Apatia

5 Capítulo 05


Notas iniciais
Capítulos um ao cinco, todos revisados! 80% deste capítulo, é lemon. Se você não curtir, leia as últimas linhas e aguarde até semana que vem :3 Outro aviso: As notas da história foram editadas. Leiam o último ítem caso tenham erros de compreensão aqui. Obrigado especial pra Mushroom Tea, por ter lido essa coisinha a.k.a fanfic e ter aprovado o lemon. Espero que gostem. ♥

“... Banho?” Byakuya perguntou com as bochechas avermelhadas. Não era uma má ideia. Ensaboar o corpo forte e bonito de Renji enquanto a água quente caía sobre seu pescoço era algo atrativo. “Por que não?”

“Garanto que esse será o melhor banho da sua vida, B-ya-ku-ya.” Renji fez questão de soltar um sorriso safado e pegou a mão de Byakuya, o levando para o cômodo. Comparado ao tamanho que o resto da casa aparentava ter, era um lugar espaçoso. Byakuya esperou na porta enquanto Renji se despia, ligando o chuveiro quente. O capitão olhava deslumbrado para o corpo do tenente. O cabelo molhado, caído sobre os ombros de seu subordinado era algo... Indescritível. Byakuya não falou mais nada e se despiu também. Fazia um bom tempo que não tomava banhos em outro local senão sua banheira espaçosa. Mas aquilo foi o de menos. Byakuya adentrou o box e ficou logo na frente de Renji. O tenente descansou o rosto sobre o ombro de Byakuya, de vez em quando o beijava na curva do pescoço, ou apenas fechava os olhos e sentia a água cair sobre o corpo. Sem demora, logo suas mãos começaram a explorar o corpo do capitão. Renji estava fazendo tudo o que sempre quis, com ele sóbrio... Realmente, estava se sentindo muito bem. As unhas de Renji arranhavam o pescoço de Byakuya, e iam descendo até atingirem o fim do abdômen do capitão. Renji não tocava lá. Queria ver Byakuya se contorcendo com o contato dos dedos molhados que não atingiam seu membro, propositalmente. Se apenas carícias o deixavam daquele jeito...

“Byakuya, eu vou ensaboar seu corpo.” E logo Renji já tinha uma esponja macia em mãos, sabonete líquido e dedos ágeis em ação. Lentamente, começou a passar sabonete pelas mesmas extremidades onde suas mãos tinham passado. Byakuya ergueu um pouco a cabeça e roubou um beijo de Renji, que retribuiu de ótimo grado, tirando a atenção do corpo de Byakuya para se dedicar unicamente aos seus lábios. Porém logo suas mãos voltaram a passear pelo corpo bonito de Kuchiki Byakuya. Com um sorriso fino, Renji começou a passar uma quantidade generosa de sabonete no membro do capitão. Byakuya gelou. Renji não tinha pressa alguma em terminar o trabalho naquele local. As mãos deslizavam ainda mais devido ao sabonete, indo e vindo, em conjunto dos lábios de Renji que faziam um trabalho de primeira classe em sua nuca. Tudo isso fez Byakuya gozar com água quente caindo sobre suas costas.

“Renji... Assim eu vou morrer de prazer.” Disse com a voz trêmula e baixa. Continuava excitado o suficiente para querer mais e mais.

“Nosso banho apenas começou, Byakuya.” Renji ainda não tinha terminado seu serviço. Passou a esponja no tórax e nas costas de Byakuya, cedendo espaço e deixando a água cair em maior extensão sobre o corpo do capitão. Suspirou alto. Realmente aquele estava sendo o melhor banho de sua vida. Não só para Byakuya, mas Renji se sentia também em êxtase. Gostava de deixar Byakuya pedindo cada vez mais. Sentia-se satisfeito ouvindo cada gemido, cada falha na voz, cada arquejo que Byakuya soltava. Era bom no que fazia, sendo sempre digno de elogios, tais elogios representados muito bem a cada palavra ofegante dita por Byakuya.

“Renji, eu vou te ensaboar todo agora.” A voz de Byakuya oscilava entre a usual tonalidade séria com um misto de divertimento. Renji logo atendeu ao pedido de Byakuya e inverteu as posições. Agora, Byakuya passava as mãos em cada parte do corpo de Renji, marcando com as unhas cada pedaço de pele, que pertencia apenas a ele. O capitão ensaboava cada mínima parte do corpo do tenente, dando um tratamento especial a suas entradas desastrosamente atraentes. O capitão não tinha jeito, tanto que deslizava o sabonete com um pouco de dificuldade pela diferença de altura. Mas dedicou uma atenção especial para lavar o cabelo ruivo de seu subordinado. E então, Renji desligou o chuveiro, após bons minutos com a água quente batendo sobre suas costas. Abriu um pequeno armário com toalhas e deu duas para Byakuya. Renji cobriu a cintura com uma toalha e secava o cabelo com outra. Byakuya fez o mesmo. Após aquele banho, observou seu reflexo no espelho e viu um pouco mais de cor habitar suas bochechas. Sorriu. Estava se sentindo vivo, algo que não sabia o que era há tempos. Pegou suas roupas jogadas na porta do banheiro e se direcionou para o quarto de Renji. A porta estava entreaberta, não demorou muito para Byakuya adentrar o quarto e ver Renji com a mesma toalha ao redor da cintura, secando o cabelo.

“Nem pense em se vestir, Byakuya. Nossa manhã nem começou ainda.” E a única reação de Byakuya foi soltar um sorriso de escárnio. Poderia ficar melhor?

“Venha aqui, Byakuya.” Renji apontou para a cama, e o Kuchiki logo seguiu na direção da mesma. Se sentou meio receoso, tremia de leve, nunca passou por algo assim estando sóbrio.

Seus pensamentos foram interrompidos com o toque de Renji em seu pescoço. O Kuchiki sequer teve tempo para pensar quando as mãos habilidosas do tenente percorriam seu corpo. Renji estava provocando Byakuya de todas as formas possíveis. E Byakuya detestava isso, do seu jeito, claro.

“Renji, eu vou acabar morrendo assim.” O tenente ignorou. A intenção era deixar Byakuya exatamente do jeito atual. Se debatendo de raiva por dentro, porém querendo cada vez mais e mais.

“Eu não vou parar tão cedo, Byakuya.” Renji falou em tom sério.

“Você é mau.”

"Eu sei, B-ya-ku-ya.” Renji insistia em pronunciar cada sílaba separadamente. ‘Brincar’ com Byakuya era realmente uma boa atividade a se fazer.

—

“Renji... Eu vou surtar com isso.” O tenente fazia algo que já era sua especialidade: puxar, morder e beijar a pele branca do pescoço de Byakuya.

“Esta é a intenção.” O tenente fazia tudo aquilo sem dó. A respiração de Byakuya estava irregular. Seu batimento cardíaco, acelerado. O contato de seus corpos, colados, dispostos e trêmulos arrepiava toda a extensão de seu corpo. E Renji, parou. Pela segunda vez, deixou Byakuya confuso com a parada tão repentina. ‘Por que você faz isso Renji’, pensou.

“Byakuya, eu vou te propor um desafio.”

“Diga.” O olhar de Byakuya mostrava surpresa.

“Se você me fizer ofegar mais do que o necessário, deixo você dominar a situação na próxima vez.” Renji arqueou uma sobrancelha. “O que você acha?”

“Acha que eu iria recusar?” Byakuya retrucou. Seria a oportunidade perfeita para provar... Na verdade, Byakuya queria provar alguma coisa? Não. Mas ser o ativo por um dia poderia ser bom. Então, porque não? O capitão inverteu os corpos. Renji se encontrava sob o corpo de Byakuya, que aproveitou para dar uma olhada no belo corpo de Renji e dedicar uma atenção a mais para suas excêntricas tatuagens. Não seria difícil fazer Renji pedir por mais...

Byakuya começou a deslizar suas mãos nas entradas de Renji. Adorava aquele local tão simples e sedutor. Sentiu Renji tremer com o toque numa área tão sensível.

“Mas já, Renji? Cuidado que tremer pode trazer arquejos indesejáveis.” Renji apenas observou. Byakuya começou a sugar a pele que preenchia as maravilhosas entradas de Renji. Descia, descia, descia... Até alcançar o membro do ruivo. De uma só vez, o abocanhou e começou a lamber, chupar, enlouquecendo o tenente. Mordia o lábio para não arfar. Puxava o cabelo de Byakuya com força enquanto erguia as costas, em resposta as sensações que o moreno lhe proporcionava no momento. Não sabia que seu capitão, estando sóbrio, poderia fazer seu trabalho melhor do que sob efeito de álcool. Porém Renji acabou não aguentando. Ofegou como se fosse seu último dia de vida. Byakuya separou os lábios do membro do tenente para soltar uma risada sarcástica.

“Alguém será submisso na próxima noite.” Arqueou a sobrancelha para Renji, que começou a rir.

“Então vamos ver do que Kuchiki Byakuya é capaz de fazer.” Retrucou com um tom esnobe. Porém Byakuya não deixou barato. Logo fez Renji lambuzar seus lábios com o líquido quente e branco que resolveu dar as caras naquele Domingo. O capitão lambeu os lábios.

“Você é um péssimo garoto, Byakuya.”

“Eu acho que é o contrário, Renji.” Sorriu de escárnio.

Mal sabiam eles que a próxima noite demoraria a vir.

Não demorou muito para que Byakuya estivesse fazendo o lábio inchar, mordendo-os para evitar gritos naquele quarto. Renji não tinha mais dó com as apertadas cavidades de Byakuya.

“Renji, você vai ver o que eu vou fazer contigo quando você for submisso.” E com a voz falha, completou a frase.

“Admita que você nunca vai satisfazer alguém assim, Kuchiki Byakuya.” Renji mantinha o tom esnobe. Logo posicionou o corpo quase colado ao de Byakuya, esperando o ápice chegar. Neste meio tempo, Byakuya obteve a honra de ganhar algumas carícias acompanhadas de beijos no seu pescoço facilmente apto a ficar vermelho com os chupões que Renji gostaria de lhe oferecer.

“Renji...” Byakuya sussurrava. Cravou suas unhas nas costas do ruivo, arranhava em um ponto que poderia. machucar. Renji ignorava. A dor, naquele ponto, se misturava ao prazer.

“Ah.” Renji falou baixo. Chegou ao seu limite, junto de Byakuya. O último perdeu todas as forças, e se ajeitou na cama, o sono não demoraria a vir. Renji fez o mesmo. Estavam cansados, no mínimo, acabados, porém satisfeitos. Não viam a hora de repetir tudo aquilo. Em especial, Byakuya, que queria seu dia de ativo o mais breve possível.

“Eu te amo muito. Não se esqueça disso.” Renji sussurrou bem perto do ouvidos de Byakuya. E realmente, ele não poderia esquecer disto. Esquecer-se do amor nos futuros acontecimentos poderia ser um erro fatal.

—

Eram três horas da tarde. Byakuya acordou, com Renji dormindo como um bebê ao seu lado. Byakuya deu um beijo na testa de Renji e logo parou para refletir. ‘Você é tão idiota quando se apaixona.’ Mas ele não ligou. Se parecer um idiota ao lado da pessoa que ele amava significa aquilo, então ser idiota não era um negócio ruim. Com cuidado, Byakuya levantou da cama, cobrindo Renji. Se vestiu e aproveitou para lavar o rosto, arrumar o belo cabelo escuro e foi procurar papel e caneta para deixar ao menos, um bilhete.

“Renji, quando você ler esse bilhete eu provavelmente já estarei em casa, dando desculpas do meu sumiço para a Rukia. Porém, eu não vou esquecer nunca desse Domingo. Você transformou a monotonia dele em algo perfeito. Eu nunca pensei que a palavra amor e suas vertentes pudessem sair da minha boca com tanta facilidade. Obrigado por tudo.

Byakuya.”

E assim, Byakuya seguiu para a sua mansão. Sua grande e melancólica mansão. Rukia estava ao seu aguardo. Avistando Byakuya, a menina correu para abraçá-lo. O Kuchiki se assustou.

“Eu estava preocupada com você, nii-sama.” Rukia, em um surto de consciência, parou de abraçar Byakuya. Parecia que ela não lembrava que seu irmão era um poço de orgulho, e que um abraço era algo restrito.

“Desculpe, nii-sama.” Abaixou a cabeça. Sua voz estava baixa, com uma ponta de medo. “Eu não sei o que deu em mim.”

Byakuya abraçou a irmã por alguns instantes e se dirigiu para seu quarto. A expressão de Rukia não poderia ser outra, fora o susto, misturado com o sentimento de vitória. Ganhar um abraço de Kuchiki Byakuya era o mesmo de ganhar na loteria. Uma chance em milhões, e que valia muito. Até mais do que todo o dinheiro adquirido pelos Kuchiki em todos os anos da família.

Byakuya se sentiu meio sem rumo. Talvez aquele tenha sido o seu segundo abraço após a morte de Hisana. Era estranho. Porém aquilo fez Byakuya se sentir muito bem, ou até mesmo, revigorado. Criar o hábito de abraçar as pessoas faria bem.

O Domingo passou voando sem a presença de Renji. Byakuya dedicou aquele resto de dia para colocar seus pensamentos no lugar. Estava perdido em meio a tantas novidades em menos de uma semana. Seus sorrisos saiam com bem mais frequência do que há alguns dias atrás, e isso deixava Byakuya feliz. Realmente feliz.

—

A segunda feira chegou voando. Byakuya, pontual como sempre, chegou ao sexto esquadrão. Logo estava em sua mesa, indiferente pela falta de trabalho. Renji, sem atrasos, chegou ao trabalho, com um sorriso do tamanho do mundo.

“Bom dia, taichou.” Renji falou animado. Byakuya o recepcionou calmamente, esboçando uma espécie de sorriso.

“Bom dia, Renji.” Byakuya voltou aos poucos papeis que ocupavam sua mesa. Eles realmente não teriam nada para fazer por três dias. Mas a felicidade durou pouco.

“Com licença.” Rikichi entrou na sala, receoso. Não eram muitas vezes que ele visitava a sala principal

“Rikichi!” Renji cumprimentou o shiningami, com entusiasmo.

“Kyouraku-dono está chamando vocês.”

E o dia de paz dos dois acabou em uma só frase.

Notas finais
{07.10.2013} Reviews alimentam almas. :b Já sei como a fanfic será escrita até o final, então aguardem altas emoções (ou não). Até segunda. ♥