Apenas Bons Amigos?
5 Capítulo 5 - O Reencontro
apítulo V – O Reencontro
(ao som de: Apenas mais uma de amor – Lulu Santos)
(Na sala da Família Taisho):
Conversa vai, conversa vem e como não podia deixar de ser, Kagome dá a idéia de fazerem uma festa para comemorarem a volta de Rin.
- Ah não Kagome, não precisa! – dizia Rin tentando fazer a amiga mudar de idéia.
- Precisa sim querida! – interveio Izayou – e faço questão que seja aqui em casa!
- Muito bem Izayou, adorei a idéia! – disse Kagome já batendo palminhas de empolgação.
- Ah, não sei...por mim não precisam fazer nada! – dizia Rin ainda com um fio de esperança...
- Deixe de ser modesta Rin, sua volta é um acontecimento muito importante e que merece ser festejado! – argumentava Kagome que era apoiada por Izayou – Além do mais, tenho certeza que o resto do pessoal vai gostar de ver você de novo!
- Então, tá né...fazer o quê... – disse Rin em tom de derrota e suspirando pesadamente em seguida.
Rin não era muito fã desses "eventos", ainda mais quando Kagome estava envolvida na organização. Sua amiga gostava de fazer as coisas de forma extravagante e exagerada, enquanto que Rin gostava de coisas mais discretas e informais.
- Parece que a conversa está bem animada por aqui! – disse uma voz fria e máscula que adentrava ao ambiente.
Rin ao ver quem era abre um lindo sorriso, quase não consegue conter sua alegria em vê-lo novamente. Sua vontade era de correr até ele e abraçá-lo bem apertado e dizer-lhe quão feliz estava em vê-lo novamente. Mas sabia que não poderia fazer isso, ele DETESTAVA esse tipo de coisa, ainda mais em público. Rin admirava aquele homem de semblante sério e olhar inexpressivo, "ah como sentira saudades daquele "iceberg"" (retraiu uma risadinha ao lembra-se da forma carinhosa que seus amigos o chamavam naquele tempo), ficou impressionada ao ver como seu amigo havia se transformado num belo e charmoso homem, com um físico invejável (que dava para ser notado mesmo através de suas roupas) e uma voz muito sensual. Ela sempre o achara bonito, mas não podia negar que o tempo parecia ter-lhe feito MMMUUUIIIIITTTTOOOO bem!
Todos olhavam surpresos para Sesshoumaru que se encontrava parado no local que dava passagem à sala onde todos estavam (N/A: gente não era uma porta, não sei como explicar, era um local aberto!). Seus olhos percorria a sala à procura de um certa jovem, e ficou muito satisfeito ao encontrá-la.
- Filho, achei que não fosse voltar pra cá ainda hoje... – indagou Izayou contendo a felicidade em vê-lo ali.
- Bem...estou aqui, não? – disse ele friamente olhando agora para seus pais.
- Como é bom vê-lo Sesshoumaru-sama! – disse já à frente do youkai e fazendo-lhe uma reverência.
Sesshoumaru apenas a olhou com uma sobrancelha arqueada, como se a observasse. Somente entendeu as palavras da garota ao ver o sorriso travesso que invadia os lábios dela. Sabia que ela o chamara daquela forma apenas para provocá-lo como nos "velhos" tempos.
- Desde quando me chama assim, menina? – indagou ele com seriedade e enfatizando o "menina" para provocá-la enquanto a puxava para um abraço.
Rin, num primeiro momento, ficou surpresa com o ato do amigo, mas logo relaxou ao se lembrar dos "velhos" tempos, chegou a pensar que seu amigo pudera ter mudado nos anos em que ficaram separados e retribuiu-lhe o abraço.
Essa "reação" de Sesshoumaru deixou TODOS na sala atônitos (N/A:gente, imaginem o pessoal, literalmente, de queixo caído e com os olhos arregalados e tomados por um semblante de incredulidade!rsrs), nunca na vida, em nenhum momento, jamais presenciaram tal demonstração de afeto por parte do belo youkai ali presente, nem mesmo quando ele estava acompanhado de Sara ele fazia gestos do gênero e de forma tão espontânea!
- Ainda não gosta desse tratamento é? – Disse ela divertida ao fazer referência ao "sama" que dissera. Ele apenas balançou a cabeça em sinal de negação.
- Sabe que pra você é Sesshy! – disse ele enquanto a abraçava novamente com muito carinho.
- "Sesshy?" – essa foi a indagação na mente de todos diante daquelas palavras de Sesshoumaru. Afinal, desde quando ele gostava de apelidos? Ainda mais daquele, justo o que ele proibia qualquer um de chamá-lo!
Todos estavam simplesmente PASMOS com a cena, estavam todos boquiabertos (sem exceção!) e não conseguiam disfarçar tal reação.
Rin apenas retribuiu o gesto do youkai mostrando-lhe um lindo sorriso ao se separarem do abraço, Sesshy retribuiu o sorriso à garota, o que fez TODOS ficarem mais PERPLEXOS ainda: desde quando Sesshoumaru sorri? – com certeza esta era a pergunta na cabeça de todos.
- Achei que não gostasse de ser abraçado e de ser chamado de Sesshy na frente das pessoas! – disse a bela jovem ainda se vendo envôlta pelos braços de seu amigo.
- E não gosto, hoje abri uma exceção. – disse ele com um leve sorriso de lado nos lábios — mas só hoje! – disse com a voz rouca ao ouvido da moça que não conseguia conter o sorriso e a alegria em estar com ele novamente.
- Grr...Grr...então... – disse Inuyasha tentando "informá-los" de que haviam mais pessoas ali.
Rin não estava envergonhada com nada que acontecera, agia com muita naturalidade, o que intrigava ainda mais as pessoas ali presentes. Ela sorriu divertida para Inuyasha e voltou a sentar-se no sofá em que estava antes, acompanhada agora por Sesshoumaru que logo voltou ao normal ao ver-se encarado por todos ali. O youkai mantinha agora sua habitual face inexpressiva e o olhar frio e vazio.
Sesshoumaru não conseguia entender por quê agira daquele jeito, mas não estava nem aí para o que os outros podiam estar pensando, afinal de contas, ele não precisava e nem tinha o dever de explicar seus atos aos outros. Mas uma coisa ele sabia, ele estava explodindo de alegria por dentro, e naquele exato momento em que a vira parada à sua frente sorrindo não conseguiu se conter, uma vontade avassaladora de abraçá-la tomou-lhe conta e aconteceu o que aconteceu!
- Então querido, seu pai nos contou a boa nova! – dizia Izayou tentando conter uma cara de desgosto. Ao perceber a cara de confuso de seu filho resolveu continuar... – Quer dizer que está noivo de Sara, não?
- Verdade, seu pai nos contou. Fico muito feliz por vocês! – dizia Rin sorridente.
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Rin não sabia ao certo, como ou quando, passou a sentir um algo a mais por Sesshoumaru (assim como ele em relação à ela, diga-se de passagem!), na época não sabia ao certo que sentimento era aquele, então preferiu deixá-lo de lado para não correr o risco daquilo causar-lhe confusão ou problemas com seu amado amigo, mas decidiu que estaria sempre ao seu lado, pois queria vê-lo feliz. Depois de sua partida e com o passar do tempo, Rin cresceu e seus sentimentos amadureceram. Quando teve seu primeiro namorado, notara que não sentia o mesmo de quando estava com Sesshoumaru, sentia certa cumplicidade, companheirismo, carinho, mas era diferente, não sabia explicar ao certo, só sabia que não era igual. Eram coisas diferentes, não que ela não gostasse do rapaz, mas via que seus sentimentos por ambos eram diferentes, não havia outra palavra para descrever. Com o passar do tempo, descobriu que amava Sesshoumaru e passou a entender a tal diferença que as pessoas costumavam dizer que existia entre amar e se apaixonar. O amor é algo incondicional e duradouro, já a paixão é algo momentâneo, resumida geralmente apenas por uma grande atração física, amor vai muito além disso. Mas nada impede que uma paixão se transforme em amor com o passar do tempo.
Rin decidira então que faria o que fosse necessário para ver seu amigo feliz, mesmo que essa felicidade não fosse ao lado dela, só de saber que ele estaria feliz, isso bastaria para sua própria felicidade. Rin nunca imaginou que Sesshoumaru, algum dia, poderia vir a sentir algo por ela, olhá-la como mulher, ela achava que ele apenas a via como sua amiga, ou talvez, até como sua irmã mais nova, se não, como explicar os "chiliques" que ele tinha quando os meninos a olhavam ou vinham falar com ela? Foi nisso que ela sempre acreditou, já que ele nunca fizera menção de considerá-la de outra forma.
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Sesshoumaru lançou um olhar fulminante para seu pai que sentiu um pequeno cala-frio percorrer-lhe a espinha diante do olhar recebido de seu filho.
- Confesso que nunca pensei receber essa notícia a seu respeito tão cedo! – Rin finalizou olhando-o admirada. "Ah como sentira saudades dele e como estava feliz em saber que ele havia encontrado a felicidade com Sara" (pelo menos era isso o que ela supunha).
- Por que diz isso Rin? – questionou Inuyasha intrigado, chamando a atenção da jovem para si.
- Ah...porque ele sempre dizia que não era homem para casamento, que não via razão para as pessoas fazerem isso...
- Verdade, eu me lembro disso. – disse Kagome abafando algumas risadinhas.
- Ei, eu estou bem aqui, sabiam? – indagou Sesshoumaru friamente olhando para todos e se fazendo um pouco de ofendido.
- Ah, e o que é que tem? Essa é a verdade, você dizia que iria curtir a vida (N/A: tá, como se isso fosse possível!rsrsrsrs), ainda mais depois de certo acontecimento (Rin fazia menção do ocorrido com Kagura). – Rin finalizou olhando-o com ternura sem desmanchar o sorriso de seus lábios.
- Sinto desapontar à todos, mas NÃO estou noivo de Sara! Creio que meu pai tenha entendido nossa conversa de forma errada. – disse simplesmente e com indiferença.
Inuyasha e Izayou não conseguiam conter a alegria ao ouvir a declaração de Sesshoumaru, estavam muito satisfeitos em saber que o belo youkai não pretendia tornar Sara um membro da família Taisho.
- O quê? Mas, como assim meu filho? – indagou InuTaisho.
- É isso mesmo. Talvez Rin tenha razão, não sou homem para casamento, acredito não ter afinidade para tal compromisso. – disse enquanto a fitava com admiração. Estava impressionado por ela ainda conhecê-lo tão bem e por lembrar-se daquelas coisas.
- Bom...o papo tá legal mas, já tá ficando tarde, amanhã minha agenda está lotada e tenho que acordar muito cedo. – dizia Rin enquanto se levantava. – Vamos K-chan? Acho que já está na nossa hora.
- Verdade, amanhã ainda é dia de trabalho. – dizia sua amiga já a acompanhando.
- Mas ainda está tão cedo! — argumentava Izayou.
Rin apenas sorriu-lhe e respondeu:
- Não se preocupe Sra Taisho, agora que estou de volta teremos muito tempo para colocar a "fofoca" em dia!
- Assim espero querida! – disse a Sra enquanto abraçava Rin em despedida.
Todos se despediram e antes que saíssem de vez da casa Kagome diz:
- Ligo durante a semana para acertar os detalhes da festa, tá Izayou? – disse ela olhando para a matriarca daquela família que apenas assentiu com a cabeça e estampava um lindo sorriso em seu rosto.
Na casa dos Taisho todos estavam muito felizes e satisfeitos em reverem Rin, ela era realmente muito bela e encantadora.
(No quarto do Sr e Sra Taisho):
- É Iza, creio que você tinha razão mesmo... – disse InuTaisho sentando na cama e observando sua mulher que estava no banheiro do quarto a lavar o rosto.
- Como assim querido? – indagou ela enquanto vinha em direção de seu marido e parando à sua frente.
- É...definitivamente Sesshoumaru nutri sentimentos pela menina Rin. – disse ele já a puxando para que se sentasse em seu colo.
- Ah querido, eu sempre suspeitei disso, mas ele parece não notar algo que está tão óbvio! – disse ela enquanto acariciava o rosto do marido.
- O que mais me intriga é ele ter mantido tal sentimento por tantos anos, mesmo sem saber se algum dia a encontraria de novo.
- A vida é uma caixinha de surpresas mesmo, querido... – disse ela selando os lábios de seu marido com um carinhoso beijo em seguida.
(Na cozinha dos Taisho):
- Nossa, fiquei impressionado em ver como a Rin está bela, ela se tornou uma linda mulher! – disse Inuyasha enquanto abria a geladeira à procura de algo para "beliscar".
- Hum...- se limitou Sesshoumaru.
- "Como assim ela está bela? Ela SEMPRE foi bela" – pensava o lindo youkai enquanto levava a xícara de chá até os lábios.
- Cara, você viu aquele corpo? Ela estava tão ...– fez uma pausa para procurar uma palavra apropriada e que não soasse muito vulgar – ...feminina! Ai ai... – suspirava Inuyasha com a maior cara de abobalhado enquanto sentava-se à mesa de frente a Sesshoumaru – Devo dizer que os anos fizeram MUITO bem a ela. – finalizou o hanyou.
- Pare de "babar" Inuyasha. O que será que Kagome diria se te ouvisse falando essas coisas, hein maninho? – respondeu friamente o youkai que ficou um tanto quanto irritado com o comentário do meio-irmão, afinal, quem era ele para dizer tais coisas de sua Rin? Conteve-se para não "socar" a cara do jovem rapaz.
Sesshoumaru levantou-se de onde estava e seguiu para seu quarto deixando um Inuyasha pensativo na cozinha devido a seus comentários de momentos antes. Inuyasha sabia que não deveria ter tido tais pensamentos nem falado tais coisas sobre Rin, se Kagome descobrisse, ele seria um hanyou MORTO!
No quarto, Sesshoumaru não conseguia esconder sua felicidade, tanto que seus lábios mantinham um sorriso constante. Realmente, saber que sua Rin estava de volta lhe trazia muita alegria. No entanto, mesmo sentindo-se dessa maneira, não conseguia entender os "efeitos" que Rin tinha sobre ele, ele simplesmente não conseguia traduzir em palavras, não sabia explicar o por quê agira do jeito que agira quando se reencontraram. Naquele momento parecia não existir mais ninguém ali, apenas os dois, e lembrou-se dos "velhos" tempos e de como podia ser ele mesmo na presença dela.
- É, talvez tenha sido isso... – sussurrou ele para si, como se tivesse encontrado a resposta de sua pergunta. Ele se encontrava agora deitando em sua cama fitando o teto de seu quarto.
Sesshoumaru sabia que o que sentia por Rin era algo muito forte, mas não tinha certeza do que era realmente, afinal, nunca sentira isso por nenhuma outra pessoa (leia-se mulher). Ele suspeitava que era amor, mas preferia "fingir" que esses pensamentos não rodeavam sua mente vez ou outra.
Lembrou-se, então, dos comentários de seu meio-irmão na cozinha.
- Realmente, ela está MUITO linda! – sussurrou para si.
Isso porque a moça vestia apenas uma calça jeans bem escura e colada ao corpo e uma blusinha de alcinha em decote V em cetim preto, e estava com um lindo sapato preto de salto fino em estilo retrô e mantinha seus cabelos soltos e uma maquiagem super leve em seu rosto. Ou seja, ela estava vestida de forma discreta e muito casual, mas o que não tirava seu brilho. (Obs: estão no verão).
Sesshoumaru lembrou-se, então, do momento em que se abraçaram, sentiu-se tão bem tendo ela entre seus braços e sentindo seu cheiro doce e o calor de seu corpo. Ela o deixava tão tranqüilo e seguro, não sabia como ela fazia isso, mas a adorava por isso. E em meio a pensamentos sobre os acontecimentos daquele dia, o lindo youkai adormeceu!
(No carro de Kagome):
- Ai K-chan, fiquei tão feliz em revê-los! – disse Rin muito sorridente.
- É, percebi. – disse Kagome em tom de insinuação e a olhando com malícia.
- O que quer dizer com isso, mocinha? – indagou Rin divertida.
- É que...fala sério, o que foi aquela CENA com Sesshy? – disse de forma debochada o apelido do youkai.
- Cena? – indagou Rin confusa, e continuou ao entender do que se tratava – Ah tá! É que ele nunca foi muito de abraços, né?
Continuou a fitar Kagome de forma divertida, pois sabia que aquela "cena" geraria certa curiosidade e intriga aos que estavam na sala naquela hora.
- Eu nunca vi ele abraçar ninguém, nem de zuação! E você não me pareceu muito surpresa com o ato dele...
- Claro que não, não tinha porquê eu ficar surpresa...
- Então quer dizer que ele já tinha feito isso antes com você? – gritou Kagome mais surpresa ainda.
- Já! – Rin respondeu simplesmente. Por dentro Rin estava se divertindo muito com as reações de sua amiga.
- Como assim: "já"? Pode ir desembuchando, mocinha! – disse Kagome lançando um olhar de curiosidade e ameaça para Rin.
- Ah K-chan... – suspirou pesadamente por estar naquela situação, teria que contar de fatos e acontecimentos que não diziam respeito somente à ela, mas principalmente à Sesshoumaru e ela sabia que ele não ia gostar nada de saber que ela havia contado suas intimidades para alguma outra pessoa, principalmente Kagome que era escandalosa e que não conseguia guardar 1 único segredo sequer.
- Pode começar a falar Rin-chan! – pressionou Kagome novamente que agora possuía um olhar mortífero para Rin.
- Não posso K-chan ... – a garota tentava se esquivar.
Kagome então parou o carro bruscamente e se virou para Rin, possuía um semblante de pouquíssimos amigos.
- Não pode? Conta outra...pode começar a falar tudinho mocinha. T-U-D-I-N-H-O! – Rin apenas assentiu-lhe com a cabeça, estava assustada, nunca vira Kagome daquele jeito antes...
- Bom...é que só quando estávamos nós dois sozinhos ele, de vez em quando, fazia isso. – frisou bem o "de vez em quando" para que a amiga não pensasse coisas ( o que foi em vão!rsrs). Rin estava realmente receosa em dizer tais coisas à Kagome, sabia como a amiga possuía uma imaginação MUITO fértil.
- Sei sei...pode ir falando, sei que tem mais coisa aí... – dizia Kagome enquanto gesticulava com as mãos.
- Mais coisas? Como assim? – Rin tentou se fazer de desentendida.
- Não se faça de desentendida mocinha, se não falar TUDO vamos continuar paradas aqui até amanhã! – ameaçou Kagome.
A morena de olhos cor de chocolate se viu derrotada e suspirou pesadamente diante desse fato. Ela sabia que quando Kagome enfiava uma coisa na cabeça, era difícil fazê-la mudar de idéia, a amiga era realmente muito teimosa e determinada quando queria...
- Bom...ele também costumava sorrir e teve vezes até que chegamos a gargalhar juntos. Ele não é um iceberg como todo mundo pensa. – e antes que Kagome pudesse fazer-lhe mais alguma pergunta, foi falando: – E nem me pergunte o por quê dele ser assim comigo porque também não tenho a resposta dessa pergunta, acredite, eu também já me perguntei isso, e já desisti de tentar encontrar essa resposta!
Diante das palavras da garota Kagome se deu por vencida e ligou o carro voltando a fazer o trajeto até o Templo, mas não conseguiu manter-se calada por todo o caminho.
- Então quer dizer que ele só agia assim quando estavam sozinhos...hum... – disse Kagome como se estivesse pensando em voz alta e com tom de malícia e insinuação na voz.
- Você 'tá insinuando o quê? – indagou Rin já desconfiada do que iria ouvir a seguir.
- Sempre soube que existia algo mais entre vocês, que não era só amizade.
- Aff K-chan, larga de viajar, nunca aconteceu NADA entre nós dois, sempre fomos SÓ amigos!
- Tá, eu acredito! – disse Kagome com ar de deboche.
- Pense o que quiser, não me importo, porque sei que não estou mentindo. – disse Rin dando de ombros ao comentário de Kagome.
Chegaram em casa (templo) e subiram para seus respectivos quartos. Kagome resolveu que queria "atormentar" Rin mais um pouco e foi até o quarto da moça para tagarelarem um pouco mais.
Rin já estava deitada quando ouviu Kagome bater à sua porta já a abrindo e entrando em seu quarto. Já sabia o que a morena queria...queria fazer-lhe mais insinuações, então virou-se de bruços e afundou a cabeça no travesseiro, não estava a fim de ouvir aquelas bobagens de sua amiga.
Kagome sentou-se na beirada da cama da amiga e começou...
- Vem me dizer que você não reparou nele. Em como ele está bonito.
- Aff K-chan, ainda com essa paranóia? – suspirou Rin, que sabia muito bem que aquela não era apenas uma pergunta inocente de Kagome.
- Responde Rin-chan, vai! – disse Kagome enquanto "chacoalhava" Rin que permanecia deitada e com a cabeça funda no travesseiro.
- Tá, tá K-chan! O Sesshy está bonito, afinal, ele SEMPRE foi bonito! – disse ela com certa indiferença e irritação na voz.
- Credo Rin-chan, não precisava falar desse jeito também!
- Gomen né, é que estou cansada e o assunto NÃO está ajudando muito...
- Tá bom, já entendi. Também já vou dormir. Boa noite.
- Boa noite.
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