Notas iniciais
EEEEEEEEEEEEEU VOLTEI!
DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPA DESCULPAAAA por ter ficado tanto tempo sem postar ;w; estou me afogando em provas, consegui parar um tempinho nesse fim de semana e fiz o capítulo correndo, então ficou horrivel. A única coisa útil é que o Francis apareceu pela primeira vez, e que o Matt irá aparecer próximo cap. o3o
Eu vou começar a fazer as coisas mais decentemente agora. Posso ~tentar~ matar vcs de tristeza, e de fofura também pretendo u.u Ah, e queria saber também se vcs vão querer Franadá, mesmo que seja pequeno~ Enfim
Aqui está o cap.~ e mais uma vez, desculpem pela demora ç.ç

Mais uma vez, estava eu sentado no telhado de casa. Já se passou uma semana desde que tive aquela conversa com Arthur, e no momento ele está tentando localizar meu irmão, mas parece que as coisas não estão indo muito bem. Pelo que os supostos “contatos” – Ele é escritor, que diabos de contatos são esses? – dele disseram, Matthew, meu irmão mais novo (e agora o único que teria condições de assumir as economias da família, pois nenhum de meus primos mora por perto), estava sofrendo muita pressão e acabou fugindo com minha mãe para algum lugar, ainda desconhecido.

Sinceramente, acreditei que isso fosse acontecer. Meu irmão nunca foi o melhor para encarar esses problemas. Eu mesmo já estava ficando sobrecarregado com apenas um ano neste posto. Matthew oficialmente fez seus 18 anos faz dois anos, três meses depois que eu morri. A essa altura, ele já deveria ter se acostumado ao trabalho, já que se passaram aproximadamente dois anos, mas ser empresário não é assim tão fácil, pelo menos para adolescentes como nós. Além de ter que cuidar do dinheiro, dos contratos e das ações, tem os estudos. Eu nunca fui de estudar demais, mas Matthew se preocupa muito com isso. Mais do que uma pessoa normal se preocuparia.

É, esquece. Ele realmente nunca iria se acostumar. Deve estar louco a essa altura. E isso só me faz ficar mais preocupado com ele e com minha mãe. Ambos sempre foram muito dependentes, e agora que não sobrou ninguém forte o bastante para protegê-los...

Tenho um mau pressentimento. E não parece que vou encontrá-los assim com facilidade. Arthur me garantiu que ele e os tais “contatos” vão me ajudar, e em dentro de um mês eles conseguem descobrir onde ele está. Vim aqui para cima a fim de tentar organizar meus pensamentos, mas não consigo imaginar como será quando eu reencontrar aqueles dois. Eles não poderão me ver, mas eu poderei enxergar com clareza o que eles estão fazendo e até mesmo sentindo. Os sentimentos de ambos sempre ficam facilmente visíveis em seus rostos.

Tento imaginar como eles irão suspeitar a visita de Arthur. Tento imaginar como eles irão tentar fugir assim que perceberem que o assunto sou eu. Tento imaginar como eles irão reagir ao saber que a minha alma está do lado deles, mas eles não conseguem enxergar. Acabei de descobrir que eu sei muito pouco sobre a impressão que eu causava aos meus únicos familiares que sobraram.

Meus pensamentos foram cortados, mas desta vez não foram pela voz de Arthur. Um som calmo nascia dos andares mais abaixo. No começo, apenas poucas notas, e pouco a pouco o som se transformou em melodia. Era doce, porém um tanto quanto melancólica. Observei a música por um tempo antes de finalmente descer e procurar a origem do som. Após analisar o ambiente, resolvo dar uma olhada no antigo quarto de visitas do andar de baixo.

Desde que Arthur se mudou para cá eu não havia entrado naquele cômodo, e até agora não havia reparado que o escritor o transformara em um tipo de estúdio. No meio dele, encontrava-se um concentrado Arthur com seu violino no ombro.

Seu desempenho com o instrumento era exemplar, e ele tocava com uma graciosidade imensa. De perto, a melodia parecia estar sendo tocada com ainda mais perfeição, e prendia mais ainda a atenção de quem a escutava. Flutuei calmamente para perto, despercebido pelo mais velho, que estava de olhos fechados, aparentemente apreciando a própria música tanto quanto eu a estava apreciando. Permaneci quieto, escutando atenciosamente a música até a sua última nota.

No fim dela, Arthur só voltou a enxergar após posicionar o violino no seu lugar de origem. Assim que abriu os olhos, deu um grito acompanhado de pulo para trás ao me ver. Demorei um tempo acalmando-o até o susto ser substituído por vergonha.

_ V-você ta aqui faz quanto tempo? – Ele perguntou, com o rosto um pouco corado.

_ Cheguei assim que a música começou. Você toca muito bem, Artie. E a música é realmente muito bonita. – Involuntariamente, sorri. Ele também sorriu, mas não demonstrando sinceridade. Virou-se, fingindo terminar de guardar os instrumentos. Silêncio. Tive que quebrá-lo. – Foi você que compôs?

_... Na verdade, não. A música original é tocada no piano. Quem compôs foi minha irmã.

_Irmã?

_ Sim, minha irmã mais nova. Agora que eu me toquei. Arthur pode saber de quase tudo o que se passou em minha vida, mas eu não sei nada sobre a vida dele. As únicas informações que consegui reunir até o momento são que ele é um exímio escritor, rico, violinista e que tem uma irmã.

_ Hey, Artie. – meu apelido o deixou com uma expressão nervosa, mas ele parece já estar se acostumando com ele. – Sabe o que eu notei? Eu não sei nada sobre a sua vida. – meu comentário o fez ficar um pouco vermelho. Não entendo o porquê de ele ficar envergonhado tão facilmente.

_ B-bem... A minha vida não tem nada de interessante, para ser sincero. – Me sentei no chão, esperando ele começar. Isso pareceu deixá-lo um pouco desconfortável. – Q-quero dizer... Não gosto de compartilhar isso com as pessoas.

_ Eu não sou uma pessoa, certo? Digo, não mais. Sou um fantasma. – Não pareceu convencê-lo. – Olha. Talvez eu seja só imaginação sua. Essa pode ser a sua chance de desabafar com alguém.

Passaram-se alguns minutos em silêncio. Ele parecia pensar seriamente sobre o que eu acabei de dizer, e no fim sentou-se em uma cadeira próxima, sua expressão claramente forçando-se a esboçar um “Já que não tem jeito mesmo”, mas agradecendo internamente por poder dizer tudo para alguém.

_... Eu vim de uma família rica na Inglaterra. Meus pais viviam viajando, então passei convivendo a maior parte de minha infância com meus 3 irmãos, dois mais velhos e uma mais nova. Minha irmã Alice é um ano mais nova do que eu, a mais jovem, mas ela sempre foi muito mais forte que todos na casa. Nunca tive muito contato com Liam, o mais velho de meus irmãos, mas o outro, Scott, me bateu muito. Não foram poucas as vezes que saí com ossos quebrados depois de ser espancado por ele. Alice era a única que conseguia fazê-lo parar, pois ele sabia que ela conseguiria acabar com ele em apenas um ou dois golpes. No fim, Liam passou a treinar para tomar conta da empresa, e meu pai não ligou mais para o que aconteceria com seus outros filhos. Scott virou um drogado e deve estar jogado em um dos becos de Londres agora, Alice trabalha para a polícia, eu estou aqui, e...

Arthur foi cortado por uma batida na porta. Segui-o até a sala, e o homem que o esperava na porta parecia ter quase a mesma idade que a sua mesmo sendo mais alto. Tinha cabelos loiros sedosos e razoavelmente grandes, batendo um pouco acima dos ombros. Seus olhos tinham uma cor de azul escura, e estava vestido um pouco exageradamente.

_ Bonjour, Mon ami.* – Ele disse, com um sotaque francês irritante.

_ Bonnefoy. – Para a minha surpresa, o tom que Arthur usou ao proferir as palavras me pareceu diferente. Afinidade, porém com certo... Desgosto. Não exatamente desgosto, é como se ele não estivesse assim tão feliz em ver o suposto francês.

_ Parece que está chegando uma encomenda para você pelos fundos. Eu chutaria ser aquele seu tão amado piano, pelo formato e pelo tempo que te conheço.

_ Chutou certo, mas isso não é o importante. O que exatamente você está fazendo aqui?

_ Ora ora, me tratando com todo este desgosto? Não era assim que você me tratava faz uns anos atrás, quando nós éramos mais próximos. Lembra desta época? – O mais alto dá um sorriso faceiro, enquanto o rosto de Arthur se enraivecia.

_ Me diga o que você quer antes que eu te espanque e te deixe jogado em algum lugar por aí.

_ Tudo bem, tudo bem. O que eu vim fazer aqui foi exatamente o que você mesmo pediu, lembra? Eu achei aquela família que você se interessou. – Então ele é um dos jugos “contatos” de Arthur. Parecem ter algum tipo estranho de amizade, isso explicaria umas coisas. — Ainda não entendi o porquê de você ter se interessado, mas eu consegui descobrir onde eles estão morando. Na verdade, foi até bem fácil. Você quer o endereço ou não? – Ele disse, enquanto balançava um papelzinho escrito.

Se eu conseguisse, com certeza teria pego o papel e corrido o mais rápido possível para o endereço lá escrito. Como isto não é mais possível, Arthur fez quase o mesmo no meu lugar.

Notas finais
Então? É, horrivel, eu sei. Me perdoem por esse, eu vou fazer os próximos bem melhores. E a história não está nem na metade, ok? Ainda tem muitas coisas pra vcs descobrirem -w-
Enfins~ tentarei fazer outro capítulo assim que acabarem as provas desta semana, e vou tentar fazer mais de um também. Eeeee, é isso~