Apartamento 23
9 9- And The Elfs
Notas iniciais
Bom, comigo está.
Desde agora quero agradecer quem está lendo a fanfic. Bom, eu meio que faço isso todos os capítulos, mas eu adoro agradecer meus fãs, e peço para que nunca me abandonem, pois eu vejo muito futuro para Apartamento 23, que só cresce cada vez mais... bom, obrigado, de qualquer jeito!
Enfim, já alcançamos a marca de cinquenta reviews mas, o mais impressionante é... zero recomendações ? Poxa, gente, estou trabalhando tão duro... será que vocês não podiam, ah, não sei, recomendar ? Bom, meu aniversário é dia 14 de setembro, e quem sabe seria um ótimo presente, não é mesmo ? Bom, confio em vocês ^^!
- RACHEL, EU VI O PAPAI NOEL ! — Finn gritou.
- Não é incomum. Estamos na época no Natal. — disse, acendendo o fogão. — Vou ter que esquentar o café de ontem, acabou o pó e você esqueceu de comprar.
- Rachel, não está me ouvindo !? — ele falou, sentando naquelas cadeirinhas que girão na bancada da nossa cozinha. — Você já ouviu a história daquelas pessoas que dizem que Deus apareceu para elas e as tornou pessoas melhores ? Acho que isso está para acontecer comigo.
- Você viu... — fiquei pensativa. — ...Deus ?
- Não, Rachel, o Papai Noel ! — ele disse, incrédulo. — Foi simplesmente mágico. Ele veio até mim voando em suas renas mágicas e disse algo que pode mudar minha vida: Mamilumor.
- Acho que isso não é uma palavra. — disse.
- Rachel, Mamilumor ! Aquela boate em que as pessoas fazem stand-up comedy ! — ele se justificou. — É uma mistura de "mamilo" com "humor". Entendeu ? É uma piada !
- Haha. — ri, sarcástica. — Ai, ai, para, você vai me matar de rir.
- Argh, apesar do seu sarcasmo eminente, acho que você ainda não entendeu o que isso quer dizer. — ele disse. Eu lhe entreguei uma caneca com o café de ontem. — Papai Noel acha que a grande virada da minha vida será me tornar um comediante ! É UM MALDITO MILAGRE DE NATAL !
- Sabe, você não deveria confiar tanto assim nos seus sonhos. — disse, tentando ter um flashback. — Quando eu tinha dez anos, um dos meus pais gays teve a brilhante idéia de vender displays encrustados de diamante. Ele gastou quase toda a minha poupança para a faculdade, e, acredite, ele--
- FEZ UMA FORTUNA ! — ele me completou. É claro que não. Que rico esnobe em sua sã consciência gastaria milhões de dólares em displays encrustados de diamante ? — EU SEI, EU SEI... Rachel, não precisa me encorajar a seguir meu mais novo sonho. Está decidido. Finn Hudson irá virar comediante.
- Rachel, você tem que me ajudar... — disse Santana, entrando no nosso apartamento.
- Você não bate mais não ? — perguntei, mas fui ignorada.
- Esses dias eu vi um filme da Sandra Bullock na televisão que abriu meus olhos. — ela disse, tomando da minha mão minha caneca de café de ontem. — Urgh, isso não está bom. Enfim, o seguinte é: Santana Lopez irá virar uma atriz !
- Vem cá, todo mundo nesse lugar vai mudar de profissão ? — perguntei, indignada. — Talvez também seja a hora de Rachel Berry mudar de profissão.
- Vocês são umas idiotas. — disse Finn, saindo. — Acabaram de roubar meu "barato".
- Qual é o problema dele ? — perguntou Santana. — Ele está naqueles dias do mês ?
- Ele disse que Papai Noel apareceu para ele em um sonho e disse que ele deveria virar um comediante. — disse. — Ele decidiu se apresentar naquela boate humorística do outro lado da rua.
- Seios Hilariantes ? — perguntou Santana.
- Não, Mamilumor. — respondi, pensativa. — É uma mistura de mamilo com humor. Quando eu vi pela primeira vez, achei que fosse uma clínica que curava câncer de mama. Sabe, Mamilumor... "mamilo" mais "tumor"...
- Você tem um senso de humor bem delicado. — ela respondeu. — Não duraria cinco minutos em Lima Heights. Sabe, minha terra natal ?
- Sei, sei... — respondi, desanimada.
- Aaaah, como eu sinto falta dos insultos fresquinhos da minha avó logo de manhã. — disse, pensativa. — Então, como eu dizia. Santana Lopez está se candidatando para uma nova carreira.
- Bom para você. — retruquei. — Mas o que isso me envolve ?
- Bom. eu queria que--
- EU NÃO VOU PEGAR UMA FITA MÉTRICA PARA MEDIR SEU BUSTO ! — respondi.
- Não é isso, sua... safada. — ela pensou por alguns segundos e voltou à falar, como se estivesse tomando uma decisão importante. — Eu preciso da sua ajuda.
- Ora, ora, ora... — disse, sorrindo maligna, pegando o pote de ração da nossa galinha Betsy e enchendo-o de comida para galinhas: sabor frango. Meio racista, não é mesmo ? — ...existe algum trabalho que a tão gloriosa Santana Lopez não consegue fazer sozinha ?
- Rachel, eu realmente estou me arrependendo de lhe pedir isso. Mas, quem sabe, isso poderá te ajudar. — disse. — A recompensa é 400 dólares.
- EU NÃO VOU FAZER UM FILME PORNÔ COM VOCÊ ! — disse, sem pensar duas vezes.
- Não é um filme pornô... não que eu não tenha recebido uma oferta para um filme pornô... e para um comercial de pomada contra hemorróidas... — ela parou de falar por um segundo. — ...mas eu preciso da sua ajuda para o meu primeiro trabalho oficial como atriz.
- Que seria...? — perguntei, apreensiva.
- Na noite de Natal, nós iremos nos vestir de ajudantes de papai e fingir que gostamos de crianças melequentas por algumas horas. — ela disse. — Sabe, falar coisinhas fofas para elas, perguntar o que elas querem de Natal, como estão a vida delas com a separação dos pais... coisas do gênero, sabe ?
- Até que não é TÃO ruim. — disse, pensando. — É uma boa grana por uma coisa tão simples de se fazer.
- Então, posso contar com você ? — perguntou.
- Pode. — disse, apertando sua mão. — Mas nós ainda não somos amigas, ou somos ?
- Rachel, por favor, você está me sufocando. — ela disse, soltando minha mão. — Me chame de colega, e por favor, evite contato físico e visual.
- GENTE ! — disse Finn, voltando a sala, animado e sorridente. — Acabei de bolar minha primeira piada para minha primeira apresentação no Mamilumor.
- Conta. — disse, também animada.
- Prestes bastante atenção. — ele pigarreou. — Uma loira, uma morena e uma ruiva encontram um espelho da verdade. Caso elas contem uma mentira para o espelho, elas desaparecerão. A ruiva chega e diz: "Eu penso que sou a mulher mais bonita do mundo". Puff! Desapareceu. Chegou a vez da morena e ela disse: "Eu penso que sou a mulher mais magra do mundo!". Puff! Desapareceu. Enfim, a loira chegou e disse para o espelho "Eu penso...". Puff! Desapareceu! HAHAHAHAHA !
- Eu não... entendi. — disse, constrangida.
- É uma piada estúpida que implica que toda loira é burra. — falou Santana, com cara de poucos amigos.
- Entenderam ? — disse Finn, quase chorando de rir. — Ela disse que pensava para o espelho, mas era mentira, porque ela é loira !
- Nossa... — disse, deprimida. — ...onde esse mundo vai parar.
- HAHAHAHAHAHAHA ! — Finn continuava a rir. — COMO EU NÃO TENHO MEU PRÓPRIO SHOW DE TV ?!
*
- Tem certeza de que eles lavaram esses uniformes desde o último Natal ? — disse, enquanto tirava minha roupa e me preparava para vestir a fantasia de ajudante de Papai Noel. — Eeergh, Santana, pode parar de me olhar e virar para lá ?
- Rachel, eu sou bissexual. — ela se defendeu. — Só porque eu vou te ver de calcinha e sutiã não quer dizer que vou voar em cima de você como algum animal no cio.
- Desculpa. — disse, colocando a roupa o mais rapidamente. — Isso faz tudo parte da atuação. Finja que você não está com nojo, sorrie para aquelas crianças e pegue o maldito dinheiro e vamos embora desse lugar bastante suspeito !
- O Natal não é uma época mágica ? — disse Santana, pensativa. — Sinto falta da vida de...
- De...? — perguntei, curiosa.
- Rachel, vista logo seu uniforme nojento e vamos logo ! — ela disse, impaciente. — Tem um monte de crianças nojentas lá fora esperando para serem tratadas com carinho e respeito falso ! Vamos lá dar um pouco de amor para elas e tentar da memória delas que á poucos dias elas foram sexualmente molestadas pelos seus padrastos gordos e feiosos !
- Isso é uma história de vida muito triste. — disse, enquanto ela me arrastava pelo braço para o lado de fora. — DA PARA ESPERAR, VADIA ?!
*
- Feliz Natal ! — disse, acenando para uma criancinha de cadeira de rodas que era empurrada pela mãe para a fora de loja. — Viu que fofo ele ?
- O nariz dele estava escorrendo. — disse Santana, insensível. — Eu não conseguia parar de encarar aquele pedaço esquisito de meleca escorregando para fora das cavidades nazais daquele moleque...
- Eaí, meninas ! — disse o Papai Noel negro, me impedindo de insultar Santana. — Ótimo trabalho hojes. Que bundinhas durinhas vocês tem !
- NÃO TOQUE EM MIM ! — gritei, me afastando. Santana apenas se deixou ser apalpada pelo Papai Noel negro muito suspeito. — SANTANA !
- O que foi ?! — ela perguntou, como se eu a estivesse repreendo por fazer algo legal, como proteger cachorrinhos de uma nevasca ou uma mulher que quer usar a pele deles para fazer casacos. — Se ele for um agente escondido que procura por atrizes revelações ?
- Não, eu sou só um traficante de bebidas cubanas e meio maluco pois gosta de criancinhas sentando no seu colo. — ele disse, ainda sentindo a bunda de Santana.
- É melhor você tirar seus dedos negros de cima de mim ou eu corto sua mão fora, e aproveito e corto as duas, para ter certeza de que você nunca vai se divertir sexualmente consigo mesmo e com sua namorada, SUA MÃO DIREITA ! — ela disse. Senti que o Papai Noel negro iria começar a chorar, ou sacaria uma arma e atiraria na gente, então puxei Santana pelo braço e corri para o lado de fora. Trombamos com Finn na entrada.
- Finn ! — disse, também puxando-o pelo braço para o lado de fora. — O que está fazendo aqui ? Achei que iria se apresentar na Mamilumor !
- Eu me apresentei. — ele disse, desanimado. — Mas eu fiz piadas que insultavas os russos, os coreanos, os holandes, os tchekoslovakianos, e os asiáticos... e, acredite, existem MUITAS strippers asiáticas naquele puteiro... terminou que eles jogaram jujubas em formato de mamilos em mim.
- Acabaram de sentir minha bunda e nem me chamaram para participar de um filme pornô ! — rugiu Santana. — Sabe, estou começando à odiar o Natal !
- É ! — Finn concordou. — Nós montamos uma maldita árvore e celebramos um velho barbudo e gordo de bilhões de anos e para quê ? Acabarmos ganhando meias de presente ?!
- PESSOAL ! — gritei. — Vocês estão se esquecendo do verdadeiro significado do Natal !
- Que é...? — perguntou Santana.
- Eu me esqueci, mas o negócio é o seguinte: Natal é uma época de paz e amor. Eu me lembro que, na faculdade, meu primeiro relacionamento sério começou na época do Natal !
- Você ganhou seu primeiro vibrador na época da faculdade ? — perguntou Santana, incrédula. — E de presente de Natal ?
- NÃO ! — retruquei. — MAS É CLARO QUE NÃO !
- Rachel, você era uma gorda solitária quando era uma adolescente... — Finn disse, me contagiando com seu desânimo. — ...eu tenho fotos, vídeos e um depoimento que comprovam isso.
- ESSE NÃO É O MEU PONTO ! — justifiquei. — NÓS NÃO DEVÍAMOS BRIGAR NA ÉPOCA DO NATAL ! DEVÍAMOS NOS AMAR, SER LEGAL UNS COM OS OUTROS, E COMPRAR MALDITOS PRESENTES !
- Rachel, acho que já chega de amor entre o Finn e eu. — disse Santana. — Da última vez nós acabamos fazendo sexo.
- Eu concordo. — disse Finn, cruzando os braços. — Se nós ficarmos mais íntimos, Santana terá que engravidar de um bebê meu ou me doar um rim !
- SEUS IDIOTAS ! — disse, olhando rapidamente para o relógio. — FALTAM TRÊS MINUTOS PARA O NATAL E OLHA O QUE EU ESTOU FAZENDO ! DISCUTINDO COM VOCÊS PELA MILÉSIMA VEZ ! SABE, EU ESTOU CANSADA ! VOU EMBORA DAQUI !
- Rachel, está nevando e está frio. — disse Finn, tirando seu casaco e dando-o para Santana. — Viu ? Acabei de fazer minha boa ação do dia ! Salvei um animal indefeso !
- Seu babaca... — resmungou Santana.
- Eu não ligo mais para o Natal... — disse, saindo pela rua escura. — Talvez o Papai Noel estuprador saia de um beco e me abuse sexualmente.
- Que fetiche mais esquisito ! — disse Finn. — E olha que eu já tive um sonho erótico com um chimpanzé e um arbusto em forma de gente !
- Afê ! — sumi na escuridão da noite enquanto Finn e Santana se distanciavam.
*
- Rachel, você está acordada ? — perguntou Finn. Abri os olhos ligeiramente e me vi na sala do nosso apartamento, ainda vestindo as fantasias nojentas de ontem.
- Finn ! Como eu... — me levantei bruscamente e tentei lembrar o que aconteceu na noite passada. — ...vim parar aqui ?
- Você estava dando aquele seu discursinho sobre os significados do Natal e um mendigo te acertou na cabeça com um cano. — ele disse, sorrindo. — Mas se alegre ! Você talvez não tenha sequelas !
- Não consigo mexer meu braço. — disse, começando a ficar nervosa.
- Aawn, vamos torcer para que isso seja só caimbra. — ele disse, dando um sorrisinho nervoso. — Olha, eu esqueci de te comprar um presente de Natal, então fiz esses "Cupons Finn".
- "Cale essa maldita boca?" — li um dos cupons que ele me entregou.
- Esse serve para me obrigar a fazer silêncio. Use com cuidado ! — ele disse, animado.
- "Massageie meus pés?" — disse. — Esse pode ser uma boa...
- OPS ! OLHA A VALIDADE ! — ele disse, apontando alguns números escritos com letrinhas no lado esquerdo da página. — DIA 32 DO 13 DE 245 ANTES DE CRISTO ! AAH, PERDEU ESSES POR APENAS ALGUNS SÉCULOS !
- Me deixe dormir... — disse, voltando a enterrar meu rosto no travesseiro. — Você e a Santana já fizeram o favor de estragar o meu Natal !
- Rachel, você perdeu o melhor ! — ele disse, trazendo um ninho de palha nos braços. — A Betsy está grávida ! Eu vou ser mamãe !
- Ovos de galinha ? — perguntei. — Você está ciente de que tem apenas "ovo" aí dentro, não está ?
- Não !! São filhotes ! — ele disse, meio esquisito. — Eu já... cozinhei um dos ovos para saber se era um filhote, e algo pequeno e nojento saiu dele... te aconselho a não comer aquele omelete em cima da mesa.
- Bom... — disse, pensativa. — Ainda sou jovem, ainda tenho muito tempo para me casar e ter meus próprios filhos, mas... isso pode soar errado, mas eu sou uma mãe-galinha !
- É... — disse Finn, pensativo. — ...isso soa MUUUUITO errado. Eu vou começar a te chamar de piranha daqui para frente.
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