Apatia
4 Capítulo 04
Notas iniciais
O silêncio dominou por um bom tempo enquanto Renji abraçava Byakuya. Renji se sentia realizado. Saber que o amor era recíproco o fazia bem, porém só no começo que tudo é um mar de rosas. Se bem que oficialmente, eles ainda não tinham nada. Não ainda.
18h28. Batidas na porta interromperam o tão sagrado momento dos dois. Renji se levantou irritado, acompanhado de um certo Byakuya meio desnorteado. O Kuchiki foi em direção a sua mesa, na tentativa de disfarçar o ocorrido. Seu rosto estava vermelho e não se normalizaria se continuasse tão próximo de Renji. O último alisou o quimono e foi abrir a porta. Era Hisagi.
“Hey, Hisagi.” Renji soltou um sorriso.
“Ei Renji, você não quer tomar umas hoje? O Kira também vai, consegui obrigar ele a adiantar o trampo para curtir a noite. Também chamei a Rangiku-san, mas parece que ela não vai vir. Hitsugaya-taichou a proibiu de sair.” Sorriu amigavelmente, logo olhando para Byakuya arrumando alguns papeis e perdendo a expressão animada de antes.
“Hoje eu passo, Hisagi. Incrivelmente, quero descansar.” Renji falou meio sem graça.
“O Kuchiki-taichou pode ir também se ele quiser.” Hisagi disse meio desmotivado. Não gostava muito de Byakuya e deixava o sentimento aparecer sem receio algum.
“Não tenho tempo para futilidades.” Byakuya respondeu seco e se retirou da sala do esquadrão. Renji estava acostumado à grosseria que Byakuya mostrava, mas aquilo era demais. Hisagi foi o senpai de Renji e trata-lo daquela forma era inaceitável. Renji mordeu o lábio de raiva.
“Não ligue pra ele. E quer saber? Não estou dando a mínima pro descanso. Vou com você hoje. Que hora vamos pra lá?”
“Daqui à uma hora, apareça no meu esquadrão. Até depois, Renji.” Hisagi sorriu e em um piscar de olhos, foi embora. Renji se sentia cansado, mas não existia cansaço que o impedisse de tomar saquê com os amigos. Pensou em Byakuya. 'O que ele acharia disto?' Mas se Byakuya poderia ser grosso quando bem entendesse, Renji poderia sair quando bem entendesse também. Se realmente tinham vontade de ficar juntos, teriam que aceitar as diferenças um do outro. Se bem que seria algo difícil. Byakuya é reservado e distante. Renji não fala, ele grita, além de arranjar briga por qualquer motivo fútil. Uma bela prova de que os opostos se atraem. Renji foi para casa descansar um pouco, tomar um banho e seguiu para o nono esquadrão. Não iria para o Rukongai, então trajava o quimono tradicional de shiningami, que já era o suficiente. Logo Renji seguiu para o oitavo esquadrão, com Hisagi e Kira estando a sua espera.
“Olá, Abarai-kun.” Kira acenou para Renji, que sorriu.
“Não vamos perder tempo, tem um lugar com um saquê ótimo aqui.” Hisagi disse animado, com Renji e Kira o acompanhando para o lugar.
Byakuya POV.
Não tardou muito para que eu chegasse em casa. Rukia me recepcionou com a animação de sempre, e respondi de forma séria. Mesmo com a resposta desanimada, Rukia continuava sorrindo ao me ver. Me chamava de ‘nii-sama’ e seus olhos brilhavam com o feito. Mas eu nunca soube como agradecer por tanto afeto que ela sente por mim.
Entrei numa banheira com a água quente o suficiente para fazer todos os músculos do meu corpo relaxarem. Eu pensava em Renji todo instante. Também me perguntava se agi de forma certa em relação à Hisagi e senti um pouco de remorso. Renji provavelmente não gostou da minha atitude. E eu queria reparar o erro. Peguei um espelho de mão e olhei minha face. A palavra não saía. Talvez eu nem ao menos soubesse como pronuncia-la. Meu orgulho chegava a níveis tão intensos que chegava a doer. Era triste viver assim. Desde a morte de Hisana, nada mais me deixava bem. Até quando Renji batalhou comigo. Nunca admitiria que ele me salvou. Que ele foi à mão que me impediu de cair do precipício. E que eu devia muito a ele, até demais. Mas o lixo do meu orgulho ainda me impede de dar o segundo, terceiro, quarto passo. Suspirei. Aquilo não podia mais ficar assim. Saí da banheira, pegando um roupão, uma toalha e me dirigi para o meu quarto. Combinava comigo. As paredes brancas, com o passar do tempo se tornaram acinzentadas, pelo menos aos meus olhos. Uma cor apática, triste e sem graça, tal como eu.
Um fato que começou a me intrigar, é que talvez o meu orgulho não fosse real. De uns tempos para cá, o vejo apenas como uma fachada para o Byakuya de verdade. O Byakuya de verdade é melancólico, solitário, necessitado de atenção. O Byakuya falsamente orgulhoso é o rei do mundo, não existindo ninguém melhor do que ele, além de ser impiedoso e sangue frio. E apenas Hisana conheceu minha terceira face. O Byakuya amoroso, sociável e carinhoso. Tal terceira face que Renji talvez possa estar começando a conhecer. Se o meu orgulho não passa de uma mentira, então por que eu devo persistir nela?
POV Off.
“Ei, meninos!” Eis que Matsumoto fugiu do trabalho. Seu semblante animado e jovial mostrava felicidade e animação. “O taichou vai me matar, mas eu não ligo.”
“Rangiku-san~!” Kira e Renji falaram ao mesmo tempo.
“Como nos achou, Rangiku-san?” Hisagi perguntou, mas encontrava-se em transe. Há tempos tinha um crush na tenente, mas nunca admitiu. Seus reflexos estavam lentos o suficiente para não perceber que Matsumoto sentou ao seu lado e já bebia como uma alcoólatra.
“O melhor saquê quente da Seireitei é vendido aqui.” Matsumoto falou com o copo de saquê na boca e Hisagi corou de leve. Mas o estado envergonhado do moreno era imperceptível devido à bebida, que ocasionava os mesmos efeitos, como deixar o rosto vermelho. Para não cometer alguma besteira, direcionou os olhos apenas para a bebida. Renji e Kira já estavam tão bêbados que quase se beijaram, não propositalmente, sendo impedidos por Matsumoto.
“Renji, uma bebidinha e você já consegue trair o Byakuya?” A tenente exclamou, e Renji não respondeu. Era forte pra bebida, mas naquele dia, queria encher a cara. Mesmo que estivesse prestes a beijar Kira e bebesse como se tudo estivesse bem, o pensamento de Renji era outro. Pensava em Byakuya antes mesmo de Matsumoto citar o determinado nome. Byakuya não falou nada em relação de Renji sair para beber, mas ele sentia culpa. Talvez por mentir ao seu taichou, mesmo que de forma indireta. O tenente tomou mais uma dose de saquê. Em uma reunião de amigos, o único objetivo era se divertir. E com Byakuya na mente, ele apenas se preocupava.
—
Meia noite. O quarteto só saiu do bar na hora de fechar. O que todos achavam uma pena, pois o bar tinha produção familiar e fechava mais cedo que os outros. Kira bebeu tanto que teve que ser carregado por Hisagi. Renji e Matsumoto se apoiavam um no outro, se arrastando, literalmente. Byakuya estava por perto em uma de suas caminhadas noturnas. Parecia um gato se movimentando, sempre às escuras, sem ninguém o ver. Observou Renji e se assustou. Sua mão tinha um corte largo. Pensava no que poderia ter acontecido. Se preocupou, mas também sentia raiva. ‘Você falou que não ia beber Renji’, pensou Byakuya. Mas a raiva não era maior que o receio de ver a mão do tenente cortada.
“Isto é hora de estarem assim?” Byakuya intimidou os quatro, que apenas riam. Estavam bêbados demais para dizerem algo.
“Eu vou levar o Renji comigo. Ele será punido por ter bebido tanto.” Matsumoto ainda tinha um pouco de consciência sobrando e entregou o amigo de bom grado. ‘A noite seria boa’, ela pensou. Depois pediria para Renji contar o desempenho sexual de Byakuya. Hisagi e Kira estavam acabados demais para terem tempo de pensar em algo. Apenas assentiram com o sorriso no rosto e foram embora com Rangiku.
“Mas que droga, Renji. Você falou que não ia beber.”
Byakuya levou Renji para o sexto esquadrão o mais rápido que pode. Não estavam muito longe. A sala principal agora se encontrava iluminada apenas por uma luminária da mesa de Byakuya e Renji dormia no sofá. Byakuya pegou uma caixa acima de uma estante de livros com ataduras e antisséptico. Limpou o corte da mão do tenente e fez um curativo, meio sem jeito. Era uma novidade cuidar de um machucado sem que fosse ao quarto esquadrão, sem usar reiatsu... Assim como o povo do mundo real fazia. Byakuya esboçou um sorriso com o gesto. Foi algo tão simples, porém que deixou Byakuya com um pouco de satisfação. Estava irritado pelo fato de Renji ter saído com os amigos, mas se não fosse por isso, talvez não estivesse cuidando de seu... Amado? Mesmo que de forma mínima. Byakuya se deitou sobre o corpo de Renji e disse algumas palavras perto de seu ouvido.
“Sabe Renji... Eu estou chateado com você. Você falou que não ia sair pra beber e saiu... Você por acaso não percebe o jeito que o Hisagi olha pra você? Mas talvez eu tenha merecido. Afinal eu tratei seu amigo mal, e recla” Byakuya parou. Estava se perguntando do porque de estar fazendo aquilo. Falar sozinho não iria adiantar. Mas estava sendo um bom jeito de descarregar o pequeno fardo que ocupava sua mente. Logo continuou a falar.
“Eu sou péssimo com os meus sentimentos, com palavras... E você sabe disso. Eu trato mal as pessoas pelo eu orgulho já fazer parte de mim. Eu preciso da sua ajuda. Eu sou uma pessoa tão ruim que sequer consigo me desculpar com alguém... Eu não quero mais viver assim, Renji. Espero que você entenda isso. Eu estou morrendo aos poucos. Só você pode me tirar disto.” Byakuya deu uma boa visualizada no semblante sereno e calmo que tinha o tenente como dono. “Você é tão bonito, Renji. Poderia ficar te olhando a noite toda.” Byakuya se sentiu incomodado. Estava parecendo uma protagonista de shoujo. Mas no momento não importava. Ele soltou o cabelo do mais alto e sorriu fino com a visão. Um longo cabelo vermelho sobre um corpo forte fazia uma sensação de dejavú aparecer no ar, deixando Byakuya incomodado de leve. Acariciou o rosto de Renji, e lhe deu um beijo no rosto. Se alinhou no peito do tenente como da última vez e fechou os olhos. Dormir ali só é uma ideia levando em conta sua coluna.
“Boa noite Renji. Eu te amo.”
—
Renji acordou com o cabelo no rosto, sem enxergar nada. Não sabia onde estava e não fazia questão de tirar o cabelo da cara para ver. Tirou um pouco do cabelo no rosto e visualizou cabelo preto. Era ele. Sem terminar de ver o corpo parado e alinhado no seu peito, o empurrou e logo se colocou em posição de luta.
“Hisagi, cadê o Kira?” Renji tirou o cabelo do rosto, sua voz estava em tom divertido, mas a decepção caiu falsamente em seu rosto.
Seu taichou estava lá. Mas ele já sabia disso.
Caído no chão e com os olhos semiabertos, uma lágrima inevitável caiu do olho direito de Byakuya.
“Hisagi, Renji? Hisagi?” Byakuya levantou do chão fingindo sonolência. Em um piscar de olhos, Byakuya estava atrás de Renji. Senbonzakura estava tão próxima do pescoço de Renji que o coração do tenente palpitava muito rápido. Sentia que aquele momento realmente era hora dele morrer. É, talvez aquela não fosse a hora certa de brincar com fogo.
“Você teria coragem, taichou?” Renji falou com o pescoço quase tocando na lâmina. Não podia dar um passo para trás, pois Byakuya provavelmente avançaria.
“Eu quero te matar, Renji.”
“Mate. Não vai hesitar agora, não?” Renji desafiou. Sua voz era irônica e mostrava indiferença.
“Estou esperando, taichou. Me dê uma morte rápida, pois acho que fui um bom homem em vida.”
Byakuya deixou a espada cair.
Estava sentado no sofá com o rosto baixo. Talvez pela primeira vez na vida, chorando.
“Taichou...” Renji se ajoelhou. “Não chore.” Renji sorriu de leve. Byakuya levantou o rosto molhado, com o semblante sério e melancólico. Esteve próximo de matar Renji... Novamente. Renji levantou e ficou de costas para Byakuya.
“Nós sequer temos um direito um caso e você já está assim. Imagina se isso avançar... Acho que eu não posso mais ficar com você, Byakuya. Nunca pensei que você pudesse ser ciumento assim.”
“Renji, calado. Quem te dá o direito de me tratar e me chamar assim?” Byakuya falou com raiva. Estava morrendo por dentro cada vez mais a cada instante. Não saía nada de sua boca. Era muito para ele aguentar.
“Eu já vou, Byakuya. Até segunda." Renji fez menção de ir embora. Mas parou com a voz de Byakuya.
“Por que logo o Hisagi? Por que você faz isso, Renji?" Byakuya gritou a última frase. Estava destruído. Renji recuou. Logo foi na direção do capitão e o abraçou forte. Byakuya não aguentou. Caiu em lágrimas.
“Taichou, é brincadeira. Você mereceu por ter sido grosso com o Hisagi.” Renji falou baixinho, na tentativa de acalmar Byakuya.
“Renji, eu vou acabar morrendo se você fizer isso de novo... Você não tem noção mesmo.” Byakuya retribuiu o abraço e parou de chorar. Não queria deixar sua única esperança partir assim, do nada.
“Taichou, você tem que me prometer que vai se desculpar com o Hisagi.”
“Eu vou tentar.”
“Vai deixar seu orgulho ser mais que você de novo? Que vergonha.”
As lágrimas voltaram ao rosto de Byakuya. Aquilo foi um tapa na cara do mesmo... Era demais. A verdade doía muito.
“Eu quero mudar, Renji.”
“Digamos que ver você chorar já é um avanço. Eu fico feliz do seu orgulho estar se dissolvendo ao menos comigo. Você consegue mudar sim, taichou. Eu sei disso.” Renji separou o abraço e deu um selinho em Byakuya, que ficou com o rosto avermelhado. “Eu vou te ajudar.”
“Renji...” Byakuya colocou as mãos no rosto do tenente e lhe deu um selinho também. Sua intenção era falar 'eu te amo', mas a frase não saiu. Uma pontinha de orgulho ainda precisava ser preservada em Kuchiki Byakuya.
“Eu te amo. Você não tem noção do quanto, taichou. Vamos pra minha casa tomar café. Já devem ser umas nove horas.” Byakuya apenas assentiu. Renji apagou a luminária da mesa do capitão e prendeu o cabelo como costumava fazer, enquanto Byakuya lavava o rosto na pia do banheiro. Abriu as portas da sala do sexto esquadrão e não avistou ninguém. Logo Byakuya seguia para a casa do mais alto. Após tremendo susto, estava feliz. A casa de Renji não ficava muito perto, mas nenhum dos dois queria usar shunpou. Seria a oportunidade perfeita para conversarem.
“Renji, posso te fazer uma pergunta?” O rosto de Byakuya já tinha voltado ao usual. Ninguém nunca pensaria que ele teria derrubado lágrimas até não poder mais. Esse era Kuchiki Byakuya. O homem que não saía do estado comum por nada, exceto por uma pessoa de cabelo vermelho na qual ele daria a vida.
“Claro.”
“Por que você gosta tanto do Hisagi?” O rosto de Byakuya ficou levemente corado.
“Tá com ciúme?” Renji soltou uma risada baixa, deixando Byakuya com cara emburrada. “Simples. Eu o conheço desde a academia shiningami, ele foi meu senpai lá.”
“Por isso seu kidou é tão ruim.” Byakuya sussurrou ao vento. Alfinetar Hisagi poderia ser interpretado como uma atividade de lazer.
“O que?”
“Nada. Então é só isso? Nada mais?”
“Claro que não. O Hisagi gosta da Rangiku-san. Não de mim.”
“Certo.”
Os dois seguiram rumo à casa de Renji, conversando e trocando sorrisos, no caso de Byakuya, esboçando sorrisos. Era uma experiência nova para o Kuchiki. Criar o hábito de ao menos tentar sorrir por besteiras não era de longe sua habilidade, muito menos socializar com um subordinado que lhe dizia 'eu te amo' sem receio de ser feliz.
“Taichou, chegamos.”
“Você pode me chamar de Byakuya fora do trabalho, Renji."
“Tudo bem, taicho... Byakuya.”
A casa não muito grande de Renji era aconchegante e... Limpa. Talvez Renji fosse um maníaco por limpeza e não demonstrasse. Renji fez um pouco de chá e Byakuya logo começou a tomar.
“Está muito bom, Renji.”
“Obrigado, Byakuya. Obrigado também por cuidar do meu machucado.” O tenente sorriu sem graça. Tanto ele quanto Byakuya estavam meio assustados com a situação, nunca que Renji poderia imaginar que um dia Byakuya estaria tomando chá na sua casa humilde. Seu único desejo é que manhãs como aquelas se tornassem cada vez mais frequentes. Pois se dependesse de Renji, aquilo não acabaria nunca. Mas Byakuya ainda tinha suas incertezas sobre tudo aquilo. Fazia tempo que Byakuya não passava por situações assim, e sinceramente, sentia medo. Medo de errar e acabar perdendo Renji para sempre. Byakuya queria também perguntar o porque do machucado, mas achou melhor não tocar no assunto.
“Ei, Byakuya. Eu vou trocar de roupa. Já volto.”
“Tudo bem.” Byakuya esperava em silêncio enquanto apreciava seu chá. Olhava a decoração simples do lar do tenente, se sentia meio preso por não estar nos cômodos espaçosos e sem vida dos Kuchiki. Com um pouco de esforço, poderia se acostumar a ter uma vida mais simples. Byakuya parou de pensar. Não queria saber o que o futuro reservava para eles, sentia um medo imprescritível. Aproveitar o presente seria o melhor a se fazer.
Renji voltou, e trajava apenas a calça do uniforme de shiningami com uma cueca boxer preta a mostra. Byakuya corou de imediato. Já tinha dormido com o tenente, mas a bebida não o deixou lembrar dos detalhes. E o cabelo rubro encontrava-se solto. Céus... Byakuya faria de tudo para se lembrar daquela noite.
“Eu não acho o meu outro quimono.”
“Você está ótimo assim, Renji." E estava mesmo. As tatuagens no corpo musculoso, uma pontinha da cueca boxer a mostra e aquelas entradas tão chamativas... Era sexy demais. Byakuya suspirou.
“Sério?”
“Claro, Renji.” E Byakuya terminou de tomar seu chá. Lambeu os lábios, querendo sentir o último gosto da bebida.
“Por que você faz isso, Byakuya?”
“Isso o que?”
“Lamber os lábios é algo perigoso, sabia?” E era mesmo. Renji se sentou ao lado de Byakuya, e inclinava o seu corpo chegando bem perto do capitão. Sem hesitar, cravou os dentes no lábio de Byakuya e os puxou. Renji ainda sentia o mínimo gosto do chá... E não demorou muito para que Byakuya estivesse no chão, com Renji beijando cada parte de seu pescoço. O capitão não podia fazer nada fora arranhar as costas do tenente. Ficava tão dependente do toque dos lábios quentes de Renji na sua pele branca que sentia raiva. Não existia orgulho maior que a vontade de ter o tenente querendo seu corpo, o deixando enlouquecido. Era tudo que o Kuchiki precisava no momento. Prazer em conjunto de amor. E aquilo não iria acabar tão cedo... Para a alegria dos dois. Mas logo Renji regressou a posição de antes, deixando Byakuya pensativo. ‘Por que ele parou?’ Estava inconformado. Queria ser amado naquele lugar, naquele momento.
“O que você acha de tomar um banho comigo, Byakuya?”
As coisas iriam esquentar.
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