Apenas um diário de emoções
2 28 de Julho
Notas iniciais
Ontem não deu tempo de escrever muito então vou continuar
O relógio continua, pelo menos no mundo em que vivemos... no meu mundo não existem leis, e nem o politicamente correto, você acha o que quiser, sem fronteiras da onde quer chegar, um lugar onde tolos humanos não podem seguir por suas limitações idiotas... naquele mundo o tempo está sempre parado, lá é onde realmente importa, pois não é o tipo de coisa como "se você fez algo, esqueça, é passado" lá é sempre presente, o passado é apagado como se nunca tivesse existido, e se cria um lugar onde não é nada pra se preocupar, não da para machucar ninguém e principalmente nem você mesmo...
Eu não existo aqui, talvez estou apenas por engano, para ajudar as pessoas fingindo bons momentos, algumas delas pensam que podem me ajudar, me consolar, mas não tenho remorsos, não ligo para o que fizeram ou deixaram de fazer, isso tudo não existe... por que pedir desculpas a mim? Se eu não existisse e o tiro não tivesse me acertado, poderia acertar seu melhor amigo ou tirar a vida de uma mãe na frente de seu único filho... você apenas se desculparia não é mesmo? Por quê? Por estar acostumado a simplesmente dizer "desculpe-me, eu não queria" se você não visse quem o tiro acertou, acha que a pessoa ficaria pensando "por que ele não veio se desculpar?" Ela sentiria ódio de você, por ter acabado com sua vidinha fútil e fingida, enojada com sua frieza sendo que nem percebera. Agora entende o que quero dizer? Eu ter amigos só vai criar lembranças que voltarão como tristezas para minha cabeça, me fazendo chorar ou enlouquecer... imaginar por que o tempo passou, se não é culpa dele, andamos lado a lado, nossa vida é um relógio que gira...gira...gira... Nosso pensamento anda conforme o acontecido, fotografias de nossa época de infância que corríamos atrás de borboletas e deitávamos na grama para ler as nuvens e desenhá-las no purê do lanche daquela tarde, você pensa que eu não lembro, eu tenho anotado no meu dna, tudo que ja fiz e deixei de fazer, só que apenas não imagino se estão lá ou não, claro e escuro, tranquilo ou aflito, são todos sinônimos de origem zero. O enigma é que para deixarmos de ser escravos de nossa sociedade não existe opção, ja estão condenados a um mundo de irracionais que criam diversas realidades em seus pensamentos mas não percebem isso... quem garante que não sou mais uma dessas realidade ou que você ainda está dormindo e eu não existo? Conto o mundo como um "sonho online" onde sua imaginação é quando você acorda, e estamos só jogando...eu sei que estou aqui então pode ser tudo a minha realidade e você não existir...seja como for este mundo não quer saber o que é e sim cria histórias com suas peças chamadas humanos...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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