Apenas uma brincadeira
20 Despedida
Notas iniciais
Jade
Estava ocorrendo tudo muito bem, achava ate estranho, eu e Cobra estamos ficando, era literalmente era entre tapas e beijos, mas gostava. Fui para Ribalta, minha mãe nem havia me esperado, quando chego vejo a mesma de cara fechada me encarando.
— Jade posso saber que história que essa de você estar se envolvendo com um marginal? – Lucrécia
— Marginal como assim mãe? Você ta falando do Cobra?
— E tem algum outro bandido por aqui?
— O Cobra não é bandido, ele pode ate fazer umas coisas tortas, mas bandido não
— Para de defender ele e responde minha pergunta Jade Gardel
— Estou mãe, mas coisa passageira nada serio.
— Eu te proíbo a se encontrar com ele novamente.
— Mas mãe ele me...
— Francamente ne Jade, você só faz coisa errada, é minha pior decepção, eu me culpo todos os dias por ter uma filha como você!
Não aguentei mais ouvir tanto desaforo, apenas sai correndo chorando e fui direto pro banheiro, sem ao menos perceber enrolei fios de cabelo na mão e comecei a puxar, não aguentava mais minha mãe só me menosprezando, sempre apontando para meus erros, mas vou fazer o que ela quer e terminar tudo com Cobra, se tivesse o que terminar, fui em direção com QG mas ele não estava lá voltei para academia e não o avistei também, quando vejo o mesmo na porta me olhando confuso.
— Fui pro QG e me avisaram que você foi me procurar. – Ele disse me olhando
— Precisamos conversar Cobra, assunto serio.
— Vamos pra loja você me conta lá
Fomos a caminho do QG, e me mantive forte ou pelo menos tentei não queria que o Cobra me visse fragilizada mais uma vez por causa da minha mãe.
— Vou ser direta, se temos algo acabou Cobra acabou, você tem que me esquecer.
— Que? Ta louca Jade? Porque isso agora?
— Sem perguntas vagabundo. – Falei tentando conter as malditas lagrimas que queria cair
— Jade me diz o que aconteceu, por que esta chorando? Eu me preocupo com você dama, te ver assim é um castigo pra mim.
Ao ouvir Cobra dizer que se preocupava comigo não consegui se conter mais, apenas o abracei e comecei a chorar descontroladamente, ele com cuidado coloca meus cabelos atrás da orelha e começa a fazer carinho em meu rosto, me olhando com um pedido de explicação.
— Eu não aguento mais Cobra, minha mãe mais uma vez me esculachou e dessa vez por culpa sua.
— Minha culpa? Mas eu não fiz nada. — Ele disse me olhando ainda mais confuso
— Ela descobriu que a gente estava ficando Cobra, falou pra eu terminar tudo e disse que sou a maior decepção dela, eu faço tudo pra agradar ela Cobra TUDO e ela mesmo assim me odeia.
— Estávamos ficando, não estamos? Não vou aceitar que você se afaste, ela não te odeia Jade só exige demais de você, exige que você seja o que não pode ser.
— Não podemos ficar mais junto Cobra, minha mãe vai me matar. – Falei olhando pra baixo desanimada.
— Então podemos ter uma despedida?
Apenas assenti com a cabeça e com um sorriso fui beija-lo, ficamos por um tempo, parecia que todos meus problemas sumiam quando estava com Cobra, seria difícil me afastar dele, era meu refugio sempre que precisa.
— Dama? Isso não é nossa despedida ta?
— Como não Cobra, você tem que entender que...
— Que eu quero uma despedida digna, não tenho grana pra te levar a algum lugar chique mas quero sair, hoje a noite, já pode arrumar desculpa pra dona Lucrécia.
— Pra onde você quer me levar vagabundo?
— Segredo dama, segredo ate mesmo pra mim, que não sei se vai dar certo. – Disse com um sorriso sem graça
— Mas preciso saber a roupa que viu vestir.
— Vai sem, vai ser uma imagem bem agradável. – Disse rindo e eu comecei a dar uns tapas nele. — To brincando, vai com uma roupa leve gata, já ta de bom tamanho.
— Vou ir então ate de noite, umas 20 ok?
Falei e sai do QG e fui direto pra casa, já queira ver a look que iria, liguei para Joaquina e combinei de que iria numa festa com ela hoje caso minha mãe perguntasse. Tomei banho e fui olhar meu guarda roupa, peguei um vestido branco que ia um pouco acima do joelho e coloquei uma sandália clara também , uma maquiagem leve e estava pronta, modesta a parte estava linda.
— Como você ta linda filha, vai pra onde toda arruma assim? – Edgar
— ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI JADE? PODE VOLTAR PRO SEU QUARTO E SÓ SAI DE LÁ QUANDO EU QUISER. – Minha mãe veio berrando ate a sala
— Respondendo a pergunta de ambos vou numa festa com a Jo se quiser pode ate ligar pra ela mãe, já vou descendo para não me atrasar.
— Mas eu não deixei garota abusada.
— Deixa ela Lu, é adolescente tem que se divertir, para de pegar tanto no pé da menina. – Edgar falou a levando por sofá.
Era as 20:00 e ponto e Cobra estava la com sua moto, olhei para ele eu estava de vestido talvez não seria uma boa ideia.
— Deixa de frescura dama, sobe e vamos seguir nosso rumo.
Apenas sorri e com cuidado subi na moto e ele deu partida, sabe lá pra onde.
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