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5 Capítulo 5 - Nos Tempos da Escola
Na edícula, Martin e Félix conversavam animados sobre sua época de escola, da criação da banda e como conheceram Daniel.
— Lembra-se do dia que o Daniel chegou na escola? – Martin já fez a pergunta rindo do que tinha lembrado.
— Claro! O Daniel era 100% punk. Andava rasgado, cheio de bugigangas penduradas. E o moicano verde? Era horrível!
— Isso! O diretor disse que ele só entrava depois que pintasse ‘aquela desgraça’ – riram.
— Vestia o uniforme por cima da roupa pichada, pra enganar o porteiro. – lembrou Félix. – e lá dentro ele dava sempre um jeito de se livrar “de qualquer símbolo do estado repressor!”.
— Se disser isso pra ele, vai negar até à morte. Quer dizer...
— Falando em morte, depois que conheceu a Clarisse ele até acalmou.
— Ih nem fala! Ele não admite, mas era louco por ela.
— Isso é verdade! Por onde será que ela anda?
— Ouvi dizer que ela estava lá no setor de reabilitação espectral.
— Eu nem sei de quê ela morreu. – disse Félix um pouco temeroso.
— Dizem que foi de overdose.
— E o Daniel sabe disso?
— Acho que não. Vai saber, né!
Daniel apareceu na edícula de repente, assustando os dois fofoqueiros.
— Eu não estava a fim de vir, mas preciso que vocês façam exatamente o que eu mandar.
— Que você o quê? – Martin fez cara feia.
— “Pedir”. – Daniel corrigiu. E sorriu de lado.
— Primeiro: por onde você andou? Segundo: não é nada contra o Nicolas não, né? – o baixista olhava desconfiado.
— Nicolas? Quem é Nicolas? O negócio é o seguinte: se a Julie perguntar por mim, digam que a última vez que me viram eu estava indo pra loja de instrumentos.
— Sei... mas o quê é que você está indo fazer? Daniel deu um sorriso que eles conheciam bem. Depois sumiu.
— Ih... não gostei da cara dele. – Félix disse.
— O quê será que ele está planejando agora?
O que ambos não sabiam era que o novo plano do guitarrista era investigar o rival. E foi pra casa dele que Daniel seguiu.
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