Apenas Chame Meu Nome...
1 Prólogo - O começo do ódio
Notas iniciais
Ninguém sabia ao certo o que tinha acontecido naquela noite na Mansão Himitsu. Naquela noite fria de dezembro a neve caía e formava uma fina camada branca por toda a região do pátio e do jardim.
Naquela mansão que ficava afastada da região habitada de Tóquio em uma densa floresta podiam se ouvir gritos de dor ecoarem por todos os corredores da casa. Se você seguisse os sons encontraria um pátio lacrado com um talismã e por trás daquela porta poderia ver um pequeno grupo em volta de uma estranha pedra em forma de círculo.
Naquela pedra agonizava uma pobre garota, enquanto as cordas que lhe estavam enforcando iam sendo gentilmente puxadas pelas rodas movidas por mãos humanas. Mãos que um dia havia confiado. Os gritos ficavam cada vez mais presos em sua garganta, pois o ar lhe faltava, mas não podia evitar. A dor era alucinante.
Havia mais quatro cordas sendo puxadas e mais quatro rodas sendo movimentadas por rostos conhecidos. Logo sua perna se soltou e mais um grito foi solto no ar. A garota agora pouco via e pouco gritava. Pela última vez virou a cabeça para o lado, pois ali no canto estava seu único laço naquela terra.
Ali naquele canto escuro, outra garota estava presente. Não a via com clareza, mas isso não importava, pois a promessa que um dia fizeram foi quebrada naquele momento.
“Você não chamou o meu nome...”
O ar já não estava presente e o segundo braço lhe foi arrancado brutalmente. Fechou os olhos e se entregou a qualquer coisa que fosse vir dali para frente. Só acreditava em uma emoção agora.
No ódio.
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