Notas iniciais
Oi, to achando que vocês não tão curtindo muito a história né? Aceito dicas para melhorar :)

— Que foi gatinha, a marra toda acabou agora? – Já via ela com o olhar desesperada

— Me solta Cobra. Te dou meu celular, minha bolsa, tudo, só não faça nada comigo. – Disse já vendo começar a chorar.

— Ta achando que sou ladrão garota? — Disse meio alteração

— Desculpa, mas o que quer comigo, me solta por favor Cobra?

— Calma gata, pensei que você quisesse se diverti. – Vi a ficando ainda mais desesperada.

— Bem que todos dizem que você não presta mesmo, agora me solta se não vou gritar.

— Pronto, soltei a mocinha, não precisa ficar com medo, só queria te mostrar como as ruas são perigosas. – Disse saindo de perto dela e pegando meu capacete.

— Espera. – Disse ela tocando meu ombro e me fazendo a olhar.

— Sei que vai parecer loucura, mas posso ir pro QG com você? – Me perguntou temendo a resposta.

— Bom não sei o que se passa na sua cabeça, mas vamos. – Disse a entregando o outro capacete.

Pegamos o caminho para o QG, entrando pude reparar que ela ainda chorava.

— Calma gata, vou fazer nada não, pode parar de chorar.

— Para de se achar garoto, não é por você que estou triste.

— E posso saber por quem?

— Não te interessa garoto. – Disse ficando de costas pra mim.

— Tudo bem, nem me importo. – Respondi no mesmo tom.

Fui para o outro cômodo, e peguei uma garrafinha de água, e vi que a Jade me seguia, por todo lado que eu ia, ficando ate um pouco engraçado.

— Cobra to enlouquecendo e preciso desabafar, tudo da errado pra mm, tudo, não importa o que eu faço, no final sempre me ferro.

— Opa, falou com o cara certo sobre coisas errada. – Disse levantando da mesa e vendo um sorriso tímido da Jade brotando em seus lábios.

— Não importa o que eu faça minha mãe sempre me julga, sou a melhor dançarina da Ribalta, nas minhas horas vagas quando não estou tendo aulas, eu dou o melhor de mim, faço teatro pra agradar ela e meu pai, mas ela nunca ta satisfeita, meu pai que não é se sangue parece gostar mais de mim que ela.

— Tadinha é odiada pela mamãe, que dó dela. – Disse sendo irônico

— Para Cobra, estou falando serio. – Me repreendeu com um olhar triste

— Por isso faço as coisas do meu jeito, sem ter ninguém pra me encher.

— Do jeito errado, você quer dizer né?

— Pode ate ser errado, mas pelo menos sou livre.

— Vem cá Cobra, e sua família? Perguntou-me um tanto quanto curiosa

— Eu não tenho família Jade, sou sozinho, apenas eu, minha moto e a luta.

— Deve ser ruim, ser tão só também. Disse parecendo estar com o pensamento longe.

— Ate que não, depois de um tempo a gente se acostuma, percebe que nada é pra sempre, que quando se apega á alguém ou em algum lugar só se ferra.

Terminei de falar e vi a me olhando com um jeito todo provocante de Jade Gardel. Começou a se aproximar de mim me fazendo encostar-se à mesa, colocou seus braços e meu pescoço e cochichou em meu ouvido.

— Que tal parar com esse assunto chato, e partir pra parte boa? – Disse e começou a me beijar, quando vi já a colocava contra parece, e a beijava de uma forma necessária, quente. Quando paramos pela maldita falta de ar, tentávamos controlar a folego, ainda de olho fechado.

— Garota o que foi isso? — Perguntei com um sorriso bobo na cara.

— Um pouco de Jade Gardel pra você, agora vou indo. – Disse pegando a sua bolsa

— Mas já? Dorme aqui hoje, agarradinha comigo. – Falei a pegando pela cintura.

— Dormi nesse lugar imundo e deixar, minha cama cheirosinha sozinha? Nem pensar. — Falou e a interrompi com mais um beijo, mas ela se afastou rapidamente. — Não se empolgue garoto, só quando eu quiser entendido? Agora tchau vagabundo. – Falou me dando um selinho e saindo.

Mas essa dama quer me enlouquecer mesmo, quem ela pensa que é? Ah nada mais, nada menos que Jade Gardel, essa garota tem mesmo o poder de hipnotizar qualquer homem, mas toma cuidado Cobra, não caia no jogo dela, força homem, força, deitei na minha cama e fiquei pensando no acontecido ate adormecer.

Jade

Estou adorando brincar com o Cobra, está se fazendo de durão, mas já está totalmente na minha mão, necessito continuar essa brincadeira, ate mesmo porque aquele homem tem pegada, e parece me entender, tem aquele jeito todo marrento, mas é um bom cara. Jade para agora com isso, ele é apenas mais um do seus brinquedos e está na hora de começar a usa-o.

— Pai a mãe já foi dormir? — Perguntei assim que cheguei em casa

— Sim meu amor, vocês brigaram de novo?

— Ela não gosta de mim, preferia que qualquer pessoa fosse a filha dela menos eu. – Disse sentindo meu olho lacrimejar

— Não fala assim Jade, a Lucrécia é bastante durona e exigente, mas ela te ama.

— Ama nada, faço de tudo pra agradar ela, e sempre só reclama.

— Não liga pra tudo que sua mãe diz, conheço é faz anos e sempre foi assim

— Mas eu por ser filha me ferro ainda mais né? Mas quer saber nem ligo, vou dormir e ganho mais.

Disse me retirando da sala e deixando meu pai sozinho, não queria conversar sobre isso, não com ele que sempre ta defendendo minha mão, precisava de um banho pra relaxar, minha ida ao QG tinha sido tão maravilhosa, não vou estragar, por lembrar de que nem liga pra mim.