Apenas Mais Um No Mundo
3 Alfa e Ômega
Dois anos se passaram, e o pequeno Peter, agora com 16 anos, tem um feliz relacionamento com Valka, a descendente Viking. Apesar de mais velhos, os dois discutem pelos motivos mais fúteis como se fossem duas crianças.
— DEATH NOTE TEM UM FINAL MERDA E NADA QUE VOCÊ DIGA VAI MUDAR ISSO ! — Gritou Peter
— O SEU JOGUINHO QUE É UMA BELA PORCARIA ! ONDE JÁ SE VIU NÃO SALVAR A HUMANIDADE PRA MANTER UM GAROTA VIVA ? — Gritou Valka.
Apesar de tudo, ele a amava e fazia de tudo para vê-la feliz. A recíproca era verdadeira.
— Eu não entendo por que eu tenho que estar com meus olhos vendados — Disse Valka, confusa com a atitude de Peter. — Se isso for uma espécie de sequestro, eu te mato.
— He-He, relaxa. Você vai gostar muito disso.
— A última vez que eu ouvi você dizendo isso,fiquei fedendo por um mês.
— Ei ! Eu não sabia que aquele perfume fedia tanto. — Eles param subitamente de andar pela casa de Valka, um ambiente quase puramente nórdico, com máscaras, escudos com o semblante da família da garota e espadas decorando as paredes. Os dois pararam em frente a mesa da sala.
— É isso. Pode tirar a venda.
— Pete, eu te amo, mas se isso for mais uma das suas piadinhas, eu vou... — Ela vê a surpresa de Peter. — Isso é...
— O colar que você viu naquela venda de usados e insistiu que era igual ao da sua avó. Eu fiquei pensando quando disse que você adorava ela e que queria ter algo que a lembrasse, e bem... voila !
— Ma- mas como ? — Valka disse, abrindo um sorriso. Ela estava alegre, porém confusa. — Quando voltamos lá, aquela mulher disse que tinha vendido.
— Pois é, essa é a parte interessante : ela não vendeu. Eu voltei lá antes e mostrei a foto da sua avó com o colar e contei toda a situação. Ela ficou tão comovida que me deu o colar. Olha, eu tentei te dar ele antes, mas aí veio a estreia de Ultimato, e aí eu esqueci.
— Pera, quer dizer que você....
— Maaaass, quando eu tava arrumando meu quarto, vi ele lá e trouxe pra você. O importante é isso, né ?
Ao terminar de falar, Valka lhe acerta um soco na barriga, seguido de outro no ombro e por fim, um abraço. Uma tradição na família dela para gestos de agradecimento.
— Seu desgraçado ! — Disse ela, quase pulando de alegria. — Olha o que você fez comigo. Agora eu pareço uma garotinha que acabou de ganhar uma Barbie.
— É, eu sei. E faria muito mais se fosse pra te fazer feliz.
— Para de estragar o momento com esses clichês de filmes românticos, seu idiota.
— Há-há. Eu vou tentar.
Eu não preciso dizer de novo o quanto aquela garota estava feliz, mas puxa vida, como ela estava feliz. Feliz e abraçando seu namorado.
— Pete ?
— Sim, Valka ?
— Eu te amo.
— É... eu sei.
— Não, de verdade. — Ela chega perto da orelha de Peter e sussurra no seu ouvido. — Eu te amo mil milhões.
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