Apenas O Inalcançável.
5 Capítulo 5 - Parte 1
Notas iniciais
Mesmo cheia de provas, vou tentar postar pelo menos uma vez por semana, mas se eu não conseguir me entendam, por favor ;-; esse ano percebi que não se pode brincar com Colégio Militar , então to tentando ao meu maximo ser uma boa aluna, mesmo que esteja me custando muito e.e
Mas enfim, vou separar esse cap. em 2 partes~ Essa primeira parte é toda enrolada e inutil, só fiz ela pra num parar direto no ponto principal -q *já perceberam que essa fic vai ter uns 20 cap. né*
A segunda parte sim, vai ser uma revelação boa -w-
Boa leitora amores :3
Espero pacientemente pela de Arthur — que estivera trancado no quarto de música com Francis trocando informações sobre a pesquisa por um bom tempo – Tentando conter meu nervosismo. A idéia de ver meu irmão e minha mãe bem mais uma vez é realmente reconfortante, mas eles podem estar arrasados. Já que Matthew fugiu da empresa, devem estar sem dinheiro. Talvez se sentindo mais solitários ainda, já que sempre foram as duas almas frágeis da família. Eles não podem me ver, logo não posso dar nenhum apoio. Talvez mal aceitem que Artie fale com eles. Ainda tenho medo do que pode acontecer se eles souberem que eu estou presenciando tudo, mas eles não conseguem me ver...
Certo, melhor parar de pensar em todos esses ‘e se’s e me concentrar no que irá acontecer. Estamos em Miami. Matthew levou minha mãe com ele para Atlanta. Não tão longe daqui, mas também não assim tão perto. São umas 650 milhas, pelo que Arthur disse, umas 11 horas de carro. Marcamos para ir amanhã, e ele está agora se informando do resto das coisas que Francis conseguiu encontrar sobre o que sobrou da família Jones.
A porta se abriu, e Francis saiu do aposento desviando-se a tempo de um objeto que o outro arremessou, com o claro propósito de atingi-lo, enquanto gritava algo sobre perversão e abuso. Esperei para ter certeza de que o francês saíra de casa, e então entrei no quarto. Arthur estava sentado em um banquinho em frente a um piano, que chegara ainda hoje, faz pouco tempo. Aproximei-me dele, e então começou. Ele me disse tudo o que Francis havia descoberto.
Fazendo um resumo de tudo, os fatos mais importantes são: Nossa família agora está quase falida, pela falta de um representante. Este representante deveria ser meu irmão, mas ele não agüentou a pressão do cargo. Fugiu junto com a minha mãe para Atlanta, na Geórgia, e pelo que parece está vivendo uma vida não muito tranqüila. Chegaram a ser perseguidos três ou quatro vezes, mas nada aconteceu. Eles não aceitaram ao menos dinheiro das famílias amigas para ter uma condição de vida melhor. Pelos últimos 2 meses, não tiveram nenhum dado de manifestação recente de nenhum dos dois. Isso quer dizer, eles podem estar seguros em Atlanta, ou até mesmo mortos de fome à uma hora dessas.
E eu estou ficando realmente preocupado.
_ Desculpe, Alfred. Eu sei que você deve estar preocupado, mas só podemos viajar amanhã. Francis avisou que, se fôssemos hoje, seria um tanto quanto... – Ele hesita por um momento – Bem, um tanto quanto perigoso para o nosso lado. Ou melhor, para o meu. Se eu contar àquele idiota que estou enxergando o fantasma de Alfred Jones, ele provavelmente me mandaria para a reabilitação.
Como não tinha outro jeito, deixei minhas preocupações de lado por um tempo e decidi abusar de minha curiosidade.
_ Arthur, o que você faz pra ter esse tipo de “contato”? É claro que você não é apenas escritor, bem, não depois dessa.
_ E-er... Bem, é que... – Ele pensou bastante na resposta. Ou estava mentindo, ou era algo que não poderia estar falando. – Francis é meu amigo, e ele trabalha para a polícia com minha irmã. Eu pego informações necessárias com ele.
_ Hm... Você e ele realmente não parecem ter uma relação, assim, de amizade.
Atenção caros leitores. Com esta frase, eu, Alfred Jones, quis dizer em outro sentido. O que veio a seguir foi uma resposta totalmente incoerente com o sentido a qual eu me referi, então, por favor, não me entendam mal.
_ N-não, não é isso que você está pensando... Eu e ele já tivemos este tipo de relação antes, e acredite, não deu certo. Nós somos totalmente opostos, e não servimos pra este tipo de coisa avançada, então...
_Bem... Eu realmente não tinha a intenção de mencionar neste lado do assunto, estava me referindo ao aparente “ódio” entre vocês dois. – O rosto de Arthur enrubesceu por um momento, só voltando ao normal quando eu disse para esquecer. Isso não é da minha conta, afinal. Mudei o assunto. – Então você também toca piano além do violino.
_ Sim, toco. – Percebi um leve sorriso passar por seus lábios enquanto suas mãos alisavam o instrumento. Estampado em seu rosto, mesmo que moderadamente, tinha alegria. Acho que eu poderia definir melhor como melancolia. – Aprendi sobre tudo isso com a minha tia. Fiz tudo isso para a alegria dela, mas é claro que nunca serei melhor do que ela foi.
_ Sua tia, é? Ela que cuidou de vocês? – Ele assentiu de leve com a cabeça – E onde ela está agora?
_ Ela morreu faz menos de um ano. Só depois disso decidi me mudar para cá, a Inglaterra começou a me lembrar de muitas memórias desnecessárias. – Seu rosto agora esboçava tristeza, mesmo que o sorriso ainda estivesse um pouco presente.
_ ...Ela deve ter sido a pessoa mais importante que você teve, não é? Já que seus pais não estavam presentes.
_ Certo de novo. Se não fosse por ela, não sei o que teria sido de mim e de minha irmã. Por mim, ela nem poderia ser vista como irmã de meu pai, considerando o pouco que o vi. Ela é uma pessoa muito melhor que ele. Meus pais e o resto da família sempre nos desprezaram, e ela foi a única que se importou conosco. Era muito mais gentil do que seria se juntássemos todos os nossos parentes. Eu realmente devo muito a ela.
_ ...Me desculpe por isso.
_ A-ah, não precisa se desculpar, eu que comecei com este assunto do nada. – Ele parou de falar para soltar um bocejo.
_ Artie, acho melhor você ir dormir. Já é tarde da noite, e amanhã nós temos uma longa viagem pela frente. – Ele assentiu com a cabeça e se levantou. – Ah, a propósito, eu gostaria muito de ouvir você tocando piano quando voltarmos.
Ele estava com muito sono para prestar atenção em minhas palavras, então só sorriu levemente e assentiu mais uma vez com a cabeça antes de desejar boa noite e ir dormir.
Permaneci por um tempo no andar de baixo antes de subir também, me dirigindo ao telhado da casa para passar o resto da noite pensando. Pensando sobre o de sempre, coisas como o que eu estaria fazendo se estivesse vivo. Depois destas ultimas semanas, muitos envolvendo Arthur, mas não apenas pensamentos com este assunto. Hoje dei uma atenção especial a Matthew e minha mãe, Amelia. Foi a primeira de muitas noites que eles ficaram apenas em meus pensamentos.
Notas finais
Pessoas me perguntam o que demônios a Amélia fez pra conseguir ser amada por um homem como o Fred, e vcs vão ver daqui a uns 2 cap.~ a mãe deles era tão incrível quanto o pai, acreditem u3u
Vou postar a parte 2 depois~ *-*
Até daqui a pouco~~ ♥
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