Apenas mais Uma de Amor
6 O Fim.
Assim ficamos até a hora do jantar, nós trêsm sentados, ouvindo o Gee cantar enquanto o Dani batucava nas pernas.
-Gente, é melhor eu ir jantar, minha mãe chamou vocês. E é capaz do Con parecer por lá, então vamos logo?- Disse, levantando feliz por ver meu amigo bem. Dani levantou num pulo e gritou: — Comida da Tia. —
-Gee, você não vem? — Disse quando percebi que Gee ainda estava sentado. E então Gee levantou e descemos, sem falar nada, apenas andando em direção à minha casa. Abri a porta e esperei que os meninos entrassem, então fechei a porta.
-Mãe, cheguei- gritei ainda da porta. — E trouxe os meninos.- Nessa hora Dani ja tinha corrido para o lado da minha mãe. Esses dois as vezes eram um grude. Quando cheguei na cozinha Con estava lá, sentado, olhando pra mim. Saí do lado de Gee e fui abraçar o Con, porém o abraço não parecia o mesmo abraço de alguns meses antes. Não tinha mas a magia de antes, talvez não mas o mesmo amor e isso me deixava muito confusa.
-Oi, Con. Eu tava lá no Gee, fui buscar esses dois para o jantar.- Disse eu, tentando puxar uma conversa.
-Hum.- Disse o Con, ignorando totalmente a tentativa de diálogo.
-Tia, o que tem para o jantar?- Perguntou Dani, que já tinha percebido que as coisas não estavam boas hoje.
-Hoje tem frango assado com batatas coradas e arroz.- Respondeu minha mãe, com o mesmo tom de voz tranquilo de sempre.
-Huuuuuuuuuuum.- Dissemos eu, Gee e Dani, ao mesmo tempo.
Con estava com uma espressão séria demais, e com certeza não tinha coisas boas pra falar.
-Leandro, o Felipe quer pegar os acordes com você, então faz o favor de dar pra ele!- Disse Con, frio, curto e grosso.
-Nossa, Con. O que aconteceu com você hoje?- Perguntei, apavorada por ver ele falar assim com o Gee.
-Nada, você não precisa saber.- Disse ele.
Como assim eu não precisava saber? Com quem ele achava que estava falando? Eu sou a namorada dele, eu tenho dever de saber se acontece alguma coisa ruim com o meu namorado.
-Como assim eu \'\'não preciso saber\'\'?- Disse furiosa.
-Não precisando.- Aumentou o tom de voz ele.
-Eu sou sua namorada, eu tenho dever de saber se alguma coisa ruim acontece com você, ou você se esqueceu disso?- Respondi, no mesmo tom. Alí estava começando o que eu mais temia.
-Pois não é o que parece.- Respondeu ele.
-Como assim?- Perguntei.
-Você tem algum problema com se expor? Por que ficou tão nervosinha só porque fui te levar no colégio? Ah, Bia... Cresce, meu.- Respondeu ele, o que me deixou ainda mais furiosa.
-Olha aqui, Conrado. Eu só não quero ficar conhecida por metade do Brasil como a NAMORADINHA DO CACO DO NX ZERO, será que é muito complicado pra você, entender isso?- Respondi, gritando.
-Então a gente termina, se você tem medo de assumir o nosso namorico.- Respondeu ele, levantando e ficando de frente pra mim.
-É, deve ser isso o que você vem querendo há algum tempo não é? É, deve ser sim.- Comentei.
-E se for? Muda alguma coisa pra você? Porque parece que você já tem muitos pretendentes se eu não estiver na frente.- Respondeu ele, olhando pro Gee.
- O que você ta querendo dizer com isso? Vamos lá, Conrado. Diz com todas as palavras, para de ficar apenas rodiando como um urubu.- Perguntei.
-Só você não percebe, ou melhor, você percebe. Esse Vinicius e o Leandro, estão os dois apaixonados por você. E você burra, achando que é a sua amizade que ele quer.- Respondeu Conrado, e Gee levantou da cadeira.
-E se for isso, Conrado. O que você tem haver? O que? Como se fosse só namorar com a Bia o que você queria, não é mesmo?- Respondeu Leandro, provocando Conrado. E as lagrimas brotavam em meus olhos. E Conrado se virou para o Gee.
-Eu queria pegar ela, se é isso o que você quis perguntar.- Respondeu Conrado. Me fazendo chorar, e então Dani veio me abraçar. -Queria pegar mesmo, tão bonitinha com essa carinha de anjo, pura.. É tão difícil encontrar pessoas assim hoje em dia.- Concluiu ele, com um sorriso malicioso o rosto.
-Pois é, você não soube enxergar a garota legal e super companheira que você tinha do lado. Essa é a nossa diferença.- Respondeu, Gee. Gritando.
-Conrado, pega sua ignorancia e sai da minha casa. Não volta mas aqui, por favor. — Disse chorando e ele veio até mim.
-Foi legal enquanto durou, gatinha.- Disse Con dando um beijo na minha bochecha.
Uma sensação horrivel, um desejo de morrer. Mesmo eu tendo procurado, eu o amava. Meus joelhos não suportavam meu peso. Corri para o meu quarto e tranquei a porta. Me joguei na cama e eu estava protegida. Ouvia o Gee me chamando, mas não conseguia levantar para abrir a porta. Chorei muito, muito, não sabia de onde saia tantas lágrimas. E enfim peguei no sono.
Notas finais
Galera, desculpa a demora, passei por uns problemas com meu pc e não dava pra postar, mas agora voltei com a fic e espero que vocês gostem e que tenha alguém lendo ainda. Por favor, galera. Perdão pela memória.
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