Apenas mais Uma de Amor
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Bom, aí vai mais um capítulo...
Músicas do capítulo:
Justify My Love - Madonna
http://www.youtube.com/watch?v=0hJ-4ZRQsZs
Feeling Good - Nina Simone
http://www.youtube.com/watch?v=CJA69C6SlRk
- Então, o que ele disse? – minha mãe perguntou saindo da cozinha com um copo de água na mão.
- Bom,a única coisa que descobri é que ele não é entregador, carteiro, nem nada do tipo. E ele conhece a pessoa, com certeza.
- Eu falei que ele não tinha cara.
- Sim. Mas cadê a carta? – eu perguntei indo pro meu quarto.
- Em cima da sua cama. Vai almoçar? – ela perguntou um pouco mais alto para eu escutar.
- Sim. – eu gritei do meu quarto, já me jogando na cama e pegando a carta.
Respirei fundo e abri:
“Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Olá de novo! Já estava com saudade de escrever pra você. Até parece que faz tanto tempo assim, né?!
Bom, eu estava aqui pensando comigo, e acho que as coisas podem acontecer antes do que nós imaginamos, que tal?
E acho que isso vai acontecer quando você menos esperar, pelo menos espero que sim, quero que seja surpresa.
Eu não vou mais falar/escrever muita coisa, pois acho que você está com um lado Sherlock Holmes, ou seja, doida pra descobrir alguma coisa, e qualquer coisa pode cooperar para isso.
Então, é isso, minha linda, fique esperando por mim, tá?
Tenha um bom dia.
Beijos.
Ass: SEN.
Depois de ler a carta, fui pegar o telefone e ligar pra Priscila, precisava que ela fosse lá em casa, queria conversar e tudo o mais.
- Alô? – ela mesma atendeu
- Priscila, tem como você vir aqui em casa depois do almoço?
- Daniela? Nossa, nem um olá.
- Até parece que precisamos disso. – eu disse sarcástica
- É, isso é verdade.
- Mas então, vem? – eu disse me encostando na parede
- Vou sim. Aconteceu alguma coisa em especial?
- Quero te mostrar as cartas!
- As? Têm mais?
- Sim.
- Pode deixar que depois do almoço estou aí. Mas me fala, alguma pista?
- Que nada! Só umas coisas estranhas, mas sei lá, nada que eu entenda.
- Sei. Você não falou nada no colégio.
- Eu só não quero que a Amanda fique sabendo agora, entende?
- Não entendo muito bem o porquê, mas tudo bem.
- Eu te explico melhor aqui, tá?
- Tá bom, agora eu deixa eu ir almoçar. Beijos, mais tarde a gente se vê.
- Ok, então, Pri. Beijos.
Desliguei o telefone e fui almoçar com a minha mãe que já me esperava à mesa.
- Priscila vem pra cá?
- Sim sim. Tudo bem, né?!
- Claro, mas por que ela não veio direto, então? Podia almoçar com a gente.
- Pois é, na hora não pensei.
- Hum... mas, então e a carta?
- Mesmo suspense de sempre. Apenas disse que “as coisas” podem acontecer antes do que eu imagino? – eu disse dando ombros. Minha mãe ficou me olhando um tempo e perguntou:
- Como assim “as coisas”? Se eu já não estava gostando disso, agora piorou.
- Não, mãe, “as coisas” é igual à quando essa pessoa vai se “revelar”...
- Nossa, mas pra quê esse suspense todo? Não entendo.
- Boa pergunta. Eu também não entendo.
Depois de conversarmos mais um pouco sobre isso, mudamos o assunto e ficamos conversando até eu escutar meu celular tocar no quarto.
Mais uma vez Letícia estava me ligando, deixa a Priscila saber disso. Esse pensamento me fez esboçar um sorriso sarcástico pelo ciúmes da minha amiga.
- Alô?
- Oi de novo, Dani! – ela disse com a voz talvez um pouco sem graça
- Oi Lê!
- Olha, eu tô ligando só pra perguntar se você ainda sabe meu endereço e tal.
- Ah, sim, sei sim.
- É, eu suspeitei. Mas você sabe, não quero que você deixe de vir de jeito nenhum. – Ok, agora eu tô estranhando esse comportamento do nada da Letícia.
- Lê, tá tudo bem?
- Tá sim, Dani. Por quê?- ela perguntou parecendo surpresa pela pergunta
- Não sei, você tá um pouco estranha.
- É? Mas por quê?
- Ah, deixa, deve ser coisa da minha cabeça.
- Tem certeza?
- É, acho que sim. Mas de qualquer jeito, fique tranqüila que eu vou aparecer sim.
- Ótimo então, Dani! – quando eu ia me despedir, ela pareceu lembrar de alguma coisa. – Ei, Dani!
- Sim.
- Suas amigas vêm?
- Acho que uma não vai poder ir, mas a outra vai sim. Por quê? Tem algum problema?
- Não, claro que não, era só pra confirmar mesmo. – ela parecia estar sendo sincera
- Ok, então, Lê!
- Beleza, Dani. A gente se vê sábado.
- Tá bom. Beijos.
- Beijos. – quando ela desligou deu pra escutá-la falando com alguém ainda. Foi algo do tipo: “Você fica falando junto, aí não dá!”
Mas foi muito rápido, não deu pra escutar direito, mas ter alguém do lado pode explicar o fato de ela parecer falar comigo e outra pessoa ao mesmo tempo.
Resolvi ir tomar um banho, demorei bastante como sempre, adoro ficar embaixo da água pensando, enfim, depois de tomar, fui ligar pra Amanda, nem nos falamos direito hoje.
Como nosso celular é da mesma operadora tenho bônus pra falar com ela à vontade, então liguei pro celular mesmo.
- Oi linda! – ela atendeu carinhosa como sempre
- Olá! Nem nos falamos direito no colégio.
- Pois é, eu também estranhei, mas você tava muito pensativa hoje. Pensando em algo especial?
- Hum... não, aliás, só na formatura. Tá ansiosa?
- Ah, pra me formar sim, não ligo muito pra essa coisa de baile.
- É, eu também não. – eu disse dando um risinho
- Mas você vai, né?!
- Vou sim.
- Ah sim. Posso te falar uma coisa?
- Claro, amor.
- Tô com saudades de você. – A Amanda sabe fazer alguém sorrir.
- Eu também tô com saudades. – eu disse com sinceridade. Eu tava com saudades mesmo do rosto, do sorriso, do carinho dela.
- É? Hum... então, que tal a gente se vê mais tarde?
- Gostei da idéia! Onde? Na minha ou na sua casa?
- Na minha, pode ser?
- Pode sim. Que horas?
- Às 18 tá bom?
- Tá sim.
- Aproveita e fica aqui logo. Dorme comigo.
- Eu posso dizer que senti malícia nisso? – eu perguntei sarcástica
- Não, claro que não, foi um convite totalmente inocente, acredite. – ela disse com um tom sarcástico também
- Ok, então, eu vou fingir que acredito, tá bom assim?
- Tá ótimo, minha linda! Mas você dorme aqui?
- Vou falar com a minha mãe e quando chegar aí eu confirmo, tá?
- Tá bom, então.
- Ok, então, amor, a gente se vê mais tarde.
- Você quer que eu vá te buscar?
- Não, não precisa. Talvez eu consiga uma carona com a minha mãe e também nem é longe.
- Tem certeza?
- Tenho sim.
- Então tá, meu amor. Vou ficar te esperando.
- Ok, beijinhos.
- Beijos.
Quando eu desliguei o celular senti alguém pular com tudo na minha cama, olhei pro lado e estava minha queria amiga.
- Amanda? – ela perguntou se apoiando no braço
- Sim. Vou pra casa dela mais tarde.
- Hum... Já vi que vai rolar, né?!
- Mas como você é maliciosa, nossa.
- Nem sou. Mas confessa que é verdade.
- Não sei se você sabe, mas a Amanda tem os pais.
- E? É só você gemer baixinho. – eu quase não acreditei no que escutei, meus olhos arregalaram e eu fiquei olhando pra ela sem reação
- Priscila, você tá se escutando? – eu disse ainda estática, não sei se foi minha cara ou meu jeito assustado de falar, só sei que eu acabei desencadeando um acesso de riso na Priscila daqueles.
- Aí, tua cara foi o melhor! – ela disse com a mão na barriga
- Você é ridícula demais! – eu disse e acabei rindo também do jeito que ela ria
- Ah, não falei nada de mais!
- Não, imagina se tivesse falado, aliás, minha mãe tá em casa.
- Ela tá no quarto dela!
- Como você sabe?
- Como você acha que eu entrei?! Ela abriu e disse que ficaria no quarto.
- Mesmo assim.
- Deixa de ser chata. Agora me conta das cartas! Ou melhor, me mostra.
- Vou pegar, peraí! – ambas as cartas estavam na mesinha do computador. Entreguei pra Priscila que as abriu e começou a ler imediatamente.
Enquanto ela lia fui tirar a toalha da cabeça e pentear o cabelo, me olhei no espelho que tem no meu quarto e só voltei minha atenção para ela quando a mesma falou comigo:
- Nossa, Dani, que suspense! – ela disse rindo
- Nem me fala!
- Senta aqui, Dani! – ela disse dando um tapinha na cama e se sentando
- Digas. – eu disse sorrindo
- Dani, você já pensou na possibilidade de ser... – ela respirou pra falar, abaixou a cabeça e levantou de novo.
- De ser... – eu incentivei
- Bom, de ser a Bruna. – Confesso que não esperava que ela fosse dizer Bruna, eu fiquei olhando — a um tempo e me posicionei a falar.
- E por que você acha isso? – eu disse engolindo seco
- Ah, sei lá, Dani, simplesmente me passou isso pela cabeça. O que você acha?
- Não, não acho. Eu teria reconhecido a letra, o modo de escrever, de se expressar.
- É, isso é verdade. Não é a letra dela?
- Não. – eu disse olhando pro lado
- Desculpa tocar nesse assunto, foi só uma coisa que passou pela minha cabeça.
- Não, tudo bem, Pri. – eu disse doida pra mudar de assunto. Só de escutar o nome da Bruna, meu coração aperta demais.
- Mas então, essa pessoa parece ser interessante! – ela disse tentando mudar de assunto
- Sim, acho que sim. Mas eu nem penso nessa hipótese, eu estou bem com a Amanda.
- Ok, mas vai dizer que não tá curiosa?
- Ah, curiosa sim, queria saber por que esse mistério todo!
- E o que você vai fazer quando essa pessoa se revelar?
- Não parei pra pensar nisso, mas não acho que mude alguma coisa.
- Já pensou se é homem, Dani?! – ela disse rindo
- Não, nem é. Na carta se refere como mulher mesmo.
- Ah, é! – ela disse ainda rindo um pouco. – Ia ser um pouco engraçado, né?!
- Ia ser estranho. – eu disse rindo. – Ah, essa carta chegou hoje quando eu tava chegando do colégio, eu falei com o garoto que tá entregando.
- Sério? E aí?
- Só descobri que ele não é carteiro.
- Só isso?
- Sim. Mas ele conhece a pessoa, sabia meu nome.
- Que bizarro!
- Muito!
- Tô doida pra saber quem é!
- Deve tá mais curiosa que eu!
- Talvez. – ela disse sorrindo
- Você vai na Lê comigo, né?!
- Aí de novo esse assunto? Eu já disse que vou. – ela disse cruzando os braços
- Se for pra ir com essa cara, melhor não.
- Não abusa, Daniela.
- Tô falando sério.
- Eu também.
- Ela me ligou de novo ainda agora!
- Quem?
- A Letícia!
- Mas já vai começar a te ligar toda hora? – ela disse fechando a cara
- Que ciúmes bobo, Pri! – eu disse dando língua
- Ciúmes nada. Me fala o que ela queria.
- Queria conferir se eu ainda sabia o endereço dela!
- Nossa, ela tá desesperada, hein?!
- Eu estranhei isso um pouco, confesso.
- Por quê? – ela perguntou curiosa
- Sei lá, não nos falamos tem um tempo já, e do nada ela liga e diz que faz muita questão que eu vá e tal, estranhei.
- Ela é estranha mesmo!
- Deixa de bobeira, ela não é estranha.
- Vai defender?
- Um pouco. Ela é super gente boa. Você até podia ficar com ela! – eu disse sorrindo, a Priscila arregalou os olhos.
- Tá louca? – ela disse perdida, eu comecei a rir.
- Foi pelo que você disse do gemido! – eu disse morrendo de rir
- Babaca!
- Mas pensa bem, Pri, a Lê é bonita, é gente boa. Sábado eu vou ver se ela está namorando. – eu disse piscando
- Se você fizer isso, eu juro que dou meia volta e vou embora dessa festinha.
- Ihh, tá bom, tá bom! – eu disse levantando os braços em sinal de paz
- Acho melhor.
- Mas que eu vou falar com ela, eu vou. – eu disse rindo, na mesma hora ela tacou um travesseiro que pegou na minha cara.
- Tenta só pra você ver!
- Agora mesmo que vou falar! – eu disse ajeitando meu cabelo e dando com o travesseiro na cara dela também. – Estamos quites!
- Mais uma vez: Babaca! – ela disse ajeitando o cabelo também.
Depois dessa cena ridícula resolvemos assistir um filme na TV e comer pipoca no meu quarto.
Quando deu 17:00 fui falar com a minha mãe sobre a ida pra casa da Amanda.
- Mãe? – eu disse batendo na porta e entrando
- Oi filha! – ela disse largando na cama o que parecia ser exames
- O que é isso?
- Isso são alguns exames de pacientes antigos. Tava dando uma olhada.
- Ah sim. Não consegue ficar muito tempo longe dessa coisa de hospital, né?!
- Pois é, essa “coisa” de hospital me fascina!
- Eu sei. Mas eu vim aqui pra pedir uma coisa
- Peça. – ela disse tirando o óculos de grau.
- Eu posso ir pra casa da Amanda?
- Que horas?
- Eu marquei às 18.
- Já marcou?
- Sim, mais cedo quando eu falei com ela.
- Mas amanhã tem aula!
- Eu sei, ela pediu pra eu dormir lá.
- Hum...
- Pode? – eu perguntei levantando a sobrancelha
- Tá, pode. Mas não é pra faltar o colégio!
- Ah tá, pode deixar.
- Quer que eu te leve?
- Você faz isso por mim?
- Faço. Deixa só eu tomar um banho, enquanto isso vá arrumar suas coisas. Cadê a Pri?
- No quarto.
- Não a deixe sozinha, é falta de educação.
- Tá bom, tô indo. Mas até parece que ela liga pra isso.
- Daqui a pouco eu vou lá, filha e a gente vai.
- Tá bom, mãe. – eu disse saindo e fechando a porta do quarto
Já no caminho pro meu quarto escutei a Priscila rindo, quando entrei ela tava no computador morrendo de rir.
- Que foi?
- Oi? Ah, tô conversando com o Pedro, ele tá me contando do término.
- E você tá rindo?
- Sim.
- Por quê?
- Ele levou uns três tapas na cara da Raquel, disse que o rosto tá ardendo até agora.
- E por que ela bateu nele? – eu disse rindo um pouco, não como a Priscila
- Porque ele falou na cara dela que gosta é da Amanda!
- Nossa! – eu disse arregalando os olhos. – Por que ele fez isso?
- Segundo ele, foi uma maneira de fazê-la parar de insistir!
- Mesmo assim, que grosseiro!
- Diz isso pra ele! Tá todo arrependido de ter dito isso!
- Também, né?!
- Dani, você tem que contar pra ele sobre você e a Amanda!
- Mas Priscila, acho que ele me mata!
- Bom, com certeza ele vai ficar chateado, mas vai ser melhor você contar do que ele descobrir e quanto mais tempo é pior.
- Isso é verdade. Vou falar com a Amanda e ver o que ela acha.
- É melhor mesmo.
- Vou arrumar minhas coisas!
- Tá bom. – ela disse virando pro computador de novo.
Peguei uma mochila e coloquei tudo o que eu ia precisar, coloquei meu uniforme também e fui vestir uma roupa melhor. Coloquei um short jeans, um all star branco e uma blusa cinza com uns detalhes e umas escritas em inglês. À essa altura meu cabelo tinha secado, então o joguei pro lado e arrumei melhor, passei uma maquiagem leve, mas bonita e por último, claro, meu perfume, que eu não vivo sem.
- Nossa, adoro esse seu perfume! – Priscila disse me olhando dos pés à cabeça
- Eu também. – eu disse debochada
- Sem graça! Qualquer dia vou pegar essa blusa emprestada!
- Ah sim, mas não hoje, vamos logo! — eu disse indo pra sala com a mochila nas costas
- Tá pronta? – minha mãe apareceu do quarto linda como sempre. Tava até de óculos escuros.
- Tô sim! Tá linda, hein?!
- Eu não, estou normal. Você sim tá linda, o seu cabelo tá muito bonito!
- Obrigada, mãe. – eu disse sorrindo
- Nada, filha. E a Pri?
- Me chamaram? – a dita cuja apareceu na hora
- Sim. Vamos que eu vou levar você pra casa, Pri. Ou você vai pra casa da Amanda também?
- Não, tia, eu vou pra casa mesmo.
- Então, vamos.
Depois de conferir se peguei tudo e fechar a casa partimos para a casa da Amanda já que era mais perto.
- Tchau, mãe, tchau, Pri. A gente se vê amanhã.
- Tá bom, Dani. Beijos e comporte-se. – ela disse rindo
- Comporte-se mesmo, hein Daniela?! – minha mãe disse
- Pode deixar, ”mamães”! – eu disse fazendo-as rir
- Ah, vem cá! – minha mãe me chamou quando eu tava indo em direção a porta da casa.
- Oi.
- Os pais dela sabem que você está aqui?
- Bom, provavelmente sim, né?!
- Não quero que dê trabalho.
- Fica tranqüila, eu não dou trabalho.
- Pra Amanda você dá! – Priscila disse do banco de trás, eu só fiz olhar pra ela com uma cara que a fez segurar o riso. Minha mãe ficou me olhando com cara de poucos amigos, mas depois relaxou um pouco, eu quis dizer, só um pouco.
- Fica direitinho, ok? – ela disse
- Ok, mãe.
- Vai lá, então.
Eu caminhei até a porta e toquei a campainha, a própria Amanda abriu com um sorriso lindo. Ela deu tchau pra minha mãe e pra Priscila e me convidou pra entrar.
O tempo de ela fechar a porta e já vir me beijando foi muito rápido. Quando percebi ela já tava invadindo minha boca com a língua. Eu correspondi, claro. Ela me encostou na porta e continuou me beijando, eu a puxava pela cintura pra mim, nem sabia mais onde tava minha mochila. Pois bem, a consciência veio e me separei ofegante.
- Sua mãe, seu pai... – eu disse olhando para os lados.
- Fica tranqüila, amor. Você acha que eu ia fazer isso se eles estivessem por aqui?
- Eles não estão? – eu perguntei estranhando
- Não. Eles foram ver a minha tia que acabou de ter um filho.
- Mas eles podem voltar a qualquer momento, não é bom ficar desse jeito.
- Eles não vão voltar, minha tia fez questão que eles passassem a noite lá, minha mãe tinha se oferecido pra ajudar também.
- Ah sim.
- E é muito bom ficar desse jeito sim! – ela disse voltando a me beijar. Ela colocou a mão na minha nuca e puxou de leve meus cabelos, eu apertei minhas mãos que estavam em sua cintura.
- Amanda? – eu chamei entre um beijo e outro.
- Fala. – ela disse descendo a boca pro meu ponto fraco, meu pescoço. Ela começou a beijar devagar, mas depois de perceber que eu fiquei totalmente arrepiada, ela mordeu e eu soltei um suspiro. Nesse instante o telefone tocou. – Era tudo o que eu queria agora! – ela disse bufando, me dando um beijo no rosto e indo atender ao telefone.
Eu olhei pro lado e encontrei minha mochila, peguei-a e fui me sentar no sofá.
- Era minha mãe! Queria saber se tava tudo bem. – ela disse sentando no sofá ao meu lado.
- Hum...
- A Priscila tava na sua casa?
- Tava. Eu a chamei.
- Ah sim.
- Amanda, a gente precisa conversar.
- Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou estranhando
- Por enquanto, não. O Pedro terminou com a Raquel.
- É verdade! E como ele está?
- Não tá muito bem, não. Mesmo não gostando dela, eu entendo que ele tinha carinho. Mas ele caiu na besteira de falar pra ela que é apaixonado por você, sendo assim a Pri tava me contando que ele levou uns tapas na cara.
- Sério? Nossa, por que ele fez isso?
- Bom, foi uma forma de fazê-la parar de insistir.
- Parece que deu certo, né?! – ela disse dando uma risada e deitando a cabeça no meu colo.
- Pois é. – eu disse rindo também e fazendo carinho no seu cabelo.
- Mas foi feio fazer isso...
- Eu falei isso também, foi bem rude da parte dele. Mas é sobre ele que eu quero falar.
- Então, fala, minha coisa mais linda! – ela disse levantando um pouco e me dando um selinho. Eu fiquei olhando pra ela um tempo, sorrindo e continuando o carinho no seu cabelo. – Amor? Não vai falar?
- Ah sim. Então, eu tava querendo contar para o Pedro sobre a gente.
- Hum... eu acho uma boa idéia também.
- Sério?
- Sim. Por quê?
- Sei lá, pensei que você não ia gostar.
- Não, eu pensei que você que não queria. Mas é melhor ele saber logo e pela gente, né?!
- Exatamente. Então, vamos contar?
- Sim. Amanhã, pode ser? – ela perguntou
- Mas já? – eu perguntei surpresa
- Ué, sim, quanto mais rápido, melhor.
- Não não, você tá certa. Amanhã, então.
- Então tá, agora eu tava pensando em outra coisa. – ela disse levantando e mordendo o lábio com um sorriso malicioso.
- Pensando em quê? – eu perguntei entrando na brincadeira
- Vem que eu vou mostrar! – ela disse levantando do sofá e me estendendo a mão.
Eu peguei na sua mão já imaginando o que se passava naquela cabecinha. Subimos as escadas e ela abriu a porta do quarto dela. Ela pediu para que eu sentasse na cama e foi em direção ao rádio, ela só fez dar play, ou seja, ela tinha planejado tudo.
Ela veio caminhando na minha direção.
- Hoje você é toda minha! – ela disse se jogando bem devagar fazendo com que eu fosse deitando na cama, à medida que a música “Justify My Love” tocava, nossa, a música já deu um ar totalmente sexy na Amanda, vê-la me olhando daquele jeito, então.
Ela tirou logo minha blusa, me deixando de sutiã, shorts e tênis. Ela se abaixou de novo e começou a beijar meu pescoço, ela passava os lábios bem devagar no meu pescoço, de uma forma sensual mesmo, e ao mesmo tempo ia passando a mão pela minha barriga arranhando de leve, ela desceu os lábios e foi beijando até meu ombro, onde ela afastou um pouco a alça do sutiã, deu uma mordida leve e rápida e voltou lambendo do meu ombro até meu pescoço, onde ela chupou e logo depois me beijou na boca. Enquanto ela me beijava sua mão foi pra minha nuca puxando de leve o meu cabelo, ela se ajeitou um pouco e pressionou de leve a coxa no meu sexo, me fazendo suspirar. Eu comecei a puxar sua blusa e ela logo entendeu o que eu queria, ela levantou um pouco e me ajudou a tirar sua própria blusa, eu a puxei de volta pra mim sentindo sua pele quente na minha, parecia que eu tava pegando fogo, eu comecei a arranhar de leve suas costas e ela respondia à esse gesto me beijando com mais desejo. Logo ela se soltou dos meus lábios e foi descendo os beijos até chegar na minha barriga, ela beijava minha barriga me olhando com um olhar devorador, logo senti sua mão abrindo o botão do meu short, ela o desceu bem devagar, aproveitou pra tirar meu tênis e subiu beijando minhas pernas, ela parou perto do meu sexo, beijou a parte interna da minha coxa, me fazendo gemer, ela beijou meu sexo por cima da calcinha e eu me contorci um pouco na cama.
- Ainda não! – ela disse dando outro beijo no meu sexo, ainda por cima da calcinha. Ela subiu e tirou meu sutiã, deixando meus seios à seu alcance. Ela beijou de leve os dois e depois começou a chupar um deles, enquanto com a outra mão massageava o outro. Minha mão à empurrava em direção ao meu seio, pedindo mais.
- Não pára! – eu disse ofegante, com dificuldade de falar
Ela continuou e foi pro outro fazendo a mesma coisa, às vezes ela dava um chupão de leve. Ela pressionou de novo a coxa no meu sexo, me fazendo gemer, o que a fez sorrir de satisfação.
- Tira o seu short, eu quero te sentir melhor! – eu pedi com a voz rouca
Eu a ajudei a tirar o short e logo o mesmo já não estava mais lá, aproveitei a situação pra tirar seu sutiã e deixar seus lindos seios à mostra. Eu consegui inverter as posições ficando por cima dela, me fiz nos seus seios, e escutar os seus gemidos me motivava ainda mais, ao contrário dela, eu tirei sua calcinha, mas assim como ela não fiz nada, só a torturei, senti que ela estava entregue e toda molhada. Me abaixei e comecei a dar beijos leves no seu sexo o que provocava gemidos ainda mais altos e pedidos pra eu continuar. Eu fui colocando minha língua bem devagar e os gemidos se tornavam freqüentes e mais altos. Eu chupei seu sexo com vontade e ela se contorceu na cama, agarrando o lençol com força, quando eu senti que ela tava quase chegando ao ápice parei, o que a fez ficar sem entender, subi de novo e a beijei na boca com vontade, quando ela menos esperava introduzi um dedo nela, a sua expressão se tornou em puro prazer.
- Ma-a-mais um, Daniela! – ela disse com a voz rouca e respiração forte. Eu atendi ao seu pedido e coloquei mais um dedo. As minhas estocadas se tornavam firmes, lentas, bem torturantes, conclui isso quando ela pediu para que eu acelerasse meus movimentos, e assim eu fiz, acabei com a tortura e fui mais rápido, ela cravou os dedos nos meus ombros e gemeu alto antes de gozar nos meus dedos.
Ela relaxou o corpo, cansada e deitei ao seu lado, não demorou muito até eu senti-la se movendo ao meu lado, e subir em cima de mim de novo.
- Cansou, amor? – ela perguntou com um sorriso safado no rosto
- Nem um pouco. – eu disse já beijando-a. Agora tocava “Feeling Good – Nina Simone”, a música é bem lenta e a Amanda se movimentava em cima de mim conforme a música. Dessa vez ela foi direto ao ponto, tirou minha calcinha, colocou as duas mãos nos meus quadris e começou a me chupar.
Eu estava me vendo na mesma situação que ela estava há poucos minutos atrás, me contorcendo em prazer, as minhas duas mãos estavam agarrando o lençol.
Ela introduziu dois dedos em mim de uma vez, o meu gemido foi alto, bem alto, imagino que tivemos sorte dos pais dela não estarem em casa.
Mais um pouco e eu estava gozando em seus dedos.
Ela veio escalando meu corpo e ficou em cima de mim equilibrando o peso, ela me olhou nos olhos e abriu um lindo sorriso.
- Linda! – eu disse sorrindo
- Linda é você! – ela disse me dando um selinho e deitando a cabeça no meu ombro. Eu fiquei fazendo carinho nas suas costas e dando beijinhos no seu ombro.
- Que horas são? – eu perguntei fazendo com que ela levantasse a cabeça
- Não sei. Deixa eu ver. – ela disse levantando. Ela foi até o rádio desligando-o, e pegou seu celular em cima do mesmo. – São oito horas.
- Já? Nossa, o tempo voou. – eu disse me sentando na cama e olhando ela voltar até mim.
- Sempre voa quando eu tô com você! – ela disse enlaçando minha cintura com as pernas e fazendo carinho no meu rosto.
- Ah, é?! – eu disse sorrindo
- Uhum. Tô com fome! – ela disse colocando a mão na barriga
- Vamos pedir uma pizza?
- Ótima idéia. – ela disse
- Você liga?
- Ligo sim.
- Amor, posso tomar banho? – eu pedi um pouco sem graça
- Claro, vai lá.
- Tá bom. – eu disse levantando da cama e pegando uma roupa na minha mochila, eu senti o olhar dela em mim, mas não me importei.
- Gostosa! – ela gritou antes de eu fechar a porta do banheiro.
- Gostosa aqui, só você! – eu disse abrindo a porta de novo, sorri e fechei de novo. Ainda escutei sua risada antes.
Tomei meu banho tranquilamente e depois saí já arrumada, quer dizer, com uma blusa antiga que era do meu pai e de calcinha.
- Uau! Super sexy! – ela disse ao me ver sair do banheiro. Ela estava de calcinha e sutiã assistindo televisão.
- Noossa! Super! – eu disse sarcástica
- Agora é minha vez de tomar banho! – ela disse levantando, me deu um selinho e foi. – Ah, eles deram um prazo de 40 minutos pra pizza chegar! Daqui a pouco deve estar aí!
- Tá bom, eu vou lá se chegar!
- Você vai assim? – ela perguntou me olhando dos pés à cabeça
- Ih, é, eu coloco um short! – eu disse sorrindo
- Ahh sim! Então tá! Não vou demorar. – ela disse fechando a porta.
Eu arrumei a cama que estava bagunçada, recolhi minhas roupas do chão, as guardei e deitei um pouco pra ver TV, depois de uns cinco minutos vendo TV, a Amanda sai só de toalha.
- A pizza ainda não chegou? – ela perguntou dando uma balançada no cabelo molhado com a mão.
- Não.
- Nossa, que demora! – ela disse indo pro armário
- Pois é. – eu fiquei um tempo olhando seu corpo enquanto ela se arrumava, ela também só colocou uma roupa básica. Assim que terminou de se arrumar, ela deitou do meu lado abraçando minha cintura.
- O que você tá vendo? – ela perguntou olhando pra TV
- The big bang theory! – eu respondi olhando pra tela
- Você gosta?
- Claro, né amor?! Senão não estava vendo!
- É, né?!
- Você não gosta? – eu perguntei
- Ah, é legalzinho!
- Ahh, é muito engraçado. Eu adoro. – eu disse rindo e olhando pra TV
- Percebo! – ela disse rindo da minha cara
Depois de uns minutos vendo, eu e Amanda rindo, a campainha toca.
- Pega a pizza, que eu pego o dinheiro! – ela falou levantando
- Eu vou te ajudar a pagar!
- Nem precisa! Já até separei, deixa pra próxima. Ah, não esquece o short! – eu já ia esquecendo mesmo, peguei um short rápido e desci pra abrir a porta.
- Boa noite! – o entregador disse me olhando com um sorriso enorme.
- Obrigada! – eu disse um pouco sem graça e pegando a pizza.
A Amanda chegou logo em seguida, ela deu o dinheiro, ele olhou pra mim de novo e piscou antes de virar. Eu na mesma hora virei e fui pra cozinha.
- Ele piscou pra você? – Amanda perguntou sentando na cadeira
- Hum... não sei. Pode ser cacoete. – eu disse dando ombros
- Aham, sei. Abusado! – ela disse levantando da cadeira.
- Onde ficam os pratos?
- Ali no armário! – ela disse apontando.
Eu arrumei a mesa com sua ajuda e logo estávamos comendo a pizza, depois de comer, lavamos e guardamos tudo. Fomos escovar os dentes, ela foi pentear o cabelo e deitamos na cama.
Ela me abraçou e ligou a TV, começamos a assistir a um filme e depois a conversar.
- Tá com sono? – ela perguntou depois de uma longa conversa
- Mais ou menos. E você?
- Só um pouco.
- Eu cansei você. – eu disse rindo
- Cansou, mas eu ainda tenho muito gás. – ela disse rindo também
- Bom saber. – eu disse fazendo carinho no seu braço
- Amor, você vai naquela festa da sua amiga?
- Vou sim. Você vai comigo?
- Nem vai dar. Eu tava falando com a minha mãe hoje. Sábado ela quer porque quer ir pra casa de praia do chefe dela.
- E você tem que ir?
- Sim. Ela disse que fala muito de mim e que na oportunidade que tenho de conhecê-los eu arranjo alguma coisa.
- Você se importa se eu for?
- Não gosto muito da idéia de ficar sem você, mas eu confio em você. Vai se comportar, né?! – ela disse me olhando
- Vou sim. – eu disse sorrindo
- A Pri vai?
- Vai sim.
- Mesmo sendo na casa da menina que ela não gosta?
- Aham. Eu consegui convencê-la.
- Ah, legal.
Eu comecei a cantar uma música baixinho e fiquei fazendo carinho no seu cabelo.
“Quero ver você com esses olhos, olhando para mim, olhar inteiro
Falo bem baixinho e completo passando a mão no seu cabelo
Esqueço que a hora passa, invento um modo de ficar por muito tempo
Seguro tua mão e me contento, fazendo isso durar por toda vida
Eu vou, eu vou, eu vou ficar com você, amor...”
Senti sua respiração ficar leve e olhei para seu rosto e ela dormia, dei um beijo nos seus lábios e fechei os olhos, pronta para mais um dia. Ou não.
Notas finais
Beijos.
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