Apenas não morra!
5 Uma descoberta
Notas iniciais

– Vão sofrer as consequências – concluiu o Grape alto.
Pegamos as nossas coisas e fomos seguindo os Grapes. Estava atenta porque eu não iria com eles desse jeito. Eu iria lutar para tentar escapar e se não desse certo, bem... Ai eu iria com eles.
Enquanto andava eu mantinha meus olhos fixos nos de Rony para que ele desse o sinal que poderíamos atacar. Até que ele finalmente deu o sinal. Hora de atacar.
Concentrei meu olhar na lata de lixo mais próxima e joguei no Grape alto que me levava. Enquanto atacava o “meu” Grape, Rony usou o seu poder.
Lançou raios pelas mãos no Grape baixinho e depois no Grape que eu combatia. E jogou mais alguns para que ganhássemos tempo para fugir.
Saímos do beco e corremos o mais rápido que podíamos, viramos duas esquinas e continuamos correndo, mas os Grapes nos alcançaram, mas continuávamos correndo, até que algo me paralisou.
Não conseguia me mover e quase não conseguia respirar. E vi que Rony estava na mesma situação. A única coisa que poderíamos fazer era esperar nosso fim.
O Grape alto se aproximou de nós e disse baixinho nos nossos ouvidos.
– Crianças, esse é o meu poder. Eu consigo paralisar as coisas, como vocês dois. – e apontou para nós – Estamos do lado de vocês. Agora vou deixa-los voltar ao normal e vocês vão nos seguir sem usar seus poderes em nós.
A essa altura uma pequena multidão havia se juntado para ver o que estava acontecendo, já que dois Grapes estavam brigando com duas crianças, mas eles eram espertos e falavam baixo para a multidão não conseguir ouvir nada e só tirar seus conclusões olhando a cena.
Depois de um tempo finalmente alguém abriu a boca.
– Não há nada para ver aqui – disse o falso Grape baixinho – só duas crianças com poderes mal criadas. Vamos cuidar delas e não serão mais um risco para a sua sociedade. Agora todos se afastem.
Todos se afastaram e deram espaço para os falsos Grapes passarem. Um deles me agarrou (sem força) e o outro agarrou o Rony e nos puxaram para segui-los. Foi o que eu fiz, segui o falso Grape até uma van prata.
No interior da van, a parte da frente era normal, como de todas as outras vans, mas a parte de trás era totalmente equipada com computadores, mapas, câmeras e fotos.
Os computares estavam desligados, menos um que descobri ser um radar. Os mapas indicavam os becos. E um deles mostrava só os nossos becos. As fotos eram de crianças, algumas com um X grande em cima escrito ENCONTRADO e seus nomes. Vi uma Hermione, um Harry e um Neville, todos encontrados e da minha idade. Mas o mais estranho a minha foto e a de Rony escrito: PROCURADOS.
No centro da parte de trás havia cinco lugares onde os falsos Grapes nos mandaram sentar. E entraram e nas nossas fotos escreveram ENCONTRADOS.
Quando ia começar a fazer perguntas um dos Grapes começou a falar.
– Estamos levando vocês para o laboratório onde estudam, treinam e ajudam pessoas como nós — disse o Grape alto de cabelo ensebado que estava dirigindo a van – e a propósito, meu nome é Snape.
– Quando chegarem lá vocês iram falar com a Mestra, ela que criou todo o laboratório – disse o baixinho, ia começar a fazer minhas perguntas quando ele continuou – Guardem suas perguntas para ela, e meu nome é Flitwick .
Depois que eles falaram isso eu não me atrevi a dizer nenhuma palavra e continuamos nossa viagem. A única coisa que podia fazer era olhar para Rony, que também olhava para mim, e tentar assimilar todas as informações que eu tinha recebido até aquele comento.
Tinha muitas perguntas para fazer a tal da Mestra. E era bom que ela se preparasse para uma pessoa com raiva e com várias perguntas para fazer.
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