Aparências
6 05. Agora Eu Tenho Que Saber
Notas iniciais
Capitulo 5 — Agora Eu Tenho Que Saber
Corri de Justin o mais rápido que eu consegui, o que não foi muito comprado à velocidade que ele corria. Aos poucos não eu consegui continuar o passo; estava cansada e meus pés doíam muito, como se eu tivesse começado a dançar de salto alto.
Tropecei numa coisa enquanto corria e acabei de cara no chão. Olhei para os lados e percebi que havia parado num beco sujo e sem saída. Tentei me levantar, mas minha perna doía como nunca. Eu já até sabia o que havia acontecido: eu havia quebrado a perna. Eu já me cansara de torcer o pé, mas nunca doera tanto.
Aos poucos ouvi Justin chegar, com isso comecei a me desesperar. O que seria de mim? Como minha tia ficara sem minha companhia? Essas perguntas começaram a surgir em minha mente me atormentando.
Quando Justin chegou no beco, correu igual a um cachorro até mim e ficou sobre mim. Eu não conseguia me mover de tanto medo.
Percebi que ele estremeceu um pouco, logo depois caiu exalto encima de mim. Notei que suas garras voltaram a ser unhas normais. Não sei direito no que ele se transformou, mas agora eu vejo que não tem como ele não me contar o que esta havendo com ele.
Depois de um tempo Usher e Scooter nos acharam e me ajudaram a sair debaixo de Justin. De volta ao camarim, fiquei sentada no mesmo lugar onde mais cedo eu estava sentado ao lado do JB. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo isso com o Justin. Nem sei direito o que vi, mas eu sei que era para eu ter medo.
- Natasha, quer carona para casa? – perguntou Scott quando estava saindo do camarim seguido de Usher.
- Não, vou ficar aqui com o Justin – disse apoiando minha cabeça nos meus joelhos. – Acho que ele pode entrar em apuros por acordar num lugar que ele nem se lembra como chegou.
- Você deve gostar mesmo do Justin – comentou Usher. – Normalmente as fã já estavam longe daqui nessa hora.
- Eu só me coloco no lugar dele nessa hora. Sei que eu odiaria ficar sozinha se estivesse nessa mesma situação que ele está.
Eles foram embora e me deixaram lá sozinha com ele. Sei por que eles me deixaram ficar ali sozinha com um cara que quase me devorou: porque eu sabia as regras.
Primeira, não falar “eu te amo”.
Segunda, se uma fã louca aparecer e falar e falar “eu te amo” pega ela e vai pro carro do Justin e foge.
Terceiro, não me apaixonar por Justin.
Eu sabia que o terceiro seria o mais difícil, pois eu já tinha uma grande queda pelo Justin. A principal prova disso é que eu estava me colocando em risco só para saber que ele estava seguro — algo que eu faria até que eu não pudesse passar nem mais um minuto com ele.
Não consegui me segurar e me levantei, caminhando lentamente até ele. Me sentei, coloquei sua cabeça apoiada no meu colo e comecei a fazer carinho no seu cabelo e rosto. Era exatamente como eu sonhara: sua pele macia como cetim, seu cabelo super maleável e macio, suas bochechas muito gostosas de apertar.
Fiquei por um tempo, até que Justin do nada levantou o corpo, ficando sentado com as pernas esticadas. Ficou balançando a cabeça como se estivesse perdido, mas assim que ele passou os olhos por mim parou balançar a cabeça, se sentou normal, colocou a mão na cara e depois de um tempo se virou para mim.
- Você viu tudo, né? – sussurrou ele com uma voz meio triste.
- Vi – disse me encolhendo no sofá. – Agora você não tem desculpa para não me contar, já estou envolvida demais.
Ele ficou um tempo com os olhos fechados e a cabeça inclinada para trás, pensando, eu acho.
- Você tem razão – concordou sem abrir os olhos. – Eu tinha catorze anos quando isso aconteceu, tinha um ano que eu morava em Atlanta. Eu tinha saído com a Caitlin, ainda não éramos namorados na época... – ele deu um pesado suspiro.
- Eu sei que você já namorou a Caitlin – disse me lembrado de quando eu descobri que ele tinha namorado-a e chorara por isso.
- Bem, íamos a uma boate, eu estava cansado e queria ficar com alguma garota. – ele me olhou profundamente e continuou – Eu não ia ficar com ela, claro, na época ela só era uma grande amiga, lá eu conheci duas garotas, irmãs para ser mais exato, Jenna e Kayla Bedingfield, eu fiquei com as duas naquela noite, eu já chapadão dei meu telefone para elas. No dia seguinte elas me ligaram querendo sair, eu como achava as duas muito gostosas aceitei. Fiquei saindo com elas por um tempo, elas meio que depois de um tempo quiseram algo mais comigo ... – percebi que o corpo de Justin tremeu um pouco com a lembrança dessa época.
- Espera... – disse arregalando os olhos – elas queriam que você namorasse as duas ao mesmo tempo?
- É – ele disse brevemente – elas dividiam e faziam tudo juntas, elas, quando eu conheci, não eram mais virgens, elas me contaram que perderam a virgindade com o mesmo garoto e ao mesmo tempo.
- Que horror – falei me arrepiando toda.
- Também acho — ele disse se endireitando ao meu lado o sofá – eu não gostava delas desse jeito, elas eram muito mimadas e nojentas, eu rejeitei, elas deram uma ataque e falaram que eu ia me arrepender muito disso – deu um sorriso sarcástico, balançou a cabeça e acrescentou – não é que elas tinham razão?
- É – murmurei olhando para meus pés – você as viu depois disso?
- Claro – ele disse com a expressão vazia – elas aparecem em todo os show, elas estavam aqui hoje – ele murmurou colocando as mãos no rosto – duas garotas loiras, a mais alta mais loira que a mais baixa, bonitas, patricinhas de carinha e o principal do tipo metidas.
- Eu as vi – suspirei – ela empinaram o nariz para mim, como se fossem superior a mim.
- Elas não são – ele disse baixinho, como se estivesse falando sozinho e acrescentou rapidamente – quantas horas são?
Peguei o Itouch no bolso da calça jeans que usava.
- São três horas da manha – falei e acrescentei – cadê a minha tia?
- Bem – disse Justin se levantando do sofá e se virando para mim – eu não sei, mas se você quiser pode vir comigo para o hotel e a sua tia te pega lá.
- Acho que vou aceitar a sua proposta – falei levantando para ficar ao lado do JB.
Peguei o celular e depois de procurar um pouco o numero do celular da minha tia – não, eu nunca consegui decorar o numero dela.
- Oi tia – falei quando ela finalmente atendeu – cadê você?
- To no hospital com a sua avó – ela disse com uma voz de choro – parece que a doença dela piorou muito, ela talvez vá ter que ficar internada, desculpa mas eu não vou poder te pegar ai no show.
- Tudo bem tia, eu arrumo outro jeito de ir para casa, beijos – disse e desliguei o celular e me dirigi a Justin – bem minha avó esta no hospital e minha tia não vai poder vir me pegar.
- Bom – murmurou – que tal você dormir lá no hotel onde eu estou hoje, minha suíte é dupla você dorme num quarto e eu no outro?
Não sabia se era seguro eu ir com ele, apesar de ter passado muito tempo sozinha com ele sabendo do perigo, eu sempre estava alerta para qualquer coisa que ele podia esta acontecendo. Pensei naquilo por mais um tempo, eu não tinha melhor escolha, era isso ou eu ia ter que ir a pé, o que eu definitivamente não estava afim.
- Acho que vou ter que aceitar a sua proposta – falei andar em direção ao estacionamento.
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