vai atrás dela.

– Bia! Espera! – ele diz. – Adorei a música.

– Que bom! Eu acho que eles todos já perceberam que a gente... está ficando. Não adianta mais fingir.

– É... tá escrito na cara, né! Só de olharem pra gente. – sorriu.

– Acho melhor a gente contar logo, parar com esse disfarce. E você?

– Se for pra poder te ver todo dia sem ninguém pegando no nosso pé, eu concordo.

– Amanhã a gente conta então.

– É, já chegamos! A gente se vê amanhã! – ele se despede.

– Boa noite, Félix. – Bia chega perto dele, toca seu rosto e encosta seus lábios. Dando-lhe um selinho.

– Boa noite, anjo. Bons sonhos. – Félix sorri e se despede ficando invisível.

“Estou ficando louca. Só posso estar.” – ela entra em casa pensando assim.

Martin ficou sabendo que haveria a inauguração de uma casa noturna na cidade e desistiu de ir pro mundo espectral. Resolveu dar uma passadinha na Clave de Sol pra ver as roupas que a Bia tinha separado e pediu à Julie uma autorização para comprar no Vale. Foi pra lá visível. Chegou na loja e falou com a vendedora que logo trouxe a roupa pra ele experimentar. Ele vestiu a roupa por cima da sua e gostou tanto que já saiu de lá usando. Voltou pra casa da Julie, tocou a campainha e quando ela abriu a porta ficou passada com o novo visual.

– Martin, você está arrasando!

– Você gostou? Fiquei gato?

– Claro que sim! Vou ficar até com ciúme de você, hein! – brincou. – Espere aqui um pouquinho.

Ela subiu até seu quarto e pegou um perfume e um dinheiro que tinha guardado. Desceu e disse pra ele:

– Feche os olhos!


Ele fechou e ela borrifou aquele perfume no seu pescoço. Ele levou um susto.

– Não se preocupe. — ela disse. — O perfume é unisex. O único risco que você corre hoje é das mulheres te atacarem.

– Tranquilo! Eu dou conta de todas. — zombou.

– Ha! Quero ver! E eu vou te dar esse dinheiro pra você comprar sua entrada, viu. Você volta que horas?

– Tá parecendo a minha mãe, hein! — riu alto. — Tô brincando, Ju. — e abraça ela apertado e dá um beijo em seu rosto. — Não volto cedo não. Quando eu chegar, tiro essa roupa e entro pela parede.

– Então tá! Divirta-se!

Martin chegou na bilheteria, comprou seu ingresso e foi pra fila. Tinha que admitir que sair sozinho era muito chato. Mas ele provavelmente não ficaria assim por muito tempo porque as garotas que estavam ali não tiravam os olhos dele.

Os portões se abriram e ele entrou. Um segurança o revistou e ele achou aquilo um absurdo! Mas então percebeu que eles faziam o mesmo com todos que entravam. Deu uma volta pra conhecer melhor a casa, que só ia enchendo. Decoração e iluminação impecáveis. Algumas paredes eram decoradas com pinturas feitas por artistas da região. Havia 3 ambientes. O 1° parecia um pub, o 2° era uma pista de dança e o 3° era uma área externa com várias mesas.

Ele escolheu ir pra pista de dança, onde rolava uma música contagiante que ele não conhecia.

Rapidamente ele se esqueceu de que estava sozinho. Aquela sensação de pertencer a este mundo era tão real.

A uns 10 passos dali havia uma rodinha de garotas que não tiravam os olhos dele. Cada uma mais indiscreta do que a outra. “Essas garotas de hoje são tão... atiradas!” – pensou. Uma delas estava de costas pra ele. Uma das amigas cochichou alguma coisa no seu ouvido apontando na direção dele. Nesse instante a garota se virou pra trás. Ela tinha a pele clara, cabelos pretos com babyliss e usava um batom rosa claro, que combinava com seu vestido. “Uau!”- pensou.

Seus olhares se cruzaram e ambos ficaram surpresos. Sorriram um para o outro como se já se conhecessem.

“Laila”. – Martin se lembrou na hora. E foi em sua direção.

Ela saiu do meio das amigas e foi andando para se encontrar com ele.

– Oi! Você é a Laila!

– Sim! Nossa! Você se lembra!

– Claro! Como eu poderia esquecer! – disse ele, rindo fácil.

Ela era linda e sexy. Tinha um olhar desconcertante.

– Você é bem misteriosa. – disse se aproximando mais. – Não consegui te encontrar naquela festa.

– Me desculpe. Aquele dia precisei sair.

– Mas eu sabia que ia te encontrar outra vez.

Ela sorriu. – Preciso ir pra um lugar mais aberto. Aqui está muito quente.

– Vamos lá fora! Aqui nem dá pra gente conversar. O som está muito alto.

Foram pro outro ambiente, do lado de fora. Sentaram-se numa mesa pra dois.

– Você quer beber alguma coisa?

– Não obrigada, eu não bebo.

– Nem eu. – sorrindo abobado. – E comer? Quer comer alguma coisa?

– Não eu não quero comer, obrigada. Eu sou modelo, não como nada fora de casa.

– É melhor não, verdade! – continuou sorrindo bobo. – Ahh... você vem sempre aqui?

Ela olhou surpresa. – Bom... estou vindo hoje pra “inauguração”, lembra?

– A ha ha ha. É mesmo!!!!! Tinha me esquecido. Acho que estou meio hipnotizado, sabia.

– Eu também estou encantada. – sorriu. — Você tá usando maquiagem hoje também!

– É, eu uso. Faço parte de uma banda de rock. Todos nós usamos esse tipo de maquiagem.

Notas finais
Vou publicando assim que puder o resto do capítulo. Acompanhem aqui mesmo, nesse capítulo.