Apenas Um Mal-entendido
1 Rivais de cama?
Fazia um tempo gostoso naquela manhã. O sol brilhava fortemente, e sua luz insistia em invadir a janela. Adentrava o quarto, e incomodava uma certa pessoa.
Hwoarang se revirou para o outro lado quando a luz insistiu em bater em seu rosto. Então, se virou novamente para o sol, e colocou um travesseiro, tapando eu olhos.
–Cacete...-praguejou em voz baixa.
Então, virou-se para o lado oposto...de novo. Ficou de bruços, com a cara enfiada no travesseiro. Até que sentiu alguém puxando o seu lençol.
–Mas o quê...- ia reclamar, quando tem uma grande surpresa...Literalmente falando, claro.
O ruivo se levanta num pulo! Seus olhos arregalados encaravam a pessoa que estava ali...ao seu lado...no mesmo quarto..na mesma cama.
“Não...não, não, eu tô sonhando, é isso!” – pensava, enquanto esfregava o rosto, buscando acordar daquele “pesadelo”.
Não podia ser...Jin Kazama ali? Mas o que ele ia fazia naquela cama? Mas o pior foi quando o coreano finalmente reparou que ambos estavam nus...
–NÃO! – gritou.
Começou a andar de um lado para o outro, e foi até o banheiro. Lavou seu rosto o máximo que pôde. Voltou ao quarto respirando fundo. Mas ele continuava ali! O corpo dele estava lá!
–KAZAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – o coreano berrou. Uma vez.
Jin ficou tão assustado que caiu da cama no susto, e fez aquele barulhão.
Silêncio. Jin se levanta, com a mão na cabeça:
–Mas o que foi?
Vê que o rival o olha com ódio. Parecia que o ruivo iria soltar fogo pelas ventas.
–O QUE SIGNIFICA ISSO? – Hwoarang pergunta.
Jin para. Olha para os lados, depois olha para o ruivo:
–Não sei! – abre um sorriso.
Hwoarang se irrita mais ainda e joga um travesseiro no rosto do japonês, que fecha a cara.
–Peraí...ai, minha cabeça...- o coreano resmunga, enquanto senta na cama novamente.
Jin então, se dá conta do que acontecia. Olha para o rival, que estava de cabeça baixa devido à dor de cabeça, e depois olha para si.
–Mas o que aconteceu aqui? – se pergunta.
–Maldito! Foi você! – Hwoarang, que falava, e continuava com a mão na cabeça.
–Eu não me lembro! –Jin.
Então, o japonês se aproxima do rival.
–SAIA DE PERTO DE MIM! – Hwoarang, empurrando-o.
–Desconfiava! Você está de ressaca! – Jin.
–Não, é você o causador da minha dor de cabeça! Droga! – Hwoarang.
–Eu não reconheço esse quarto...-Jin.
–E você acha que EU reconheço? – Hwo.
Os dois então se olham com aquela cara de ponto de interrogação. Depois, olham bem para o local. Definitivamente, não sabiam nem onde estavam.
O ruivo se assusta mais ainda. A ressaca estava ali, ele não reconhecia o quarto, e acordara ao lado de seu maior rival, ambos nus. Será que...
–NÃO! A GENTE NÃO PODE TER...- Hwoarang, parando o que ia dizer.
Jin então,começa a rir.
–QUE FOI? – o ruivo.
–Depende, se você não está sentindo nenhuma dor estranha...- Jin.
–FILHO DA PUTA! VAI VER SÓ! – o ruivo diz, enquanto pulava em cima do rival.
Estavam “brincando” quase, porque Jin só dava risadas, o que irritava o ruivo. Então, eles ouvem alguém bater na porta.
–Ei, Kazama! Tem alguém na porta! – o ruivo diz.
–Tem né? – Jin.
Então, Xiaoyu abre a porta, e derruba a bandeja no chão, fazendo a xícara se espatifar.
–JIN? – ela.
–XIAO? – Jin.
–O...o que...você...e o Hworang...- Xiaoyu, que gaguejava, sentada no chão, com uma mão na boca.
Então, os dois se encaram, e vêem que estavam numa posição comprometedora: Jin estava por cima do ruivo, segurando seus pulsos. E lembrando que os dois estavam nus.
Hwoarang empurra Jin de cima dele, e fala, se levantando:
–Calma, chinesinha, eu não roubei o seu macho não!
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Xiaoyu, tapando os olhos e apontando para o membro do ruivo.
–AI PORRA! – Hwoarang, que enrolava um lençol na cintura.
–Pode olhar, Xiao. – Jin.
Ela então tira a mão do rosto. Agora pelo menos os dois estavam cobertos.
–Eu posso explicar! – Jin, se aproximando dela.
–Não encoste em mim, Jin! Nunca mais se aproxime! – Xiaoyu.
–Eu e o Hwoarang não fizemos nada! –Jin.
–Então por que vocês estão na mesma cama? No mesmo quarto? NUS? – Xiaoyu, já dando as costas para Jin.
–Eu...eu não sei! – Jin, indo atrás dela.
Xiaoyu então, sai correndo, chorando.
–Muito obrigado Hwoarang, agora ela pensa que sou seu namorado! – Jin.
–Blablablá. Boa noite! – Hwo, se cobrindo, e virando para o outro lado.
–Não acredito! Você que estava todo preocupado e nervosinho, VAI DORMIR? – Jin.
–Ué! Tenho outra opção? Nem sequer sei onde estou! – Hwo.
–Eu acho...que estamos na casa de alguém. Se a Xiao está aqui...- Jin, pensativo.
–Vai ver rolou alguma festa! E abusamos da bebida! – Hwoarang.
–E então...nós...- Jin.
–AAAAAAAAAAAAH ISSO NUNCA! Se rolou alguma coisa aqui, EU que comi você! – Hwoarang.
–HAHAHA, por que tem tanta certeza? – Jin.
–E você acha que EU deixaria você me por de 4? Nem estando bêbado! – Hwo.
–Era só o que me faltava! Até parece que você me comeria...- Jin, deitando do outro lado, ficando de costas para o ruivo.
Hwoarang ri sozinho, mas decide irritá-lo mais ainda. Estava um silêncio, que só foi quebrado com um tapão do ruivo na bunda do Jin.
–MAS O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – Jin.
–Bundinha gostosa hein Kazama? – Hwo, dando uma piscadinha.
O japonês ficara tão sem graça que nem conseguia falar.
–Tá, tá, já sei que você vai me xingar. Mas eu adoro te irritar...- Hwoarang, rindo.
De fato, o ruivo sabia ser irritante quando queria.
–Se tentar uma vingancinha, MORRE! – o ruivo diz.
–Aaaah, você pode bater na minha bunda e eu não posso bater na sua? – Jin, cruzando os braços.
–Claro que não! – o ruivo.
Mas, Jin logo se vinga, beliscando a bunda do rival. Este, se vira e já ia berrar, quando Jin o interrompe:
–Direitos iguais! Você que começou!
Hwoarang vira seu corpo para o outro lado novamente, resmungando coisas em coreano, o que deixou Jin curioso. O ruivo certamente havia xingado todos da linhagem do japonês.
–Ei, Hwoarang...- Jin.
–...- Hwo, ignorando-o.
–Eu estava aqui, pensando...essa é uma situação que nunca imaginei...- Jin.
–E você aaacha que eu imaginei? Acordar de manhã na cama com meu rival, nu ainda por cima...Claro, claro...seria a ÚLTIMA coisa a passar pela minha cabeça! – Hwoarang.
–Ui, então quer dizer que passou pela sua cabeça é? – Jin, sendo tão irritante quanto o coreano.
– O QUÊ? Há! Você entendeu errado o que eu quis dizer. E quer saber? EU VOU DAR O FORA DAQUI! – o ruivo, se levantando.
Jin permanece deitado, de barriga pra cima. E diz:
–Vai pela sombra!
Porém, o ruivo não conseguia achar as suas roupas...
–KAZAMA! ONDE VOCÊ ENFIOU MINHAS ROUPAS, MALDITO? – Hwoarang, de frente pro rival, com os braços cruzados, e os pés batendo no chão, de tanta impaciência.
Jin fica pensativo, até que vira de costas e diz:
–Não sei, quer procurar aqui? – empinando a bunda.
Hwoarang sente o sangue ferver de raiva, e range os dentes.
–De repente pode estar aí dentro...- Jin, que ria sozinho.
Porém, teve o riso interrompido por uma mordida do ruivo em sua bunda:
–AAAAAAAAAAAAAAAAI!
–Isso é pra você aprender a não me irritar! – Hwoarang responde, enquanto continuava procurando as suas roupas.
–Ai...Porra, você virou vampiro agora? – Jin, sentando na cama com dificuldade por causa da mordida, que ainda doía.
–Pelo menos agora, se pegarem a gente...Vão achar que eu que comi você. – o ruivo responde, sorrindo sacana.
–ORA! Vai me pagar caro! – Jin.
–Tá, tá, deixe isso pra próxima. Tô saindo! – Hwoarang, puxando a maçaneta com força.
–Vai tarde! –Jin responde, se cobrindo e deitando na cama novamente.
Jin não pôde ver a cara de espanto e de confusão do rival.
–Bah, era só uma maçaneta! – Hwo, tentando abrir a porta sem a maçaneta. Em vão.
A porta estava emperrada.
–Ainda está aí? – Jin.
–Er...é que...eu...acho...que eu quebrei a porta. Que coisa não? – Hwoarang, mostrando a maçaneta para Jin.
–O QUÊ? – Jin.
–Pois é, pois é...e a porta...está emperrada. – Hwo, fazendo cara de inocente.
–HWOARANG! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO! – Jin.
–Ei, ei, calma! É tudo culpa sua! Se você não tivesse me trazido pra cá, nada disso teria acontecido! – o ruivo.
–Minha culpa? Háháhá, foi VOCÊ que quebrou a porta! Estressadinho! – Jin.
–Ah, e foi VOCÊ que me deixou estressado, porra! – Hwoarang.
–Você fala como se eu fosse culpado das suas desgraças! – Jin.
–E por acaso NÃO é? Fala sério Kazama, você só me fode! – Hwoarang.
–HUAHAUAHAUHAUAHAAUAHUHUAAHU...- Jin, que ria sem parar.
–Que foi agora, caralho? – Hwoarang.
–HAUAHAUAHAU EU SÓ TE FODO? NÃO SABIA QUE ÉRAMOS UM CASAL! – Jin.
–AAAAAAAAAAH DESGRAÇADO, VOCÊ VAI VER! – Hwoarang, partindo pra cima do japonês.
Os dois, novamente se enfrentavam. São interrompidos por uma voz feminina já conhecida:
–HWOOOOOOOOOOOOOOOO!
–Ai cacete, é a vaca da Anna! – Hwoarang.
–E agora? – Jin.
–Fica quieto, ok? Vou responder...FALA, ANNA! – Hwo, indo até a porta.
–Queridinho, posso entrar? – Anna.
–Er...não! Sabe o que é Anna? Eu estou...er...eu...-Hwo.
–Ele está comigoooo! – Jin, fazendo voz de mulher.
–Com quem você está aí safadinho? – Anna.
–Comigo, a Xiao! – Jin.
–XIAO? Você? Menina, eu pensei que você pegaria o Jin...-Anna.
–Pois é, mas ele não quis! – Jin.
Hwoarang segurava a risada o máximo que podia.
–Sua voz...tá diferente amor! – Anna, desconfiada.
–É que eu estou gripada! Hohoho...-Jin.
Silêncio.
–Bem, se precisar de mim...estou reunida na piscina com os outros, tá? – Anna.
“Outros???” – Hwo, espantado.
–Tá bom, obrigada! Até mais! – Jin.
Anna então, sai dali. Mas continuava achando aquilo muito estranho.
–OUTROS? ELA DISSE OUTROS? – Hwoarang.
–Disse...parece que teve uma festa aqui ontem! – Jin.
O ruivo começa a andar de um lado para o outro, desesperado.
–Por que o desespero? – Jin.
–Cara...pensa...tem mais gente aqui, provavelmente TODOS os lutadores...e eu e você, PRESOS...no MESMO quarto...e NUS! – Hwoarang.
–Você bem que poderia ter perguntado à Anna onde ela colocou as nossas roupas...-Jin.
–E POR QUE VOCÊ NÃO ME LEMBROU? – Hwoarang.
–Ué...acho que me acostumei a ver você sem roupa já! – Jin.
–Aff, que boiolice! – Hwoarang.
–É a verdade! Somos dois homens, pior se um de nós fosse mulher. Já pensou se eu fosse mulher? – Jin.
–Aí eu ia pra galera! Espalharia pra todo mundo: “Eu comi a filha do Kazuya!” – Hwoarang, rindo.
Jin não diz nada, apenas o encara.
De repente, o ruivo para de rir, e fica pensativo. Imagina Jin com sutiã de enchimento, peruca loira, batom vermelho, e minissaia, dizendo: “E aí gatinhooo, já é ou já era?“.
–Credo! – exclama.
–Credo o quê? – Jin.
–Nada, nada...vamos pensar num jeito de sair daqui! – Hwoarang.
–Agora somos uma dupla? – Jin, erguendo uma das sobrancelhas, desconfiado.
–Temos outra opção? – Hwoarang responde.
Os dois param e ficam pensativos.
–Eu vou é arrombar essa porta! – Hwoarang, se levantando.
Jin o segura, e diz, puxando-o de volta para a cama:
–Ficou maluco? A casa nem é nossa!
–Porra, eu quero sair daqui! Não agüento mais olhar pra sua cara! – o ruivo, gritando.
–Não precisa gritar, ok? Sei que você me odeia! – Jin.
–Humpft...-Hwo, cruzando os braços.
Enquanto isso, fora do quarto...
–Xiao? – Anna.
–Oi! – ela responde.
–Safadinha! Eu sei de tudo, ta? – Anna, dando uma piscadinha.
A chinesa logo fica vermelha de vergonha, achando que a outra soubesse o que ela tinha visto.
–Er...não, Anna, eu acho que você deve ter entendido errado...- Xiaoyu.
–Errado é? Errado seria desperdiçar essa chance, honey! – Anna.
–Quê? – a garota, sem entender.
–Avisa pra ele que as roupas estão com a empregada! – Anna, saindo dali.
Xiaoyu fica parada, sem entender.
No quarto...
–Já sei! – Jin.
–Sabe? – Hwoarang, entediado.
–Sim! A gente podia tentar puxar a porta, pelo buraco da maçaneta! –Jin.
–ÓTIMO! – Hwoarang, já indo até a porta.
Jin fica atrás dele.
O coreano coloca o dedo no buraco da maçaneta e começa a fazer força.
–Isso! Mais força! Vai! – Jin.
–Dá pra calar a boca? – Hwoarang.
Xiaoyu passava novamente pelo quarto, quando ouve:
–MEU DEDO CARALHO! – Hwoarang.
–Foi mal...- Jin.
–Culpa sua! Você ficou falando pra eu enfiar com mais força! – Hwoarang.
–Você tá quase lá! Não para ainda! –Jin.
–AAAAAAH, MALDITO! – Hwoarang.
Xiaoyu desmaia, achando que era outra coisa.
Um tempo depois, Hwoarang consegue abrir a porta, mas acaba caindo em cima do rival, por causa da força.
–CONSEGUI! – o ruivo.
–E eu fiquei estéril...- Jin, sem fôlego.
–Quê? Ah! Foi mal Kazama! – Hwoarang, se levantando.
Jin não conseguia falar.
–Estéril e mudo pelo jeito! Nossa, mas o quê que a Xiaoyu está fazendo aqui? – Hwoarang.
Depois de se recuperado, Jin se levanta, e vai mancando até os dois.
–Minha nossa, ela está desmaiada!
–NÃAAAO! JURA? – Hwoarang.
–Sai daí, sai! – Jin, empurrando o ruivo.
Xiaoyu abre lentamente os olhos.
–Xiao? Você tá bem? – Jin.
Ela então acorda de vez, e vê que os dois estavam nus e próximos.
Ela dá um berro e sai correndo.
–Afff, essa daí usou tudo que é ilícito! – Hwoarang.
–Eu hein...e agora? – Jin.
–Agora a gente se enrola no lençol e vai atrás das roupas! – Hwoarang.
Feito isso...
–Tô me sentindo uma deusa enrolada numa toga! – Jin.
–COMO UMA DEUSAAAAAAAAA, VOCÊ ME MANTÉEEEEEEEEEM! – Hwoarang, dançando e cantando.
Os dois se olham e Jin diz:
–Eu tenho mais medo de você do que meu outro lado.
–Qual? O feminino? UHAUAHAUAHAUAAHU! – o ruivo.
–Não, o devil! – Jin.
–Ah sim, o devil, que por sinal está me devendo uma boa grana pela minha moto explodida? – Hwoarang.
–Vai começar? – Jin.
O ruivo não diz nada, apenas mostra a língua pro rival.
Os dois então caminham pela casa, que era enorme.
–Porra, de quem será essa casa? – Hwoarang.
–Do Lee. – Jin responde, secamente.
–Como sabe? – Hwoarang.
Jin apenas aponta para um enorme quadro em um dos cômodos. No quadro, Lee estava nu, posando com uma cobra.
–HAUAHAUAHAUAHAAUAHAUAHAUAAHAUAHAAUAHU! – Hwoarang.
–HAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Jin também ria.
–SOCORRO! TÔ MORRENDO! –Hwoarang.
Jin nada respondia, estava já chorando de tanto rir.
–Bem que eu desconfiei que ele curta uma cobra...- Hwoarang.
–Das grandes pelo jeito...- Jin.
Após se recuperarem da “terrível” visão, eles continuam caminhando. Até aparecer uma empregada, e ver os dois enrolados no lençol. Ela deixa a bandeja cair no chão.
–Tia! Ainda bem! Meu nome é Hwoarang, será que você sabe onde estão as minhas roupas?
A empregada, com cara de espanto, olha torto para os dois. Depois de um tempo, os leva até a lavanderia.
–MINHA TÃO QUERIDA CALÇA! – Hwo, agarrando as roupas e dançando com elas.
Jin apenas se vestia, sem falar nada.
–Acabou, Kazama! Estamos LIVRES! – o ruivo responde.
Os dois se abraçam e começam a pular, parecendo duas crianças.
Xiaoyu vê a cena.
Os dois param logo que a vêem.
–Xi-Xiao, eu posso explicar! – Jin.
E ela sai correndo de novo.
–Bah, Kazama! Qualquer coisa você fala que eu sou seu namorado! – o ruivo, rindo.
–Não...vou falar que você é minha namorada! – Jin.
–HAUAHAUAHU, ah sim, de fato, eu sou...O QUÊ? – Hwoarang.
Um tempo depois...
–Jiiiin! Que bom que você apareceu! Aonde você estava hein? – Anna, insinuando alguma coisa.
“Na cama com meu maior rival, claro” – Eu estava dormindo! – Jin.
–Ah tá...você ficou sabendo? – Anna.
–Sabendo do quê? – Jin.
–Que a Xiaoyu e o Hwoarang...enfim...- Anna.
Jin começa a rir, e diz:
–Sim, eu estou sabendo muito bem disso! – Jin.
Numa mesa de sinuca...
–Ei, Hwoarang! É verdade mesmo o que fiquei sabendo? – Paul.
Hwoarang até erra a tacada, esperando ouvir historinhas...
–O que você ficou sabendo? – Hwoarang.
–De você e da Xiaoyu! Ela nega até a morte, falou que você estava com o Kazama na sua cama! Até parece, né! –Paul.
–HAUAHAUAHAU, eu devo ter sido muito mau com ela! – hwoarang.
–Pois é, para ela inventar tudo isso! – Paul.
Jin já estava se despedindo do pessoal, quando Anna diz:
–Ah, Jin! Antes que eu me esqueça...você e o Hwo beberam demais ontem na festa! E depois sumiram! Fiquei preocupada!
–Ahn...er...eu bebi? – Jin.
–Sim! Nunca vi você beber tanto! – Anna.
–Ah, que coisa...- Jin.
–Pena que você não vai se lembrar...mas eu tive que pedir para a empregada lavar as suas roupas! –Anna rindo.
–Por quê? – Jin, desconfiado.
–Porque o Hwoarang...causou um pequeno "acidente” nela. Ele bebeu demais, daí já viu...-Anna.
–Aaah entendi...-Jin, olhando para o ruivo, quase bufando de raiva.
Hwoarang preparava uma jogada, quando Steve passa e diz:
–Êpa, mas que mancha branca é essa na sua calça?
–Que mancha? – Hwoarang pergunta.
–Não dá pra eu te mostrar, tá bem na sua bunda...-Steve.
Hwoarang vai até o banheiro e vê a mancha extremamente suspeita. Sai dali quase quebrando tudo, e grita:
–KAZAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – e sai correndo atrás dele.
Jin sai correndo, sem entender nada. Todos tentam apartar a briga, muitos saem correndo atrás do ruivo também. Enquanto Xiaoyu permanecia desmaiada, após ver a mancha branca bem na parte de trás da calça do ruivo.
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