Apenas Bons Amigos?
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Capítulo II ( ao som de With or without you –U2)
Os dias se passaram e Rin não conseguia parar de pensar em Sesshoumaru, de repente se viu imaginando coisas, como: ele correndo em direção à ela no aeroporto e lhe pedindo para ficar porque ele a amava.
Balançou a cabeça como que se quisesse se desfazer de tal pensamento.
- Deixa de ser boba Rin, ele é apenas seu amigo, só isso, nada mais que isso! – disse se repreendendo. Afinal, por que isso agora? Ela nunca havia imaginado coisas do tipo antes.
Suspirou percebendo que quanto mais ela pensava, mais confusa ela ficava. Resolveu deixar de lado tais pensamentos e terminar de se arrumar, já que não seria legal se atrasar para sua própria festa de despedida!
Rin não queria que nenhum "evento" fosse feito para marcar algo tão triste em sua vida, mas Kagome insistiu tanto que Rin acabara cedendo.
A festa aconteceria no Templo da família Higurashi, já que Kagome estava organizando a festa. Seria uma festa simples e pequena, somente para os amigos mais chegados mesmo, algo que era realmente difícil de acreditar vindo de Kagome.
Rin chegara cedo ao Templo, sendo recepcionada pela mãe de Kagome. Ao entrar na casa viu que o lugar estava descontraidamente decorado com balões coloridos e havia uma faixa pendurada com a frase: "Sentiremos saudades".
Ao ver aquilo, Rin sente seus olhos marejarem, mas antes que pudesse chorar foi surpreendida por Kagome.
- Rin-chan! Que bom que já chegou! – disse a amiga toda sorridente e a abraçando.
- Oi K-chan, está tudo muito kawaii. Precisa de ajuda em alguma coisa?
- No momento não. Vamos até a cozinha, a Sango e o Miroku estão lá. – disse Kagome já puxando a garota e ouvindo alguma coisa cair com violência na cozinha.
Chegando na cozinha se depararam com uma cena pra lá de engraçada: Miroku tinha "caído" com sua cadeira e havia uma marca vermelha em seu rosto com o nítido formato de uma mão.
- Miroku, seu hentai! – gritou Sango para o rapaz ali caído.
- Sangozinha...não precisava tanto... – disse o jovem massageando o local dolorido e com um sorriso sem graça.
As duas garotas que estavam na porta da cozinha apenas riram da cena, soltando altas gargalhadas, o que chamou a atenção dos outros dois ali presentes.
- Rin-chan! – disse Sango indo em direção à garota para abraçá-la.
- Que bom que chegou Rin-chan! – disse Miroku abraçando Rin.
- Onde pensa que vai com essa mão hein seu devasso? – disse uma Rin brava já dando um tapa no rosto do rapaz.
- Miroku você num tem jeito mesmo! – disse Kagome com ar de desgosto.
O rapaz apenas riu sem graça voltando a sentar-se onde estava antes.
- Onde está Kohako-kun, Sango-chan? – perguntou Rin ao perceber que o amigo não se encontrava ali. (Kohako era o irmão gêmeo de Sango).
- Ele estava terminando de fazer umas tarefas que meu pai pediu e ainda tinha que terminar um trabalho da escola quando saí. Mas não se preocupe, ele me prometeu que virá se despedir de você! – disse Sango com um grande sorriso no rosto.
- Não sei porque você se interessa por esse moleque. – disse uma voz fria e séria que adentrava ao recinto.
Ao ver quem era, Rin apenas olhou-o lançando-lhe um olhar de reprovação pelo o que ele havia dito, mas Sesshoumaru nem deu importância. Ele realmente não gostava daquele moleque.
- Sesshoumaru-sama, que bom que já chegou! – disse Kagome fazendo-lhe uma reverência.
- Pelos céus Higurashi, por que teima em chamar-me por sama? Não sou tão velho assim! – respondeu ele fitando Kagome com um olhar de poucos amigos.
Kagome apenas sorriu sem graça sentindo medo do olhar que ele lhe lançara.
- Sesshoumaru, você é mesmo um baka! Saia da minha frente! – disse Inuyasha "empurrando" Sesshoumaru para o lado.
- Oi meninas, tudo bem? – cumprimentou o hanyou com um lindo sorriso ao ver seus amigos.
- Valeu pela parte que me toca Inuyasha! – resmungou Miroku com uma gota em sua cabeça e cruzando seus braços em frente ao peito.
- Feh! – Inuyasha deu de ombros ao comentário do amigo e continuou – Rin-chan, como é bom te ver, faz tempo que não aparece lá em casa, e olha que somos vizinhos! – disse Inuyasha a puxando para um abraço.
Ao ver a cena Sesshoumaru apenas fechou a mão em punho e soltou um discreto rosnado que ninguém ouviu, a não ser Inuyasha, o qual não deu importância para aquilo.
- "O que esse hanyou pensa que está fazendo?" – pensou Sesshoumaru lançando um olhar assassino sobre os dois que estavam abraçados. Não sabia porque sentia-se daquele jeito, apenas não gostava que outro homem tocasse sua Rin.
- Verdade... – respondeu Rin -...É que meu tempo estava meio corrido com essa estória de mudança e ter que encaixotar coisas...sabe como é... – disse ela sorrindo largamente para Inuyasha.
Kagome e Sango se entreolharam ao perceber a feição no rosto de Sesshoumaru e se assustaram arregalando os olhos.
Sango então interveio, chamando todos para irem até a sala para poderem ficar mais à vontade e conversarem, o que foi atendido por todos. (N/A: Vale comentar que Sesshoumaru sentou-se ao lado de Rin, não se desgrudando dela um minuto sequer!).
Depois de algum tempo a casa de Kagome se encontrava cheia de convidados (N/A: isso porque ela disse que chamaria somente os amigos mais chegados de Rin!), tocava uma música no ambiente e as pessoas comiam e conversavam animadamente.
Rin resolveu tomar um pouco de ar e foi até o jardim do Templo onde ficava a grande árvore sagrada, ela gostava de ficar ali, aquele lugar lhe transmitia muita paz.
Chegando ao local, Rin percebeu que não estava sozinha, havia um jovem muito bonito de cabelos castanhos amarrados em um pequeno rabo-de-cavalo parado ali fitando a grande árvore.
- Kohako-kun? – continuou a falar ao vê-lo virar-se para ela – não sabia que tinha chegado!
- Ah! Rin-chan, me desculpa, é que... – foi interrompido.
- Fico feliz que tenha vindo – disse a moça interrompendo o rapaz ao perceber a tristeza em seus olhos e mostrando-lhe um lindo sorriso.
Sesshoumaru observava a cena de longe e não gostava nada do que estava vendo. Ficou mais irritado ao ver Kohako pegar uma das mãos de Rin como se fosse beijá-la (a mão!) ou fazer alguma declaração para a garota. Então, sem saber porquê, resolveu agir rapidamente.
De volta ao jardim:
- Rin-chan... – disse Kohako pegando uma das mãos da jovem.
- Ha... Hai. – respondeu ela já corada pela inesperada ação dele.
- Eu...eu queria te dizer uma coisa...- falou ele com a voz trêmula por estar muito nervoso. Kohako decidira que iria declarar todo o seu amor à Rin, ele não queria vê-la partir, então resolveu "arriscar-se" na esperança de fazê-la ficar e ficar com ele, se possível.
- Você é realmente um moleque muito insolente! O que pensa que está fazendo? – disse um lindo youkai de cabelos prateados e orbes dourados com a voz fria que demonstrava certa irritação e se aproximando dos dois e tirado as mãos de Kohako da mão de Rin.
Kohako apenas arregalou os olhos ao ver Sesshoumaru, ele realmente lhe dava medo, MUITO medo. Não sabia como uma pessoa doce e delicada como Rin podia ser amiga de um ser tão frio e sem sentimentos como Sesshoumaru.
O jovem rapaz abriu a boca no intuito de responder algo ao youkai, mas foi novamente interrompido pelo mesmo.
- O que ainda faz aqui moleque? – disse Sesshoumaru com um olhar estreito mais assustador que qualquer coisa que possam imaginar, o que fez Kohako sentir um cala-frio percorrer seu corpo.
- Psit – fez o jovem youkai, balando a cabeça dando a entender que era para o outro rapaz sair dali – passa fora moleque!
Kohako apenas afirmou com a cabeça e fez uma reverência à Rin, que olhava a cena espantada, e depois (o rapaz) correu para dentro da casa onde estavam todos.
- Sesshoumaru, por quê fez isso? – perguntou Rin encarando o belo youkai ao seu lado com um ar de que não havia gostado daquilo.
O rapaz de belos cabelos prateados apenas olhou-a sem responder nada e voltou seus olhos à grande árvore em seguida.
Rin sabia que não ia adiantar fazer-lhe perguntas ou ficar brava com ele, porque desde sempre Sesshoumaru demonstrara não gostar de Kohako, e sempre que possível, ou melhor, quando o rapaz se encontrava próximo de Rin, ele importunava o jovem humano.
Os dois permaneceram em silêncio por algum tempo enquanto contemplavam a árvore sagrada e a companhia um do outro.
Ele queria dizer tantas coisas para a garota ali ao seu lado, dizer-lhe o quão importante ela era, o quanto ele a admirava e o quanto aquele youkai precisava dela. Queria dizer que sua partida o entristecia e que aquilo o estava fazendo sofrer. Por alguma razão, a qual ele parecia não compreender (N/A: seria por causa de seu orgulho, hein hein? xD), ele não conseguia se expressar para sua Rin e dizer-lhe todas aquelas coisas que o estava angustiando.
Rin também queria dizer àquele belo youkai o quanto ele significava para ela, mas com certeza ela acabaria chorando e isso ela NÃO queria! Ah! Como ela odiava despedidas...
Rin então abriu sua bolsa e retirou de dentro um embrulho enquanto Sesshoumaru apenas a observava de soslaio.
- Sesshy...eu... – foi interrompida por Kagome que gritava parada na porta da casa que dava passagem ao jardim.
- Rin, seu pai está aqui, ele veio te buscar e disse que está com pressa!
- Hai! Diga a ele que estou indo. – respondeu Rin à amiga e voltando seus olhos à Sesshoumaru que agora se encontrava parado à sua frente.
- Sesshy... – suspirou ela se jogando nos braços do jovem youkai enlaçando-o num abraço apertado – ...nunca se esqueça de mim, onegai! – sussurrou ela no ouvido do rapaz se desfazendo do abraço e entregando-lhe o embrulho. Ela possuía um lindo sorriso nos lábios e os olhos já marejados d'água.
O jovem youkai estava estático, não conseguia raciocinar, nem mesmo sabia como agir, apenas a olhava e sentia seu coração apertar em seu peito causando-lhe imensa dor.
Rin depositou um delicado beijo no rosto do jovem youkai e se pôs a correr em direção a casa. Chegando à porta que dava passagem ao jardim onde estavam, ela se virou para dar uma última olhada em seu amigo que apenas a observava calado.
- Ah! Boa sorte no seu vestibular amanhã! – gritou ela acenando um adeus para ele e entrando na casa, indo embora em seguida. (N/A: Gente, nem sei c no Japão tem essa parada de vestibular, mas na estória vai ter, blz! xD).
Sesshoumaru permaneceu durante um longo tempo fitando a porta de onde Rin havia acenado para ele. Parecia esperar que ela fosse aparecer ali novamente, que iria passar por aquela porta correndo em direção à ele para abraçá-lo e dizer-lhe que ficaria com ele para sempre. Mas não foi isso o que aconteceu.
Sesshoumaru piscou algumas vezes como se estivesse saindo de um transe e voltando à realidade e olhou o embrulho em suas mãos. Em seguida pôs-se a andar para dentro da casa onde acontecia a festa. Passou por todas as pessoas como se elas não estivessem ali e seguiu em direção à porta da casa para poder ir embora, já que não havia mais razão dele permanecer ali.
- Onde vai Sesshoumaru-sama? – perguntou Kagome ao ver o rapaz abrir a porta para ir embora.
- Deixe-o Kagome... – disse Inuyasha que estava parado atrás da garota, pousando suas mãos nos ombros da mesma.
- Mas... – a jovem tentou argumentar.
- Acredito que esta seja a forma dele demonstrar que está triste. Tenho certeza que se trancará em seu quarto e não sairá de lá tão cedo. – finalizou Inuyasha.
Depois de algum tempo a festa havia terminado, todos os convidados já haviam ido embora...Sango ficara para "consolar" sua amiga que chorava entristecida pela partida de Rin.
Na casa dos Taisho, Sesshoumaru foi o primeiro a chegar indo direto para seu quarto e se trancando lá. Izayou e seu marido já haviam ido se deitar quando Inuyasha chegara em casa.
No quarto de Sesshoumaru, este se encontrava sentado na beirada de sua cama fitando um embrulho em suas mãos enquanto se lembrava do delicado beijo que Rin depositara em seu rosto minutos antes de partir da festa.
Depois de fitar o embrulho por certo tempo, decidiu abri-lo. Ficou surpreso com o presente que sua amiga lhe dera: era um porta-retrato com uma foto dos dois juntos. Lembrou-se do dia em que aquela foto fora tirada, eles haviam ido ao parque de diversões escondidos, porque seus pais não haviam lhes dado permissão já que estavam em semana de provas na escola. (Obs: a foto era datada do verão do ano passado).
Eles haviam se divertido muito aquele dia. Lembrou-se que no momento da foto encarava alguns garotos que estavam ali "secando" sua Rin. Aquilo o havia irritado muito, então Rin decidiu "brincar" com ele fazendo-lhe um sorriso em seu rosto para tentar distraí-lo.
Sem perceber, Sesshoumaru deixou que uma lágrima caísse molhando, assim, o vidro do porta-retrato. Eles possuíam tantas lembranças...Sentiu seu peito doer, a dor era tão intensa que chegava quase a faltar-lhe ar.
Sua vontade era de sair pela sacada de seu quarto e ir até o jardim dos fundos da casa vizinha (casa de Rin) onde poderia jogar algumas pedrinhas na janela pertencente ao quarto da garota. Sei que tal cena não deixa de ser um tanto quanto "clichê", mas era exatamente isso que Sesshoumaru costumava fazer quando precisava conversar com Rin no meio da noite, ou até mesmo durante o dia quando sua amiga se encontrava de castigo.
Infelizmente, Sesshoumaru sabia que isso era impossível de ser feito já que a casa da garota se encontrava vazia, e ela e seus pais estavam hospedados em um hotel próximo ao aeroporto.
O jovem youkai suspirou pesadamente ao lembrar-se desse fato, e como se não bastasse, ainda tinha que se preocupar e se concentrar para sua prova de vestibular que seria na manhã seguinte. Ele agora precisava dormir para acordar relaxado e bem disposto para sua prova.
Sesshoumaru então trocou-se e deitou-se em sua cama para tentar dormir, mas não conseguia, só fazia pensar em Rin, e em vê-la uma última vez.
Sua prova começaria às 8:00hs e o vôo de Rin estava marcado para as 10:30hs. O youkai pensava que terminar sua prova em duas horas seria algo fácil para ele, no entanto, havia outro obstáculo para que seu plano desse certo: o aeroporto se encontrava em direção totalmente oposta ao da faculdade onde estaria realizando seu teste, nunca que em apenas meia hora ele conseguiria atravessar Tókio e ver sua Rin uma última vez enquanto ela embarcasse na aeronave.
Mais uma vez o rapaz suspirou se vendo derrotado. Estava demasiadamente triste. Em meio a tantos pensamentos acabou por adormecer.
NA MANHÃ SEGUINTE:
(Casa dos Taisho):
Izayou e o marido, Inutaisho, já se encontravam sentados à mesa para degustarem seu desjejum quando a presença de seu filho mais velho lhes chama a atenção. Sesshoumaru não estava com uma cara muito boa, tinha olheiras, aparentando não ter dormido muito bem na noite anterior, e seu humor também não estava muito agradável...
- Bom dia. – disse ele simplesmente, com o rosto totalmente inexpressivo.
- Bom dia meu filho. – disse Inutaisho.
- Bom dia querido! – disse Izayou – dormiu bem?
Sesshoumaru nada respondeu ao questionamento da mulher, era meio "óbvio" que ele não tivera uma noite muito tranqüila e agradável de sono.
- Ah querido, sei que se sairá muito bem na sua prova hoje... – disse a matriarca da família enquanto tocava de leve a mão de seu filho que se encontrava sentado à sua frente – ...e tenho certeza que onde quer que ela esteja, estará torcendo por você! – finalizou sua frase estampando um belo sorriso ao seu primogênito.
O jovem youkai apenas balançou a cabeça em confirmação ao comentário de sua mãe e levou a xícara de chá até a boca.
- Onde está Inuyasha? Será que ainda está dormindo? – indagou o patriarca da família que ficara totalmente alheio ao comentário anterior de sua mulher, já que tinha sua atenção voltada ao jornal que lia.
- Querido, deixe de ser implicante. Hoje é sábado e ele não tem aula. Além do mais, ele chegou tarde da festinha no templo ontem. – disse Iza (N/A:sentiram a intimidade né!rsrs) fitando o marido e tomando um gole de seu chá.
- Festinha?...Creio que esteja se referindo à despedida da menina Rin! – indagou Inutaisho que obteve por resposta um aceno de cabeça de sua esposa que agora fitava seu filho sentado à sua frente.
- Está na minha hora, não posso me atrasar. – disse Sesshoumaru já se levantando da mesa. – Ja ne.
- Ja ne. – respondeu o casal.
Sesshoumaru entrou em seu carro e seguiu até a faculdade onde realizaria a prova. Durante todo o trajeto seus pensamentos estiveram voltados a apenas uma pessoa : Rin: sua Rin.
(De volta à casa dos Taisho):
- O que será que esse garoto tem hoje? – indagou Inutaisho se referindo a Sesshoumaru.
- Querido, ele está triste pela partida de Rin. – responde Iza.
Inutaisho apenas arqueou uma de suas sobrancelhas em sinal de indagação. Afinal, seu filho nunca fora apegado a "amizades", ainda mais com humanos...
- Rin fora sua melhor amiga desde que eram muito jovens, você sabe disso.
- Sim, eu sei. Mas nunca pensei que essa "amizade" era levada tão a sério por Sesshoumaru; afinal, ela é apenas uma humana...não é o que ele costumava dizer?
- Ah querido! Como você é distraído ... – o patriarca arqueou mais uma vez a sobrancelha ao ouvir o comentário da esposa — ...você tem que aprender a ler as entrelinhas! – disse ela abafando uma pequena risadinha com as mãos.
- Entrelinhas? – perguntou Inutaisho meio confuso.
- Sim! Nosso filho nutre um sentimento muito grande pela menina Rin, um sentimento que nem ele mesmo notou ainda. Ele sabe que ela o completa...
- Como é que é? Não me diga que você acredita que ele esteja apaixonado por Rin? – indagou o patriarca em tom de deboche e incredulidade.
- Com o tempo saberemos se estou certa ou não. – respondeu ela dando leves "tapinhas" na mão do marido.
(No Hotel):
- Vamos Rin, acorde! Temos que terminar de arrumar as coisas para seguirmos para o aeroporto! – disse seu pai batendo na porta de seu quarto.
- Pai, mas são pouco mais de 8 horas ainda! – resmungou ela.
- "8 horas, 8 horas..." – ela pensava como se estivesse tentando se lembrar de algo.
- Sesshoumaru! – disse ela em voz alta e se sentando na cama bruscamente.
A garota olhou novamente para o relógio sobre o criado mudo ao lado de sua cama. Eram exatamente 8:15 hs.
- Ele já deve ter começado a fazer a prova ...- disse ela como num sussurro para si mesma.
- Boa sorte Sesshy! – exclamou ela já se levantando da cama e rumando ao banheiro para banhar-se.
Tudo transcorreu relativamente bem naquela manhã para todos.
Era exatamente 10:00hs quando Sesshoumaru entregou sua prova e seguiu apressadamente até onde encontrava seu carro estacionado.
Rin e sua família já estavam no aeroporto prestes a embarcarem.
Sesshoumaru seguia guiando pela cidade em alta velocidade, mesmo estando a pista molhada pela fina chuva que começara a cair certo tempo atrás. Ele olhou para o relógio no painel do carro, era 10:15 hs, praguejou mentalmente por ainda se encontrar na metade do caminho.
No aeroporto, Rin e sua família já estavam embarcando na aeronave. Rin sabia que seus amigos não estariam ali para se despedirem dela uma última vez, a maioria se encontrava fazendo provas de vestibulares ali mesmo em Tókio, enquanto outros se deslocavam para outras cidades para o fim de realizar tais testes.
Sesshoumaru finalmente chega ao aeroporto, passa pelas portas automáticas com tamanha velocidade que chama a atenção de algumas pessoas ali. O rapaz estava ofegante, corria em busca do portão de embarque em que Rin estaria. Ao chegar no local vê que não há mais pessoas ali a não ser a atendente da companhia aérea responsável pelo embarque dos passageiros. O jovem youkai questionou-lhe algo a respeito daquele vôo, mas não se contentou com a resposta que recebeu.
- Desculpa Sr. mas o vôo já está partindo – disse a mulher apontando para um avião que taxiava na pista para poder decolar em seguida.
Sesshoumaru ficou estático parado olhando o avião através dos enormes vidros do aeroporto. Não podia acreditar naquilo: ele havia se "atrasado". Aquilo lhe era inadmissível em sua mente.
Então sentiu uma lágrima escorrer de seus olhos enquanto via a aeronave decolar levando sua Rin para longe...
- Adeus minha Rin...- disse como num sussurro tocando sua mão no vidro enquanto observava a aeronave levantar vôo.
Notas finais
=)
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