Apatia

2 Capítulo 02


Notas iniciais
Avisinho antes de qualquer coisa: Este capítulo já tem lemon. Não muito caprichado, nem detalhado, mas... ♥ Este capítulo ficou o clichê dos clichês, adoro colocar bebida no meio, porque sempre dá certo, haha. Prometo não fazer mais isto ;; Pode ter ficado meio confuso, então é importante que vocês leiam com atenção. Gente, fiquei muito feliz com os favoritos, com as pessoas acompanhando e com os comentários. De verdade. Vocês não tem noção de como isso alimenta a minha alma de escritora. Que vocês sejam abençoados com toda a coca cola que não engorda (?) do mundo. Se tudo sair direitinho, postarei capítulos todas as segundas feiras. :3 Enjoy! ♥

Fazia uma noite agradável enquanto Byakuya e Renji seguiam para beber no Rukongai. Byakuya poderia muito bem usar shunpou para chegar em instantes, mas estava querendo um pretexto para conversar com Renji. Byakuya pensava e pensava se foi a escolha certa ter aceitado o convite do tenente. Afinal, o capitão é um nobre. Um mínimo erro e a imagem perfeita da família Kuchiki iria para o ralo. Mas a apesar de tudo, Byakuya é uma pessoa como qualquer outra. Pode amar e se magoar como qualquer um. O capitão sentiu uma felicidade momentânea. Mesmo sendo alguém pacato, sair de vez em quando pra outro local que não fosse os arredores de seu lar e esquadrão poderia fazer bem. Ainda mais com uma boa companhia como Renji.

Boa companhia.

“Capitão, você está muito bonito.” Renji sorriu de leve e Byakuya vociferou um ‘obrigado’. Mesmo com a face que Byakuya apresentava de ‘eu sei que sou gostoso, vadia’, ele tentou ser sincero. Grande parte do trajeto foi feito em silêncio, até o momento em que Renji se lembrou de um detalhe.

“Capitão, não seria mais fácil se usássemos shunpou? Iremos perder muito tempo se andarmos até lá.”

O mundo de Byakuya se destruiu.

Ele não queria usar shunpou. Queria conversar com o subordinado. Sentiu-se derrotado pelo próprio orgulho, que fez um ponto certeiro.

“Tudo bem.” Disse com a voz baixa e começou a utilizar a técnica. Renji conseguia o acompanhar, guiando o caminho, mesmo não tendo um nível de shunpou tão avançado. Em pouco tempo, os dois chegaram ao distrito 05 do Rukongai. Um local bem diferente do qual Renji morava quando era criança.

Naquele momento, o placar marcava Orgulho um, Byakuya zero.

Byakuya olhou a visão que compunha o distrito. Sentiu-se desconfortável. Não estava acostumado a frequentar lugares tão... Inferiores. Suspirou.

“Você está bem?” Renji olhou com uma falsa cara de preocupação. Ele sabia exatamente o que o capitão sentia. Riu de leve. Não poderia estragar o plano perfeito logo naquele momento. Mas queria muito tirar uma com a cara do capitão... Mesmo que fosse internamente.

“Eu estou bem.” Byakuya sentiu-se ultrajado. Renji perguntou aquilo com tanta facilidade... Era demais. Também se sentiu desconfortável com o riso rápido do subordinado, que lhe deixou desconfiado. Então, o tenente apenas assentiu após a resposta e os dois continuaram a seguir para um bar bem popular na área. Renji chegou sorrindo para um homem forte, alto, com aparência envelhecida e de cabelo cinza. Byakuya não se lembrou de ninguém com tais feições, mas abaixou o rosto com o receio do homem ter alguma lembrança dele. Afinal, a família Kuchiki sendo conhecida, tornava Byakuya apto a ser lembrado por várias pessoas.

“Quem é seu amigo, Renji?” Byakuya gelou.

“Um amigo de tempos. Ele é tímido, então prefere não dizer o nome.” Renji sorriu e o moço de cabelos acinzentados esboçou também um sorriso. Os dois entraram no estabelecimento e se sentaram em banquetas altas, na frente do balcão.

“Calma. Se o senhor ficar tão nervoso assim, vão te reconhecer fácil. Aja como se conhecesse o lugar.” Renji por acaso não conhecia o capitão? Tratava-se de Kuchiki Byakuya. E não de um shiningami qualquer que vivia em festinhas.

“Ei Renji, o de sempre?” Um rapaz de cabelo preto, musculoso e com cara não muito simpática sorriu de leve para o ruivo, não fazendo jus a suas feições sérias. Renji abriu um sorriso do tamanho do mundo. E Byakuya sentiu-se desconfortável ao ver que era logo... Um conhecido.

“Sim, Hisagi.” Hisagi Shuuhei trabalhando nas horas vagas como bartender em um barzinho do Rukongai? Era demais para Byakuya absorver. Porém, ele não era o único surpreso naquilo tudo.

“O que o Kuchiki-taichou faz aqui?” Hisagi arqueou a sobrancelha e direcionou um olhar intimidador ao capitão.

“Não te interessa.” Byakuya virou a cara. Estava arrependido de ter ido. Pensou que não veria ninguém conhecido naquela noite. Pegou uma pequena cartela de vinhos que se encontrava a sua frente e a folheou rapidamente.

“Tanto faz.” Hisagi olhou sem emoção para o Kuchiki e suspirou. "O que irá beber?”

“O vinho número cinco.”

“Ok. E não se preocupe ninguém vai saber que você veio aqui.” Hisagi olhou aparentemente com raiva e foi buscar os pedidos. Não gostava muito de Byakuya, mas também não o odiava. Era alguém que não fazia diferença... Na verdade, fazia mais do que isto. Byakuya mostrava irritação e começou a encarar o chão. Estava entediado e com remorso da ida ao bar. Mas, não poderia ir embora. Seria como ir embora ao meio de uma luta. Algo que ele não fazia.

“Aqui.” Hisagi chegou com o rosto mais suave do que antes. Não iria se estressar por causa dele, logo dele. “Hoje tem desconto, Renji. Aproveitem.”

“Obrigado, Hisagi.” Renji sorriu mostrando os dentes alinhadamente e Hisagi abriu as garrafas, antes de ir atender outras pessoas. Uma garrafa de saquê, uma garrafa de vinho tinto, duas taças e dois choko. Byakuya se serviu de imediato. Renji olhou para Byakuya, nem tão discretamente assim, como se estivesse o testando. De várias formas...

“Renji, o que te levou a me convidar pra este local?” Byakuya encarou o tenente com expressão séria. Novamente, nada que fugisse do comum.

“Eu gosto deste lugar. E acho que o senhor deveria sair de vez em quando.” Não deixava de ser verdade. O capitão vivia atolado em serviço e algumas lutas, que se tornaram menos frequentes que o usual. Byakuya não respondeu e voltou a encarar a taça de vinho. Fazia algum tempo que não bebia.

“Hm. Ok.” Renji disse baixo, não sabia se seu capitão tinha resistência para beber. Se bem que ele é Kuchiki Byakuya. O homem perfeito em tudo. Bom... Talvez. Renji se serviu e pronunciou ‘kampai’ com a voz quase inaudível.

Renji já tinha tomado seis doses de saquê e Byakuya bebeu metade da garrafa de vinho. Renji sorriu. Ver seu capitão bêbado seria algo engraçado. Mas para a infelicidade de Renji, Byakuya continuava com o semblante sério e calmo. Nada mudou. Nem mesmo metade da garrafa de vinho fazia efeito. Mas era algo bom, pois Renji o queria sóbrio. Em todos os sentidos. Porém, apenas o rosto tinha as feições sérias.

Uma garrafa inteira de vinho, sem nenhum líquido para contar história, foi garganta abaixo. Junto de algumas especialidades da casa que Hisagi trouxe para Renji alguns minutos depois.

“Se importa?” Renji pegou a garrafa de vinho, fazendo menção de que iria se servir.

“À vontade. Aproveite e brinde comigo.” Byakuya se encontrava com alguns botões da camisa aberta. O peitoral branco e forte fez Renji dar uma boa avaliada no capitão. Sexy... O suficiente. Ver Byakuya e suas feições sérias estar um pouco mais solto que antes, a ponto de abrir a camisa pela quase metade com uma garrafa de vinho... Era muito interessante. Aquilo estava ficando bom.

Byakuya e Renji acabaram com duas garrafas de saquê e duas de vinho. Byakuya mudou tanto neste tempo que soltava sorrisos e risadas pelo ar... Renji estava se divertindo como nunca. Ver seu capitão sorrindo, mesmo que seja de forma nem tão verdadeira assim aquecia o seu coração. Byakuya, sorrindo e bebendo saquê, roubou os lábios de Renji para si. O tenente estava sóbrio, pois tinha o costume de beber. Mas Byakuya... Não. Byakuya aparentava estar feliz. O álcool estava gerando efeitos completamente controversos a sua personalidade fria de sempre. Renji então decidiu aproveitar o momento. Mesmo que o beijo tenha sido roubado, guiou o ritmo do mesmo, e deu uma leve mordida no lábio inferior de Byakuya quando o ar começou a falhar. Nunca negou que seu interesse em Byakuya era bem mais que uma admiração, e só estava aguardando uma brecha para acontecer algo a mais. Ao separar os lábios do mais alto, Byakuya sorriu e encheu mais duas taças de vinho. As últimas da noite, que passaram como água na garganta dos dois. O beijo foi tão rápido que gerou reações irrelevantes vindo dos dois. Mas Renji estava pulando por dentro. Porém conseguiu manter o controle com perfeição. O tenente pediu uma garrafa de água a Hisagi e os dois se retiraram do bar, com Renji pagando as bebidas da noite. Byakuya cambaleava um pouco, tendo de se sustentar em Renji para sair do Rukongai e chegar à Seireitei. E nesta última, a situação não era muito diferente. Kyouraku, Kira e Matsumoto encontravam-se cheirando a litros de saquê. Acabados, quase caindo aos pedaços, porém felizes. Provavelmente, era o jeito que Byakuya sentia-se também. Renji deixou seu capitão na frente do mesmo local onde eles saíram, vulgo a sala principal do sexto esquadrão.

“Vá pra casa, capitão. Durma bastante e tome café quando acordar.” O subordinado soltou um sorriso e fez menção de ir embora. Porém, Byakuya o impediu.

“Eu quero passar a noite com você.”

Renji não se encontrava surpreso. A palavra certa seria assustado com a rapidez dos fatos. Mas Byakuya deveria beber mais vezes...

“Hoje seria uma má ideia. Vá pra casa, capitão.” Mas de nada adiantou. Byakuya pegou o braço de Renji e puxou o corpo do mais alto para si. O olhava com desejo, malícia... Algo que apenas a bebida poderia deixar ele fazer. E o beijou novamente.

“Eu quero você, Renji.”

Byakuya direcionou os lábios para a nuca de Renji. Explorava o local de suas tatuagens a mostra no pescoço e começou a sugar como se fosse um vampiro, quase machucando o tenente, sendo que este último encontrava-se quase hesitando de ir embora. Estava arrepiado com o último gesto do capitão. Colocou uma de suas mãos no peitoral de Byakuya e levemente, o arranhou... Nem tão de leve assim. Aquela marca ficaria bem vermelha quando o capitão voltasse a ficar sóbrio. Renji puxou Byakuya para si e assumiu o controle da situação novamente, tirando os lábios do capitão de seu pescoço e unindo-os com os seus. Renji beijou Byakuya apaixonadamente e seu capitão retribuía de bom grado. As mãos do mais baixo percorriam o corpo de Renji, o acariciando lentamente. O tenente parou para destrancar a porta da sala principal do sexto esquadrão, o local onde se encontravam no momento. Os dois entraram, e numa fração de segundo, a porta encontrava-se trancada, a luz acesa e um Renji sem camiseta, exibindo o corpo forte e definido. Logo deitou Byakuya no pequeno sofá existente lá. Kuchiki voltou a beijar Renji, e o primeiro encontrava-se arranhando as costas nuas do tenente, provavelmente vingando-se das marcas de unha em seu peitoral. Os cabelos longos e ruivos do mais alto foram soltos por Byakuya, que olhou maravilhado. O tenente apresentava uma face tão serena com o cabelo solto... Como Renji ficava atraente daquele jeito. O cabelo avermelhado sobre as tatuagens e o corpo forte... Céus. Era demais para Byakuya.

Renji fazia o mesmo que Byakuya lhe proporcionou antes: sugava a pele branca do mais baixo e direcionava a mão direita quase lá... Seus dedos brincavam com os ossinhos do quadril e a barriga plana do capitão, o fazendo arfar um pouco devido à provocação instantânea. Renji começou a beijar a curva do pescoço de Byakuya e terminou de abrir os botões restantes da camisa preta do Kuchiki, que em pouco tempo estava no chão. Ambos sentiam-se entorpecidos pela satisfação que davam um ao outro apenas com as carícias, mas logo, o jeans de Renji encontrava-se jogado no canto da sala, com Byakuya se dedicando a atividade de dar prazer ao membro de seu tenente. Renji apenas ofegava... Estava tomado pelo prazer e nenhuma palavra seria suficiente para o momento. A sala estava composta apenas pelos arquejos dos dois, que iam tentando reduzir o volume dos gemidos. Nada mais se ouvia fora isto.

“Ah, taichou... Você faz isto tão bem.” Renji quebrou os arquejos contidos lá e fez cafuné no cabelo macio de Byakuya, que apenas percorria a língua sobre o membro do tenente com tenacidade e habilidade.

“Argh.” Renji suspirou. Chegou ao seu ápice, fazendo questão de despejar o líquido quente no rosto do capitão, que recebeu o ‘presente’ de bom grado. Mas não acabou. Com o dedo indicador, Renji começou a estimular as paredes do capitão, que estremeceu de imediato.

“Isto machuca, taichou?” Falou Renji com a voz rouca.

“Não mais.” Byakuya encontrava-se ofegando ainda mais. Não tardou muito para que as estocadas começassem. Renji foi carinhoso e criou um ritmo antes de aumentar gradativamente a velocidade daquilo... Tão intenso, prazeroso e errado... Byakuya não estava sóbrio, mas se ele não tivesse começado as provocações, os dois não estariam naquela situação. Renji sentiu um pouco de culpa. Estava se vendo como um estuprador. Mas um estupro não é feito com o consentimento de ambas as partes... Certo?

“Ah... Renji... Eu estou chegando ao meu limite...” Byakuya falou com a voz falha e chegou ao seu limite, junto de Renji. O mais baixo abraçou o tenente carinhosamente, deitaram-se no tapete felpudo que preenchia quase todo o chão da sala do esquadrão e se alinhou no peito de Renji. O sono chegou de forma automática. Renji puxou uma manta que estava no sofá e cobriu Byakuya, separando seu corpo do dele e improvisando um travesseiro com as roupas do mais baixo.

“Mesmo que você não se lembre de como chegamos a isto, foi a melhor noite da minha vida. Me desculpe por fazer isto com você não sóbrio. Espero que me perdoe e que acredite quando eu te contar a situação... Se eu te contar a situação.” Renji falou baixo e começou a se vestir em silêncio. Quando terminou, olhou para Byakuya com o semblante melancólico e beijou sua testa de leve.

“Eu te amo.”

Então, desligou as luzes da sexta divisão e trancou a porta com sua cópia da chave, deixando a chave de Byakuya em cima da mesa, para que visse logo quando acordasse. Sem fazer barulho, foi para casa. Com um misto de felicidade, tristeza e culpa. Mas não se sentia arrependido. Nem um pouco.

Notas finais
{16.09.2013} - Choko: Copo tradicional utilizado para beber saquê. Em média, tem 45ml. - Kampai: Expressão bem comum utilizada no Japão, quando alguém está brindando algo com álcool. Então... como ficou? Vou fazer um merchandising rapidinho aqui e dizer que estou me disponibilizando pra ser beta reader para quem quiser. Qualquer coisa, só falarem comigo ~ Deixem reviews e façam esta alma feliz. Obrigado por lerem, de verdade. (。・ε・。)